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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Medo

Todos nós queremos mais resultados da vida, mais abundância, mais felicidade, melhores relacionamentos, mais qualidade de vida e mais prosperidade. Estes são anseios naturais e já vêm conosco desde que nascemos. Todos nós buscamos e trabalhamos para alcançar estes objetivos Contudo, o que nos impede de alcançar estes sonhos e metas? De uma forma bem geral, são crenças limitantes que temos sobre nós e sobre o mundo. Dentre elas, uma das mais significativas é o medo. 

O medo é um sentimento que tem sua origem nos primórdios do homem e teve realmente um papel fundamental na evolução humana. De fato, o medo gerava a atenção com a sobrevivência, a preservação da espécie, o foco nas situações básicas relativas à segurança. Enfim, no início da humanidade o medo foi de extrema utilidade pois auxiliou os homens a se perpetuarem e a evoluírem. 

Contudo, no mundo moderno, o medo efetivamente é um peso, uma amarra, um limitador que nos impede de vivermos toda a nossa totalidade. Temos vários tipos de medo. Temos medo da mudança, medo do desconhecido, medo da pobreza, medo do erro, medo do fracasso, medo da rejeição, medo de parecer ridículo, medo da crítica e do julgamento dos outros e assim por diante. Todavia, estes tipos de medo têm praticamente nenhuma relação com o medo original que existia nos homens (aquele relativo à sobrevivência). Os tipos modernos de medo são decorrentes da civilização, da vida atual, da competitividade em que vivemos, de uma série de restrições que nos impomos, de todo o processo social e cultural que vivemos. Enfim, muitas situações são criações de nossa mente e fruto das crenças limitantes que temos sobre o mundo e sobre nós mesmos. 

Neste sentido, um dos grandes avanços que uma pessoa pode vivenciar é expandir seus mapas mentais, ter mais clareza a respeito de si e do mundo e ter novas leituras sobre a realidade que nos cerca, possibilitando assim alcançar mais resultados na vida, ter mais abundância e mais prosperidade. Estes medos mentais (chamemos assim) podem ser vencidos de várias formas: auto sugestão, experiência, enfrentamento puro e simples, coaching, programação neuro lingüística, terapia, aconselhamento, enfim, as técnicas e ferramentas são inúmeras. O fundamental é a consciência da existência do medo, a noção de que é uma crença limitante e a coragem de enfrentá-lo. 

Assim sendo, revise suas metas e objetivos e avalie que tipos de crenças estão criando obstáculos em sua vida. Seguramente, muitas destas crenças serão representadas por medos. Traga estes medos à sua consciência, conheça-os e enfrente-os. Esta é uma das formas de ampliar as opções que você tem à sua disposição para criar mais resultados em sua vida. Todos sabemos que se continuarmos agindo da mesma forma que sempre agimos, vamos continuar obtendo sempre os mesmos resultados. Portanto, faça diferente e obtenha melhores efeitos. Enfrente seus medos e tenha uma vida mais próspera e saudável. Lembre-se, suas crenças sobre si mesmo e sobre o mundo é que fazem você avançar ou estagnar. 


Frederico Graef – Coach
Membro da Sociedade Brasileira de Coaching
www.fredgraef.com.br – fred@fredgraef.com.br 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Reflexões sobre o cagaço

Num texto recente que chamei de OS REIS DO CAnGAÇO (o "ene" estava ali só para não chocar de cara), escrevi o seguinte: "... A empresa treinava todo mundo, gastava uma bala em tecnologia, botava gente viajando pra todo lado, promovia reuniões em cima de reuniões, falava de inovação e de 'produtos disruptivos', mas na hora de tomar a decisão não havia um só fariseu disposto a assumir riscos.

Procurei uma definição para aquele comportamento, pensei que era 'medo'. Mas era mais. Era o velho 'cagaço'. Para mim, 'cagaço' sempre foi mais que simplesmente 'medo'. Medo parece ser algo eventual. Aparece aqui e depois some. Cagaço não. É um estado de espírito, constante e sistemático. Uma forma de enxergar o mundo..."

