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terça-feira, 11 de março de 2014

ODE TO LIFE

Para quem está é preciso dizer...
A possibilidade de o planeta deixar de comportar condições de vida humana é real, muito embora não haja como se estimar um tempo para isso. Essa realidade pode ser obtida pelas estimativas estatísticas de tudo o que ocorre e o afeta na atualidade e pelas probabilidades do que acontecerá, a partir desse comportamento atual.
Outra certeza é quanto ao desenvolvimento comportamental do ser humano ao nível de iluminação.  Também é impossível precisar um ponto no tempo de quando isso aconteceria. Porém, quem duvida que o período necessário seja muito maior do que aquele que aniquilará a vida humana em nosso planeta?
Então, a terceira conclusão é de que o ser humano não atingirá esse patamar de desenvolvimento comportamental. Seu próprio comportamento extinguirá essa possibilidade.
Será a falência do ser humano como fragmento divino em busca do seu polimento para retornar ao seio do todo, que em seu conjunto, se acredita que em essência, seja o próprio sentido criador de tudo. Para muitos, essa essência é conhecida como Deus.
Pois então, falharemos e Deus também estará falido em suas pretensões.
Porém, essa falência até de Deus, se refere ao ser humano. Sabemos que para avançarmos nesse caminho evolutivo é necessária uma transformação gigante, como a eliminação do orgulho, egoísmo e de todos os sentimentos que se transformam em maldade. Ao mesmo tempo, é necessário desenvolver a compaixão, a bondade e todos os sentimentos que nos levam para um amor incondicional. Todas essas condições, ausentes na maioria absoluta das pessoas, entretanto, poderão ser encontradas nas demais formas de vida, mais notadamente nos animais.
Por isso, também é possível concluir, de que se realmente existe um processo de reencarnação, dentro de uma cadeia programada para a evolução, certamente, o ser humano que atingir um grau de iluminação destacado, haverá de retornar na forma de algum outro animal, vegetal, ou quiçá, mineral.
Esse princípio criador seria constituído de tudo o que há na vida, até mesmo daquilo que dá o suporte a ela própria, em todas as suas formas e dimensões. E se tudo isso é fruto da Sua própria iniciativa de se aprimorar, então Deus não falirá, mas obviamente descartará os seres que ficarem emperrados na condição de humanos, ou pelo menos a sua grande maioria.
Afinal de contas, em qualquer processo evolutivo, descartar é fundamental!
Afora tudo isso, resta o campo da ficção, onde o homem descobriria outra forma de prologar a sua existência, como por exemplo, a descoberta e deslocamento para outro planeta com condições de abrigá-lo, ou deslocar ou copiar a própria alma para o campo virtual. Além disso, torcer para atingir sua meta, antes que acabe com seu novo habitat.
Para quem fica, aqui ou acolá, tchau!

Carlos Roberto Sabbi


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Origem extraterrestre

Moléculas fundamentais à vida podem ter origem extraterrestre, diz pesquisa

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO


Cientistas da Nasa (agência espacial americana) descobriram que alguns aminoácidos --elementos essenciais à vida na Terra-- podem ter vindo do espaço, pegando carona em asteroides que se chocaram com a nossa atmosfera.

Os aminoácidos são importantíssimos porque ajudam a compor as proteínas, indispensáveis para a existência de todas as formas de vida no nosso planeta.

Ao estudar os fragmentos de um meteorito (pedaço de asteroide) que caiu no deserto africano em 2008, cientistas da Nasa comandados por Daniel Glavin do Centro Goddard de Voo Espacial, descobriram que os pedaços de rocha vindo do espaço continham aminoácidos do tipo canhoto.

Os aminoácidos podem ser de duas variedades: destros ou canhotos. Elas funcionam como imagens espelhadas. Algo como nossas mãos, uma com o polegar voltado para direita e outra, para a esquerda.

Na Terra, todos os seres vivos têm aminoácidos canhotos, como os do meteorito. Mas isso não quer dizer que a versão destra seja impossível por aqui. Cientistas já conseguiram sintetizá-la em laboratório.

O que eles não sabem ainda é por que os canhotos prevaleceram. Os fragmentos do meteorito podem, então, dar uma importante contribuição para matar essa charada.

Ao analisar essas moléculas, os pesquisadores se surpreenderam: alguns dos aminoácidos simplesmente não existiam na Terra, enquanto outros eram realmente bem difíceis de se encontrar na natureza.

