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terça-feira, 15 de março de 2011

Seus Resultados Pessoais e Profissionais Começam com um Sonho

Muitas pessoas querem mais resultados na vida pessoal e profissional e não sabem como começar. Pensam em estratégias, fórmulas, esquemas ou dicas. Na verdade, muitos não se dão conta de que qualquer realização começa com um sonho. Por mais incrível que possa parecer, não sonham, ou não se permitem sonhar. Eu percebo esta realidade com vários clientes. As pessoas falam que querem mudar, que querem mais resultados na vida profissional e pessoal mas, surpreendentemente, não sonham. 

Como você pode buscar uma estrada sem saber qual o destino? É a velha história de que se você não sabe para onde está indo, qualquer vento serve. Por mais óbvio que pareça, objetivo é fundamental. Contudo, para saber qual o destino, você precisa sonhar, ou melhor, deve sonhar. 

Como dizia Einstein, a imaginação é mais importante do que o conhecimento. No fundo, Einstein queria dizer que qualquer empreendimento ou realização humana começa com uma idéia. É claro, antes que alguém pergunte, que conhecimento é importante. Contudo, os resultados que as pessoas obtêm nas várias áreas de suas vidas e as iniciativas dependem mais de seus sonhos (idéias) do que do conhecimento ou acúmulo de informação. 

Todos conhecemos pessoas que têm doutorados, mestrados, especializações, várias graduações e outros, e possuem resultados lamentáveis em suas vidas. E aqui, não estou falando apenas de carreira e finanças. Estou falando de equilíbrio, de propósito de vida, de balanceamento, ou seja, resultados também nas áreas pessoais, de qualidade de vida, de relacionamentos, de saúde, etc. 

De outro lado, conhecemos pessoas que possuem baixa formação ou que não tiveram muito acesso a conhecimento e possuem ótimos resultados em suas vidas (saúde, relacionamentos, qualidade de vida, espiritualidade, carreira, finanças etc). 

Mas então,qual é o pulo do gato? É o sonho. Tudo começa com o sonho. E como fazer para sonhar? Pois bem, o primeiro passo é se permitir sonhar. Por mais absurdo que seja, você deve entender que é merecedor, que é possível e que está autorizado a sonhar. São muitos os que não sonham. Assim,você deve separar um tempo na sua vida (se possível, todos os dias, por pelo menos 10 minutos) para imaginar o que você quer no futuro. Preste atenção, qualquer idéia, produto, serviço, relacionamento etc, surgiu primeiro na mente de alguém. A pessoa vibrou com a idéia, imaginou, curtiu, se deliciou com o que criou. Depois, a fantástica máquina que é o cérebro se encarregou de estruturar as coisas, isto, é definir metas, planejamento e ações. 

Evidentemente, também não estou negando a importância, aliás, extrema relevância, do planejamento. O que estou dizendo é que o planejamento é decorrente do sonho. Pense nos grandes empreendedores. Eles criam as idéias, seus sonhos, e depois saem agindo para transformar em realidade. 

Assim, reforço minha dica para você. Alimente seus sonhos, estimule sua imaginação, expanda suas idéias. Para isso recomendo, inclusive, muita disciplina. Às vezes os sonhos vêm naturalmente. Contudo, se você separar uns 10 minutos por dia para se dedicar a sonhar e pensar sobre o que quer para sua vida, aposto com você que o seu cérebro vai começar a te inundar com idéias criativas e dicas sobre os caminhos a seguir. 

Nosso cérebro e nossa mente inconsciente são perfeitos. Acredite neles, em você, em seu poder de sonhar e criar. Siga em frente, aumente seus resultados, sonhe, planeje, aja e seja o dono de sua vida. 

Frederico Graef – Coach 
Membro da Sociedade Brasileira de Coaching 
www.fredgraef.com.br – fred@fredgraef.com.br 


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Você quer Seguir seu Sonho mas Falta Coragem?

Você quer subir até o ponto da montanha quer imaginou para você mas falta coragem? Existem milhares de pessoas com você neste ponto. Pois bem, saiba que existem vários caminhos. Um deles é você escrever as etapas da escalada. Ao escrever todas as etapas, você terá mais clareza e sentirá, de uma forma ou de outra, a alegria de que está avançando e a paixão para ter mais coragem e agir. 

Antes de falarmos de algumas dicas, saiba que coragem não é ausência de medo. Coragem é enfrentar o medo. Tudo bem, o pressuposto principal desta jornada é que você saiba qual é a sua montanha, qual o seu sonho. Ouvindo isso dentro de você, escreva as razões e as emoções que fazem você querer caminhar até o cume. Colocar estes sentimentos no papel te farão sentir o significado e a causa para atingir o topo da montanha. Sentir o significado é a sua alimentação para o sonho, gera motivação para você enfrentar frio e tempestades. 