Pois é, medo e cagaço. Essa diferenciação não tem embasamento científico, é coisa minha e tem a ver com as experiências que vivi. O medo é um sentimento que nos alerta para ameaças físicas ou psicológicas. De certa forma foi ele - o medo - que nos manteve vivos desde que descemos das árvores. Portanto o medo é necessário e costumo tratá-lo como algo positivo.

Quem não tem medo é estúpido.

Com o tempo e a experiência de vida dá para aprender a usar o medo a seu favor. Veja só: você, como todo mundo, sente medo todos os dias ao tomar decisões. Esse medo se manifesta como aquele frio no estômago no momento de dizer "sim" ou "não". De assinar aquele papel. De aceitar aquela responsabilidade. O frio no estômago é um aviso que o corpo nos dá:

- Cuidado, ô! Você está escolhendo algo perigoso, além do razoável. Você está optando por tentar algo que as pessoas não tentam, por ir aonde as pessoas não vão. Cuidado!

Pô, mas se tudo o que quero é não ser previsível, não viver apenas repetindo o que os outros fazem, não ser apenas mais um bovino no rebanho, esse medo é útil. Ele indica que estou saindo da média, tentando buscar algo que está além do que a mediocridade define como "normal", entendeu? As maiores e melhores decisões de minha vida, tomei com o estômago gelado. E hoje, se uma decisão não me congela o estômago, não vale a pena. Aprendi a usar o medo a meu favor.

Já o cagaço é diferente. Tem a ver com covardia. Ele nem mesmo deixa que cheguemos à situação em que o estômago vai gelar. O cagaço é o medo que paralisa por antecipação. É uma predisposição a não correr riscos. Nunca pode ser usado a favor. E sabe o que é curioso? Quem opta pelo cagaço tem a consciência limpa, pois acha que está sendo precavido, prudente, cuidadoso...

Na sociedade moderna, onde a mídia espalha diariamente razões e exemplos para que sintamos medo, tornar-se um cagão é normal. E no ambiente profissional então? O cagaço é incentivado, nutrido, necessário! O ambiente profissional focado na eficiência operacional, nos resultados de curto prazo e nas pequenas ações táticas, detesta tudo que é novo. Nos discursos pregamos a inovação, mas nas atitudes... Abominamos!

Afinal, o "novo" implica em mudanças que geram instabilidade. E instabilidade é mortífera para quem quer previsibilidade, processos firmes e seguros. Controle... Instabilidade gera insegurança e insegurança gera medo.

- Você é pago pra trabalhar, não pra pensar, sacou? Não invente moda! Siga aí o roteiro e não me encha o saco. Não queremos sustos!

Isso é familiar pra você? Pois é... Daí pro cagaço é um pulinho...