Isso, de acordo com os autores do trabalho, publicado esta semana na revista "Meteoritics and Planetary Science", comprovaria que o meteorito já teria chegado ao planeta com os aminoácidos, tornando impossível a hipótese de "contaminação" no ambiente.

Eles acreditam que o asteroide, batizado de 2008 TC3, é provavelmente uma parte de algum planeta que existiu nos primórdios do Sistema Solar. Mas, como a temperatura nesse planeta devia ser realmente muito alta, os cientistas acham que os aminoácidos não se formaram enquanto o astro ainda estava inteiro.

E o enigmas vão além: ao contrário dos aminoácidos da Terra, que precisam de água para se formar, as "moléculas ET" não tinham o líquido disponível no ambiente do meteorito.

Isso, de acordo com o chefe do trabalho, aumenta as possibilidades da existência de vida usando "ingredientes" até agora considerados impossíveis.

Glavin disse em entrevista ao "Science News" que, na opinião dele, se realmente existir uma forma de produzir aminoácidos sem água, isso então "aumentaria muito a probabilidade da existência de vida em outros lugares do Universo".

Embora esta seja uma grande novidade, vale lembrar que os aminoácidos são apenas uma parte da vida. Para chegar até ela, ainda são necessários muitos outros fatores.

Original em Folha.com http://goo.gl/N7qqK

domingo, 19 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O início da vida artificial

Casa Branca dá sinal verde à pesquisa de vida artificial


DA FRANCE PRESSE

A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira que o campo controverso da biologia sintética ou da manipulação de DNA de organismos para criar novas formas de vida traz riscos limitados e seu avanço deveria ser permitido.

Um painel de especialistas reunido pelo presidente americano, Barack Obama, recomendou vigilância e autorregulação enquanto os cientistas procuram formas de criar novos organismos que pudessem resultar em inovações úteis em energia limpa, controle da poluição e medicina.

A Comissão Presidencial para o Estudo de Questões Bioéticas concluiu: "A biologia sintética é capaz de feitos significativos, mas limitados, com riscos limitados."

"Os desenvolvimentos futuros podem despertar novas objeções, mas a comissão não encontrou razões para endossar regulações federais adicionais ou uma moratória no trabalho neste campo por enquanto", acrescentou o relatório.

O painel com 13 cientistas, especialistas em ética e em políticas públicas foi criado por Obama no ano passado. Sua primeira missão foi considerar a questão da biologia sintética, depois que o Instituto J. Craig Venter anunciou, em maio, ter desenvolvido a primeira bactéria autorreplicável controlada por um genoma sintético.

Para os críticos, a descoberta era o equivalente a "brincar de Deus", criando organismos sem o entendimento adequado sobre as consequências, perturbando a ordem natural.

Ao anunciar a criação da "primeira célula sintética", o chefe das pesquisas Craig Venter disse na época: "Certamente mudou minha visão sobre as definições da vida e de como ela funciona."

Mas a comissão informou que a equipe de Venter não criou vida realmente, já que o trabalho envolveu, sobretudo, a alteração de uma forma de vida já existente.

Fonte: Folha.com - http://goo.gl/U9Li3

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vida (im)produtiva

O que é uma vida produtiva? Trabalhar muito. Trabalhar sempre. Acumular bens supérfluos. Nunca tirar férias. E se trabalhar demais tornasse a vida improdutiva? Michel Houellebecq, em "O Mapa e o Território", pensando em gente como Bill Gates e Steve Jobs, faz a pergunta que considera essencial a partir de um certo estágio existencial: por que o homem trabalha? Minha resposta: porque não sabe brincar. Meu amigo Philippe Joron publicou um livro intitulado "A Vida Improdutiva". Não é de hoje que o culto ao produtivismo encontra oposição intelectual de peso. Paul Lafargue, genro de Karl Marx, era a favor do direito à preguiça. Atenção, nada de preconceitos com o cara. Era uma tese.

Tentar definir o homem é uma velha ambição. Já se disse que o homem era antes de tudo faber, homo faber. Homem da produção, do trabalho, da labuta. O historiador holandês Johan Huizinga saiu por outro caminho. Para ele, o homem é ludens. Homem do jogo, do lúdico, da brincadeira, da festa. Passamos a vida esperando as horas livres do trabalho para gozar. Daí nossa paixão pelos jogos e pelos que trabalham jogando. Alguns fazem do trabalho o seu jogo. Mas aí pode ser um jogo perverso, um jogo que devora o jogador. Edgar Morin meteu o pé na porta: o homem nunca é uma coisa só. Nem faber nem ludens. Mas faber, ludens e demens. Como já diz Caetano Veloso, de perto ninguém é normal. Foi isso que ele disse, não? Não venham me dizer, por favor, que estão achando esta conversa difícil por causa de umas palavrinhas em latim e uns nomes de pensadores. 

