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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Primavera


Primavera traduz a potência de um novo ciclo. É a luz que dispersa a escuridão após o sono do inverno. Momento em que as coisas nascem e renascem.
A primavera traz o impulso da força, da inspiração, da iluminação, da clareza e da sabedoria.
A proposta é dançarmos para acessar essa força de vida, para expandir em nós esses princípios e poder unir-nos as forças cósmicas desse período. E assim, nos permitir perceber o mundo com outros olhos, acessar nossa criatividade, tornar-nos mais otimistas, apaixonados, mais determinados.
Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado.
As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.
Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos!
Recebi, tal qual pelo e-mail sem a indicação da autoria.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Dê o melhor de si - sempre alguém irá notar


Tenho recebido inúmeras mensagens de pessoas que me escrevem comentando sobre meus textos e meus artigos. Uma dessas mensagens me chamou muito a atenção e eu a transcrevo abaixo, pois sempre que ministro uma palestra sobre o significado do trabalho e sobre a atitude no trabalho falo sobre esse tema.
Há funcionários que por acharem que ganham mal, trabalham mal. Eu ganho pouco e vou fazer pouco. Mas há outros que mesmo ganhando pouco fazem muito, fazem bem feito. Não fazem pelo salário que ganham, mas fazem pelo prazer, pela alegria de servir e porque querem crescer, e para esses sempre aparecem às oportunidades, pois sempre alguém lhes observa. QUEM GANHA POUCO, DEVE SE ESFORÇAR MAIS AINDA, pois alguém irá notar o seu esforço.
É sobre isso que trata a história abaixo. Leia e passe para seus colegas. Vale a pena.
Numa noite tempestuosa, há muitos anos atrás, um senhor idoso e sua esposa entraram no saguão de um pequeno hotel em Filadélfia. O homem levou a esposa até uma poltrona, e depois se dirigiu à recepção. Por favor, vocês teriam um lugar para nós?
Todos os grandes hotéis da cidade estão cheios. O funcionário explicou que, como se realizavam três convenções na cidade, não havia nenhum quarto disponível em nenhum lugar. Todos os nossos quartos também estão cheios - disse ele. Todavia, não posso deixar um casal simpático como vocês sair na chuva a uma da manhã. Estariam dispostos a dormir no meu quarto? O homem replicou que não gostaria de privá-lo de seu quarto, mas o recepcionista insistiu: Não se preocupe, eu me arranjo.
Na manhã seguinte, ao pagar a conta, o velho disse ao rapaz: Você é o tipo de pessoa que deveria gerenciar o melhor hotel do país. Talvez um dia eu construa um para você. O rapaz olhou para o casal, e sorriu. Os três acabaram rindo e muito. A seguir, ele os ajudou a levar as malas até a rua.
Dois anos se passaram, e o recepcionista já se esquecera do incidente, quando recebeu uma carta daquele senhor. Nela ele relembrava a noite de tempestade, e incluía uma passagem de ida e volta à Nova Iorque. Quando o moço chegou à Nova Iorque, o homem levou-o à esquina da Quinta Avenida com a rua Trinta e Quatro, e apontou para um enorme prédio, um verdadeiro palácio de pedras avermelhadas com torres e vigias, como um castelo de fadas elevando-se até o céu. Esse - disse o homem - é o hotel que acabei de construir para você tomar conta. - O senhor deve estar brincando - falou o jovem, sem saber se devia ou não acreditar nas palavras do outro.
- Não estou brincando não - respondeu o outro com um sorriso travesso. - Afinal de contas, quem é o senhor?
Meu nome é William Waldorf Astor. Estamos dando ao hotel o nome de Waldorf Astoria, e você vai ser seu primeiro gerente. O nome do rapaz era George C. Boldt, e essa é a história de como ele saiu de um pequeno e medíocre hotel em Filadélfia, para tornar-se gerente do que era então o hotel mais fino do mundo. Astor sabia que a bondade demonstrada por Boldt fora espontânea, sem pensar em tirar qualquer proveito dela, e por isso teve início uma amizade que superou todas as barreiras de status social e financeiro.
O recepcionista – que certamente recebia apenas um modesto ordenado – decidiu ajudar um estranho por perceber a sua real necessidade. Mal sabia ele que estava cedendo seu quarto ao homem mais rico dos Estados Unidos. Ele poderia muito bem ser apenas mais um homem de negócios, à procura de um quarto naquela noite tempestuosa e fria. Por outro lado, aquela semente de amizade, uma vez plantada, germinou para o recepcionista na forma de um cargo muito superior e de maior prosperidade financeira.
Se você prezado amigo fosse o recepcionista desse hotel, como teria atendido esse Senhor? De cem funcionários quantos fariam como ele fez?
Pense nisso e dê sempre o melhor de si em qualquer trabalho que você fizer. Alguém com certeza irá notar.

Um abraço.

Adroaldo Lamaison
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sábado, 31 de março de 2007

Uma Lágrima e Um Sorriso!


Eu não trocaria as tristezas do meu coração pelas alegrias dos homens, e não desejo que as lágrimas que a melancolia provoca nos meus olhos se transformem em risos. Prefiro que minha vida permaneça uma lágrima e um sorriso: uma lágrima que purifique meu coração e me faça compreender os mistérios e segredos da vida, e um sorriso que me aproxime dos meus semelhantes e simbolize minha glorificação aos deuses. Uma lágrima que me irmana aos tristes de coração, e um sorriso que proclama a minha alegria de viver.

Prefiro morrer de muito desejar a viver na indiferença. Quero sentir nas minhas profundezas fome pelo amor e a beleza, pois observei e verifiquei que os satisfeitos são os mais infelizes dos homens e os que mais se assemelham à matéria inanimada; e escutei e descobri que os gemidos de saudade do apaixonado são mais embaladores que as melodias dos violinos.

Quando a noite cai, a flor fecha as pétalas e dorme abraçada aos seus desejos; e quando rompe a madrugada, descerra os lábios para receber o beijo do sol. A vida da flor é desejo seguido de união: uma lágrima e um sorriso.

Evapora-se a água do mar e se eleva e se condensa em nuvens que passeiam por sobre os valores e as colinas. Mas quando encontram brisas suaves, descem em lágrimas sobre os campos e se juntam aos arroios e voltam ao mar, sua pátria. A vida das nuvens é separação e depois reencontro: uma lágrima e um sorriso.

Assim a alma se separa do espírito universal e caminha no mundo da matéria e passa como nuvem por cima das montanhas de tristeza e dos campos de alegria, e quando encontra as brisas da morte, volta à sua origem: ao mar do amor e da beleza, ao coração de Deus...

Gibran Khalil Gibran

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