Luciano Pires
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Os pilares


O maior prejuízo da tal crise que está aí jamais será contabilizado. Todo empreendimento, seja uma siderúrgica com vinte mil funcionários ou o carrinho de pipoca do Zé, sustenta-se sobre alguns pilares: a engenharia, a produção, o financeiro, as compras, a informática, os recursos humanos, a administração, o marketing, o comercial... Esses pilares variam conforme o tipo de negócio, mas a maioria sempre está lá. O Zé da Pipoca tem engenharia. Tem finanças. Tem recursos humanos. Tem marketing, não tem?
Pois bem. No início dos anos noventa, ao mergulhar na globalização, esperávamos ter os mercados mundiais abertos para os produtos brasileiros. Mas não imaginávamos que diante da concorrência dos japoneses, alemães, estadunidenses e chineses, nossa ineficiência, desorganização e amadorismo ficariam explícitos. Não dava pra nós.
Buscando uma solução importamos programas de qualificação como a série ISO 9000 e partimos para controlar, medir, mapear e organizar nossos processos produtivos. Melhoramos excepcionalmente, principalmente nos pilares fundados nas "exatas", como a engenharia, produção, compras e finanças, que desenvolveram métodos e indicadores capazes de mostrar com clareza sua utilidade e eficiência. Ganharam previsibilidade.Variabilidade mínima. Controle.
Ao mesmo tempo as disciplinas "humanas" ficaram para trás. Áreas como o marketing e recursos humanos, que lidam com questões subjetivas, até tentaram utilizar indicadores, mas só conseguiram produzir "dados emocionais".
E os engenheiros e contadores riram...
Embora todos os discursos falassem da importância do foco nos pilares "humanos", eles passaram a ser duramente questionados nas reuniões de resultados. Enquanto as "exatas" exibiam suas minuciosas planilhas, as "humanas" não conseguiam nem mesmo provar que eram necessárias. Passaram então a ser rotuladas de "serviços de suporte", "prestadores de serviços" e "centros de custos". Coisas legais de fazer, mas que não são necessárias, sabe como é?
Quando vem a crise (mais uma...), dança quem não consegue provar sua utilidade, seu valor. Seu "retorno do investimento". Se uma planilha Excel não consegue mostrar para que serve ou quanto vale o trabalho que você faz, bote as barbas de molho. Você é provavelmente um "não-produtivo". O sujeito que gasta o dinheiro que os "produtivos" penam para ganhar...
E então vamos demitir. Cortar os benefícios. Parar com os treinamentos. Olha o cafezinho! Parem com as propagandas! Reduzam as páginas ou a periodicidade do jornal interno. Ou acabem com ele! É despesa! E nem pensem em festa junina, hein? Estamos em crise!
Sabe qual será a consequência? Nenhuma. Para quem toma essas decisões, o que não cabe na planilha, não existe.
Para lidar com os pilares de "humanas" é preciso mais do que competência técnica. Muito mais que um diploma de MBA. É preciso ter...Culhões. Culhões para confiar em resultados que não podem ser apresentados numa planilha Excel. Para aceitar "dados emocionais".
Mas fala a verdade, no meio da crise quem é que tem culhões para apostar no invisível? O bom senso, o consenso e a cautela dizem: na crise,só se aposta no que é garantido. No que dá pra ver. No que é exato. No previsível. Sem subjetividades, emoções e percepções. É assim que gente sensata faz.
A crise que vivemos é uma crise de confiança, de fé. Sem fé os negócios passam a ser "fabricar, controlar e vender". Só.
O maior prejuízo da crise que está aí não pode ser contabilizado: é o predomínio dos pequenos executivos que estão derrubando os pilares de"humanas".
Essa gente não tem fé. Tem medo.
Autor: Luciano Pires

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segunda-feira, 2 de março de 2009

Do que você precisa?