Muito bem, depois de se alimentar, veja as rotas que existem na montanha para você subir até o cume. É a fase das opções. Fale com você mesmo sobre os ganhos, perdas e riscos de cada caminho. Escreva pelo menos 3 rotas alternativas. Quanto mais opções você tiver, maiores as suas chances de sucesso, e maior o calor de coragem que você sentirá. 

Depois que você anotar os ganhos, perdas e riscos de cada caminho, a melhor opção vai gritar para você. Aí, faça planos de ação para minimizar os riscos do melhor caminho. Por exemplo, se o caminho for escorregadio, compre botas com travas maiores, contrate um guia, aumente o material de proteção, leia a previsão do tempo para caminhar em dias de sol etc. 

Quando você concluir a escolha do caminho, planeje como você vai atravessar esta rota que te leva até o cume da montanha, seu sonho. Visualize antecipadamente cada etapa, como se fossem marcos na estrada. Outra dica é escreva todas as atividades que precisam ser feitas para você subir até o topo da montanha. Não precisa escrever na ordem exata. Vá escrevendo aleatoriamente e depois você ordena numa seqüência. 

Aí, depois de fazer tudo isso, é dar o primeiro passo. É como fala o provérbio chinês: uma grande caminhada começa com o primeiro passo. Você notou que falamos o tempo todo em escrever? Pois bem, acredite nesta dica. Pensar no papel faz uma diferença incrível. 

E como estas etapas te ajudam a ter mais coragem? Elas te ajudam pois você vai enxergando os caminhos, as alternativas, faz planos de ação, se previne, identifica os recursos que precisa, apoio, tempo necessário, provisões etc. Quanto mais você escreve e imagina tudo o que vai acontecer, mais você sente a segurança de que é possível e que você pode. Você vai sentir, de um jeito ou de outro, mais cedo ou mais tarde, a sua coragem aumentar no seu peito e no seu estômago. 

Planejar não garante o sucesso, mas aumenta muito as probabilidades. Escreva a viagem como fizemos acima e você sentirá a coragem aumentar. A coragem vai falar muito mais alto que o medo. Depois é com você dar o primeiro passo. Vá em frente e siga o caminho do seu sonho. 

Frederico Graef – Coach e Palestrante 
Membro da Sociedade Brasileira de Coaching 
www.fredgraef.com.br – fred@fredgraef.com.br 

domingo, 28 de março de 2010

Utopias e sonhos

O outono chegou sem fazer muito alarde. Quase não percebemos sua chegada. Aos poucos, porém, os sinais serão perceptíveis, principalmente por meio das folhas que passam a trocar de tonalidade, cedem à velocidade do vento e caem. Árvores e arbustos vistosos e viçosos passam a ter uma aparência ressequida. Durante um período, a natureza ouve o toque de recolher. Neste tempo, porém, a seiva continua sustentando a vitalidade da planta.

Na vida humana, o outono e o inverno acontecem em qualquer tempo. São períodos exigentes que necessitam ser acolhidos e administrados. Assim, como as estações vão se sucedendo, na vida de cada um de nós tudo passa. E o que passou poderá se tornar ensinamento e aprendizado para o que está por vir. Mas é necessário saber tirar lições de cada situação. Só assim, eternos aprendizes, seremos capazes de acalentar sonhos e concretizar utopias.

O passar dos anos tem deixado no ser humano a sensação de declínio, de redução da capacidade física e intelectual. Determinadas tarefas já não são mais praticadas, justificando que a idade não permite. Fica a impressão de que a proximidade do fim exclui a possibilidade do sonho, da utopia e da necessidade de superar os próprios limites. É inevitável a chegada do envelhecimento, que deixa suas marcas. Porém, o ser humano, mesmo tornando-se mais lento, carrega consigo a possibilidade de ultrapassar estações e ir além do tempo, pois sua existência não se resume em ter apenas um corpo, uma dimensão física.

Há algo de extraordinário em cada ser humano que possibilita o ilimitado, o infinito. É justamente essa dimensão transcendental que garante jovialidade e superação. Assim sendo, percebe-se a existência de algo muito maior do que o envelhecimento físico. Algo que faz o caminho inverso. Enquanto o corpo tende ao declínio, lá no mais íntimo do ser parece brotar uma força incrível que se traduz em planos, metas e desejos, independente se serão ou não alcançados. Enquanto houver espaço para utopias e sonhos, a vida estará destinada ao infinito. O envelhecimento é inevitável, mas o desejo de viver é uma questão de escolha.

