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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Idealismo ou ativismo?

Certamente já deve ter ouvido falar muito sobre esses termos acima, mas é bem possível que não saiba o significado do que cada um deles envolve nem tão pouco qual é o limite da linha que os separa. Em poucas palavras poderemos ver aqui algumas variações e como elas influenciam e conduzem as pessoas a tomarem partido desta ou daquela causa.
Tudo começa com uma IDÉIA, sempre as temos ao longo de nossas vidas, muitas já existem e apenas as adaptamos ás nossas necessidades e outras simplesmente criamos do nada, mais ou menos como estar debaixo de um chuveiro cantando e de repente descobrimos uma solução para um problema que antes parecia insolúvel. Em geral as idéias mais simples são as de
melhor resultado, coisas muito complexas acabam por se perderem na logística de implementá-las.
Ainda assim, quando abraçamos uma idéia somos chamados de IDEALISTAS, defendemos  aquele conteúdo por acreditarmos nele, nos seus conceitos e embasamentos, algumas soam melhores que outras, podem até ficar incubadas esperando uma oportunidade favorável para que se viabilize, ou nunca saem do papel. Toda a idéia que tenha um conteúdo fundamentado
sempre terá maiores chances de ter sucesso.
Quando aceitamos uma ou varias idéias como sendo verdadeiras e queremos que outras pessoas a aceitem também, chamamos de ATIVISTA, mostramos o seu conteúdo e como implementá-las, as expectativas e seu sucesso. Este nome geralmente está muito associado aos problemas ambientais, mas sua amplitude é enorme podendo ser usado em quase tudo o
que se possa defender, independente dos valores já que não estamos aqui classificando como certo ou errado.
Um dos maiores equívocos que o ativista comete é o do RADICALISMO, quando ultrapassamos a fronteira da racionalidade sobre um assunto e o queremos impor á força sobre os demais aparece a figura do radicalista, senhor de toda a verdade não mede esforços e utiliza qualquer meio ao seu alcance para enfiar goela abaixo seus conceitos, suas probabilidades sem lhe dar oportunidade de defesa. Estão em todos os lugares, da religião á política, extremistas ao máximo, semeiam a discórdia e decidem seu futuro sem que você participe, é sempre bom conhecer todos estes aspectos para que não tome as decisões erradas.
Como evitar se tornar um ou aceitar essas imposições? Bem, existe uma coisa chamada “Beber na Fonte do Saber”, que consiste em ir diretamente á origem da informação para que se tenha a absoluta certeza de como chamam na gíria popular, estar comprando alguma “Abobrinha”, sabemos que a informação e a técnica de desinformação caminham juntas e uma tem a finalidade de anular a outra ou induzir ao caminho errado. Já vi casos em que uma mesma informação inicial quando passada de boca em boca ao longo de várias pessoas acaba chegando à ultima com um conteúdo totalmente diferente do original, faça esse teste numa roda de amigos!
Prevaleça-se de adquirir a informação verdadeira na origem seja ela qual for para poder formular uma opinião conceituada e de amplo espectro sobre qualquer assunto, o idealismo deve ser um território livre de tendenciosidades e ter um foco claro sobre o assunto a que se refere, isso é apartidário e denota a utilização correta do processo de civilidade. Dentre as artimanhas utilizadas em qualquer sociedade a condução da opinião publica em prol de interesses de minorias é das piores, por isso sempre beba na fonte do saber.
Colaboração de Ana Paula de Carvalho, 40 anos, engenheira civil, para o EcoDebate, 13/07/2010
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

terça-feira, 27 de julho de 2010

A civilização da empatia

Entrevista com Jeremy Rifkin

No novo livro de Jeremy Rifkin que é publicado agora na Itália, "La civiltà dell'empatìa" [A civilização da empatia] (Ed. Mondadori, 648 páginas), há uma primeira mensagem que, aparentemente, é tranquilizadora. Com uma robusta evidência científica, o autor explica que nós somos uma espécie animal "empática", treinada a provar compaixão, participação, solidariedade.

A reportagem é do jornal La Repubblica, 05-03-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A segunda mensagem é decisivamente alarmante. A nossa empatia, durante milênios, foi exercida dentro de círculos restritos, da família à comunidade agrícola até o Estado-nação, não se adaptou à extensão global da nova comunidade humana. Reprogramar a nossa consciência aplicar a empatia em escala planetária é urgente se queremos evitar a destruição da nossa espécie (e de muitas outras).

Um terceiro componente interessante do livro é um plano ambicioso para resolver a equação energética. Trata-se de aplicar à energia o modelo da Internet, no sentido de uma revolução a partir de baixo, um sistema de produção e de consumo difuso, capilar, descentrado e flexível.