Somente aquele que se conhece em profundidade sabe com toda a certeza de tudo o que precisa para ser feliz. As pessoas que vivem num estado de "adormecimento", inconscientes de suas reais necessidades, não têm sequer noção de que sua vida pode ser diferente, que elas podem sair do estado de sofrimento e miséria em que se encontram.
Para que tal insight aconteça, é preciso que, em algum momento, algo as faça descobrir que possuem o poder de modificar sua vida. Sem essa visão, nada pode ser alcançado. Mas para muitos esta consciência não vem fácil, pois eles se habituaram de tal modo a viver assim, que esta lhes parece ser a única forma de passar pela existência.
Um conceito que, quando mal interpretado, contribui para a permanência neste estado é aquele que diz respeito ao carma. Alguns se apóiam na idéia de que este é o seu destino e nada poderá ser feito para modificá-lo.
É claro que cada ser humano veio a esta encarnação com determinados desafios a serem enfrentados para sua evolução. Mas, o fato de termos em nosso caminho algumas pedras, não significa que não possamos retirá-las e seguir em frente, com uma nova disposição.
Somente o autoconhecimento nos liberta da escravidão da dúvida e do conformismo. À medida que nos acostumamos a olhar para nosso interior, conseguimos descobrir quem de fato somos, e nossas necessidades se tornam cada vez mais claras. Com esta consciência surge também a certeza de que, quanto mais nos cercarmos do que de fato precisamos, mais rapidamente chegaremos a um estado de serenidade e paz.
... "Quando você conhece a si mesma através dos outros, essa é a sua personalidade, apenas uma camada fina de opiniões. Quando você conhece a si mesma diretamente, você conhece a sua individualidade...
Você está perguntando, 'Meu maior medo e limitação, até onde posso checar, é o medo de ser abandonada, de ser deixada só' Este não é somente seu medo, este é o medo de que sofre todo ser humano. E é bom que você tenha ficado consciente dele, porque esse é o primeiro passo para se livrar dele. ...
Se o medo existe, é provável que ele tenha influência em sua vida, porque você sempre agirá de uma maneira para que não fique só, seja qual for o preço que tenha que pagar, mesmo que você tenha que permanecer uma escrava por toda a sua vida. Se você tiver que vender a sua alma, você venderá, mas você permanecerá cercada pela multidão. Isso parecerá aconchegante, seguro, protegido. Você saberá quem é você.
Isso destruirá toda a sua beleza espiritual, sua glória espiritual. Isso destruirá todas as possibilidades de seu crescimento interior. E isso vai influenciar seus relacionamentos. Milhões de pessoas continuam em relacionamentos que são simplesmente infernos; mas devido ao medo de que possam ser deixadas sós, elas continuam agarradas. Isso é miserável, é um grande sofrimento, é uma tortura, mas pelo menos alguém está com você.
Fazendo a comparação, é melhor ser miserável estando com alguém do que ser deixado só. Esta é uma das razões porque milhões de pessoas continuam sofrendo e continuam agarradas aos mesmos relacionamentos que não estão lhes dando qualquer alimento e simplesmente são destrutivos e suicidas.
Somente um homem ou mulher que é capaz de estar só, será também capaz de estar num relacionamento sem ser destruído por ele - porque estar só já não será mais um medo. Se algum relacionamento está criando miséria, você pode simplesmente sair dele. Ninguém pode impedi-lo.
É uma situação muito patética, a de milhões de pessoas que estão agarradas umas às outras apenas devido ao medo de que elas possam ser deixadas sós. E estar só é a nossa natureza. Não há nada para se temer, você apenas tem que experienciar isso.
Uma vez que você tenha experienciado, nos profundos silêncios de seu coração, a beleza e o êxtase de sua solitude, todos os medos vão embora. E você irá rir de seu passado: quão estúpida você estava sendo! O que você esteve fazendo consigo mesma?
... aprenda a entrar em sua solitude quantas vezes for possível. Sempre que tiver uma chance, não arrume uma ocupação desnecessária para evitar a solitude. Sempre que tiver uma chance, feche seus olhos, sente-se silenciosamente, relaxada, e olhe para dentro. Pouco a pouco o tumulto será colocado em ordem, a mente se tornará quieta, e um silêncio profundo predominará. E de repente você começará a sentir o seu centro mais profundo, o verdadeiro centro de sua vida, o qual está só. Ali não existe e nunca poderá existir mais alguém. Ninguém consegue chegar ali, exceto você. Ali é seu território. É o único lugar que pertence a você.
Ninguém consegue tirar de você, nem mesmo a morte. Isso acontecerá com o seu lado de fora, o corpo, a mente, mas não com o espaço mais interno, que por séculos temos chamado de alma, espírito, ou o deus interno em você - ou qualquer nome que você queira dar.
Mas essa solitude, uma vez conhecida, simplesmente remove todos os medos. Na verdade ela traz uma nova dimensão de êxtase. Ao invés de sentir medo da solitude, você se tornará mais e mais intrigada com seu mistério. Você irá querer estar mais e mais só.
No meio da noite, você acordará, sentará na cama e simplesmente entrará em sua solitude. E isto é apenas uma questão de seguir repetindo. Na medida em que você vai se movendo para dentro e para fora, vai ficando mais fácil, o caminho se torna mais leve.
Isso se torna tão fácil que a qualquer momento você simplesmente fecha os olhos e imediatamente alcança o centro, sem perder um átimo de segundo. Então, até na praça do mercado você pode estar só, no meio da multidão. E você sentirá uma certa alegria crescendo em você, uma certa canção surgindo em seu silêncio, uma certa fragrância que você nunca conheceu antes.
... O medo de estar só ou de ser deixado só, não é um fenômeno simples; ele é muito complexo. Por causa disso muitas outras coisas acontecem a você: o ciúme é parte disso, a raiva é parte disso, a tristeza, o apego e a possessividade são partes disso.
... Este medo, embora seja natural, pode ser abandonado, porque você tem a possibilidade de crescer acima da natureza. A sua consciência pode ir mais alto, e das alturas, aquilo que era muito importante nos vales negros da vida, se torna absolutamente sem importância e ridículo.
O dia em que você puder rir de todos os seus medos será um grande dia em sua vida - e eu estou preparando você para esse dia. Eu estou preparando você para que um dia você possa rir de tudo o que tem sido medo, miséria, possessividade, dominação, e que você possa fazer piada com tudo o que as pessoas estão levando tão a sério"...
OSHO - The New Dawn - cap.33.
*Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Confie no seu potencial