Não importa a idade física. Importa não deixar de sonhar e de contribuir para que a esperança, esse produto tão escasso, continue construindo vida e história com as marcas do amor, da compreensão, do perdão e da solidariedade. O cuidado com a exterioridade não pode negligenciar o cuidado com a interioridade, lugar ideal para cultivar novos horizontes e de equilibrar as diferenças e desafios de cada estação, na certeza de que haverá um amanhã primaveril aguardando o entardecer do hoje, único tempo que pertence à existência de cada um de nós.

(Coluna do Frei Jaime Bettega no Jornal Pioneiro de 25/3/2010)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Já sonhou com este homem?

Ele é o buzz do mês na internet….

Ele não tem nome. Não tem nacionalidade.
Na verdade ninguém sabe ao menos se ele existe.

Em janeiro de 2006, uma paciente de um renomado psiquiatra em Nova Iorque desenha o rosto de um homem que vinha aparecendo repetidamente em seus sonhos. Em mais de uma ocasião chegou até a lhe dar conselhos sobre sua vida privada. A mulher jura que nunca conheceu o homem em sua vida.

O desenho ficou esquecido em cima da mesa do tal psiquiatra até que outro paciente também o reconhece como sendo o sujeito com quem vinha sonhando e, mais uma vez, afirmou nunca tê-lo visto, a não ser nos sonhos.

Ele fez cópias do retrato e os enviou à outros colegas. Em poucos meses, recebeu 4 respostas positivas de pessoas que haviam sonhado com quem eles se referiam somente como este homem.

De lá para cá, cerca de 2 mil pessoas, em lugares tão distantes como Los Angeles, Berlim, São Paulo, Irã, Pequim, Roma, Barcelona, Estocolmo, Paris, Nova Dehli, Moscou, alegaram já ter visto este homem em seus sonhos e todos afirmam nunca tê-lo visto antes.

Quer saber o mais incrível?

Pelo que se sabe, este homem não existe fora dos sonhos. Pelo menos até agora ninguém, em todo o mundo, foi reconhecido por ser ele.

As teorias são as mais diversas. Algumas com um tom mais científico, outras pendendo mais para o mundo da fantasia. Seriam elas:


1.A Teoria do Arquétipo: Segundo a teoria psicanalítica de Jung, este homem é uma imagem arquétipica que pertence ao nosso inconsciente coletivo e vem à tona em tempos de dificuldades (Circunstâncias emocionais, mudanças dramáticas em nossas vidas, as situações de stress, etc) em indivíduos particularmente sensíveis.

2.Teoria religiosa: De acordo com esta teoria, este homem é a imagem do Criador, isto é, uma das formas na qual D-us se manifesta hoje em dia. Esta é a razão pela qual seus conselhos e as palavras que pronuncia durante os sonhos devem ser sistematicamente seguidas por quem sonha com ele.

3.Teoria do super sonhador: É a teoria mais interessante e aquela que tem as maiores implicações, mas também tem a menor credibilidade científica. Segundo esta teoria, este homem é uma pessoa real, que pode entrar sonhos das pessoas por meio de habilidades psicológicas específicas (Freddy Krueger?). Alguns acreditam que na vida real, esse homem se pareça com o dos sonhos. Outros pensam que o homem dos sonhos parece completamente diferente do seu homólogo da vida real. Algumas pessoas parecem acreditar que por trás deste homem há um plano de condicionamento mental desenvolvido por uma grande corporação (Dharma ou Massive Dynamics te diz alguma coisa?).

4.Teoria da imitação dos sonhos: Esta é uma psico-científica teoria sociológica que afirma que este fenômeno surgiu casualmente e desenvolveu progressivamente por imitação. Basicamente, quando as pessoas estão expostas a este fenômeno se tornam tão profundamente impressionadas que passam a também ver este homem em seus sonhos.

5.Teoria do reconhecimento diurno: Esta teoria afirma que as aparições do homem são puramente casuais. Normalmente, nós não conseguimos nos lembrar dos rostos que vemos em nossos sonhos. A imagem deste homem seria, assim, um instrumento que, no dia-a-dia das pessoas, facilitaria o reconhecimento de uma imagem onírica indefinida.

Seja lá qual for a teoria o fato é que não deixa de ser algo impressionante.

