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domingo, 23 de agosto de 2009

Como salvar o planeta com uma sacola nas mãos

Não use sacolas plásticas. Não toque nelas. Não chegue perto delas. Elas mordem. Elas penetram seus poros, infestam sua casa e se grudam na terra cheirosa do seu planeta. Seu planeta fica indigesto, mastigando a sacola de plástico por 50 anos, tendo azia por outros 50, tentando absorvê-la por mais 50 anos.
Enquanto isso você nasce, cresce, reproduz e morre. Seu filho nasce, cresce torto, reproduz mal e morre logo. Seu neto nasce mal, não cresce e, cercado por sujeira plástica e poluição, desiste de reproduzir.
Por isso, volte a usar as velhas, boas, MUITO MAIS RESISTENTES e DURÁVEIS SACOLAS DE PANO. Fale com sua avó sobre isso. Ela deve ter em alguma gaveta uma bela sacola de lona ou de pano grosso. Vá ao mercado com sua própria sacola, é muito mais maneiro. Quer uma dica: pinte o tecido de sua sacola do seu jeito. Por exemplo, pinte uma árvore nela. Ou uma Lua Cheia. Ou o que você quiser, afinal, você é exclusivo!
Fale com o gerente do supermercado. Diga para ele disponibilizar sacolas de pano aos clientes. Assim ele não terá de comprar milhões de futuros dejetos plásticos e os netos dele viverão num planeta mais limpo. Diga para ele: "se tu é macho, faz uma promoção: quem vir às compras com sacola de pano ganha 1% de desconto ou 30 dias no cheque ou meia dúzia de pãezinhos, ou um grande ABRAÇO..."
Se você tiver grana, COMPRE SACOLAS DE PANO e as distribua na entrada dos mercados.
Se você não tiver grana, mas tiver alguma habilidade manual, FAÇA as sacolas, PINTE frases legais nelas e vá para a porta do mercado vendê-las. Eis algumas sugestões para as estampas das sacolas:
EU SALVO O PLANETA, EU USO SACOLA DE PANO
UMA SACOLA NA MÃO E UMA IDÉIA NA CABEÇA: SALVAR O MUNDO
USE SACOLA PERMANENTE, PORQUE A TERRA NÃO É DESCARTÁVEL
QUEM USA SACOLA PLÁSTICA É BURRO!
EU USO SACOLA DE PANO E SOU FELIZ!
Se você for vereador ou candidato a, crie leis incentivando o uso de sacolas, sacos, mochilas, malas, maletas feitos de pano, lona, jeans, couro, papelão, folha de bananeira ou outro material BIODEGRADÁVEL. Crie um concurso municipal para incentivar o design de sacolas e de estampas.
Se você for gerente de supermercado ou de loja NÃO USE MAIS SACOLAS PLÁSTICAS, pelo AMOR do planeta.Se você for consumidor, compre ou confeccione sua própria sacola de material não-plástico. Tire uma foto com ela, teremos o prazer de publicar aqui na RETRANS. E ANDE COM ELA PELO MUNDO, DE MÃOS DADAS PARA SALVAR O PLANETA.
Original em:

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A arte de conviver com pessoas insuportáveis no trabalho