Presidente da Foundation on Economic Trends deBethesda, professor da Wharton School, autor muito popular no mundo inteiro com livros como "La fine del lavoro" [O fim do trabalho] (1995) ou "A economia do hidrogênio" (Ed. M. Books, 2003), Rifkin discute nesta entrevista as teses da sua última obra, a mais ambiciosa e comprometedora de todas.

Eis a entrevista:

A advertência que o senhor lança não pode ser tomada levianamente: estamos próximos de uma espécie de implosão global, o estágio final e autodestrutivo das várias revoluções   industriais?

Não quero soar como o enésimo profeta do apocalipse, mas muitos sinais indicam que estamos verdadeiramente em um ponto de mudança na história da espécie humana. O nosso destino pode   ser jogado de modo fatal dentro de poucas décadas. Dois sinais recentes confirmam isso. Um foi a grande crise alimentar de 2008, que precedeu (e na realidade provocou) o colapso das finanças globais: sob a pressão do crescimento chinês e indiano, o petróleo chegou aos 147 dólares por barril, o aumento da produção agroalimentar provocou tumultos por causa do arroz e do pão em muitas nações emergentes. O segundo sinal foi o fiasco da cúpula de Copenhague sobre o ambiente: os mesmos líderes que não souberam prever o desastre de 2008 foram incapazes de enfrentar as mudanças climáticas.

O senhor acusa a cultura por meio da qual nós e as nossas classes dirigentes interpretamos o mundo?

Somos ainda prisioneiros da tradição iluminista, do pensamento de Locke e de Adam Smith: aquele que nos representa o homem como um ser racional, materialista, individualista, utilitarista. Se continuarmos usando esses instrumentos intelectuais do século XVIII, estamos verdadeiramente condenados. Dentro desse quadro cultural é impossível que seis bilhões de pessoas enfrentem a escassez de recursos naturais. Copenhague fracassou porque líderes como Obama e Hu Jintao continuaram pensando em termos geopolíticos tradicionais, segundo os interesses dos Estados-nações, em vez dos interesses da biosfera.

A empatia pode ter efeitos perversos, aumentando a entropia: esse é um conceito que o senhor já usou no passado, no sentido de uma degradação que destrói a energia disponível. Pode nos dar um exemplo histórico?

O Império Romano foi capaz de expandir a empatia dos seus cidadãos criando uma comunidade muito vasta, unida pelo mesmo destino. Mas, ao mesmo tempo, impulsionou a exploração da sua base agrícola até o extremo, até provocar um exaurimento que foi a verdadeira causa do declínio, antes das invasões bárbaras. A história se repete. Hoje, em escala bem mais ampla.

Quanto mais as civilizações se tornam complexas, mais se multiplicam as conexões entre os seres humanos. Mas ao mesmo tempo são exigidos maiores fluxos de energia, e estes aumentam a entropia. A Terceira Revolução Industrial que eu projeto nascerá da necessidade de mitigar o impacto entrópico das duas primeiras. Como as outras revoluções industriais, será impulsionada por uma convergência entre as novas tecnologias da comunicação e da energia. As primeiras civilizações hidráulico-industriais se fundaram sobre a invenção do alfabeto. A segunda revolução industrial do século XVIII ao XIX foi o encontro entre corrente elétrica, telégrafo, rádio, TV.

Por isso, hoje o senhor vê na Internet uma oportunidade benéfica e tem confiança nos jovens que cresceram dentro desse novo universo da comunicação?

A geração que se expôs ao conhecimento no terceiro milênio dá por óbvio que o mundo é feito de partilha e cooperação. As velhas gerações ainda têm uma ideia da mudança ditada do alto para baixo. Os jovens vivem em uma dimensão descentralizada, estão interconectados horizontalmente, sem hierarquias. A minha geração admirou as fotos da Terra tiradas da Apollo na expedição à Lua, foi a nossa primeira experiência de empatia para com todo o planeta visto de fora. Os nossos filhos, a cada dia, por meio do Google Maps, se percebem como cidadãos do planeta Terra.

Desastres como os terremotos no Haiti e no Chile, se transformam, com o Twitter, na ocasião para uma imediata solidariedade humana em escala global. Esses rapazes habituados a usar o Skype para falar com o colega de Tóquio intuem que somos uma única família planetária. Para eles, é mais fácil compreender que todo gesto cotidiano em todos os cantos do mundo tem um impacto em tempo real sobre a biosfera e atinge a espécie humana em qualquer lugar em que ela se encontre. Ali já se iniciou a transição para uma nova forma de consciência.

Nessa Terceira Revolução Industrial que está às portas, o modelo da Internet pode nos salvar também da crise energética? De que modo?

As novas tecnologias da comunicação convergem com as energias renováveis. É o que eu chamo de energia distribuída ou difusa. Porque as fontes renováveis – sol, vento, energia biotérmica, biomassa de rejeitos – encontram-se em nosso meio, igualmente repartidas em cada metro quadrado da superfície terrestre. Diferentemente das energias fósseis, como o petróleo e o carvão, cuja concentração territorial foi fonte de enormes problemas geopolíticos.

