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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O significado das doenças



Segundo a psicóloga Americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós.

Afirma ela, que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.

Todas as doenças têm origem num estado de não-perdão, diz a psicóloga Americana Louise L. Hay.

Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar.

Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais.

Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.

A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Reflita, vale a pena tentar evitá-las:
DOENÇAS/CAUSAS:
AMIDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões..
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de auto-valorização.
DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente. Pessoas que procuram se apoiar nos outros.
ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro(a).
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança.. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima.. Falta de amor. Amargura..
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas.. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo.. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Curioso não?
Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos. .. Principalmente daqueles, que escondemos de nós mesmos. Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma'.

Remédios indicados: Auto-estima, Perdão, Amor.

terça-feira, 31 de março de 2009

Água - o drama!


O drama da água na escala global
182 países participaram de um Fórum Mundial da Água, enfrentando o problema da escassez: mais de 1 bilhão de pessoas já não terem acesso a água de boa qualidade e 2,5 bilhões não disporem de redes de coleta de esgotos

Washington Novaes*
O Estado de São Paulo – 27/03/2009
O Fórum Mundial da Água, encerrado no último fim de semana em Istambul, com a presença de 28 mil delegados de 182 países, trouxe à tona informações dramáticas sobre esse setor no mundo, bem como recomendações para a Convenção do Clima, reuniões do G-8, governos e outras instâncias de decisão. A começar pelo fato de mais de 1 bilhão de pessoas já não terem acesso a água de boa qualidade e 2,5 bilhões não disporem de redes de coleta de esgotos. Como a população mundial continua crescendo à razão de 80 milhões de pessoas por ano, são mais 64 bilhões de metros cúbicos anuais no consumo global de água, diz o relatório Water in a Changing World, de 26 agências da ONU.
Além disso, acentua o documento, as pressões continuam crescendo: as hidrelétricas, que respondem por perto de 20% da energia no mundo, são cada vez mais solicitadas para reduzir as fontes poluidoras derivadas do carvão, do gás e do petróleo - e isso significa mais barragens quando, segundo a Comissão Mundial de Barragens, já existem 45 mil no mundo (só as com pelo menos 15 metros de altura), mais de 80% do fluxo dos rios é interrompido e vários dos grandes rios não chegam mais aos oceanos (Colorado, Amarelo e outros). A agropecuária, que usa cerca de 70% da água, aumenta seu consumo com a demanda de alimentos (1 quilo de trigo exige de 400 litros a 1 mil litros para ser produzido, diz o documento; 1 quilo de carne, entre 1 mil e 20 mil litros; 1 litro de combustível "verde", cerca de 2,5 mil litros). Não é só. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lembra que, se um ser humano precisa de apenas 3 litros diários para beber, precisará de cerca de 3 mil litros por dia para produzir sua alimentação - o que pode elevar o consumo total, em casa e fora dela, para 4 mil litros por dia por pessoa.