Por Barbara Nice
Vencer o medo de acreditar em si próprio.

Em alguns momentos da vida somos tomados por um medo que nos paralisa e ao mesmo tempo nos prejudica, impedindo-nos de realizar tarefas cotidianas importantes e impossibilitando nosso crescimento pessoal e profissional. Por exemplo, medo de elaborar uma monografia, de fazer uma prova, participar de um processo de seleção, de falar em público, viajar de avião, de fazer novos amigos entre outros.
Observo constantemente na prática psicopedagógica que o medo é saudável até certo ponto. Às vezes, você pode estar ansioso(a) para apresentar um trabalho acadêmico, e sentir medo do julgamento e da avaliação que o orientador vai fazer: diante disso, dedica-se ao máximo para pesquisar e não cometer erros. Esse tipo de medo é positivo, porque já vivenciei e também porque leva você a pesquisar e melhorar como pós-graduando(a).
Mas, quando a ansiedade é muito alta e o medo se apresenta de forma assombrosa, levando você a suar frio, sentir tonturas, ânsia de vômito e decidir que não vai dar certo ou ser aprovado(a) ou por não se julgar capaz de fazê-lo, esse medo exagerado é prejudicial e precisa ser tratado. É importante ficar atento aos seus sentimentos e pedir ajuda, caso tenha dificuldades em lidar com eles. Não deixe que o medo tome o lugar de seus sonhos.
Por isso, acredite em você, para isso é necessário ter confiança e acreditar naquilo que você está disposto(a) a realizar; afinal de contas, errar é humano, é com o erro que se aprende e este faz parte do processo de aprendizagem, é a dúvida que nos faz buscar cada vez mais aquilo que precisamos aprender.
Boa Sorte!
Feliz 2009!
Abraços,
Barbara Nice
Original em:

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Amor e medo

Este texto é mais lindo ainda que o anterior. O original está publicado na página da Geocities (clicando no título será levado diretamente à ela).
Ele é atribuído a Osho, um dos grandes seres iluminados que tivemos a graça (como seres humanos) de conviver.
Aprecie a leitura!

Todo amor começa de um jeito romântico. Um homem se enamora de uma mulher porque gosta do modo como ela anda, da sua voz, do seu jeito.
E por coisas tão pouco essenciais, as pessoas se apaixonam: o formato do nariz, a proporção do corpo, os seus olhos.
Entretanto, quando as pessoas ficam juntas, suas realidades entram em conflito.
Uma das coisas básicas a se compreender é que você ama uma pessoa porque ela é o que você não é, ela tem o que você não tem.
Você queria ser rico porque era pobre. Todo o desejo de ficar rico era por causa de sua pobreza. Ou, de outra forma, se você está com fome, fica obcecado por comida. Mas quando seu estômago está cheio, quem pensa mais em comida?
O mesmo acontece com o que você chama de amor.
O problema é que, embora ambos se sentissem atraídos um pelo outro, na realidade eram desconhecidos um para o outro.
Na verdade, se o amor existe, você passa a amar ainda mais a pessoa na medida que a conhece. O amor cresce ainda mais a medida que você a conhece.
Mas não estou dizendo que a pessoa deva se apegar. O apego traz o medo. O medo de perder a pessoa amada, o medo de perder o controle.
O amor e o medo são pólos opostos. Se existir medo, haverá menos amor. Se não houver o medo, haverá mais amor.
Se você amar de verdade, não se preocupará em perder a pessoa amada ou em controlá-la. Você deixará fluir, não terá medo de se fundir, não terá medo da vida. Não terá medo da felicidade.
.