Na prática, o que significa abraçar o modelo da energia difusa?

Significa converter toda casa individual, toda mansão, em uma pequena central energética que usa o sol, o vento, os rejeitos, estocando-os e redistribuindo-os. Significa que a energia não consumida para as próprias necessidades será repartida segundo uma lógica de cooperação e de solidariedade. Não é socialismo, mas sim uma economia de mercado híbrida, exatamente como a Internet, com fenômenos como o software "open source", prefigurou uma superação do capitalismo puro, hibridizando-o com elementos de socialismo. Tudo isso já está começando a ocorrer e está mais próximo de vocês do que vocês acreditam.

Fonte: IHU

domingo, 11 de abril de 2010

A família


Família:

Só pelo significado da palavra Família em inglês (eu não sabia e achei muito interessante), já valia o envio. Mas como ainda existe a possibilidade de haver um milagre (de quebra), aí vai.

O que significa a palavra 'Família'?

Você tem consciência que, se morrêssemos amanhã, a firma onde trabalhamos nos substituiria rapidamente?

Mas a família que deixamos para trás, sentirá a nossa falta para o resto das suas vidas.

Pensando nisto, já que perdemos mais tempo com o trabalho do que com a família, parece um investimento muito pouco sensato, não acha?

Afinal, qual a moral da história?

Você sabe o que significa a palavra Família em inglês?

'FAMILY' = (F)ATHER (A)ND (M)OTHER (I) (L)OVE ( Y)OU:

Pai e Mãe Eu Amo Vocês.
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Recebi por e-mail, tal qual, sem a citação da autoria

domingo, 5 de julho de 2009

Caçando passarinhos


"Vou caçar passarinho!". Quando eu era garoto lá em Bauru, quarenta anos atrás, todo garoto andava com seu estilingue ou sonhava com uma espingardinha de chumbo pra matar passarinhos. Não é um absurdo?
Nossa consciência sobre a proteção ao meio ambiente é cada vez mais forte e isso é bom, muito bom. Quem agride o meio ambiente está cada vez mais isolado e exposto à identificação e punição. O cerco vai apertando. E isso também é bom, muito bom. Essa consciência vem do madurecimento da sociedade, alimentado pela pregação dos ambientalistas que começou lá com o "salvem as baleias" e hoje está presente em todos os momentos de nossas vidas. É verdade que falta muito, mas a nova geração que vem aí é muito mais responsável que a anterior.
Duvida? Experimente dizer a uma criança que você vai matar um passarinho...
Muito bem. Pregar para as crianças, abraçar árvores, fazer filmes, dar a entrevistas, escrever artigos, tudo isso é muito bom e necessário. Mas quem é que realmente tem o poder - e a responsabilidade - de sair da pregação para realizar ações concretas para mudar a realidade?
Veja um exemplo simplório: há muitos anos as equipes da Fórmula Um distribuem seus "press releases" compostos de seis folhas A4, para cerca de 300 jornalistas a cada final de semana. Recentemente os assessores de imprensa da equipe McLaren concluíram que num mundo onde os arquivos eletrônicos são lidos por todos, não há sentido em usar folhas de papel. E decidiram distribuir seus releases eletronicamente. Que legal, né? Todos gostaram da idéia, menos um jornalista, o veterano Dan Knutson, que insistiu em receber a versão impressa. Como ninguém gosta de atritos com jornalistas, a McLaren passou a entregar-lhe o material impresso com o seguinte título: "Versão análogapara Dan Knutson". No final do release está impresso: "Nós derrubamos uma árvore para poder entregar esta versão impressa para o jornalista mencionado anteriormente". Os executivos da McLaren fizeram mais que a pregação, usando seu poder para realizar uma ação efetiva, simples e direta. Economizaram cercade 20 mil folhas de papel por ano e deixaram Mr. Knutson sujo na área...
Uma ação efetiva, transformando a pregação em resultados.
Antes que venham as pedradas: uma coisa não elimina a outra. A pregação é necessária. Mas me parece que temos pregadores demais. Todos querem salvar as baleias, mas não conseguem praticar pequenas ações táticas como a da McLaren. Sabe o que é? É que essas pequenas ações não rendem mídia. Não são violentas. Não tem sangue. Não assustam as pessoas com a possibilidade de um dia serem cozidas pelo sol. Não têm o charme de um "abraço à represa".
A pregação é muito mais legal que a ação.
Pois reflita sobre o seu poder de implementar ações simples, calcadas em atitudes, usando o conhecimento que está ao alcance de todos para provocar pequenas mudanças. São elas que - juntas - podem mudar a realidade.
Luciano Pires
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Doença como Significado