Tem mais. Doenças veiculadas pela água são a segunda causa de morte de crianças com menos de 5 anos: 4,2 mil por dia. Dessas crianças, 125 milhões vivem em casas sem água potável de boa qualidade; 23% da população mundial defeca ao ar livre, porque não dispõe de instalações sanitárias nem de redes de esgoto - o que leva a ONU a concluir que, se o saneamento fosse universalizado, seriam reduzidas em 32% as doenças diarreicas, que matam, junto com outras veiculadas pela água, 1,7 milhão de pessoas por ano (no Brasil, perto de 80% das internações pediátricas e das consultas na rede pública se devem a essas doenças).
Reduzir esses dramas e caminhar em direção aos Objetivos do Milênio exigirá enfrentar muitos condicionantes: o aumento da população; as regras para compartilhamento dos aquíferos pelos vários países; impedir que mudanças do clima façam ainda mais vítimas entre os pobres e continuem a derreter os gelos das montanhas, que abastecem centenas de milhões de pessoas; a crise econômica global, que restringe recursos. Também exigirá novas tecnologias, mudanças no padrão de consumo e no mercado de alimentos e mais planejamento, controle da poluição, regras para expansão urbana desordenada e redução do desmatamento.
A situação brasileira, nesse quadro, poderia ser até privilegiada, já que dispomos de 12% do fluxo superficial de água no mundo, além de grandes depósitos subterrâneos. Mas além da distribuição geográfica da água ser muito desigual (72% na Amazônia, 6% no Sudeste), diz a Agência Nacional de Águas, há anos que todas as nossas bacias hidrográficas, da Bahia ao Sul do País, estão em "situação crítica" por causa de poluição, desperdício ou conflitos pelo uso.
E a situação do abastecimento de água e saneamento continua dramática. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são 34,5 milhões de pessoas (28,6% da população urbana) que não dispõem de redes de coleta de esgotos, mas se a elas se acrescentarem os que contam apenas com fossas, chega-se perto de 50%. Quase 10% não têm suas casas ligadas a redes de abastecimento de água. Mas a "universalização" das redes de esgotos e de água só acontecerá em 20 anos. Apesar disso, estamos devolvendo R$ 202 milhões ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) porque não fomos capazes de fazer licitações e cumprir outras exigências. E tudo isso sem entrar no terreno do tratamento de esgotos, já que apenas pouco mais de 20% dos esgotos coletados recebem algum tratamento (em geral, apenas primário, que devolve 50% da carga orgânica aos rios, onde são a causa principal de poluição). Ou no terreno da perda de água, que está acima de 40% nas maiores cidades brasileiras.
Pode haver encaminhamentos, claro. Os recursos para o saneamento têm de aumentar. É possível ampliar as redes de coleta com menos gastos se se adotar em maior escala o sistema de ramais condominiais (que já atendem a 15 milhões de pessoas, inclusive grande parte de Brasília). Para reduzir as perdas de água, é indispensável criar nos bancos públicos sistemas de financiamento para recuperação e manutenção das redes (hoje só se financiam novas barragens, adutoras e estações de tratamento, muitas vezes mais caras). Urge implantar os comitês de gestão de bacias em todo o País (só dois funcionam hoje) e a exigência de pagamento pelo uso da água (com os recursos daí advindos aplicados na própria bacia). Deixar, o Tesouro Nacional, de contingenciar recursos dos comitês. Disciplinar o uso de águas por pivôs centrais, que em grande parte desperdiçam metade do que retiram dos mananciais. Reciclagem e reúso da água têm de se tornar rotina. Nas cidades, é fundamental exigir a retenção de água de chuva em cada imóvel e usá-la inclusive nos sistemas sanitários (ajudando também a reduzir as enchentes). Ampliar para todo o País o sistema adotado em São Paulo, de individualizar as contas nas habitações coletivas, para estimular a economia (é preciso ter também faixas mais diferenciadas para o consumo, pelo mesmo motivo).
Enfim, são muitos caminhos. Não se pode perder mais tempo diante da gravidade do quadro.
*Artigo publicado no Jornal o Estado de São Paulo, em 27/03/2009, na página A-2.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Um dia com o mínimo possível de água


