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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Metafísica


Parte mais central da filosofia que busca o princípio e as causas fundamentais de tudo, tratando de questões que, em geral, não podem ser confirmadas pela experiência direta. Constitui a filosofia primeira, o ponto de partida do sistema filosófico. O termo surge por volta de 50 a.C., quando Andronico de Rodes (século I a.C.), ao organizar a coleção da obra de Aristóteles, dá o nome de ta metà ta physiká ao conjunto de textos que se seguiam aos da física ("metà" quer dizer além).

Historicamente, a palavra passa a significar tudo o que transcende à física, porque nesses estudos Aristóteles examina a natureza do ser em geral e não de suas formas particulares, postulando a idéia de Deus como substância fundamental.

As bases do pensamento de Aristóteles podem ser encontradas no platonismo. Para Platão, a filosofia é a única ciência capaz de atingir o verdadeiro conhecimento. Por meio da dialética, o filósofo aproxima-se das idéias puras, como a verdade, a beleza, o bem e a justiça. Na Idade Média, a metafísica confunde-se com a teologia.

O italiano santo Tomás de Aquino afirma que a metafísica estuda a causa primeira, e, como a causa primeira é Deus, ele é o objeto da metafísica. Na Idade Moderna a experiência passa a ser extremamente valorizada e a metafísica deixa de ser considerada a base do conhecimento filosófico. O escocês David Hume diz que o homem está completamente submetido aos sentidos, portanto não pode criar idéias, e não é possível formular nenhuma teoria geral da realidade. Para ele, ciência alguma é capaz de atingir a verdade, seus conhecimentos são sempre probabilidade.

No século XVIII, o alemão Immanuel Kant afirma que o domínio da razão e o rigor científico podem recriar a metafísica como conjunto dos conhecimentos dados apenas pela razão, sem utilizar os dados da experiência. Nesse sentido, a metafísica para Kant reduz-se ao estudo das condições e limites do conhecimento. No século XIX, o positivismo de Auguste Comte coloca a metafísica como uma ciência superada.

Segundo ele, a história da humanidade (e, por analogia, o conhecimento humano) passa por três períodos: o teológico, o metafísico e o positivo, ou científico, sendo que este último é superior aos anteriores. No século XX, o filósofo alemão Martin Heidegger faz uma revisão da história da metafísica e sustenta que ela confunde o estudo do ser, o verdadeiro objeto da filosofia, com outros temas, como a idéia, a natureza e a razão.

Original em:
http://www.algosobre.com.br/sociofilosofia/metafisica.html

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ciência da mente: paradigmas e mudanças


Os campos que buscam compreender nossa mente e comportamento, se vêem imersos num empreendimento científico arrojado e possuem particularidades em relação a outros âmbitos da ciência. A mente humana, tão variável e maleável, complica imensamente a busca de princípios gerais da natureza humana.
O filósofo Thomas Kuhn argumentou que as teorias científicas modernas não são mais verdadeiras do que as teorias que elas desbancam, apenas diferentes. As teorias sobre a natureza humana, nunca morrem. É comum que velhas idéias sejam simplesmente recicladas ou reformuladas. A metafísica*, por exemplo, é um paradigma que ainda persiste e causa mal-estar paara a filosofia moderna.
Como explica o filósofo da Universidade Federal de São Carlos João de Fernandes Teixeira, é ingenuidade positivista achar que a metafísica pode ser sepultada. “Fernando Pessoa disse que a metafísica é produto do mal-estar. Creio que a metafísica é algo pior: ela nos causa mal-estar. E que não é possível, para nós, livrarmos definitivamente desse mal-estar. De tempos em tempos ele reaparece” complementa o filósofo.
Embates Científicos
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Mas as revoluções científicas e os embates entre paradigmas são importantes para a ciências da mente. De acordo com o jornalista americano John Horgan, a belicosidade da ciência da mente a distingue de outros campos. Os estudiosos com freqüência se mostram mais empolgados não quando anunciam seus paradigmas favoritos, mas quando acabam com o paradigma alheio.
“Quando se trata de teorias sobre a natureza humana, os padrões das provas devem ser inversos aos que se aceitam nos tribunais. As teorias devem ser consideradas culpadas – ou seja, incorretas ou dúbias – até que sua correção seja estabelecida além de uma dúvida razoável”, complementa Horgan. A ânsia por verdades absolutas na ciência pode ter conseqüências perigosas. Um pouco de ceticismo e cautela quanto aos produtos da ciência é fundamental.
O filósofo Karl Popper tomou essa atitude e usou o critério da falseabilidade para demarcar a ciência. Nunca podemos provar que nossas teorias são verdadeiras, argumentou Popper. Só podemos refutar teorias, provar que são falsas. Portanto, todo conhecimento é experimental, provisório.
Sobre essa questão, Horgan afirma que ceticismo de menos nos deixa à mercê de charlatões vendedores de panacéias científicas. Ceticismo demais pode levar a um pós-modernismo radical que nega a possibilidade de chegar não só ao conhecimento completo de nós mesmos mas também a qualquer conhecimento. Mas a dose certa de ceticismo combinada a dose certa de otimismo, pode nos proteger da avidez por respostas enquanto nos mantém receptivos o bastante para reconhecer a verdade se e quando ela chegar.
Texto de Rafaela Sandrini
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*A Metafísica é uma das principais obras de Aristóteles e o primeiro grande trabalho sobre a própria metafísica. O objeto de investigação da Metafísica não é qualquer ser, mas do ser enquanto ser. Examina o que pode ser afirmado sobre qualquer coisa que existe por causa de sua existência e não por causa de alguma qualidade especial que se tenha. Também aborda os diferentes tipos de causas, forma e matéria, a existência dos objetos matemáticos e Deus.
O título Metafísica resultou da ordenação dos livros após aos da Física, de acordo com a disposição dada por
Andrônico de Rodes, no primeiro século a.C. O tratado é composto de 14 livros.
Na metafísica,
Aristóteles definiu as quatro causas, explicada aqui em termos gerais:
Causa formal - É a forma ou essência das coisas.
Causa material - É a matéria de que é feita uma coisa.
Causa eficiente - É a origem das coisas.
Causa final - É a razão de algo existir.

