Mostrando postagens com marcador raios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador raios. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de janeiro de 2011

Os raios cósmicos II

Raios Cósmicos são partículas extremamente penetrantes, dotadas de alta energia, que se deslocam a velocidades próximas a da luz no espaço sideral. Portanto, “raios” cósmicos não são raios, mas partículas de átomos. Essas partículas ao penetrarem na Terra, colidirem com os núcleos dos átomos da atmosfera, cerca de 10 mil metros acima da superfície do planeta, e dão origem a outras partículas, formando uma “chuva” de partículas com menos energia, os chamados “raios” cósmicos secundários. O número de partículas que chegam ao nível do mar, em média, é de uma partícula por segundo em cada centímetro quadrado. “Os raios cósmicos galácticos são formados por partículas altamente ionizadas e podem prejudicar seriamente os tecidos”, afirma Cary Zeitlin, especialista em radiação do Lawrence Berkeley National Laboratory, em Berkeley, Califórnia. “No entanto, o fluxo dessas partículas é muito baixo.” Mesmo um evento de partículas solares intenso produz muito poucas partículas tão perigosas. Uma partícula isolada, gerada por um evento solar típico, produz danos muito menores que um íon pesado gerado por raios cósmicos. Mas, além dessas partículas, o Sol produz outras.

Os raios cósmicos secundários são inofensivos à vida na Terra, mas os raios cósmicos primários são perigosos para os astronautas no espaço.

A Terra nos protege da maior parte da radiação que preenche o Universo. O campo magnético terrestre expulsa ou aprisiona partículas nocivas de alta energia emitidas pelo Sol. As partículas aprisionadas espiralam indefinidamente entre os polos norte e sul magnéticos, formando os cinturões de radiação de Van Allen. A atmosfera da Terra espalha e absorve os raios cósmicos – protegendo ainda mais a vida.

No espaço existem duas fontes principais de radiação. A primeira, e mais óbvia, é o Sol. Na dinâmica solar, há períodos em que o astro se mostra relativamente “calmo” e outros em que se comporta como um monstro furioso, alternando esses dois comportamentos em ciclos de aproximadamente 11 anos. No máximo do ciclo, surgem manchas solares por toda a superfície solar. Flares e emissão de massa coronal (CME, na sigla em inglês) ocorrem com freqüência, lançando no espaço nuvens de bilhões de toneladas de material altamente energético.

Um flare ocorre quando a energia magnética contida no Sol se acumula – formando um pico próximo da superfície -, explode e desencadeia a liberação repentina de partículas de alta energia pelo espaço afora.

As CMEs ocorrem quando as linhas do campo magnético se rompem. Uma grande CME pode lançar bilhões de toneladas de partículas carregadas e de gás quente para o espaço a centenas de milhares de quilômetros por hora.

Durante os dois tipos de eventos, as partículas mais energéticas atingem a Terra em poucos minutos. Em períodos em que a atividade solar está no máximo, vários flares e CMEs entram em erupção diariamente. Mas mesmo períodos de baixa atividade não garantem segurança total para os astronautas. A atividade solar, embora baixa em alguns momentos, nunca cessa. 

A segunda, e mais previsível, fonte de radiação do espaço são os raios cósmicos galácticos. Supostamente produzidos durante explosões de supernovas, essas partículas bombardeiam o Sistema Solar vindas de todas as direções. A taxa do fluxo dessas partículas é baixa, mas elas viajam a altíssimas velocidades. Os raios cósmicos são constituídos de prótons, núcleos de elementos pesados de alta energia. Os núcleos que podem afetar significativamente as funções biológicas vão desde o hidrogênio até o ferro. Núcleos pesados – como o ferro – são os mais perigosos.

Original no endereço: http://goo.gl/yBRhH

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Raios Cósmicos - é Natal

Um pouco de ciência, de raios cósmicos num dia de natal...


Telescópio detectará luz de raios cósmicos

SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO


Eles bombardeiam constantemente a Terra, mas ninguém os vê. Para conseguir identificar os rastros dos raios cósmicos, rapidíssimos e invisíveis a olho nu, um estudante de graduação está desenvolvendo uma espécie de telescópio "compacto".

Vitor Prestes Luzio, da UFABC (Universidade Federal do ABC), está usando seus conhecimentos em física e em engenharia para construir um telescópio de fluorescência para identificar o rastro de luz invisível que se desprende desses raios.

A ideia é que o artefato, pouco maior que um computador e batizado de MonRat (Monitor de Radiação Atmosférica), consiga identificar as "partículas secundárias" para analisar o traçado dos raios cósmicos.

"A partícula inicial desses raios, que vem do espaço, gera uma cascata de partículas secundárias", explica.

"Elas chegam com muita energia e, pela sua direção, é possível identificar o caminho do raio cósmico original", completa o estudante. Ele cursa física e engenharia aeroespacial ao mesmo tempo e é responsável pela parte mecânica do aparelho.

O trabalho está sendo feito por um grupo de estudos de raios cósmicos da UFABC, sob orientação do físico Marcelo Leigui de Oliveira. A empreitada conta com cientistas brasileiros do Observatório Pierre Auger, em Malargüe, na Argentina.


Hermanos

Lá foi inaugurado em 2008 o maior observatório de raios cósmicos do mundo.

No Brasil, não há ainda nada parecido com o telescópio da UFABC, mas já há gente que estuda raios cósmicos com outras metodologias.

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), por exemplo, tem um dos maiores grupos de estudos na área e conta com uma cópia do detector do Pierre Auger.

Pelo menos um motivo desperta tanto interesse no assunto: esses raios invisíveis possuem as maiores energias já detectadas.

O raio cósmico de maior energia já encontrado até hoje tem 10 mil vezes mais força do que o LHC, o maior acelerador de partículas do mundo- isso se ele estiver ligado em potência máxima.

E, quanto maior a sua energia, maior a chance de saber de onde eles vêm. Ou seja: os raios cósmicos podem trazer aos cientistas aqui na Terra informações sobre o espaço.

O MonRat está passando pelos primeiros testes. "Com a estrutura pronta, o que deve levar uns meses, faremos testes em várias condições atmosféricas", diz Luzio.

Original na Folha.com http://goo.gl/j3zGX

Seguidores

Visualizações nos últimos 30 dias

Visitas (clicks) desde o início do blog (31/3/2007) e; usuários Online:

Visitas (diárias) por locais do planeta, desde 13/5/2007:

Estatísticas