quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Prever o futuro

Cientistas encontram as primeiras provas reais que você pode ver o futuro


precogs Minority Report não poderia ser mais possível do que se pensava
Sempre achava que você poderia prever o futuro? A boa notícia é que você não está louco. A melhor notícia é, há agora evidências científicas de que apoia-lo.

Para a maioria de nós, a ideia dos fenômenos psíquicos ficção científica. Mas é verdade, segundo  o Dr. Daryl Bem, psicólogo social que realizou nove experimentos diferentes sobre o fenômeno.

Você já teve um teste psíquico com cartas Zener (aquelas com o sinal de mais e as linhas  onduladas)? Se você tiver, você terá em média uma resposta correta, ou "sucesso", de cada cinco  cartões. Psychology Today diz que o teste Zener e outros como ele são falhos, porque "esses estudos  muitas vezes não conseguem atingir o patamar de uma investigação científica.

No entanto, os estudos de Bem são únicos na medida em que representam um padrão de métodos científicos e invocam os princípios Bem estabelecidos em psicologia. Essencialmente, ele tomou efeitos que são considerados válidos e confiáveis em psicologia. Estudar melhora a memória, facilita o condicionamento, tempos de resposta e simplesmente inverteu a sua ordem cronológica.

Em um teste que não teria acreditado se não tivesse sido documentada, foram mostrados para 100 estudantes da Cornell 48 substantivos comuns e dados três segundos para observar e visualizar cada palavra. Em seguida, eles foram convidados a sair tipo como muitas palavras que podiam se lembrar. Depois disso, um computador reexibiu metade das palavras, que os alunos, em seguida, digitaram novamente.
Você não precisa ser vidente para saber para onde estamos indo com isso.

Em seu texto original, o Dr. Bem escreveu: "Os resultados mostram que a prática de um conjunto de palavras após o teste de memória, de fato, chegar de volta no tempo para facilitar a recolha dessas palavras."

A razão para este fenômeno pode ser explicado através da ciência (ou, neste caso, a ciência!), especificamente a física.

Einstein acreditava que o simples ato de observar algo aqui poderia afetar alguma coisa ali, um fenômeno que chamou de "ação fantasmagórica à distância". Da mesma forma, a física quântica moderna tem demonstrado que as partículas de luz parecem saber o que está à frente deles e irá ajustar o seu comportamento nesse sentido, mesmo que o acontecimento futuro ainda não ocorreu.

O estudo será publicado em um volume próximo do Journal of Personality and Social Psychology. Mas se você não pode esperar para lê-lo, entre os aventureiros que você pode baixar o projecto não editado o Livro de Bem para vocês.

Prevemos que você estará realizando o seu próprio experiências psíquicas com números da loteria.

Original no site: http://bit.ly/cq5Mag
Tradução: Carlos Roberto Sabbi

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Feia não é bonita?

Por Mario Prata

Estava eu a assistir em DVD o filme Rose, com a Bette Midler, quieto no meu sofá. O musical é mais ou menos a história da overdose vivida pela saudosíssima Janis Joplin. Eis que o filho do vizinho, uns 6 anos, me solta um "que mulher mais feia!" E eu que estava apaixonado pela mulher (ou talvez pela Joplin que ela representava) fiquei meio irritado com o garoto. Feia por quê? Feia onde? Quem é que define quando uma mulher é bonita ou feia?

Qual é o padrão nacional?

Me lembrei da conversa, dias antes, com um amigo, num bar. Foi entrar uma garota e ele:
- Olha que mulher feia!!!
- Como é que você sabe? Sabe que ela é feia?
- Ô meu, olha lá. Tô vendo. Feia, horrorosa!
- Eu estou vendo. Mas a minha pergunta é mais abrangente: por quais padrões você define que esta garota é feia?
- Bebeu, é? Basta olhar. Olha lá.

