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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O outro lado dos fatos

REFLEXÃO

Um amigo meu, de quem tenho muita admiração, pois mesmo sendo uma pessoa jovem com menos de 40 anos, já conseguiu ter uma boa segurança financeira em seus negócios, graças a sua competência e trabalho e também, no meu ponto de vista, ajudado pelo momento econômico que o Brasil esta vivendo.

Pois bem, este meu amigo me fez a seguinte pergunta:
- “em quem você vai votar para Presidente?”
- Respondi: na Dilma.
– ele me olhou com cara de reprovação e me disse: “por quê?”
– Eu respondi: pelo reconhecimento do momento que estamos vivendo, olhe os seus negócios, estão indo muito bem, os meus, não tenho do que me queixar, e todas as pessoas que conhecemos melhoraram de vida. 
Ele então me disse: “é bom mudar, o Serra esta mais bem preparado”.
Respondi a ele: Preparado depende para que, pois segundo o Serra, na eleição de 2002 o Lula não estava preparado para ser Presidente.
- Porque Lula não entendia de sociologia. Levou 28 milhões de miseráveis e pobres a condição de consumidores.
- Lula não entendia de educação. Criou mais escolas e universidades que os seus antecessores juntos e ainda criou o pro uni que leva o filho do pobre à universidade.
Lula não entendia de economia. Pagou as contas do FHC, pagou a divida com o FMI e ainda empresta alguns aos ricos.
- Lula não entendia de finanças nem de contas publicas. Elevou o salário mínimo de 64 dólares para 300 dólares e não quebrou a previdência, como dizia FHC.
- Lula não entendia de psicologia. Levantou a moral da nação e disse que o Brasil esta melhor do que o mundo.
- Lula não entendia de engenharia de projetos, nem de nada. Reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o País a liderança mundial de combustíveis renováveis (o maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta). E tornou o Brasil auto-suficiente em petróleo e a Petrobrás uma das maiores empresas do mundo, Serra provavelmente a teria vendido, e junto com o pré-sal estaria na mão de grupos estrangeiros.
- Lula que não entendia de política. Mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado, enterrou o G-8 (criou o G-20).
- Lula que não entendia de política externa, nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu. Acabou com a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.
- Lula que não entendia de mulher nem de negro. Colocou o primeiro negro no supremo, e uma mulher no cargo de primeira ministra e que pode inclusive fazê-la sua sucessora, e sem entender de etiqueta, sentou ao lado da Rainha (a convite dela).
- Lula que não entendia de desenvolvimento. Criou o PAC antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, hoje o PAC é o maior amortecedor da crise.
- Lula que não entendia de crise. Mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística bater Recorde de produção, como também a linha branca de eletrodomésticos e materiais de construção.
- Lula que não entendia de inglês e nem de outra língua. Tem influência em outros líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes do mundo atual (o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...).

Se Lula que não entendia de nada, se tornou o melhor e mais importante Presidente do Brasil e diz que a Dilma é a mais preparada para governar, quem vai duvidar dele agora?

Tem que ser DILMA!

Luiz Airton da Costa
Cidadão com muito orgulho deste País.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Um marco histórico: a célula sintética

Grupo nos EUA fabrica 1ª célula sintética ( Folha de S.Paulo )
Sex, 21 de Maio de 2010 15:04

21/05/2010 - Bactéria cujo DNA foi montado totalmente a partir de informações vindas de computador ganha vida e passa a se replicar

Feito coroa trabalho de 15 anos de grupo do americano Craig Venter e prova que a vida não precisa de uma força especial para existir

Não é ainda vida artificial criada do zero, mas é quase. Após 15 anos de esforços e gastos de US$ 40 milhões, cientistas nos EUA construíram a primeira célula viva sintética.

Trata-se de uma bactéria cujo DNA foi inteiramente sintetizado a partir de informações contidas num computador e depois inserido num micróbio "oco", sem DNA. Este foi "reinicializado" e passou a se replicar, dando origem a colônias de células sintéticas.