Medo ou Amor?


Assim como dois caminhos não podem ser seguidos ao mesmo tempo por uma única pessoa, duas escolhas sobre um mesmo tema não podem ser feitas.
Aquele que vai à guerra por sentir-se cumprindo seu dever patriota, não pode, ao mesmo tempo, ficar ao lado da esposa e de sua família.
Quem escolhe continuar, não pode, simultaneamente permanecer. A vida é uma constante troca de uma coisa por outra e é importante aceitar isso.
Quando o caminho bifurca e o destino faz uma pergunta, qual a melhor escolha? Em qualquer espaço ou tempo, pergunte-se: "O que o amor faria?"A resposta a esta pergunta poderá tirar-lhe do ardor de diversas consequências advindas de uma escolha mal feita. O amor cabe em qualquer lugar e hora, permanecendo como a mais acertada forma de ser e fazer feliz.
Qualquer outra escolha que não seja por amor, certamente será por medo. Você está se perguntando: "Medo?".Se o medo de perder o que nem é seu se chama ciúme, o amor ao direito de simplesmente escolher estar ao lado chama-se liberdade.
Se o medo de admitir que você também erra chama-se rancor, a amorosa visão de que ninguém é melhor que ninguém chama-se perdão. Se formos pensar, tudo o que não nos faz bem são medos disfarçados e tudo o que nos torna melhores e felizes é o amor.
Medo de si mesmo é não gostar-se e aí, é bom saber que você pode reinventar-se a todo momento.
Amor por si mesmo é gostar-se e aí, a energia contagiante de fazer com que todos ao seu redor sintam-se atraídos por você, chama-se auto-estima.
O que você tem escolhido? Na hora de viajar, por exemplo, pergunte-se: Estou deixando de ir por medo, estou indo por medo, estou ficando por amor ou estou indo por amor?
E lembre-se, amor é algo que só pode existir, quando antes existe por você próprio. Ame-se mais para amar mais. Não ama, apenas acha que ama, aquele que diz que ama mas nem sabe o que é amor próprio.
Medo ou amor?
A escolha é sua e cada segundo de sua vida lhe perguntará isso.
(Recebido por email e o autor seria Victor Chaves)
.

sábado, 8 de novembro de 2008

Confiança

Tudo que pertence ao passado tem que ser reduzido ao nada. As nuvens ficaram concentradas em volta do homem e ele terá que encontrar a sua liberdade, encontrar o seu próprio poder, toda a sua força, a partir deste nada.
A necessidade material externa mudará para uma necessidade da alma. A partir desta necessidade profunda da alma a visão nascerá.
Temos que erradicar da alma todo o medo e terror do que o futuro possa trazer ao homem.
Temos que adquirir serenidade em todos os sentimentos e sensações à respeito do futuro.
Temos que olhar para a frente com absoluta equanimidade para com tudo o que possa ver. E temos que pensar somente que tudo o que vier nos será dado por uma direção mundia plena de sabedoria.
Isto é partir do que temos que aprender nesta era, saber viver com pura confiança mesmo sem qualquer segurança na existência, confiança na ajuda sempre presente do mundo espiritual.
Em verdade, nada terá valor se a coragem nos faltar.
Disciplinemos nossa vontade e busquemos o despertar interior todas as manhãs e todas as noites.
Rudolf Steiner

Dez Preceitos da Serenidade


Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este dia, sem querer resolver o problema de minha vida, todo de uma vez.
Só por hoje terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros: delicado nas minhas maneiras, não criticarei ninguém, não pretenderei melhorar nem disciplinar ninguém a não ser a mim.
Só por hoje sentir-me-ei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas também neste.
Só por hoje adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se adaptem a todos os meus desejos.
Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me de que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida de minha alma.
Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.
Só por hoje farei uma coisa de que não gosto, e se for ofendido em meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.
Só por hoje far-me-ei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo caso vou fazê-lo. E guardar-me-ei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.
Só por hoje ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim mesmo como se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.
Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gostar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.
(Papa João XXIII)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Luiz Fernando Veríssimo


"Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

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