Texto enviado por Denise Tellier Sartori
Por: Marcela Tavares
Não importa qual o ramo de atividade que exercemos, mais cedo ou mais tarde temos que conviver com pessoas com um temperamento difícil. O que fazer? Entrevistamos Bruna Gasgon, consultora em comunicação e recursos humanos, que criou apelidos para os tipinhos insólitos que aparecem nos escritórios e ensinar de uma maneira divertida como neutralizar as más influências.
Os insuportáveis podem ser de dois tipos. O primeiro deles é a pessoa é insuportável e pode até precisar de terapia porque não sabe que é assim. No segundo, a pessoa está insuportável porque teve uma semana ruim, está se sentindo mal. "Pelo menos um dia na vida a gente é insuportável", disse Bruna."
A primeira providência é perceber que você também é uma pessoa insuportável. Eu mesma sou a insuportável número um!", brincou a consultora. Ela frisa que todo o exercício de lidar com pessoas com quem você não se dá bem tem como primeiro momento o autoconhecimento. "Pode ter certeza, em algum momento de sua vida você foi (ou é) insuportável para alguém. Então você tem que refletir sobre as suas atitudes para que o clima do escritório não piore".
Num segundo momento, tente entender a chatice de seu colega descobrindo o que o leva a agir assim. "Se você sabe que alguém dormiu mal, está com uma mãe doente e essa pessoa te dá uma patada, você acaba relevando. É claro que isso não pode acontecer sempre, mas se você está ciente de que a irritação não é com você, a sua dor de cabeça ou sua raiva evaporam", aconselha Bruna.
Finalmente, tente sinalizar que esse tipo de atitude incomoda e muito. "Quando você percebe que está sendo chato e por isso as pessoas se afastam de você, não há quem não tente melhorar", disse a consultora.
Conheça os principais tipinhos difíceis de escritório e aprenda a lidar com eles
Brucutu - Perfil
É aquele que sente prazer especial em humilhar as pessoas, principalmente os subordinados. Ele grita, dá respostas grosseiras e parece que nem percebe o quanto magoa os que estão ao seu redor. Geralmente, ou você engole, ou vira brucutu também. Nenhuma das duas alternativas é interessante.
Por que ele é assim?
Um brucutu pode ter acordado com o pé esquerdo, estar de TPM, "a Tendência Para Matar", disse Bruna. Geralmente tratam mal os subordinados porque acham que têm poder suficiente para escapar de protestos.
O que fazer?
Quando alguém estiver explodindo com você, deixe que a pessoa fale tudo o que quer. "Espere acabar a corda", explica Bruna. Fique parado na mesma posição. "É estranho, mas em todas as pesquisas que fiz, quando alguém se move numa situação dessas, a pessoa que está explodindo fica ainda mais brava". Finalmente, depois que o brucutu se calar, diga em um tom de voz calmo e baixo que você é um profissional, que merece ser respeitado e de gostaria muito que isso não acontecesse mais. "Pode acreditar, o brucutu se desmonta na hora porque ele percebe que reagiu de forma errada".
Sabe-tudo - Perfil
Sabe aquele chato que sempre te corta no meio de uma reunião porque ele tem certeza de que sabe muito mais sobre o assunto? Também é aquele que fica o tempo todo contando vantagem, falando da viagem sensacional que fez, do melhor restaurante da cidade que só ele conhece, do carrão que comprou.
Por que ele é assim?
Pessoas que tentam mostrar o tempo todo o como são melhores têm um profundo complexo de inferioridade, são muito inseguras, diz Bruna.
O que fazer?
Vire o melhor ouvinte do mundo. Não tente dizer que o seu é melhor ou que você não acha a nova camisa dele tão fantástica assim. Quanto mais você der corda, mais ele vai querer se exibir.
Kid Tocaia - Perfil
O mais nocivo de todos. É aquele colega que faz de tudo para que você fique mal diante dos olhos do seu chefe e que comemora secretamente cada falha que ele vê em você. Fofoqueiro, costuma dar umas alfinetadas em você no meio de uma rodinha e depois solta um "eu tava brincando, amiga!".
Por que ele é assim?
O Kid Tocaia quer alguma coisa que você tem. Pode ser seu cargo, seu cabelo, seu namorado. São patologicamente invejosos.
O que fazer?
É preciso estar atento para que as mentiras espalhadas pelo Kid Tocaia não acabem com a sua imagem na empresa. "O mais complicado é segurar a vontade de sair no braço com o invejoso, mas não adianta revidar. Se você estiver explodindo, vá ao banheiro mais próximo e dê uns gritos de caratê para aliviar a tensão", aconselha Bruna. Não adianta ficar remoendo o ódio, afinal de contas você não é culpado pela inveja do Kid. "Dedique-se ao seu lazer. Pegue um dia para dar um passeio sozinho. Não adianta ficar acumulando a raiva porque isso faz mal à saúde e atrapalha ainda mais o seu trabalho", disse a consultora.
Frente fria - Perfil
Uma nuvem preta paira apenas sobre a cabeça dele. Tudo está ruim e a pessoa se sente tão mal com tudo e todos que contamina o escritório.
Por que ele é assim?
Os frente fria são pessoas muito melancólicas, que optaram por olhar sempre para o lado negativo das coisas. Sabe aquela história de ver que o copo está meio vazio?
O que fazer?
Não tente argumentar ou brincar de "Jogo do Contente". Eles vão inverter tudo que você disser e achar ainda mais "provas" de que o mundo vai acabar antes das seis da tarde. Principalmente, NUNCA mude seus planos por causa de uma opinião do frente fria.
Disque problema - Perfil
Primo do frente fria, é viciado em reclamar. Se trocam os computadores, reclama que não vai saber mexer nos programas novos. Se pintam as paredes, reclama que o ambiente ficou muito claro.
Por que ele é assim?
Para essas pessoas, reclamar é um vício. É impressionante como eles conseguem estragar a melhor das intenções.
O que fazer?
Chame a pessoa para conversar e fale francamente o que você acha das atitudes dela. Não tente atacar, a conversa tem que ser bastante amigável. Você pode até começar brincando, chamando a pessoa de reclamona. "Na hora o Disque Problema pode fugir da conversa, mas com certeza no dia seguinte ele vai falar com você e tentar reclamar menos", disse Bruna.
Agradecimentos
Bruna Gasgon
Consultora em comunicação e RH
(11) 5052-9124

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O cão e o coelho - uma parábola da vida