"É a primeira espécie que se replica que tivemos neste planeta cujo pai foi um computador", diz o líder da pesquisa, o americano Craig Venter.

O polêmico cientista e empreendedor, famoso por ter liderado o esforço privado de sequenciamento do genoma humano (o dele próprio) na década passada, não economizou palavras sobre o feito: "estamos entrando em uma era limitada apenas pela nossa imaginação".

"É um passo importante tanto cientificamente como filosoficamente. Certamente mudou minhas visões das definições da vida e de como a vida funciona", declarou o pesquisador, cujo trabalho foi publicado on-line ontem pela revista "Science".

"O feito de Venter parece liquidar o argumento de que a vida requer uma força ou um poder especial para existir. Na minha visão, isso o torna um dor feitos científicos mais importantes da história da humanidade", disse o bioeticista Arthur Caplan, da Universidade da Pensilvânia. Ele comentou o estudo para a revista "Nature".

Outros cientistas veem o feito com mais cautela. Para o Nobel de Medicina David Baltimore, Venter "superestimou a importância" do trabalho. Para Baltimore, trata-se de uma façanha técnica, mas não de uma revolução conceitual.

Para que serve

A criação de micróbios com genomas sintéticos serviria para facilitar a produção de vacinas, para a produção de combustíveis ou para sequestrar gás carbônico do ar.

A ideia é levar a engenharia genética ao extremo, construindo DNA que permitisse à criatura produzir proteínas que não produziria de outra forma.

Venter e seus colegas partiram da sequência do genoma (o conjunto dos genes de uma criatura) conhecido de uma bactéria e montaram uma versão sintética, "como quem tem uma caixa de Legos e tem de montá-los na ordem correta".

Duas bactérias parecidas foram usadas. A equipe sintetizou o genoma da espécie Mycoplasma mycoides, com alguns acréscimos e cortes para servir como forma de identificação (por exemplo, fazendo a bactéria ficar azulada), e transplantou os genes artificiais na sua "prima" Mycoplasma capricolum. Ou seja, apenas o genoma era sintético, não a célula toda.

O grande feito foi fazer o genoma sintético "religar" a célula e transformá-la em uma nova espécie. Venter compara o trabalho com computação. O que a equipe fez foi trocar o "software" do sistema operacional e fazer um computador inoperante voltar a funcionar.

A espécie artificial foi batizada como Mycoplasma micoides JCVI-syn1.0, sigla para "organismo sintético do James Craig Venter Institute 1.0".

Venter e seu colega Daniel G. Gibson primeiro trabalharam com uma bactéria com o menor genoma conhecido, a Mycoplasma genitalium, com 600 mil "letrinhas" (as bases químicas do DNA) e 500 genes.

Em 2008, eles já tinham conseguido criar um cromossomo artificial com essa bactéria. Mas, como a M. genitalium demora para crescer, Venter trocou a bactéria por uma com genoma maior (1 milhão de bases), mas de crescimento bem mais rápido, a M. mycoides.

O pesquisador fundou a empresa Synthetic Genomics para comercializar eventuais aplicações das pesquisas.

Reações

Ambientalistas reclamaram da pesquisa ontem. A ONG Amigos da Terra rogou a Venter que parasse suas pesquisas enquanto não houvesse regulamentação do governo dos EUA sobre micróbios sintéticos. O medo é que essas novas criaturas escapem para o ambiente.

Venter diz que seu trabalho tem sido analisado por comitês de ética acadêmicos e governamentais desde 1995.

Jornalista: RICARDO BONALUME NETO

Fonte: Folha OnLine http://bit.ly/c6qs9o

terça-feira, 25 de maio de 2010

A célula sintética

Criação de célula sintética abre debate sobre biossegurança, ética e religião
22/05 às 11h04 Roberta Jansen

RIO - Após o anúncio histórico da criação de vida artificial no laboratório do geneticista Craig Venter - o mesmo responsável pela decodificação do genoma humano em 2001 -, o presidente dos EUA, barack obama, pediu a seus conselheiros especializados em biotecnologia para analisarem as consequências e as implicações da nova técnica . E elas não são poucas. Da segurança do uso às implicações filosóficas de se gerar vida em laboratório, a polêmica está apenas começando.