Um dia com o mínimo possível de água: você conseguiria?
O balde cheio d'água dançava em minhas mãos. Levantei com dificuldade e despejei uma boa parte sobre a cabeça. Dever cumprido, um banho digno. E ainda restava um fiozinho de água para terminar o dia.

O sacrifício de tomar banho a baldes de água fria foi movido por um desafio: passar um dia completo com apenas 20 litros de água.

A quantidade, definida por normas internacionais da Organização Mundial de Saúde e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), é o mínimo de que o ser humano precisa para preservar seu bem-estar físico e dignidade referente à higiene pessoal. Na prática, porém, a história é outra.

Enquanto eu controlava um dos últimos baldes da minha cota diária, um norte-americano acionava mais uma vez o botão da descarga, em seu apartamento em Manhattan. Ao final do dia, ele terá gasto 50 litros gastos só com descarga - dois dias e meio do meu desafio indo ralo abaixo!

O gasto do cidadão norte-americano médio é de incríveis 575 litros de água por dia, segundo informa o Relatório de Desenvolvimento Humano, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), de 2006, que trata da escassez de água. A média européia fica entre 200 e 300 litros e, aqui no Brasil, gastamos, em média, 180 litros.

A situação na África Subsariana, claro, é bem diferente. Em Moçambique, a população tem acesso a menos de 10 litros diariamente. No Quênia, as pessoas precisam andar quilômetros para conseguir de 12 a 14 litros ao dia. Em época de seca, quando os rios encolhem, esse número cai bastante.

A falta de água é problema sério em um planeta sedento e desigual. Ao fim do dia do meu desafio, 4.900 crianças menores de 5 anos morreram de diarreia no Quênia. A doença, segunda maior assassina de crianças em todo mundo, tira a vida de 112 bebês quenianos a cada mil que nascem.

A relação acesso à água e doenças é bastante clara. "Com o aumento da oferta de água no Nordeste brasileiro, a mortalidade infantil caiu drasticamente na região", confirmou o coordenador de Ciências Naturais da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco/Brasil), Celso Schenkel. Segundo ele, 1,1 bilhão de pessoas em todo o mundo ainda não contam com o fornecimento de água potável e estão sujeitas a enfrentar doenças mortais ou viver sem a dignidade de um banho.

Pensei nisso ao enfrentar 24 horas com meros 20 litros de água. Separei minha cota em um engradado, para ter o controle exato. Reservei em uma garrafa pet dois litros exclusivos para minha hidratação e fui à luta.
(Fonte: Murilo Alves Pereira/ UOL Notícias)

Fonte: Ambiente Brasil, Brasília, DF - 08 01 2009
Site: www.ambientebrasil.com.br
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terça-feira, 21 de outubro de 2008

