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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Homeostase Brasileira

Tentando desvendar o que anda acontecendo com meu Brasil varonil, mergulhei na psicologia. Quem sabe estudando a gente eu entendo o país? Pois encontrei uma coisa preciosa sobre a qual você – se não for do ramo - talvez nunca tenha ouvido falar: a homeostase.

Homeostase é a propriedade de um sistema, em especial dos seres vivos, de se regular internamente para manter o organismo equilibrado. Por exemplo, quando a temperatura sobe, seu corpo avisa: calor! E você começa a transpirar. É a homeostase atuando para manter sua temperatura interna equilibrada.

O ar está seco? Seu corpo pede: água! Você sente sede e precisa tomar um gole para hidratar-se e manter o organismo equilibrado.

É a homeostase que explica nossa necessidade de sal, água, comida e oxigênio.

Hoje em dia, além de em seres vivos, a homeostase já é usada para explicar certos comportamentos de indivíduos ou grupos de pessoas em relação a contextos externos. O termo entrou na moda definitivamente nos anos sessenta depois que o ambientalista James Lovelock anunciou sua Hipótese de Gaia, propondo que o planeta Terra é um sistema complexo, um organismo vivo e inteligente que pratica a homeostase para manter-se em equilíbrio. Assim, as grandes catástrofes naturais seriam manifestações da busca da estabilidade do planeta. Fascinante, não?

Pois então... Parodiando Lovelock, eu acho que o Brasil também é um sistema, constituído por um território, quase 200 milhões de indivíduos e suas interações. O Brasil é um organismo vivo! E está desequilibrado. 

Depois do terrível aprendizado dos anos da alta inflação, fomos treinados a dar atenção apenas à economia. E hoje temos indicadores econômicos aparentemente muito positivos, mostrando que conseguimos equilibrar nossas contas, estimular nossos mercado e proteger nossa economia. Estamos economicamente robustos e em franco desenvolvimento econômico. Mas a economia é apenas um dos “órgãos” do Brasil. E nem de longe o mais importante.

Como é que está o equilíbrio do “organismo Brasil” na área política? Na social? E na cultural? Na ambiental? Na justiça? Na educação? Esses “órgãos” são interdependentes e estar bem na economia não garante o equilíbrio do sistema, sacou?

Por isso começamos a ver algumas manifestações da homeostase do Brasil. A violência é uma delas. Como uma espécie de febre, é um indicativo de que algo não vai bem no organismo social brasileiro, que não consegue se curar sozinho. 
A burrice institucionalizada é outra. Um indicativo de que na área cultural algo anda desequilibrado. E o organismo não consegue se curar sozinho.
Mas onde o bicho pega mesmo é no equilíbrio moral, que há tempos foi para a cucuia. O organismo brasileiro está moralmente desequilibrado. Doente. E a homeostase brasileira não dá conta de equilibrá-lo.

Nosso organismo só será saudável quando todo o sistema estiver em equilíbrio. 

Tá na hora de tomar remédio.

Luciano Pires

terça-feira, 3 de março de 2009

Confúcio e o Rei


Parábola

Conta uma lenda chinesa que certa vez, achava-se Confúcio, o grande filósofo, na sala do rei. Em dado momento, o soberano, afastando-se por alguns instantes dos ricos mandarins que o rodeavam, dirigiu-se ao sábio chinês e lhe perguntou:
- Como deve agir um magistrado? Com extrema severidade a fim de corrigir e dominar os maus, ou com absoluta benevolência a fim de não sacrificar os bons?
Ao ouvir as palavras do rei, o ilustre filósofo conservou-se em silêncio.Passados alguns minutos, de profunda reflexão, chamou um servo, que estava por perto, e pediu-lhe que trouxesse dois baldes um com água fervente e outro com água gelada.
Havia na sala, adornando a escada que conduzia ao trono, dois lindos vasos dourados de porcelana. Eram peças preciosas, quase sagradas, que o rei apreciava muito.Com a maior naturalidade, ordenou o filósofo ao servo:
- Quero que enchas esses dois vasos com a água que acabas de trazer, sendo um com a água fervente e o outro com a água gelada!
Preparava-se o servo obediente para despejar, como lhe fora ordenado, a água fervente num dos vasos e a gelada no outro quando o rei, saindo de sua estupefação, interrompeu-o com incontida energia:
- Que loucura é essa, venerável Confúcio! Queres destruir essas obras maravilhosas? A água fervente fará, certamente, arrebentar o vaso em que for colocada e a água gelada fará partir-se o outro!
Confúcio tomou, então, um dos baldes, misturou a água fervente com a água gelada e, com a mistura assim obtida, encheu os dois vasos sem perigo algum.
O poderoso monarca e seus mandarins observavam atônitos a atitude singular do filósofo. Este, porém, indiferente ao assombro que causava, aproximou-se do soberano e falou:
- A alma do povo, ó rei, é como um vaso de porcelana, e a justiça é como água. A água fervente da severidade ou a gelada da excessiva benevolência são igualmente desastrosas para a delicada porcelana.
Faz uma pausa e concluiu:
- Por isso é sábio e prudente que haja um perfeito equilíbrio entre a severidade, com que se pode corrigir o mau, e a benevolência, com que se deve educar o bom.
.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O corpo feminino

Fotografia de Clarice Cataldi
Opinião de um homem sobre o corpo feminino (texto atribuído ao escritor Paulo Coelho) Se alguém souber de algo diferente sobre a autoria informe-me, por gentileza
Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem.. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas... Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.
Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.
As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (sem sabotagem e sem sofrer); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos..Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!
A beleza é tudo isto.
(Texto recebido por email onde a autoria está atribuída para o escritor Paulo Coelho)

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