É barbada. Até os eleitores do Tiririca podem entender. Faça o teste para saber se você é faber, ludens ou demens. Você vive para trabalhar ou trabalha para viver? Sente taquicardia domingo à tarde de saudade do escritório? Sente falta de preencher formulários e de fazer reuniões de trabalho sábados à tarde? Vibra quando o despertador toca na segunda às 6h da manhã? Sente-se nu quando está sem o seu crachá? Define-se pela sua posição socioprofissional? Vê no seu chefe um modelo a ser seguido? Inventa desculpas para não tirar férias? Leva trabalho para fazer na praia? Pensa nas suas planilhas quando está folheando a Playboy com a Cléo Pires nua? Considera que trabalhar menos de 12 horas por dia é coisa de preguiçoso? Veste a camisa da empresa?

A resposta é definitiva e cristalina. Se respondeu sim a todas as questões acima, você não é ludens. Nem será. Caso perdido. Divertimento para você é perda de tempo. Salvo como negócio. Você é daqueles que só leram um romance na vida e viram alguns filmes porque caía no vestibular. Tudo precisa ser útil. Sexo só para reprodução ou para recuperar a energia produtiva. Aposto que está pensando que é faber. Não. O diagnóstico é irrefutável. Você é demens. Uma vida só pode ser produtiva se tiver muitos momentos de "improdutividade". É preciso saber consumir. Mais importante ainda é saber "se consumir". Seja produtivo na vida: caia na gandaia.

Juremir Machado da Silva | juremir@correiodopovo.com.br


terça-feira, 22 de junho de 2010

Não Sei



Não sei...
se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar."


Cora Coralina

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Depois das grandes tempestades



Depois das grandes tempestades em nossas vidas, às vezes, ao invés da bonança esperada, costumamos fechar a alma para balanço. E, por mais que digamos estar disponíveis ao diálogo,bem no fundo do nosso coração colocamos uma porta.

E esta porta fica tão trancada que, se nós mesmos não a abrirmos, tornar-se-á quase que intransponível.

Como se nossa casa tivesse sido saqueada e o medo de que fosse arrombada de novo não nos deixasse viver sossegados.

Visitantes cadastrados até poderiam chegar ao jardim...

Mas passar da soleira, quem disse?

E ficamos tantas vezes nos perguntando o porquê de ninguém se aproximar muito de nós se pensamos, numa atitude de bloqueio à verdade, que estamos dando espaço para que todos nos visitem.

Fingimos não enxergar o letreiro luminoso de "passagem proibida" ou os cadeados enormes que colocamos nos portões e nos muros que erguemos ao redor de nós, porque é duro admitir que temos medo de mais experiências depois que uma, duas, três ou mil delas não deram certo.

Mas se só as pessoas sensíveis enxergam esse bloqueio, e elas são cada vez em número menor, as não tão persistentes se afastam com medo de que soltemos os cães bravos em cima delas e as ponhamos para correr.

Assim acabamos, por comodismo, ficando com as pessoas menos perigosas; com aquelas com quem sabemos que nunca chegaremos a ter envolvimento maior, até porque sua percepção não é tão aguçada para penetrar no nosso interior.

Ficamos com aquelas com quem temos menos afinidade e pouco cumplicidade, principalmente aquela que vem do fundo da alma, porque não queremos que ninguém invada a fortaleza inexpugnável dos nossos segredos, onde guardamos as mágoas, os ódios não passados a limpo e os amores mal sucedidos.

Não queremos saber de quem nos leia pensamentos e não pretendemos nos prender a nada, embora digamos sempre o contrário e saibamos que a falta das amarras num porto onde poderemos atracar quando estamos à deriva pode constituir uma bela teoria de liberdade, mas não nos gratifica, pois o ser humano não nasceu para ficar só.

Nós, hoje, mal ou bem podemos escolher nossos amores e amigos.

E que possamos escolher os melhores, e não os mais cômodos.