A importância da morte


por Bruno Gimenes - sintonia@luzdaserra.com.br
Reservando apenas alguns minutos para observar as pessoas e a nós mesmos, conseguiremos identificar com facilidade, uma condição latente em todos nós; a dificuldade de mudar nossos pensamentos, nossas crenças e atitudes. Vamos vivendo as nossas vidas, caminhando em um piloto automático, que nos deixa alienados a nossas reais missões aqui na Terra. E todos sabemos, que viver assim é muito comum nos dias de hoje.
O tempo vai passando, a idade vai vindo, mesmo assim, com isso fica cada vez mais difícil esculpir a personalidade para níveis mais angelicais e equilibrados. Situações adversas acontecem para proporcionar reforma íntima, reflexão e conexão com Deus, as chamadas flechas dos anjos, que tem esse nome, justamente pelo fato de serem consideradas avisos divinos, já que têm a função de corrigir nossas rotas e ajustar nossa forma de viver, pensar e sentir.
As flechas dos anjos acontecem o tempo todo, em maior ou menor intensidade, mas estão presentes no dia a dia de todos nós, assim como o sol, a chuva e o vento. Claro que muitas pessoas entendem os avisos e se modificam intensamente para que suas jornadas sejam condizentes a vontade maior e, nesses casos, o bom uso e compreensão das flechas dos anjos passa a ser uma bênção na vida de qualquer um.
O fato mais alarmante é que as flechas dos anjos, na sua grande maioria, não são compreendidas e a pessoa segue errando em um mesmo padrão de pensamento inadequado, em uma vibração desajustada, produzida por emoções em desequilíbrios o que, nesse caso, leva-as a pensar que as flechas dos anjos são punições e não sinais do universo. Tudo vai acontecendo para poder mostrar para a pessoa que seu padrão está desorientado e, mesmo assim, ela, por sua condição de ignorante das leis divinas, prefere se vitimizar e mergulhar mais e mais nos problemas.
As doenças vêm, também os desgostos, as crises financeiras e os conflitos. As dúvidas e as dores da alma, e nada muda, nada. A pessoa não consegue pensar em outra coisa a não ser nas suas dores, doenças e conflitos. Com isso, o papel disciplinador das flechas não são cumpridos, não se fazem valer....
Então vem uma pergunta que não pode deixar de ser feita, como mudar isso tudo?
Morrendo!!! Sim, morrendo...
O que seria de nós sem a morte?
Sem a morte conseguiríamos a condição de mergulhar infinitamente nas sintonias inferiores, num fluxo descendente sem fim. Que destruição seria, que caos. Por isso, a importância da morte do corpo físico. Isso porque a alma imortal regressa ao plano astral superior, para receber orientação e treinamento necessário para interromper esse fluxo destrutivo. Para que toda alma tenha a oportunidade de ser orientada e amparada. Na verdade, precisamos de um puxão de orelhas e uma dose maciça de realidade e consciência, somente possível nas “mãos” do plano astral superior, no período entre vidas.
Após a morte, passamos, se necessário, por uma escola de estudo intensivo, que vai nos possibilitar regressar à matéria já com grandes melhoras em relação à conduta da última vida, sempre buscando uma evolução na condição emocional, mental e por conseqüência espiritual, de cada alma.
Observe as crianças da Nova Era. Estão muito rápidas em seus pensamentos, muito inteligentes, com capacidades inquestionáveis. Vamos olhar a história da humanidade e perceber que sempre foi assim. Embora todas as crianças precisem de educação, amor e limites, porque ainda não estão adaptadas ao mundo físico, ainda sim, geração após geração elas estão cada vez mais evoluídas, e por quê?
Simplesmente pelo fato de que esses seres jovens de hoje são almas que acabaram de passar pelo treinamento intensivo do período entre vidas, estão com mais experiências. Embora estejam nessa vida com um corpo físico ainda novo, suas almas já estão experientes e, por isso, carregam consigo as impressões das vivências passadas e de seus aprendizados, que agora se somam para formar a personalidade da alma imortal, cada vida mais madura.
O grande problema é que com o passar dos anos, aquela alma, que antes carregava de forma vibrante, a consciência dos ensinamentos do Astral, acaba se contaminando com as criações e atitudes mundanas e materialistas, quando sem perceber vai escurecendo sua alma com emoções negativas, projeções equivocadas e desejos primitivos. De novo, um distanciamento da fonte ocorre, os pensamentos cristalizam-se, as emoções não se purificam e as mudanças param de acontecer. Então vem ela, a Irmã morte, como diria São Francisco de Assis, tão importante quanto o nascer, ela vem, para nos lembrar que a evolução não pode parar. Não importa se a pessoa quer ou não se desenvolver, o movimento evolutivo do universo nunca será sanado. Ou seja, o mal uso do livre arbítrio de cada um, jamais fará com que o universo siga no seu fluxo evolutivo progressivo. Ninguém pode travar esse mecanismo, e a morte é a mensageira de Deus que confirma essa tese.
Agradeça à Morte, porque dela nascerá o caminho eterno do espírito imortal, que iludido com a matéria, desperta para a vida sem fim e para a condição de luz que é e sempre será, que a carne do plano físico e da vida material não pode ofuscar sua iluminescência.
Agradeça a Irmã Morte, pela vida que ela nos proporciona, pela capacidade de retificar e purificar nossas almas, alinhando-nos unicamente com nossos propósitos, que insistimos em nos distanciar, vida após vida.
Texto revisado por: Cris
Escritor autor de 3 livros, palestrante, mestre de Reiki, Karuna Reiki e Sechim(Cura Egípcia).
É graduado em Química industrial. É co-fundador do Portal Luz da Serra. www.luzdaserra.com.br Apresentador do Programa Sintonia de Luz, canal 14 da Net Caxias do Sul-RS. e-mail: sintonia@luzdaserra.com.br

sábado, 7 de junho de 2008

Reciclando o lixo interior



Por Maria Bernadete Pupo – administradora de empresas, pós-graduada em Direito do Trabalho e Mestra em Recursos Humanos pelo Unifieo, onde é responsável pela gerência de RH e também palestrante para os cursos de MBA. É autora do livro "Empregabilidade acima dos 40 anos" pela Editora Expressão e Arte.

Resultado de competitividade sem fim, as pessoas estão a cada dia que passa acumulando doenças psicológicas.
Cobranças frenéticas que vêm do trabalho, do chefe, do lar, dos filhos, da escola, dos amigos, e o resultado disso é que as pessoas vão acumulando, no decorrer do tempo, aquilo que se denomina “lixo interior” que, em outras palavras, pode ser sinônimo de sentimento de raiva, amargura, vingança e inveja.

Esses sentimentos só aguçam as pessoas a ver o lado ruim das coisas e a intensificá-los ao máximo.
Isso faz com que só falem do que é negativo na vida, sem que ao menos possam perceber que o ato de reclamar virou prazer.

