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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dualismo


Modalidade de pensamento que apresenta como princípio da realidade duas noções antitéticas e irredutíveis entre si. Este termo foi empregado pela primeira vez por Thomas Hyde, em 1700, em uma obra intitulada Historia religionis veterum Persarum. Este escrito, acerca da religião persa, denomina a esta dualista, uma vez que suas figuras centrais são as divindades Ormuz e Arimã, personificações de Luz e Trevas, ou de Bem e Mal. A doutrina maniqueísta, inspirada nesta religião, é encarada na história da filosofia como um exemplo clássico de dualismo, uma vez que faz o universo derivar de uma mistura entre os princípios Bem e Mal.

O dualismo é empregado sempre em contraposição ao monismo. Este termo caracteriza uma dupla tendência: por um lado, podem ser considerados monistas aqueles que afirmam como princípio uma única substância, excluindo sua contrapartida, apresentada pelo dualismo. Por outro, pertence igualmente ao monismo a tendência em encontrar, a partir da antinomia, um princípio unitário que as abarcaria, esta passando a constituir, para esses filósofos, o verdadeiro princípio da realidade.

Compreendendo o dualismo em seu sentido mais geral, como a contraposição de duas tendências irredutíveis entre si, pode-se apreender suas manifestações ao longo da história da filosofia sob uma enorme variedade de formas. Bem e mal, matéria e espírito, alma e corpo, limitado e ilimitado, uno e múltiplo, liberdade e determinação, sujeito e objeto são algumas das maneiras como ele se pode apresentar.

No entanto, é preciso fazer uma ressalva. Dualismo e monismo são caracterizações insuficientes para abarcar a filosofia em seus diversos desdobramentos. Pode-se encontrar aspectos dualistas no pensamento de Sócrates, Aristóteles, Santo Agostinho, Descartes, bem como em vários outros filósofos. No entanto, a radicalidade d e sua investigação ultrapassará sempre e necessariamente qualquer tentativa de apropriação esquemática. Esta permanece forçosamente fora da dimensão própria à filosofia.

Original em:
http://www.algosobre.com.br/sociofilosofia/dualismo.html

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mente e cérebro - uma questão, a priori, filosófica


A questão mente-cérebro se apresenta necessariamente como sendo filosófica, porque de modo geral problemas conceituais sempre permearam esse âmbito do saber.
A filosofia sempre buscou meios lingüísticos de adequar o interno humano com o mundo real de maneira verdadeira.
Toda a história da humanidade foi marcada por discursos que ora reforçavam um dualismo (estados físicos diferentes de estados mentais), ora um materialismo (estados mentais como variações de estados físicos).
Como salienta o professor e mestre em filosofia Rafael de Oliveira Vaz, “a mente é um problema filosófico porque a sede do pensamento seja cérebro, espírito ou propriedades supervenientes, é a pedra fundamental da visão de natureza humana e de suas conseqüentes propriedades, conceitos necessários para qualquer ontologia que inclua o homem (e suas peculiaridades) dentre os entes que dela façam parte.”
E o surgimento da Filosofia da Mente- aliada aos avanços da ciência e à sofisticação de argumentos filosóficos - trouxe mais subsídios e possibilitou o refinamento de argumentos e contestações referentes à questão que sempre instigou o homem: desvendar a caixa preta!
Postado por Rafaela Sandrini no original:

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