E que possamos, também, ter alguns inimigos e, entre os nossos conhecidos, pessoas incompatíveis conosco, porque são eles que nos ajudam a superar os nossos limites e nos botam para frente, nem que seja para que lhes mostremos do que e o quanto somos capazes.

Precisamos ter histórias para contar, sejam elas com finais tristes ou felizes.

Precisamos passar por experiências que nem sempre são gratificantes, pois uma existência passada em brancas nuvens é uma existência sem frutos.

Um dia, talvez, venhamos a entender melhor os mistérios da vida e, para chegarmos a um determinado ponto, muitas vezes teremos que passar por vários obstáculos.

Talvez entendamos que precisamos nos purificar sofrendo várias provações até conseguir nossos objetivos e receber alguma recompensa.

Algumas doutrinas religiosas e filosóficas tentam explicar porque algumas pessoas sofrem e outras são poupadas e porque alguns de nós encontram suas metades e outros passem a vida inteira a procurá-las.

Mas são explicações que talvez nós leigos, não consigamos facilmente entender.

A única coisa que podemos arriscar, é que nada acontece por acaso (ou será que acontece?).

Talvez, quando sofremos, estejamos passando por um processo de purificação que nunca será entendido ou aceito por nós enquanto estivermos vivendo a experiência.

Talvez, quando procuramos alguém ou alguma coisa, estejamos nos informando; talvez, quando encontramos tanta gente incompatível conosco, é porque, de alguma maneira, somos ou fomos as pessoas determinadas a surgir em suas vidas, seja para suportá-la, ajudá-las ou para que, através delas, aprendamos alguma lição importante: da serenidade à perseverança, da paciência à fé.

Mas, por mais que apanhemos, que nos escondamos para fugirmos da vida, de nós mesmos, dos machucados e rejeições...

Tudo passa.

O desespero nunca foi solução para nada, pois, afinal, não há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe.

A vida sempre seguirá dando voltas.

Tomara que saibamos aproveitar as ascensões para levantar quem estiver próximo de nós e as quedas para aprendermos a ser humildes.

Autor desconhecido - se tiver informações a respeito, por gentileza comunique-me crsabbi@gmail.com

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O que a vida nos ensina depois dos 40

É Natal, tempo de reflexões, de voltar-se para o Criador, de pensar nas coisas que realmente tem valor. Ganhei um texto algum tempo atrás de um irmão, realmente um cara muito legal. Achei-o tão maravilhoso que programei para publicá-lo aqui no blog, exatamente neste dia, tão especial, aliás, o mais especial do ano, concorrendo com o dia internacional da paz.
Deliciem-se amigos...

Amor não se implora, não se pede, não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúme é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados a terra por Deus
para mostrar ao homem o que c fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não
com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você,
vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Agua é um santo remédio. Deus inventou o choro
para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim. existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tomam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina, Deus é o maior
poeta de todos os Tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente...
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças
acerca de suas ações.
Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas,
chaves que abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras,
une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...
Autor desconhecido

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A vida e o amor


Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer
senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança, mas alguém aparece para nos confortar.
Às vezes o amor nos machuca profundamente,
e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar,
tanto quanto precisamos respirar, é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida,
e se torna o nosso destino.

Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas,
e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um por do sol, a magnitude de uma noite estrelada,
a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto,
é a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras
e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.

Percebe que não há como distinguir os bons e os maus,
pois poucos nascem assim, a vida é que os torna melhores ou piores,
pelas tristezas e felicidades que passaram e experiências vivenciadas.
É como se a vida fosse formada por corações e cruzes,
onde os corações representam nossos momentos felizes,
o carinho e amor que recebemos, e as cruzes são nossas dores,
decepções, sofrimentos, momentos ruins pelos quais passamos.

Então você poderá entender que alguns de nós vivenciaram
pouquíssimas cruzes e muitos corações o que fará com que
essas pessoas tenham muito mais amor a transmitir,
outras passaram pelo contrário e são predominantemente frias, insensíveis, buscam coisas materiais, acreditam que os fins justificam os meios, com essas é preciso ter cuidado, alguns podem mudar e melhorar,
outros podem mudar você e trazê-lo para a realidade deles.

Assim ao conhecer alguém preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu. Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.

Aproveite ao máximo seus momentos de felicidade,
quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis em nossas vidas.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento,
manter um grande amor, pode ter um preço muito alto
se esse sentimento não for recíproco, pois em algum outro momento
essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso,
do que teria sido no passado.

Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo. Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora,
nem exagere em seu sofrimento, esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho.

A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar,
mas o importante é que ela venha para ficar
e não esteja apenas de passagem, como acontece
com muitas pessoas que cruzam nosso caminho.

François de Bitencourt

sábado, 5 de setembro de 2009

Somos todos estagiários da vida


Por Floriano Serra *
O aprendizado humano é obtido através da vivência, dos sentimentos e dos estudos - e esse processo dura a vida toda. A cada instante, novas descobertas e invenções somam-se àquelas que já conhecemos. Assim, em matéria de evolução, há um ponto de partida – mas não há um ponto de chegada.
Pablo Casals, famoso maestro e violoncelista espanhol, aos 95 anos ainda praticava no seu instrumento 6 horas por dia, porque julgava sabiamente que ainda tinha muito que aprender... O aprendizado humano é contínuo, mas, por mais que se esforce, ninguém jamais obtém mestrado na escola da vida. Essa graduação é reservada aos Sábios e Iluminados – e estes são raros. Quando muito, podemos nos tornar especialistas, mas essa categoria, apesar de importante, é insuficiente para nos tornar Sábios e Iluminados.
A condição de eternos aprendizes nada tem de pejorativa. O aprendizado constante é bom, é estimulante, nos atualiza e assim nos habilita a interagir com os novos desafios e com as permanentes mudanças com muito mais habilidade e competência.
Portanto, em matéria de Vida, somos todos Estagiários – estamos sempre aprendendo, estudando, experimentando, observando. Numa empresa, o Estagiário sabe que um dia concluirá sua graduação acadêmica e terá possibilidade de ser efetivado, dando início, assim, ao seu desenvolvimento profissional. Na vida, o Estagiário não se forma jamais. Tem aulas práticas todo dia, é submetido a testes a cada instante e nunca tira férias – mas jamais conclui sua graduação. Cabe-lhe apenas insistir e continuar na busca da excelência como pessoa. É assim que é formado nosso aprendizado, nossa maturidade.
Esta introdução tem por objetivo chegar ao ponto principal deste artigo que é conduzir o leitor a uma reflexão sobre questões como humildade, simplicidade e imperfeição humana. Estou falando do oposto da arrogância, da empáfia e da síndrome do "sabe-tudo", posturas totalmente inadequadas nas duas formas de estágios – na empresa e na vida.
As mais maravilhosas coisas da vida são simples. Tome-se a Sabedoria como exemplo. Quem faz alarde dos seus conhecimentos e da sua cultura não está sendo sábio, assim como aquele que faz alarde da sua beleza, paixão, riqueza ou poder. A verdadeira Sabedoria repousa na serenidade da autoconfiança – e esta é para consumo interno. Não precisa de trombetas nem de marketing, externo pois sua maior audiência, aquela a quem verdadeiramente deve satisfações, é seu próprio coração e sua consciência.
Talvez por desconhecer esses princípios simples, é que, no contexto de trabalho, há quem goste de ter e exibir conhecimento supremo. É aquele profissional que não compartilha decisões; que não pede opiniões e sugestões; que acha que tem todas as respostas e soluções; que, enfim, julga que nada mais tem a aprender e por isso não sabe perguntar nem ouvir. Puro engano!...Muitos empresários se surpreenderiam se dessem aos colaboradores simples e iniciantes oportunidades reais de se manifestarem.
Algumas vezes a inexperiência é o caminho para soluções inovadoras, pois não está condicionada pela "experiência" ou pelo vício do "sempre-se-fez-assim"... Alguém já disse que a única coisa constante na vida e no trabalho são as mudanças. Elas acontecem a todo instante, em todas as situações. Justamente por isso, a ninguém é dado o privilégio da palavra final, do conhecimento absoluto – pois no minuto seguinte poderão existir novas alternativas de ação. Se isto é fato, somos mesmo Estagiários da vida, eternos aprendizes. E essa consciência deveria nos levar a agir com muito mais simplicidade e humildade nas relações – em qualquer esfera e em qualquer nível, no trabalho ou em casa. Isso tanto vale para pais e filhos, quanto para líderes e liderados.
Muitos conflitos interpessoais deixariam de existir se cada um adotasse a atitude humilde de admitir que possa estar errado, por mais certo que julgue estar. Num estagiário de empresa, essa atitude é fundamental para que possa aprender com harmonia. Num estagiário da vida, essa atitude é fundamental para que possa sobreviver com Sabedoria.
*Floriano Serra é psicólogo, diretor de RH e Qualidade de Vida da APSEN Farmacêutica, autor dos livros "A Empresa Sorriso" e "A Terceira Inteligência" (Editora Butterfly).