Vaticano chama atenção de cientistas para a questão ética envolvendo a célula artificial

Saiba como foi feita a criação da primeira célula artificial do mundo, uma nova vida gerada em computador

Ao criar um organismo que se autorreplica "com quatro garrafas de produtos químicos e um sintetizador, a partir de informações arquivadas num computador", como anunciou, Venter chegou muito perto de decifrar as origens da vida e dessacralizou a questão, e abriu a polêmica filosófica e religiosa.

Autoridades da Igreja Católica disseram que a criação da primeira célula artificial em laboratório pode ser algo positivo, se usado corretamente. Mas advertiram que apenas Deus cria a vida.

- Vemos a ciência com grande interesse, porém acreditamos sobretudo no significado que se deve dar à vida - declarou o especialista em bioética do Vaticano, Rino Fisichella, em entrevista à rede italiana RAI. - Só podemos chegar a conclusão de que necessitamos de Deus.

Até hoje, um dos maiores desafios da ciência é revelar como a vida teria começado no planeta. Em outras palavras, revelar como matéria orgânica surgiu a partir de inorgânica. Várias experiências tentaram replicar o evento sem sucesso total, deixando um espaço para os religiosos atribuírem a Deus o feito.

A experiência de Venter não explicou como a vida começou. Mas chegou bem perto disso, ao mostrar que, sob determinadas condições, fragmentos químicos podem se unir para formar vida. "Venter nos transformou em Deus?" é o título do artigo publicado ontem no site do jornal britânico "Guardian", pelo comentarista Andrew Brown.

Para o especialista em bioética da Universidade da Pensilvânia Arthur Caplan, no mínimo, Venter excluiu Deus da equação da vida.

- Diziam que só Deus poderia criar a vida. Por séculos, sempre disseram que não era possível entender a vida, que ela era algo único, especial, cuja explicação estaria além da ciência. Aristóteles e outros grandes pensadores diziam que a vida era uma força especial - frisou Caplan, que assina um artigo sobre o tema na "Nature". - A experiência de Venter mostrou que isso não é verdade. Ela revelou que, com determinadas substâncias químicas, sob certa situação, a vida pode surgir. Do ponto de vista filosófico isso é muito importante. Muitos hão de perguntar: então a vida se reduz a uma explicação química reducionista? A resposta é sim.

Mas isso não significa, destacou, que a vida não seja maravilhosa.

- Apenas que não é mágica nesse sentido.

Para muitos, Venter não criou "vida artificial", como aponta um artigo publicado nesta sexta-feira no "Independent". "Ainda falta muito para isso", sustenta o texto do jornal britânico. O geneticista Sérgio Danilo Penna é da mesma opinião.

- Não houve criação de vida - afirmou. - Ele simplesmente trocou o genoma de uma célula viva por um genoma artificial. A vida é uma propriedade da célula e não do genoma.

Inauguração de uma nova era

A apresentação da primeira célula sintética inaugura uma nova era da biologia, com promissoras perspectivas, como a criação de micro-organismos programados para funções específicas de produzir vacinas e combustível, por exemplo. Mas gera também apreensão em especialistas em bioética e biossegurança, dado o seu potencial praticamente ilimitado, além de desafiar as noções religiosas sobre o início da vida. Uma tecnologia que traz a perspectiva de criar vida a partir, basicamente, do zero, e de alterar formas de vida naturais pode ter consequências perigosas em mãos de terroristas, por exemplo.

Venter defende nova legislação

A Comissão Presidencial para o Estudo de Questões Bioéticas deve apontar as apropriadas fronteiras éticas da nova técnica e traçar recomendações para minimizar os riscos identificados. Nos EUA, como no Brasil, a legislação não contempla a criação de vida artificial, nem a chamada biologia sintética.