A arte... de julgar os outros
Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos. Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. E os pais desta família compraram um filhote de pastor alemão.
Então começa uma conversa entre os dois vizinhos:
- Ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos e 'pegar' amizade!!!
E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes com os dois animais.
Eis que o dono do coelho foi viajar no fim de semana com a família. E não levaram o coelho. No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche tranquilamente, quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra e morto. O cão levou uma tremenda surra! Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo.
Dizia o homem:
- O vizinho estava certo. Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?!
Todos se olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível:
- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha. E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo. Parecia vivo, diziam as crianças.
Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.
- Descobriram!
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi?! Que cara é essa?
- O coelho, o coelho...
- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?!
- Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora ele reapareceu!
A história termina aqui. O que aconteceu depois fica para a imaginação de cada um de nós. Mas o grande personagem desta história, sem dúvida alguma, é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre seu amigo coelho morto e enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando que o fizessem ressuscitar.
E o ser humano continua julgando os outros...
A outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?
Histórias como essa, são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.
Às vezes, fazemos o mesmo...
A vida tem quatro sentidos: amar, sofrer, lutar e vencer.
Então: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre!!!
Autor: desconhecido

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Reflexão sobre a percepção de valor intrínseco


Pesquisa realizada pelo jornal "THE WASHINGTON POST". Objetivo? - Debate sobre valor, contexto e arte.
Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.

Eis que o sujeito desce na estação do metrô: vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.

Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.

Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.

A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.

A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.

Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.

Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares, e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser?

Essa experiência mostra como na sociedade em que vivemos os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia, e pelas instituições que detém o poder financeiro.

Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.

sábado, 29 de março de 2008

Desafios: o que devo aprender?


Estabilizar a arte de ver beleza em tudo, equilibrar sua sabedoria interna e questionar, sem medo. Procure fazer todas as suas atividades com arte. A arte pressupõe harmonia. Assim, faça tudo harmonicamente e, quando perceber que o seu "espírito" artístico foi vagar em locais longe de você, então procure estabilizar esse sentimento de frustração e, respire fundo, relaxe e se encha de energia outra vez para atraí-lo de volta. Descontraia-se mais. Sorria mais. E por pior que possa parecer uma situação, jamais permita que isso apague o brilho e a beleza do seu dia, turvando a sua harmonia interior.

Quando você vê com os olhos da sua estrela interna, que brilha de forma intensa, embelezando tudo por onde passa e harmonizando todo o espaço, então você percebe que aconteceu uma certa magia e, essa é a única coisa de real. Você é um ser muito sábio, então, pare de achar que só o outro tem a verdade, porque cada um é dotado de um conhecimento como uma rede, que vai se unindo e formando uma rede maior.
Então, equilibre a sua forma de usar essa sabedoria, nem permita se apagar e aceitar a opinião do outro sem questionar e nem imponha a sua opinião como uma verdade absoluta. Mantenha o equilíbrio. Questione bastante, só assim você pode chegar a alguma conclusão, mesmo que essa conclusão seja outro questionamento, pois é assim que se recebe o aprendizado. Confie mais em você mesmo.
Busque sempre um sentido maior em tudo, que leve luz ao ser questionador.


Por Thalita Shanti

quinta-feira, 12 de julho de 2007

A Arte de permanecer simples e ser feliz

"Caminhai tranquilamente em meio à balbúrdia e à pressa e lembrai-vos da paz que pode existir no silêncio. Sem alienação, tanto quanto possível, vivei em bons termos com todas as pessoas. Dizei com brandura e clareza vossa verdade e escutai os outros, mesmo o simples de espírito e o ignorante: também eles tem sua história. Evitai os indivíduos espalhafatosos e agressivos; eles vexam o espírito. Não vos compareis com ninguém: correríeis o risco de tornar-vos vazio ou vaidoso. Há sempre maiores e menores que vós. Desfrutai vossos projetos tanto quanto vossas realizações. Interessai-vos sempre por vossa carreira, por modesta que seja; ela é uma posse real nas incertas prosperidades do tempo. Sede prudente em vossos negócios, pois o mundo está repleto de logros. Recebei com bondade o conselho dos anos, renunciando com graciosidade à vossa juventude. Fortalecei um poder espiritual para proteger-vos em caso de desgraça súbita; mas não vos atormenteis com vossas quimeras: muitos temores nascem da fadiga e da solidão. Sede brando convosco. Sois um filho do universo, não menos do que as árvores e as estrelas, tendes o direito de estar aqui. E, quer isso vos esteja claro ou não, o universo indiscutivelmente acontece como deveria. Ficai em paz com Deus, não importa qual seja vossa concepção Dele e quais sejam vossos trabalhos e sonhos; na desordem da vida, conservai a paz em vossa alma. Com todas suas perfídias, suas tarefas tediosas e seus sonhos interrompidos, o mundo, apesar de tudo, é belo. Prestai atenção. Procurai ser feliz.



Texto encontrado numa Igreja em Baltimore em 1692. Anônimo.

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