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Perdas?



“O que a gente teve não perde. As lembranças estão dentro de nossa memória.
Quando uma tragédia assim acontece, o que se perde é o prosseguimento, é o futuro.
E o futuro é virtual, uma expectativa de algo que damos como certo, mas não é.
Não se perde o passado. Isso pode parecer meramente racional – e é, porque a emoção não se traduz.
Não se perde alguém que existiu. O que se perde é uma expectativa. Isso não é consolo, mas pode ajudar a retomar a vida.
Pensar não no que perdi, mas no que tive o privilégio de viver. O passado precisa ser uma referência para a gente se nutrir. E não para se lamentar. Há várias formas de conviver com a saudade”.
Palavras do psiquiatra Luiz Alberto Py dirigidas aos parentes das vítimas do recente acidente aéreo

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Juventude Eterna


Essa história que eu vou contar agora aconteceu com uma mulher inteligente que estava fazendo uma palestra.
Diz ela:
'Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades..
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível...
A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: ' pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se mudança.
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu. Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Reforma ortográfica



2009 é o ano da reforma ortográfica. Em casos como *AUTOESTIMA*, o hífen cai. A sua é que não pode cair.
Em algumas palavras, o acento desaparece, como em *FEIURA*. Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.

O acento também cai em *IDEIA*, só que dela a gente precisa. E muito.

O trema sumiu em todas as palavras, como em *inconsequência*, que também poderia sumir do mapa. Assim, a gente ia viver com mais *TRANQUILIDADE*.

Mas nem tudo vai mudar. Abraço continua igual. E quanto mais apertado, melhor.

*Amizade *ainda é com "z", como vizinho, futebolzinho, barzinho.
Expressões como *"Eu te amo".** *continuam precisando de ponto. Se for de exclamação, é *PAIXÃO*, que continua com x, como abacaxi, que, gostando ou não, a gente vai ter alguns para descascar.
*Solitário* ainda tem acento, como *Solidário*, que só muda uma letra, mas faz uma enorme diferença.
*CONSCIÊNCIA* ainda é com *SC*, como SANTA CATARINA, que precisa tocar a vida pra frente.
E por falar em *VIDA*, bom, essa muda o tempo todo, e é por isso que emociona tanto.
(Autor desconhecido)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Atalhos


Por Martha Medeiros
Quanto tempo a gente perde na vida?
Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros.
Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora a entender certas coisas, demora para dar o braço a torcer.
Viramos adolescentes teimosos e dramáticos.
Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos a dizer a alguém o que sentimos, demoramos a perdoar um amigo, demoramos a tomar uma decisão.
Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos.
Ou 41.
Talvez 48.
Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto.
E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado.
Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola para o goleiro ou fazer tabelas desnecessárias.
Que esbanjamento!
Não falta muito para jogo acabar.
É preciso encontrar logo o caminho do gol. Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso.
Tudo o que a gente quer, depois de certa idade, é ir direto ao assunto.
Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar.
E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios.
Queimam etapas.
Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você?
Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito?
Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio?
Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade.
Paciência para ver a tarde cair.
Paciência para sorver um cálice de vinho.
Paciência para a música e para os livros.
Paciência para escutar um amigo.
Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Pra enrolação, ATALHO.