- O tema pede uma regulamentação porque é um tipo de risco que precisa ser avaliado, não só porque pode ser usado como bioarma, mas também pelos potenciais riscos ambientais e à saúde humana - afirma o coordenador do curso de Biossegurança da Fiocruz, Silvio Valle. - Essa tecnologia, associada à nanotecnologia, por exemplo, pode criar, num futuro não muito distante, a era dos biohackers.

Para Valle, a biologia sintética precisa de uma normatização urgentemente, não só nos EUA, mas também no Brasil. Para ele, a tecnologia é muito acessível e é preciso haver mais rigor.

- Hoje, no país, não temos essa legislação, nem um órgão com a legitimidade para analisar a biologia sintética - sustenta. - A atual Lei de Biossegurança não contempla essas questões.

Integrante do Comitê Internacional de Bioética da Unesco, Volnei Garrafa concorda com Valle:
- A busca pelo conhecimento deve ser livre; a obrigação da ciência é ser a parideira do futuro - sustenta. - Mas a construção desses novos modelos e sua utilização devem ser rigorosamente controladas. Seu uso deve ser exclusivamente para pesquisa.

O próprio Venter se declarou preocupado com o uso de sua tecnologia e defende a criação de normas específicas para o setor.

- Temos que estar preocupados - afirmou o geneticista em entrevista ao "Independent". - Trata-se de uma tecnologia poderosa e já propus novas regulamentações no setor porque acho que as atuais não são suficientes. Como somos os responsáveis pela tecnologia, queremos que todo o possível seja feito para evitar seu uso errado.

Original em: http://bit.ly/dD672J

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A célula viva com DNA artificial

Da Associated Press


"É uma grande descoberta", diz Vaticano sobre primeira célula viva produzida com DNA artificial "

Autoridades da Igreja Católica disseram nesta sexta-feira que a primeira célula sintética, cuja criação foi anunciada na quinta-feira, poderia ser um avanço positivo se corretamente usado _mas avisaram aos cientistas que só Deus pode criar a vida.

O Vaticano e a igreja italiana adotaram cautela em sua primeira reação ao anúncio, feito por cientistas americanos, da produção de uma célula viva contendo DNA artificial. Eles lembraram aos cientistas da responsabilidade ética do progresso tecnológico e disseram que a maneira como a inovação será aplicada no futuro é crucial.

"É uma grande descoberta científica. Agora temos de entender como ela será implementada no futuro", disse o monsenhor Rino Fischella, principal bioeticista do Vaticano.

"Se nos assegurarmos de que é para o bem de todos, do ambiente e do homem que o habita, manteremos a mesma avaliação", afirmou. "Se, por outro lado, o uso dessa descoberta se voltar contra a dignidade e o respeito pela vida humana, nossa avaliação mudará."

Fischella, que chefia a Academia Pontifícia para a Vida, ressaltou que não há necessidade de confronto entre ciência e fé.

"Nós olhamos a ciência com grande interesse. Mas pensamos, acima de tudo, no significado que deve ser dado à vida", declarou Fischella à TV italiana RAI. "Só podemos concluir que precisamos de Deus, a origem da vida."

O jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", disse que é preciso combinar "coragem com cautela" no que diz respeito à descoberta.

O grupo que produziu a célula sintética afirma que seu estudo é uma recriação de vida existente, não a criação de vida do nada. Mas o pioneiro da genômica Craig Venter, líder do grupo de pesquisas, disse que o projeto abre o caminho para a produção de organismos novos.

O bispo Domenico Mogavero, da conferência dos bispos da Itália, manifestou preocupação com o avanço.

"Fingir ser Deus e macaquear seu poder de criação é um risco enorme, que pode levar o homem à barbárie", decretou o religioso ao jornal "La Stampa".

Fonte:  http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3569670241377658023

domingo, 23 de maio de 2010

A criação de célula sintética

Nesta quinta-feira, cientistas anunciaram a criação da primeira célula controlada por um genoma sintético.

Os especialistas do J. Craig Venter Institute, com sede nos Estados de Maryland e Califórnia, dizem esperar que a técnica possa criar bactérias programadas para resolver problemas ambientais e energéticos, entre outros fins.