Não é raro, em nosso dia-a-dia, depararmos com pessoas amargas, mal humoradas, com olhos fundos e sem brilho, que fazem os outros, sem saber o porquê, se afastarem delas.
Afinal, todos nós temos problemas, porém devemos administrá-los da melhor maneira possível, sem que, para isso, precisemos agredir o próximo. Esta agressão, embora não seja verbal, não deixa de ser psicológica e que, por isso, transmite uma espécie de ondas negativas.

O pior de tudo é que pessoas assim acabam se afastando do trabalho com sintomas de doenças psíquicas, com sensação de ansiedade e depressão. E esse afastamento só piora um quadro que já é grave, pois aumenta a sensação de incredulidade, de incapacidade e de solidão.

Se pararmos para pensar, podemos observar o mal que sentimentos negativos e mesquinhos acarretam a quem os sente e a quem os recebe.

O orgulho é tão permissivo que conduz o indivíduo ao isolamento social. A inveja é sinônimo de pobreza de espírito, que só leva a pessoa ao sofrimento pela sensação que tem de incapacidade (e na verdade não é nada disso – ele pode, se quiser). Todo ser humano amargurado vive com a alma em prantos e, quando isso cria raízes no coração, produz ressentimento e tristeza que acarreta um olhar que perde o brilho, o sentido da vida e do mundo. O ódio é prejudicial e desnecessário à vida e quanto mais é alimentado, menos chance de felicidade terá quem o sente e o cultiva.

Nós não nascemos para cultivar sentimentos negativos, o que negaria nossa humanidade. Nos tornamos assim - talvez em decorrência das cobranças sem limites que fazemos a nós mesmos -, e o que é pior, às vezes não percebemos que todos esses sentimentos tomaram conta de nós.

Viver bem é nosso desafio. Devemos cuidar melhor da nossa vida interior, eliminando o lixo e as agruras da alma, pois se assim não o fizermos, exterminaremos sem que possamos perceber, nosso sentimento mais puro e belo que se traduz no amor, na sensação gostosa de ter e de ser, de vibrar com as coisas boas da vida e de sentir boas emoções. Sem isso, deforma-se nosso ser, que perde a vontade de existir.

Nesse contexto, devemos reavaliar nossas atitudes frente às situações com as quais nos deparamos no nosso dia-a-dia. Será que estamos conseguindo dar toque mágico em nossa vida? Será que a alegria de viver depende de coisas materiais ou ela está dentro de nós?

Se você acha que enfrenta essa fase, faça um inventário psicológico e pense em sua maior missão aqui na Terra – a de viver e a de transformar esse ato sagrado em prazer. Essa reflexão nos remete a mudança de paradigma em relação ao modo de ver, sentir e enxergar as coisas. Que tal praticarmos esse exercício? Sempre que se deparar com pensamentos que julgar indesejados, procure desviá-los e pensar outra coisa boa no lugar, assim, os pensamentos, comportamentos e atitudes que podem transformar sua vida em tristeza constante, são automaticamente substituídos, cedendo lugar à energia positiva.

A partir do momento em que você descobrir que viver é sonhar, é sentir, é agir, e que viver é um dom que - se bem aperfeiçoado - expande-se de forma que você sinta e valorize o prazer de estar vivo, tudo à sua volta será transformado, porque, no fundo, nós vemos aquilo que queremos ver.

Essa é uma das formas de você se livrar das doenças psicológicas, transformando suas ações e reações em ondas que transmitem energias positivas tanto para você, quanto para as pessoas à sua volta. Tente, experimente, acredite mais no ser que você é.
Só assim, você reciclará o lixo interior, cedendo lugar à magia de viver!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Presente e futuro das células-tronco


Especialistas esclarecem 12 questões sobre o que já se sabe e o que ainda é experimental nesta área.

Cristina Amorim escreve para ‘O Estado de SP’:

Fontes: Lygia da Veiga Pereira, geneticista do Instituto de Biologia da Universidade de SP (USP); Patricia Helena Lucas Pranke, professora da UFRGS e da PUC/RS e presidente do Instituto de Pesquisa com Célula-tronco; e Rosalia Mendez-Otero, pesquisadora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ.
A aprovação da nova Lei da Biossegurança no Congresso jogou os holofotes sobre um tema pouco conhecido da maioria das pessoas, ainda que elas sejam grandes beneficiadas das pesquisas com células-tronco.