domingo, 17 de maio de 2009

O medo da morte


Existe um conto indiano que narra a seguinte história:
Um discípulo procura o seu mestre e lhe pergunta:
- Mestre, qual é o seu segredo para nunca se enfurecer e ser sempre amável? E o mestre lhe respondeu:
- Não sei se posso falar sobre o meu segredo, mas eu sei qual é o seu... E o discípulo curioso, perguntou:
- E qual é o meu segredo?Compenetrado, o mestre disse:
- Você vai morrer em uma semana.
Assustado com as palavras do mestre, o discípulo procurou, na semana seguinte, tratar os amigos e os familiares com muita afeição e, no sétimo dia, deitou-se em sua cama e pediu que chamassem o seu mestre. Quando este chegou, o discípulo lhe disse:
- Abençoe-me, sábio mestre, pois estou morrendo. Após abençoar o discípulo, o mestre lhe perguntou:
- E como você passou a semana? Brigou com a família, com os amigos? E o discípulo lhe respondeu:
- Obviamente que não. Eu os amei intensamente. Após ouvir isso, o mestre lhe falou:
- Você acabou de descobrir o meu segredo. Eu sei que posso morrer a qualquer momento, por isso, procuro ser sempre amável com todas as pessoas de minhas relações.
Curiosamente, muitas pessoas que passam por experiências radicais, como são as experiências de quase morte (EQM), mudam profundamente sua forma de viver, passando a amar e a valorizar muito mais seus familiares, o meio ambiente e as demais pessoas com as quais se relaciona. Essa mudança de sensibilidade é conhecida como metanóia, na qual uma atitude egoísta diante dos fatos é substituída por uma atitude amorosa. O egoísmo é fruto, basicamente, do medo da morte. E a maioria das pessoas teme a morte porque possui uma consciência equivocada, acreditando que a morte é o oposto da vida. Mas, na verdade, o que se opõem à morte é o nascimento.
A vida está além da morte e do nascimento. Ela antecede o nascimento e continua além da morte. O que nós conhecemos por vida é apenas um de seus ciclos, formado por um nascimento e uma morte. Vamos, nesse encontro, chamar esse ciclo de existência.
O egoísmo se alimenta do medo da morte e vice-versa. Todos nós queremos permanecer vivos e como acreditamos que a morte é o oposto da vida, temos medo de morrer e lutamos arduamente por aquilo que acreditamos ser a vida: a matéria.
Acumulando bens materiais, buscando a felicidade no consumo ou na posse de outras pessoas, acreditamos que isso nos faz vivos e nos afasta da morte. Todos desejam viver eternamente. E é justamente isso o que acontece.
A vida é realmente eterna. Apenas cada existência, ou seja, cada ciclo de nascimento e morte, é finito.
Recebi por e-mail sem a citação da autoria.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Definição de saudades


Emocionante como uma criança pode definir um sentimento que muitos adultos não sabem nem mesmo o que é.
Veja este artigo do oncologista pernambucano Rogério Brandão:
“Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivencia e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Dizem que a dor é quem ensina a gemer. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.
Um dia, um anjo passou por mim... No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.. Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada, porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia. Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção. Meu anjo respondeu:
- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim).
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela. Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: É o amor que fica!
Um anjo passou por mim... Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes. Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno”.
Rogério Brandão
Médico oncologista clínico
RC Recife Boa Vista D4500
Cremepe 5758

