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terça-feira, 16 de junho de 2009

Os rituais


OS RITUAIS QUE NOS DEVORAM A CADA DIA
Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para ajudá-lo conseguir alguma coisa que pudesse lhe facilitar o trabalho nas caçadas.
Depois de alguns dias, o feiticeiro lhe entregou uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar.
Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caçada, convidando dois outros amigos caçadores para a África. Logo no primeiro dia de caçada, o grupo se deparou com um feroz tigre. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre que já estava próximo de um de seus amigos, começou a dançar. Foi fuzilado a queima roupa.
Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se, ficando manso e dançou. Os caçadores não hesitaram e mataram-no com vários tiros. E foi assim, a flauta sendo tocada, animais ferozes dançando, caçadores matando.
Ao final do dia, o grupo encontrou pela frente, um leão faminto. A Flauta soou, mas o leão não dançou. Ao contrário, atacou um dos amigos do caçador flautista, devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava o caçador foi devorado também.
Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, a tudo assistiam. Um deles "falou" com sabedoria:
— Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem o surdinho...
Moral da Historia:• Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo;
• Um dia, em dado contexto eles podem falhar...
• Tenha sempre planos de contingência, cultive a flexibilidade;
• Prepare alternativas para as situações imprevistas, seja criativo e tenha equilíbrio emocional;
• Preveja tudo que pode dar errado e prepare-se, tenha visão de futuro;
• Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir, pois pode ser tarde demais."Cuidado com os leões surdos".

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tá doendo?!? Então, solta!!


Sabe quando você vive uma situação difícil, angustiante e que te incomoda? Quando você não sabe o que dizer, o que fazer ou como agir para que a dor passe ou ao menos diminua?
Pois vou te contar o que tenho descoberto, por experiência própria! Em primeiro lugar, observe a situação toda e, sobretudo, observe a si mesmo e os seus comportamentos.

Errou? Tente consertar e, de qualquer modo, peça desculpas!
Fez ou falou o que não devia? Explique-se, seja sincero, não tente esconder seu engano ou fingir que nada aconteceu... Valide a dor do outro, sempre.

Ta difícil conseguir uma nova chance? Dê um tempo. Espere... Às vezes, algumas noites bem dormidas e alguns dias sem a imposição de sua presença ou a insistência de suas tentativas são preponderantes para que os sentimentos bons sejam resgatados e para que um coração possa ser reconquistado.

Por fim, fez tudo isso e não deu certo? Não rolou? A pessoa até te perdoou, mas a massa desandou, a história se perdeu, os desejos esfriaram?!?

Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo? Não sabe mais o que fazer para parar de doer? Acredite, só tem um jeito: solta!

A dor é conseqüência de um apego inútil! Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!

Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que “certo” é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!

Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama “FÉ”! Isso é o que desejo a mim e a você, quando estivermos doendo...


Créditos:
Rosana Braga
Reconhecida como uma das maiores especialistas em relacionamentos interpessoais do país, pesquisadora da área há mais de 10 anos, Rosana Braga é conferencista, escritora, jornalista e consultora em relacionamentos. Autora de 5 livros e DVDs de Treinamento, tais como ‘O Poder da Gentileza’, ‘Faça o Amor Valer a Pena’, ‘Inteligência Afetiva – 2 volumes’, entre outros.

É permitida a reprodução deste artigo em blogs, jornais, revistas e sites, desde que citado o crédito acima na íntegra.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Confie no seu potencial

Por Barbara Nice
Vencer o medo de acreditar em si próprio.

Em alguns momentos da vida somos tomados por um medo que nos paralisa e ao mesmo tempo nos prejudica, impedindo-nos de realizar tarefas cotidianas importantes e impossibilitando nosso crescimento pessoal e profissional. Por exemplo, medo de elaborar uma monografia, de fazer uma prova, participar de um processo de seleção, de falar em público, viajar de avião, de fazer novos amigos entre outros.
Observo constantemente na prática psicopedagógica que o medo é saudável até certo ponto. Às vezes, você pode estar ansioso(a) para apresentar um trabalho acadêmico, e sentir medo do julgamento e da avaliação que o orientador vai fazer: diante disso, dedica-se ao máximo para pesquisar e não cometer erros. Esse tipo de medo é positivo, porque já vivenciei e também porque leva você a pesquisar e melhorar como pós-graduando(a).
Mas, quando a ansiedade é muito alta e o medo se apresenta de forma assombrosa, levando você a suar frio, sentir tonturas, ânsia de vômito e decidir que não vai dar certo ou ser aprovado(a) ou por não se julgar capaz de fazê-lo, esse medo exagerado é prejudicial e precisa ser tratado. É importante ficar atento aos seus sentimentos e pedir ajuda, caso tenha dificuldades em lidar com eles. Não deixe que o medo tome o lugar de seus sonhos.
Por isso, acredite em você, para isso é necessário ter confiança e acreditar naquilo que você está disposto(a) a realizar; afinal de contas, errar é humano, é com o erro que se aprende e este faz parte do processo de aprendizagem, é a dúvida que nos faz buscar cada vez mais aquilo que precisamos aprender.
Boa Sorte!
Feliz 2009!
Abraços,
Barbara Nice
Original em:

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Bordado


O Prof. Damásio de Jesus é um dos maiores tratadistas do Direito Penal brasileiro, com incontáveis publicações na área Processual. Em novembro de 2002 ele escreveu isso:
"Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto ela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando.
Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:
- Mãe, o que a senhora está fazendo? Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
- Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição.
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
- Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?
- Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?
- Por que estavam cheios de pontas e nós?
- Por que não tinham ainda uma forma definida?
- Por que demorava tanto para fazer aquilo?
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
- Filho, venha aqui e sente em meu colo.
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa! Então minha mãe me disse:
- Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo. Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
- Pai, o que estás fazendo? Ele parece responder:
- Estou bordando a sua vida, filho.
E eu continuo perguntando:
- Mas está tudo tão confuso.... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.
- O Pai parece me dizer: 'Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e... Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.'
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida! Do outro lado, Deus está bordando..."
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