Olhei bem. A mulher era mesmo muito feia. E me perguntei: por que é que eu tenho de achar essa mulher feia? De que lugar do meu cérebro eu tirei isso?

Quem me colocou a imagem de bela ou fera na cabeça?

Me lembrei de uma frase do Rubem Braga, numa noitada nos anos 80, lá dentro do bar Pirandello, ao ver uma mulher feia se olhando no espelho:
- Os espelhos deveriam refletir melhor antes de refletirem certas imagens.

Estava eu, ele e o Samuel Wainer. E o espelho. Todos concordamos que a mulher era realmente feia.

Se aquela era feia e a de hoje é feia, é porque existe um padrão de beleza.

Ou seja, a feiura (como a beleza) é cultural. Rubens, aquele que pintava, achava legal umas meninas meio barrigudinhas. Era o padrão renascentista, digamos assim. Olhemos assim.

Quando aquela magrela inglesa, aquela modelo magérrima dos anos 60 virou moda, virou padrão de beleza a magreza. Até chegar ao nariz carcará da Bethânia. Aí a coisa ficou feia. Eu, por exemplo, acho a Bethânia bonita.

Mas voltemos ao começo.

- Bebeu, é? Basta olhar. Olha lá.
- É que a beleza é óbvia, cara. Já a feiúra surpreende. Não existe um padrão de feiúra. Como a coisa é por padrão, todas as mulheres bonitas são iguais.
Tenho pensado nisso, no assunto.
- Tudo bem, pense o que quiser, mas que aquela mulher é feia, é!
- Sim, já concordei. Mas por quê? O que é que caracteriza que ela é feia?
- Olha o nariz.
- Igual da Barbra Streisand. E, antes que você fale dos olhos: onde está escrito que olhos azuis são mais bonitos que marrons? Colocaram isso na sua cabeça, cara. E mais: toda prognata tem seu charme. Os dentes não podem ser um pouquinho pra frente, por quê?
- Sem querer te interromper, a feia está vindo pra cá. E está de olho em você.

Ela parou numa mesa para cumprimentar alguém. Mas vinha na minha direção, devo reconhecer.

- E olha a orelha! De abano.
- Desculpa insistir. Mas é questão de ponto de vista.
- E tem ruga, olha lá!
- Ruga tem seu charme. Onde é que está escrito que ruga é feio? Onde? Você está condicionado pelas capas da Claudia.
- Mas ela é horrorosa, cara.
- Antes que você diga que ela tem o bumbum caído, fique sabendo que é a minha namorada.
- Simpaticíssima! Muito boazinha! Deve ser muito culta, não é, não?
- Você não entende nada de mulher, cara! Feia é o que há. Vai por mim.
- Olhando assim de perfil, pensando bem...

Claro que era uma brincadeira minha. Não era a minha namorada. Mas poderia ser. Sim, o padrão de beleza varia de pessoa para pessoa. E, principalmente, vai variando com a nossa idade. Quer coisa mais bonito do que ver um casal de velhinhos, com mais de 80 anos, andando pela rua de mãos dadas? Existe coisa mais bonita do que isso? Acho que é isso: não existe pessoa feia.

Existem pessoas infelizes. Aí, não tem olho azul ou bisturi que resolva.

- A Bette Midler é linda, moleque!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Antiga Religião Egípcia


A primeira característica que lembramos ao pensar na religião egípcia é a crença em vários deuses. Contudo, o pensamento religioso egípcio era muito mais complexo, pois as suas explicações, religiosas, filosóficas ou científicas, estavam baseadas no mito no qual os deuses eram os protagonistas. Os mitos buscavam fornecer a base do pensamento moral egípcio. Eles englobam a cosmogonia (gênese) e a cosmologia (funcionamento do universo). Assim, por exemplo, os ciclos da natureza, o poder faraônico e a concepção filosófica em relação à morte eram explicados pela mitologia.


