domingo, 13 de junho de 2010

Ode aos professores

Recebi esta pergunta: "Por que o senhor defende tanto os professores?". Achei, inicialmente, a pergunta estranha. Afinal, a resposta sempre me parecera óbvia. Depois, comecei a responder para mim mesmo. Embora seja impossível estabelecer objetivamente um ranking de profissões, eu acho o trabalho de professor o mais importante que existe, especialmente o de professor de ensino fundamental e médio, função que nunca exerci, embora tenha chegado a passar num concurso. Sei da importância dos médicos, dos engenheiros, dos padeiros, dos lixeiros e de tantos outros profissionais. Mesmo assim, considero que o professor é a base de tudo.

Por pensar assim, sempre vejo como injustos e até mesmo absurdos os salários pagos aos professores do ensino público. Não consigo aceitar que qualquer jogador de futebol ruim ganhe mais do que um professor. Esperamos dos professores que eles eduquem os nossos filhos, dando-lhes conhecimentos e valores. Depositamos enormes esperanças na atividade desses mestres de poucos recursos e muita perseverança. Cobramos muito. Pagamos pouco. A desculpa é sempre a mesma: os cofres públicos não comportam salários maiores para uma categoria tão numerosa. Essa explicação sempre me parece fácil, simplória, hipócrita e até canalha. É uma maneira de lavar as mãos. A culpa não é só dos governantes. É da sociedade. Por que não nos organizamos para pagar melhor os professores? Outro dia, na Rádio Guaíba, o senador Paulo Paim nos garantiu que não existe o rombo da Previdência Social. Autorizou-me a chamar de mentiroso quem afirme o contrário. Não perderei a oportunidade.

De minha parte, farei uma afirmação categórica: a sociedade brasileira pode pagar melhor seus professores. Não o faz por não os valorizar suficientemente. Volta e meia, ouço alguém atacar os professores dizendo algo assim: "Se não estão satisfeitos que mudem de profissão". Nunca ouço argumento semelhante aplicado aos grandes proprietários que pedem subsídios aos governos. Os professores viraram saco de pancada. Os governantes empurram com a barriga o eterno problema dos baixos salários. Por toda parte, vejo professores trabalhando duro e ganhando pouco. Ser professor é cada vez mais difícil e bonito. Hoje, além de saber passar informações, é preciso saber educar num ambiente de liberdade. Muita gente tem saudades dos castigos corporais e dos métodos medievais nas escolas. São os mesmos que sentem saudade da ditadura militar e que fecham os olhos para a tortura.

Imagino um leitor conservador dizendo-se que estou empilhando clichês ou fazendo demagogia. Num ano eleitoral, eu espero que algum candidato apresente um plano consistente para a educação. Teria meu voto. Toda hora alguém diz que só a educação muda um país. Para que a educação mude um país, no entanto, o país precisa mudar a sua educação. Um bom começo seria pagar melhor os professores. Eu não me importaria de pagar mais impostos para isso. Pagar impostos pode ser muito bom. Faz bem para a sociedade. Não há serviços sem impostos. Jamais.
 
Por Juremir Machado

sábado, 12 de junho de 2010

12 de Junho


Faltam palavras, mas sobram sentimentos
Falta a presença do dia-a-dia, mas os poucos momentos valem por uma vida

Como é maravilhoso curtir o dia dos namorados
Já pela 2ª vez, ao lado do meu amorzinho

Obrigado meu amor!
Te amo!

Parabéns pelo nosso dia!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Descoberta a Arca de Noé

Suposta descoberta da "Arca de Noé" na Turquia tem pouca base arqueológica É preciso no mínimo muito cuidado para avaliar as alegações de que restos da célebre Arca de Noé teriam sido encontrados no alto do monte Ararat, na Turquia. Um grupo evangélico de Hong Kong, o Ministério Internacional da Arca de Noé, organizou a expedição até o Ararat e afirma ter achado, no alto da montanha, estruturas de madeira que poderiam corresponder, segundo eles, a recintos do barco, e mesmo aos locais onde os casais de cada espécie de animal teriam sido abrigados, conforme diz a narrativa do livro bíblico do Gênesis.
REINALDO JOSÉ LOPES
da Reportagem Local


Nami/Divulgação
Pesquisador investiga estrutura de madeira supostamente ligada à Arca de Noé

O ministério também afirma ter datado lascas de madeira com a ajuda do método do carbono-14 (no qual a perda gradual dessa forma do elemento carbono indica a idade do material orgânico). Segundo os exploradores, a datação obtida, de 4.800 anos, bateria com a data da construção da arca estimada com base nos dados da Bíblia.

Em princípio, não há nada de impossível no fato de construções de madeira com tal idade terem sobrevivido no alto do Ararat, mas há uma série de dúvidas sobre as afirmações do Ministério Internacional da Arca de Noé. Embora o grupo afirme ter "99,9% de certeza" de que se trata da arca, a localização exata dos artefatos não foi revelada, pelo menos por enquanto. O grupo também não disse se planeja publicar suas descobertas numa revista científica independente. As duas coisas são cruciais para que outros pesquisadores possam avaliar os dados e verificar se eles estão corretos, a começar da datação, que sempre pode incorrer em erros.