Capturado no site:
http://imsomnia.wordpress.com/2009/10/20/ja-sonhou-com-este-homem/

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Entre o sonho e a ficção

Conexão entre criação literária e a fantasia pode surgir nos sonhos; o mundo onírico abre as portas do inconsciente e traz respostas para o escritor
por Moacyr Scliar
FOTO: DETALHE DE A RECONCILIAÇÃO DE OBERON E TITANIA, 1847, ÓLEO SOBRE TELA DE JOSEPH NOEL PATON / GALERIA NACIONAL DA ESCÓCIA, EDINBURGO
Há exatos 100 anos, em 1908, Sigmund Freud deu uma palestra (depois transformada em texto) intitulada Ficcionistas e seus devaneios. Nela, o pai da psicanálise enfatizava a conexão entre criação literária e fantasia, que, no ser humano pode surgir de várias maneiras, através de devaneios, de sonhos. Essa conexão explica a razão pela qual, desde há muito, a literatura fala sobre o sonhar. Para começar, na Bíblia as narrativas sobre sonhos são numerosas, mas o mesmo ocorre em narrativas míticas, folclóricas, o que levou Joseph Campbell a afirmar: “Mitos são sonhos públicos, sonhos são mitos privados”.
Os grandes escritores trabalharam muito com a idéia do sonho, e Shakespeare é disso um exemplo. Afinal, foi ele quem disse, em A tempestade: “Somos feitos da mesma matéria que os nossos sonhos”. O tema é recorrente na obra shakesperiana; uma de suas peças tem como título Sonho de uma noite de verão. Ali há um mundo da realidade (a cidade de Atenas) e um dos sonhos, povoado por fadas e elfos, ambos os mundos interagindo constantemente. Muitos dos sonhos shakesperianos têm caráter premonitório. Assim, antes do assassinato de Júlio César, na peça do mesmo nome, sua esposa Calpúrnia vê, em sonhos, a estátua de César, da qual o sangue jorra “por 100 orifícios”.
Vários escritores usaram os próprios sonhos como matéria-prima da ficção. O exemplo mais famoso é o do poeta inglês Samuel Taylor Coleridge. Aconteceu num dia de outono em 1797. Por causa de uma disenteria, Coleridge tomou um pouco de ópio. A droga deixou-o sonolento e ele adormeceu, enquanto lia uma obra que descrevia o palácio construído pelo imperador mongol Kublai Khan. Dormindo, sonhou com um poema que descrevia esse palácio e que tinha “não menos do que 200 ou 300 versos”. Um poema extraordinário que Coleridge, acordando, tratou de colocar no papel. Mas foi interrompido por um homem da localidade de Porlock (desde então a expressão “o homem de Porlock” serve para designar um intrometido que surge no momento mais inoportuno) e não conseguiu terminar o poema, que foi publicado inacabado. Robert Louis Stevenson freqüentemente sonhava com contos inteiros, e foi um sonho que lhe deu a idéia para Dr. Jeckyll e Mr. Hyde (O médico e o monstro). Já Mary Shelley, em sua introdução a Frankenstein, conta que desde criança gostava de escrever, mas tinha um prazer ainda maior: devanear. “Meus sonhos eram mais fantásticos e agradáveis que meus escritos. Eram só meus.” Ou seja: escrever significa compartilhar; sonhar, não. Sonhar é construir mitos privados, como disse Campbell.
A conexão entre sonhos e ficção serviu de mote para, pelo menos, dois livros publicados nos Estados Unidos, com depoimentos de escritores sobre seus sonhos:Tiger garden (O jardim do tigre), editado por Nicholas Royle, e Writers dreaming: 26 writers talk about their dreams and the creative process (Escritores sonhando: 26 escritores falam sobre seus sonhos e o processo criativo), editado por Naomi Epel. Neste último figuram dois best-sellers, Stephen King e Isabel Allende. O primeiro diz que usou em um de seus livros, Salem’s Lot (A hora do vampiro), um pesadelo da infância para descrever uma casa mal-assombrada. Já Isabel Allende conta que escreveu as últimas 15 páginas de A casa dos espíritos pelo menos dez vezes, sem ficar satisfeita com o tom desse final. Foi então que sonhou que falava a seu falecido avô sobre o livro, e, ao acordar, tinha a solução para o problema: “O epílogo deveria ter o tom de uma neta que simplesmente narra uma história ao avô”. A pergunta se impõe: será que no fundo ela já não sabia disso? Provavelmente sim: a resposta para seu problema ficcional estava no inconsciente. O sonho só fez o favor de abrir a porta desse inconsciente. O que, para um escritor, é um grande auxílio.
Moacyr Scliar é médico, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

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