O apoio dado por personalidades internacionais, como os atores americanos Michael J. Fox, que sofre do mal de Parkinson, e Christopher Reeve, que morreu no ano passado vítima de complicações decorrentes de uma paralisia do pescoço para baixo, ajudam a colocar o tema em evidência.

As células-tronco são atualmente uma das principais vedetes da pesquisa científica no mundo, com a promessa de entregar terapias para doenças hoje incuráveis. Porém, entre a realidade e a Confira algumas respostas dadas por especialistas a dúvidas usuais sobre o assunto:

O que são células-tronco?

São células pouco diferenciadas, com grande capacidade de transformação celular. São encontradas em embriões, cordão umbilical e tecidos adultos, como o sangue, a medula óssea e o fígado, por exemplo.

Se as células-tronco podem ser retiradas de tecidos adultos, por que os cientistas querem trabalhar com as embrionárias?

Porque somente essas são pluripotentes ou totipontentes, ou seja, têm a capacidade virtual de produzir todos os 216 tecidos do corpo. As células retiradas de um tecido adulto podem produzir apenas um tipo: por exemplo, as chamadas hemotopoiéticas, obtidas na medula óssea, formam todas as células que formam o sangue, como linfócitos e glóbulos vermelhos.

Pesquisas recentes sugerem que células-tronco adultas talvez apresentem uma capacidade similar às embrionárias, quando trabalhadas sob certas condições, mas os resultados são ainda incipientes.

O que a lei aprovada na Câmara permite e coíbe?

A lei permitirá o uso de células-tronco de embriões congelados nas clínicas de fertilização assistida que são excedentes, pois não serão colocados em útero, ou enviáveis, que não teriam a capacidade de se desenvolver em um feto. Os embriões precisam estar congelados há mais de três anos e só podem ser usados após o consentimento dos pais mediante doação.
Não serão permitidos o comércio dos embriões, nem sua produção e manipulação genética. Estão vetadas as clonagens terapêutica, para aplicação na pesquisa, e reprodutiva, que visa a produção de pessoas.
Destruir um embrião equivale a matar uma pessoa?

A chance de um blastocisto se transformar em bebê normal é de 30% - os outros 70% se perdem naturalmente. Quando ele é criado por técnicas de reprodução assistida, a possibilidade cai para menos de 1%.
Não há nenhuma definição científica formal para quando começa a vida. Alguns cientistas defendem o mesmo critério para a morte, quando a atividade cerebral cessa, para definir a partir de quando um embrião deve ser visto como mais do que um punhado de células. Um blastocisto não apresenta qualquer atividade cerebral, motivo pelo qual os países que permitem as pesquisas com células-tronco embrionárias estabeleceram um limite de idade de até 14 dias, pois até essa etapa não há resquício de sistema nervoso no embrião.

Por outro lado, a percepção de quando começa a vida varia de acordo com a que a pessoa possui. Para alguns, ela se inicia no momento da fecundação; para outros, quando o embrião é implantado no útero ou quando o feto pode ter uma vida independente da mãe.

Qual é o tamanho do embrião quando as células são extraídas para pesquisa?

Microscópico. Assim que o óvulo é fertilizado pelo espermatozóide, ele começa a se dividir. Em cinco dias, cerca de cem células estão formadas e o embrião é chamado de blastocisto. Ele é formado por uma camada fina de células - que formarão a placenta - e um aglomerado de células-tronco em seu interior - que formarão a pessoa.

Deste bolo de células, é retirado o chamado ‘botão embrionário’, o que destrói o embrião. Ele é cultivado em laboratório para se manter de forma não-diferenciada, ou seja, não formar nenhum tipo de tecido, como um neurônio ou uma célula de epiderme, formando linhagens que rendem material para diversos anos de trabalho no laboratório.

Quantos embriões congelados existem estocados no país? Como e a partir de quando eles poderão ser utilizados para pesquisas?

Estima-se que existam cerca de 30 mil embriões congelados nas clínicas de fertilização assistida no Brasil. Até a Lei da Biossegurança aprovada pela Câmara anteontem, o material não poderia ser descartado.

