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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Descontração

Caríssimos amigos!



Só para comunicá-los que nenhuma das correntes que me enviaram este ano, prometendo coisas e mais coisas deu resultado.


Nem mesmo as desgraças que ameaçaram cair na minha cabeça, caso não as repassase, aconteceram.


Assim, como pra vocês também não deve ter dado nada certo, faço votos que em 2010 recebamos nossa parte em dinheiro mesmo.


Que assim seja!


Amém!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O Mortômetro

48. 49. 50. 51. 52 mortos pela gripe suína. E aumentando! Tá chegando a minha hora...
Cada morte numa cidade diferente dá uma nova manchete. Como o Brasil tem algo em torno de 5 mil municípios temos aí um potencial gigantesco para ocupar os jornais, rádios e televisões com o alerta: "Mulher morre de gripe suína em Carapicuíba". "Primeira morte por gripe suína em Conceição do Guararapes". "Homem morre em Cururu da Serra com suspeita de gripe suína". É uma espécie de mortômetro, um contador mórbido que a imprensa está utilizando para... para... pra quê hein?
Cerca de dez dias atrás eu estava no auge de uma gripe normal, com tosse e dores no corpo. Sentei na recepção de uma rádio onde daria uma entrevista e fiquei curtindo minha gripe. Um espirro ali. Uma tossida aqui. Até que repentinamente a recepcionista se levanta, cruza a saleta e abre acintosamente as janelas, como que dizendo: "Sai daqui seu infectado!". Me senti parte da minoria oprimida, sabe como é? Eu devia ter ligado pro Lula.
Alguns dias depois embarquei para o Chile para palestrar num grande evento com cerca de 1.000 pessoas na platéia. Olha só: saindo de uma gripe e entrando no meio de uma aglomeração, no segundo país mais infectado pela gripe suína na América do Sul. Suicídio, né? Pois sabe o que vi no aeroporto, nos shopping centers e nos hotéis do Chile? Nada. Ninguém usando máscaras, ninguém distribuindo cartazes, nenhum mortômetro na televisão. Nada. Néris de pitibiribas. Quando desembarquei em São Paulo fui recebido por agentes da Polícia Federal com máscaras azuis. Só faltou a luva de borracha e o álcoolpara desinfetar. Um horror.
E então leio a manchete da Folha de São Paulo no domingo: "Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses".
Que loucura é essa hein? E o índice de mortalidade é sempre o mesmo: entre 0,7% e 0,8%. Igual ao de uma gripe normal. Mas... no México o índice é 1,03%. Nos Estados Unidos, 0,57%. Na Inglaterra, 0,14%. Na União Européia, 0,12%. Técnicos afirmam que a divergência se dá pela dificuldade de medir e pelos diferentes critérios utilizados. Em outras palavras: ninguém sabe nada. E quando ninguém sabe nada a especulação aparece. E nesse ambiente vamos escolher sempre a tragédia.
As ameaças de extermínio da Humanidade são ótimas para vender jornal, e sempre serão tratadas como algo distante. Mas quando a praga ataca meu vizinho e o vizinho do meu vizinho,vixe!!! Apelos emocionais são irresistíveis. Então o apresentador do telejornal mostra o hospital superlotado de gente procurando tratamento contra a gripe suína. E entrevista oinfectologista que implora para que as pessoas só se dirijam aos hospitais se estiverem com todos os sintomas. E em seguida o mesmo apresentador volta com o mortômetro: 53... 54... 55. Tá chegando em você, CORRA PRO HOSPITAL!
Olha aqui: tem uma gripe nova por aí , sim senhor. Ela precisa de cuidados básicos ou pode matar, sim senhor. Mas ela mata tanto quanto uma gripe normal. E menos que dezenas de outras doenças com as quais convivemos normalmente, mas que não tem um mortômetro na televisão.
É o mortômetro que cria o pânico. É o mortômetro que manda os ignorantes para os hospitais. É o mortômetro que vende jornal.
A pandemia que enfrentamos é de estupidez.
Luciano Pires
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Cão que ladra não morde?


Cão que ladra não morde? (Até onde confiar?)

O ditado popular diz: se latir não morde. Isso pode, ou não, ser verdade, e a intenção da frase é afirmar que quem faz muito alarde não entra em ação nunca.
Voltando para o pensamento para os cães, o mais seguro parece não confiar na "máxima", ainda mais se o animal for um acuado pitbull.
Já com o olhar sobre nós mesmos, é preciso lembrar que somos conduzidos, na maior parte do tempo, por rumores de coisas negativas que poderão acontecer, mantendo um desnecessário estado de ansiedade e aflição.
Se você parar um pouco e deixar sua mente deslizar pelos anos vividos, irá constatar que muitas coisas que nos assustaram simplesmente ficaram na fase da ameaça e não chegaram a tomar forma. Ou seja, foram tal qual um cão que ladra e não morde.
Quem dirige por cidades como a grande São Paulo ou Rio de Janeiro, irá enfrentar, do ponto de sua partida até a chegada ao destino, uma imensidade de situações de risco – carros apressados, pedestres desnorteados, postes, ônibus velozes, carretas, etc. E todos eles são "desastres em potencial" para o motorista.
Ocorre que se cada condutor pensar sobre isso e aceitar o temor do que irá estar adiante, não conseguirão nem sair de casa naquele dia – por desânimo ou medo - e não irão realizar suas metas programadas.
Em verdade, preocupações excessivas não levam a bons resultados, e somente um cuidado deve estar ocupando nossa mente todo o tempo: o respeito para com Deus. Quando Ele determina algo, não é uma hipótese, mas um fato, tal qual sua Palavra criou a luz (Gn 1:3).
Ficar assustado e temeroso com as crises, as ameaças, as doenças, os "inimigos", as pessoas rudes, os patrões que não nos compreendem, familiares, "amigos da onça", não resolve nada e nos tornam tristes e cansados.
Muito bom é o conselho que o próprio Deus nos oferece: Não chameis conjuração (fato válido), a tudo quanto este povo chama conjuração; e não temais o que ele teme, nem tampouco vos assombreis. Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso assombro. (Isaias 8:12-13).
Texto de autoria de Pastor Elcio Lourenço. Pastor desde 1968.
www.pastorelcio.com
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