Água? Onde?

Nami/Divulgação
Recinto estaria associado a abrigos de animais na Arca, afirma grupo de Hong Kong

Outro ponto importante, segundo pesquisadores que estudam a região de Ararat -- reino que, na Idade do Bronze, era conhecido como Urartu --, é que não há sinais de que alguma vez nos últimos milhares de anos as montanhas ali tenham ficado cobertas por água, ou que tenha havido uma interrupção na cultura dos povos da região. Uma mudança radical é o que seria de esperar caso Noé e seus descendentes tivessem repovoado a área, como diz a narrativa bíblica.

Finalmente, o próprio estudo detalhado do texto da Bíblia, bem como dos paralelos da história do Dilúvio na literatura do Oriente Médio antigo, dá pistas de que não se deve encarar a saga de Noé como um registro histórico.

Exemplo disso é o fato de que o texto do Gênesis (cuja época de composição provavelmente está entre 800 a.C. e 600 a.C.) parece ter surgido de uma recriação de obras bem mais antigas da Mesopotâmia, como os épicos de Gilgamesh (entre 1300 a.C. e 1000 a.C.) e Atrahasis (cerca de 1700 a.C.). Nessas obras também há a irritação de Deus (ou melhor, dos deuses) contra a humanidade, a destruição dos seres humanos por uma grande inundação e a sobrevivência de uma família que, por instruções divinas, constrói um barco para se salvar.

A diferença, no entanto, é que nos épicos da Mesopotâmia a motivação dos deuses para destruir a humanidade é o puro capricho: os seres humanos se tornaram numerosos demais, fazem muito barulho e, por isso, incomodam as divindades. A narrativa bíblica, por outro lado, vê uma motivação moral para a punição divina: a violência e a injustiça cometidas por todos, menos Noé. Por isso, os principais estudiosos da Bíblia argumentam que a história do Dilúvio na Bíblia é uma adaptação de lendas tradicionais cujo objetivo era defender a moralidade do monoteísmo, ou seja, a crença num único Deus.

Há, inclusive, indícios de "problemas de edição" no texto bíblico da história de Noé. Embora as pessoas quase sempre mencionem os dois casais de cada espécie de animal salvos por Noé na Arca, outros trechos da mesma história falam em sete casais de animais puros e um casal de animais impuros (uma distinção que só apareceu bem mais tarde na religião israelita, segundo a própria narrativa da Bíblia). É provável que as inconsistências derivem da junção de duas histórias diferentes sobre Noé, a qual resultou no texto disponível hoje.

Capturado no site: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u727218.shtml em 04/05/2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Marina é "o Lula melhorado"

Ex-petista, teólogo será estrela de festa do PV
Leonardo Boff diz que Marina é "o Lula melhorado" e seria eleita no 1º turno pelo PT

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Artigo do Jornal A Folha de 09/06/2010

Aliado de Lula em suas cinco campanhas presidenciais, o teólogo Leonardo Boff será a estrela da festa de lançamento da candidatura de Marina Silva (PV) ao Planalto, amanhã, em Brasília.

Ele subirá ao palanque com uma mensagem incômoda ao PT: defenderá que a senadora, e não a petista Dilma Rousseff, é a sucessora natural do presidente.

"A Marina é o Lula melhorado. Tem a mesma origem popular, mas soube pôr o foco na questão ambiental junto com a social", disse à Folha de Petrópolis (RJ), onde vive, por telefone.

Símbolo da Teologia da Libertação, uma das raízes do PT, Boff defenderá o voto na senadora como opção de continuidade ao petismo.

"Não me sinto distanciado do Lula, porque acho que a sucessora natural dele seria a Marina. Acho triste que ela tenha deixado o PT. Se fosse candidata do partido, venceria no primeiro turno", disse.

"Dilma é ligada a projetos importantes, mas não existe nela a dimensão de um conhecimento que seja ligado a questões tão diversas como as que temos hoje. Apoio Marina por imperativo ético."

Ligado à causa ecológica, ele admitiu que a senadora tem pouca chance de vitória. "De qualquer maneira ela ganhará, por impor a ecologia como tema importante na eleição", afirmou.

O reforço do pensador católico é visto no PV como antídoto às críticas que Marina vem sofrendo pela aproximação com líderes evangélicos de perfil conservador.

Os verdes temem perder espaço com o eleitorado progressista de classe média, que reagiu mal às suas declarações contra a legalização do aborto e o casamento gay.

A campanha convidou cerca de 200 "personalidades" para a convenção, entre artistas e intelectuais, mas enfrenta dificuldades para confirmar presenças.

Ontem, o clima era de apreensão com a lista. Um dos VIPs mais esperados, o cantor Caetano Veloso deu pouca esperança de aparecer. "Levar artista para Brasília não é fácil", desabafou um dirigente verde.

A festa será no mesmo local usado pelo PSDB para lançar a pré-candidatura de José Serra. O PV quer reunir entre 1.500 e 2.000 pessoas.

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