É errada a idéia de que cada pesquisa exigirá um ou mais embriões. Os pesquisadores usam linhagens de células-tronco embrionárias, que podem se manter indefinidamente se tratadas de forma correta. Na verdade, ninguém sabe quanto tempo uma linhagem pode durar. A primeira, de células-tronco embrionárias de camundongo, foi criada em 1989 e ainda existem pesquisadores que a utilizam. A primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas foi criada é de 1998 e também gera material para pesquisa até hoje.
Pesquisadores podem adquirir as células-tronco diretamente nas clínicas de fertilização assistida?

Sim, mas não antes sem autorização de uma comissão especial. Qualquer projeto científico que envolve a manipulação de material humano precisa da autorização de um concelho de ética do instituto onde o cientista trabalha. Após dar esse passo, ele poderá contatar as clínicas. Nenhum embrião poderá ser usado sem a permissão dos pais biológicos.

O prazo de três anos foi estabelecido no texto da lei para que os casais tenham tempo para decidir se querem ou não implantar o embrião no útero.

Quais doenças que, já se sabe, podem ser curadas ou mitigadas pelo uso de células-tronco?

Hoje, nenhuma, seja com as embrionárias, seja com as adultas. Todas as pesquisas realizadas até o presente momento estão em fase inicial e, apesar de alguns resultados preliminares serem promissores, não há nenhum tratamento aprovado para utilização nos hospitais.

Dito isso, há algumas áreas que os cientistas têm mais esperança de aplicação das células, como o mal de Parkinson, diabetes, lesões na medula, alguns tipos de câncer e doenças no coração. Em modelos animais, elas restituíram a medula óssea, aliviaram sintomas de Parkinson, recuperaram pelo menos parcialmente a visão de ratos e o movimento das patas.
As pesquisas mais avançadas são feitas com a variação adulta, cuja utilização é menos polêmica. Com as células-tronco embrionárias, há alguns problemas de segurança que ainda dependem de solução. O fato de elas terem a capacidade de se transformar em qualquer tecido tem dois lados. As possibilidades terapêuticas são extensas, mas os cientistas têm alguns problemas em produzir justamente o tecido desejado. Se elas não são direcionadas antes da aplicação no corpo, formam um tumor, como foi observado em camundongos. Outro problema é a compatibilidade, já que são células estranhas ao corpo.

Em que estágio está o Brasil na pesquisa com células-tronco?
O Brasil possui alguns estudos bastante adiantados com a variação adulta. Um exemplo é um projeto multicêntrico para tratar insuficiência cardíaca, que recebe investimento do governo federal e pode chegar ao Sistema Único de Saúde nos próximos anos. Há outras linhas de pesquisa em diferentes estágios especialmente em SP, RJ, Salvador e Porto Alegre.

Nações como a Grã-Bretanha e os EUA investem em linhas do tipo há mais tempo (leia texto na página A18). Contudo, os institutos de ciência brasileiros têm demonstrado capacidade técnica para produzir bons resultados.

Qual é a diferença entre o uso terapêutico de células-tronco e a clonagem?

As células-tronco retiradas de um embrião produzido naturalmente ou por fertilização assistida podem apresentar incompatibilidade com o paciente, pois podem ser interpretadas como um organismo invasor e ser atacado pelo sistema imunológico.

Quando um embrião é fruto da clonagem, utiliza-se o código genético do próprio paciente para produzir um blastocisto com suas características (veja quadro acima). Dessa forma, não haveria rejeição às células-tronco.
Essa é a chamada clonagem terapêutica, que é permitida em alguns países, como a Coréia do Sul e a Inglaterra. Se um embrião clonado é implantado em um útero, é a clonagem reprodutiva.

Alguém já clonou embriões humanos?

Há apenas um caso documentado e aceito pela comunidade científica internacional. No ano passado, cientistas sul-coreanos utilizaram 242 óvulos humanos para gerar 20 embriões e usados para a extração de células-tronco. Eles conseguiram produzir apenas uma linhagem .

(O Estado de SP, 4/3)

Matéria retirada do site:

Matéria inspirada do blog: http://valeriagborborema.blogspot.com/

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