Havia três escolas de pensamento que buscaram explicar a criação do mundo realizada pelos deuses. A escola de Hermópolis afirmava que no oceano cósmico (o Num) estavam oito divindades, organizadas em quatro casais, que representavam as potencialidades latentes nessas águas caóticas. O segundo mito, o de Heliópolis, foi o mais difundido ao longo do território egípcio. Neste, o deus Atum surgiu do oceano cósmico, criando outras divindades responsáveis pela ordenação das coisas, como os deuses: Shu (ar) e Tefnut (umidade), Geb (terra) e Nut (céu), que deram origem aos primeiros deuses que vieram habitar a terra (Egito). Por fim, há o mito da cidade de Mênfis, no qual o deus criador é Ptah (divindade padroeira do local), que através do verbo criou os outros deuses e as coisas.

Os deuses eram representados pelos egípcios de três maneiras: antropomórfica (forma humana), antropozoomórfica (forma humana e animal) e zoomorfa (forma de animal). A forma do deus estava relacionada ao modo como os egípcios associavam o significado da divindade. Eles acreditavam que não tinham acesso à real forma dos deuses, assim como não sabiam o verdadeiro nome da divindade. Para eles os deuses possuíam vários nomes, para ocultar o seu verdadeiro, pois aquele que soubesse o exato nome divino poderia ter acesso aos poderes do deus.

O culto oficial e diário às divindades deveria ser dirigido pelo faraó. Mas, como havia templos dedicados às divindades locais em cada cidade egípcia, o governante elegia sacerdotes que, representando o Estado egípcio, conduziam o rito.

O ritual que era realizado todos os dias, próximo ao horário do nascer do sol, servia para manter a ordem do mundo criado pelos deuses. Esse rito estava relacionado aos cuidados junto à estátua do deus a que o templo era dedicado. Eram oferecidos alimentos à divindade, incensos eram queimados, além de cuidados físicos com a estátua divina.

A população em geral não tinha acesso ao interior do templo. Apenas o faraó, os sacerdotes e outras autoridades podiam ter acesso ao seu interior. A sala mais escura do local, chamada de “santo dos santos”, onde ficava o tabernáculo com a imagem do deus, era acessada apenas por um único sacerdote, no momento do rito diário, sendo que o deus não era perturbado no restante do dia.

No Antigo Egito, além do culto religioso oficial praticado nos templos, havia diversas manifestações religiosas populares, que variavam conforme o deus de cada localidade. A exemplo dos festejos populares realizados no Antigo Egito, podemos destacar a Festa de Opet, uma cerimônia realizada anualmente pelos antigos egípcios. Esta festa consistia em levar em uma barca a imagem do deus Amon, do templo de Karnak até o templo vizinho de Luxor, acompanhada com muita música e dança. Eram em procissões como esta que o povo poderia manter contato com a imagem do deus festejado.

A partir do Reino Novo tornou-se comum a prática de dedicar a uma divindade a múmia de um animal que fosse relacionado a ela. Assim, durante as festas religiosas inúmeros animais eram mortos e embalsamados, como as íbis, que eram dedicadas ao deus Toth, gatos, dedicados à deusa Bastet, falcões, dedicados ao deus Hórus, entre outros.
Pouco se sabe como a religião era sentida e conduzida pelas camadas populares, pois a maior parte dos registros provém dos documentos produzidos pela elite. Contudo, sabe-se que havia pequenas capelas ou santuários nas casas dos egípcios. Geralmente, as divindades representadas nestas capelas variavam de acordo com o deus padroeiro de cada região do Egito.

A compreensão da religião egípcia nos ajuda a refletir sobre como os antigos habitantes da terra dos faraós pensavam o seu mundo. Não há como estudá-los sem conhecer a sua religião, visto que sua crença estava presente em todos os momentos de suas vidas. 

Original no site da AMORC: http://www.amorc.org.br/destaque_cca.html

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