FONTE: WIKIPÉDIA

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

TUDO É UMA CONSTRUÇAO


Tudo é uma construção, não se pode pôr o telhado antes das fundações, como o acabamento antes das paredes, mas se numa construção inicia-se pela escolha do local de edificação, um detalhe mínimo, mas capital, é preciso esmerar-se com tal zelo que prima em acurar cada detalhe, e tudo é um detalhe, sem o qual pode incorrer em erro na obra, debalde total, onde cada particularidade forma um todo e disso então se é possível a materialização do sonho e criar-se a partir daí o projeto, o sonho ainda que materializar-se-á paulatinamente da prancheta do arquiteto, dos cálculos da engenharia, às mãos dos operários, e cada qual com sua especificidade vai-se pondo ponto-a-ponto o sonho-projeto em pé, até o ápice, o momento findo onde se pode habitar tal moradia, e pôr nela a benfazeja placa: ‘lar doce lar”. Tudo é uma construção!

De tal sorte que biblicamente o homem é aconselhado a edificar seus projetos e sonhos em cima de uma rocha e não sobre a areia, que sendo obrigado a iniciar uma peleja com outro reino, primeiro planeje e avalie as possibilidades reais de custeio e provável vitória, caso contrário negocie, faça acordos e a paz, assim é tudo, sem planejamento estratégico, fica-se a mercê, ao sabor dos ventos e até a náutica nos recomenda usar sabiamente as forças dos ventos a nosso favor para não incorrer em deriva, pois tudo se urge e exige um plano, mínimo e detalhado dos passos, passo-a-passo, a ser ministrado para o fito do sucesso. Tudo é uma construção!

Um projeto nasce primeiro no coração, nos sonhos da pessoa, e a medida que esta vai dando encarnação, fazendo o verbo virar palavra encarnada, ele vai tendo as reais possibilidades de sair do onírico para a realidade vivencial, dando sentido e dimensões de existente, onde se dimensiona as considerações de pôr-se em pé a construção, onde se realiza, inicialmente no desejo e posteriormente na concretude da vida o habite-se, no qual se orgulha de ser o criador, como IAHWEH di-lo-á: “Eis que tudo isso é muito bom”, com certo orgulho de si mesmo e sabedor ser possível edificar os sonhos. Tudo é uma construção!

As vicissitudes por vezes trazem o desânimo, a condição humana ajuda com pensamentos sabotadores do não ser possível tal empreendimento, o meio joga-lhe contra, isso não é para você, somos os maiores inimigos de nós mesmos, esquecemos que tudo é questão de fé, e olha que nem muita só um grão de mostarda, fé a capacidade do antegozar, ver aqui o que só além se terá, ter atitude metafísica no aqui e agora, poder olhar desertos e ver oásis, prisões e ver escolas e praças, campos e ver as colheitas, rios e ver as pontes, somos os únicos responsáveis pelos nossos sonhos, somos os únicos responsáveis pelos nossos projetos. Tudo é uma construção!

Olhaí os lírios dos campos, as aves dos céus, os animaizinhos, tudo para eles está pronto, predeterminado, para o homo planetaris, o sapiens, ao contrário, um desafio constante, um universo em construção e a construir, quem não olha a si-mesmo vendo para-além de si esta fadado ao predeterminismo de vegetar como aves, lírios, animaizinhos, quiçá o consiga, pois não veio o ser a existir para a mediocridade, mas para ser o co-construtor da vida e do viver, produzir uma construção de si e da realidade, em sim tudo existe pelo existir do ser e de sua vontade motriz, construamo-nos-lá. Tudo é uma construção!

Autor: Marlon Lelis de Oliveira (0xx11) - 6885-6997 / 9383-4727 – marlonlelis@yahoo.com.br
Guarulhos, 14 de fevereiro de 2007**
Reprodução autorizada. Citada a fonte e, com envio de cópia para arquivo.

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