O estudo, publicado nesta quinta na edição online da revista científica "Science", representa para alguns especialistas, o início de uma nova era na biologia sintética e, possivelmente, na biotecnologia.

A equipe de pesquisadores, liderada por Craig Venter, já havia conseguido sintetizar quimicamente o genoma de uma bactéria. Eles também haviam feito um transplante de genoma de uma bactéria para outra.

Science

Agora, os especialistas juntaram as duas técnicas para criar o que chamaram de "célula sintética", embora apenas o genoma da célula seja sintético - ou seja, a célula que recebe o genoma é uma célula natural, não sintetizada pelo homem.

"Esta é a primeira célula sintética já criada. Nós dizemos que ela é sintética porque foi obtida a partir de um cromossomo sintético, feito com quatro substâncias químicas em um sintetizador químico, seguindo informações de um computador", disse Venter.

"Isto se torna um instrumento poderoso para que possamos tentar determinar o que queremos que a biologia faça. Temos uma ampla gama de aplicações (em mente)", disse.

Bactérias controladas por genoma sintético transplantado

Os pesquisadores planejam, por exemplo, criar algas que absorvam dióxido de carbono e criem novos hidrocarbonetos. Eles também estão procurando formas de acelerar a fabricação de vacinas.

Outros possíveis usos da técnica seriam a criação de novas substâncias químicas, ingredientes para alimentos e métodos para limpeza de água, segundo Venter.

Estudo

No experimento, os pesquisadores sintetizaram o genoma da bactéria M. mycoides, adicionando a ele sequências de DNA como "marcas d'água" para que a bactéria pudesse ser distinguida das naturais (não sintéticas).

Como as máquinas sintetizadoras atuais só são capazes de juntar sequências relativamente curtas de letras de DNA de cada vez, os pesquisadores inseriram as sequências mais curtas em células de fermento. As enzimas de correção de DNA presentes no fermento juntaram as sequências.

Depois, as sequências de tamanho médio foram inseridas em bactérias E. coli, antes de serem transferidas de volta para o fermento.

Após três rodadas deste processo, os pesquisadores conseguiram produzir um genoma com mais de um milhão de pares de bases de comprimento.

Concluída essa fase, os cientistas implantaram o genoma sintético da bactéria M. mycoides em outro tipo de bactéria, a Myoplasma capricolum.

O novo genoma assumiu o controle das células receptoras.

Embora 14 genes tenham sido apagados ou alterados na bactéria transplantada, as células apresentaram a aparência de bactérias M. Mycoides normais e produziram apenas proteínas M. mycoides, segundo os autores do estudo.

Repercussão

Em entrevista à BBC, o especialista em biologia sintética Paul Freeman, codiretor do EPSRC Centre for Synthetic Biology do Imperial College, em Londres, disse que o estudo de Venter e sua equipe pode marcar o início de uma nova era na biotecnologia.

"Eles demonstraram que o DNA sintético pode assumir o controle e operar as funções da nova célula receptora em termos de replicação e crescimento", disse Freeman.

Freeman lembra que a célula receptora é uma célula natural, não sintética, mas "o que Venter e sua equipe mostraram é que, após o transplante e várias divisões celulares, a célula receptora assumiu algumas das características ou fenótipo do novo genoma nela inserido".

"É um avanço extraordinário, oferecendo uma prova de que, em teoria, é possível que genomas inteiros sejam sintetizados quimicamente, montados e implantados em células receptoras".

"Claro que precisamos ter cautela, já que não temos certeza de que essa abordagem funcionaria em genomas maiores e mais complexos".

"Ainda assim, este avanço representa um marco na nossa capacidade de criar células feitas pelo homem para fins estabelecidos pelo homem", concluiu Freeman.

O estudo de Venter e sua equipe foi financiado pela empresa Synthetic Genomics. Três dos autores e o J. Craig Venter Institute possuem ações da companhia.

O instituto fez pedidos de patente para algumas das técnicas descritas no estudo.

Original em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u738504.shtml

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