sábado, 28 de março de 2009

O que é a vida


Epílogo do físico Erwin Schrödinger para o seu livro "O Que é a Vida? O Aspecto físico das células vivas":
Como recompensa pelos grandes embaraços que tive ao expor o aspecto puramente científico do nosso problema sine ira et studio, permitam-me que manifeste, agora, o meu próprio ponto de vista, necessariamente subjetivo, quanto às implicações filosóficas.
Schrödinger aos 13, quando era apenas um dedicado estudante de Física e Defesa contra as artes das trevas.De acordo com as evidências expostas nas páginas anteriores, os fenômenos do espaço-tempo de um organismo vivo, correspondentes à atividade de sua mente, a sua autoconsciência e a suas outras ações (considerando também sua estrutura complexa e a explicação estatística aceita da físico-química) são, se não estritamente determinísticos, pelo menos estatístico-determinísticos. Para o físico, desejo enfatizar que, em minha opinião, e contrariamente à opinião mantida em alguns setores, a indeterminação quântica não tem neles qualquer papel biológicamente relevante, exceto talvez por sublinhar seu caráter puramente acidental em eventos tais como a meiose, a mutação natural e a mutação induzida por raios X etc. - sendo isso, de qualquer modo, óbvio e bem reconhecido.
Para fins de argumentação, permitam-me considerar esse aspecto como um fato, como acredito que qualquer biólogo sem preconceitos o faria se não existisse a desagradável e bem conhecida sensação de "declarar-se a si próprio como puro mecanismo". Pois isto está fadado a contradizer o Livre-Arbítrio tal como ele se encontra garantido pela introspecção direta.
Mas experiências imediatas, em si mesmas, quão numerosas e diferentes sejam, são logicamente incapazes de se contradizerem mutuamente. Assim, vejamos se não somos capazes de extrair a conclusão correta, não-contraditória, das duas premissas seguintes:
1) Meu corpo funciona como um puro mecanismo, de acordo com as Leis da natureza.
2) Ainda assim, sei por experiência direta e incontestável, que comando seus movimentos, dos quais prevejo os efeitos, que podem ser decisivos e extremamente importantes, em cujo caso sinto e assumo por eles total responsabilidade.
A única inferência possível a partir destes dois fatos, imagino, é que eu - eu no sentido mais amplo da palavra, ou seja, toda mente consciente que jamais disse ou sentiu "eu" - sou a pessoa, se é que existe alguma, que controla "o movimento dos átomos", de acordo com as Leis da Natureza.
No âmbito de um determinado ambiente cultural (Kulturkreis) em que certos conceitos (que já tiveram ou ainda têm um significado mais amplo entre outros povos) foram limitados ou especializados, é ousado dar a essa conclusão a palavra simples que ela requer. Na terminologia cristã, dizer "Logo, eu sou o Deus Todo-Poderoso" parece tanto blasfemo quanto lunático. Mas, por favor, abstraiam por ora essas conotações e considerem se a inferência acima não é o mais próximo que um biólogo pode chegar para provar, de uma só vez, a existência de Deus e da imortalidade.
Em si, a idéia não é nova. Os registros mais antigos datam, até onde sei, de 2.500 anos atrás. Desde os primitivos grandes Upanixades, no pensamento indiano, a identificação de ATHMAN = BRAHMAN (o eu pessoal iguala-se ao eu eterno, e onipresente e onisciente), longe de constituir uma blasfêmia, representava a quintessência da mais profunda intuição quanto aos acontecimentos do mundo. O maior empenho de todos os estudiosos da escola Vedanta era, após o aprendizado dos movimentos dos lábios para a pronúncia correta, realmente assimilar em suas mentes este pensamento, o mais grandioso de todos.
De novo, os místicos de muitos séculos, independentemente, mas em perfeita harmonia uns com os outros (algo como ocorre com as partículas de um gás ideal) descreveram, cada um deles, a experiência única de sua vida em termos que podem ser resumidos na expressão DEUS FACTUS SUM (Tornei-me Deus).
Referência:

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Não Existem Erros e Nem Problemas, Apenas Lições


Por Sandra Regina da Luz Inácio
O Crescimento Humano é um processo de experimentação, onde as falhas quanto o sucesso são parte do processo. Ambas importantíssimas, ambas extremamente necessárias.

Como iremos avaliar o que é doce, sem experimentarmos o amargo. O quanto gostamos ou odiamos um ou o outro.

Como mensurar o que é certo para nós sem experimentarmos ou vivermos ou sentirmos a experiência do outro a qual percebemos ser errada para nós.

Uma lição é repetida até que seja aprendida. Será apresentada a você em várias formas, até que você enfim entenda. Caso não aprenda facilmente, elas se tornarão mais difíceis. A dor

Se você não aprender as lições fáceis, elas se tornam difíceis. Para que você busque e se interiorize é necessário que existam problemas (ou aprendizado) externos. Quando você limpa obstruções no seu interior, seu mundo exterior muda.

Você só saberá quando aprendeu uma lição, quando suas ações mudarem e você se sentir bem com elas.

Os outros devem ser um espelho para você. Você não pode amar ou odiar alguma coisa no outro a menos que reflita algo que você ama ou odeia em você mesmo.

Sua vida, só você pode escolher. A vida é feita de escolhas, reflita sobre todos os pontos de vista antes de fazer estas escolhas. As vezes você as leva para o resto da vida.

Você sempre consegue o que quer. Seu subconsciente determina quais experiências e pessoas você atrai. Assim, o único jeito correto de saber o que você quer é ver o que você tem. Não existem vítimas, apenas aprendizes.

Não existe certo ou errado, mas existem conseqüências. Passar a mão na cabeça não ajuda. Julgar também não. Apenas faça o melhor que puder e souber fazer.

Todas as respostas estão dentro de você. Tudo que você precisa é olhar, prestar atenção, e confiar.

Admire, não inveje. A admiração nos faz crescer e também sermos admirados.

Sempre transforme seus movimentos em oportunidades.

Jamais se esqueça que HOJE é o melhor dia de sua vida. O ontem você não pode mudar, o amanhã ainda não existe. Então, hoje é o melhor dia da sua vida com certeza, porque é a única coisa que realmente você tem.

Não existem perdas e sim a transformação de todas as coisas existentes, incluindo a sua vida, seus valores, desejos e amores.

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