A Doença como Significado (claro ou oculto) - As contingências da linguagem na transição para o terceiro milênio

Nossa proposta é de re-significar. Em muitos casos, os significadostornaram-se obsoletos e inapropriados. A mudança de paradigmas se reflete profundamente na linguagem. Só é possível mudar comportamentos e atitudes, se os conceitos em que se baseiam estão claramente expressos nas palavras que representam uma língua. Mas os significados da época em que vivemos são ambíguos e, freqüentemente, não nos ajudam no confronto com as questões contemporâneas.
A doença, por exemplo, exceto quando hereditária, é vista, em nossa sociedade, como algo que é o resultado de uma interferência externa: um vírus, uma bactéria, má nutrição, etc..., algo que nos atinge e que, portanto também deve ser erradicado através de uma interferência externa. Freqüentemente, este seria efetivamente um lado da questão. Mas, se somos organismos com aspectos que vão além do físico e fisiológico, e se somos criaturas inseridas num contexto mais amplo e que dependemos de tudo o que nos cerca, então o que nos acontece é algo pelo qual podemos ser responsáveis por um lado, enquanto que por outro, é tão vasto o mundo que habitamos e tão imprevisíveis e insondáveis as interações e influências, que, no mínimo, o que poderíamos dizer é que a doença - como a suposta cura- constituem-se em mistérios. Como misteriosa é a própria vida.
Poderíamos, entre outras coisas, dizer que a doença é passagem, é comunicação, é transformação. E, acima de tudo, poderíamos dizer que ela tem um sentido muito pessoal para cada um, a cada momento de indagação. A doença seria, então, uma entrada em outra realidade. Como o sonho, ela pode ter inúmeras leituras para cada pessoa.
A doença, assim como a dificuldade emocional - e elas podem ser complementares -, freqüentemente, proporcionam um contato com outras dimensões do ser talvez negligenciadas, trazendo um confronto com a "sombra" do indivíduo em questão. E só o conhecimento em si dessas dimensões, o estreitamento da relação entre aspectos conhecidos e desconhecidos pode trazer a integração com a essência, que é a fusão harmoniosa do ser como um todo. (3)
Nesse sentido, poderíamos argumentar que a doença é um instrumento introduzido por outro aspecto de nosso ser que quer nos dizer algo a respeito de nossas relações conosco mesmos, com a natureza e com os seres animados e inanimados, com a vida, com o divino, em última análise.
Com freqüência, nos revoltamos com as doenças ou, então, nos acomodamos e seguimos passivos, entregues a algum tratamento ou alguma direção imposta, deprimidos e sem mais indagar ou buscar formas próprias de entender ou conviver com o que nos acontece. Passivamente, aceitamos o que nos dizem os meios médicos, terapêuticos, religiosos e espirituais, familiares e de amigos.
Mas, enquanto nossos limites assim se manifestam, alguma reflexão sobre o que se passa conosco poderá estar se realizando em níveis menos conscientes.
Nesse contexto, é importante também registrar que o atual momento de transição planetária traz, à luz, outras vias antes ocultas, restritas a meios específicos, ou simplesmente, mais lentas e difíceis de contactar.
Hoje, o acesso a outros planos ou aspectos nossos e/ou da realidade em que vivemos se torna possível, às vezes, sem grande esforço da nossa parte. Exemplo disso são os debates e eventos públicos como esse, onde temos a oportunidade de trocar idéias, sonhos e desejos, e também confirmar trajetórias escolhidas, reforçando, assim, a auto-confiança existente em cada um de nós.
Essa troca faz parte da busca do "caminho do meio", do equilíbrio e da harmonia. E ela abre o caminho para o conhecimento de outras escolhas possíveis.
Em uma transição de vida, por exemplo, podemos harmonizar o tratamento tradicional com o alternativo, a visão médica com a terapêutica e a espiritual para obter uma visão mais ampla e mais integrada do nosso processo individual, e para poder assumir com mais serenidade uma administração mais própria dos caminhos a seguir nas decisões exigidas por tal transição.
Assim, enquanto nos tratamos através da medicina tradicional, podemos também suavizar nossa atitude para com a doença, permitir-lhe o espaço para que sua mensagem se expresse com clareza, nos comunicando as necessidades do nosso organismo que antes não podiam ser acolhidas. E podemos, também, expressar conscientemente a nossa intenção com referência aos medicamentos que tomamos e aos tratamentos aos quais nos submetemos. Essas atitudes, que imprimem de nossa parte uma qualidade positiva em um tratamento prescrito, fazem parte de práticas meditativas comumenteutilizadas em certas tradições espiritualistas. (5)
A meditação e a oração são práticas que podem nos ajudar nesse processo. Como também podem ser úteis os trabalhos energéticos, as visualizações, os relaxamentos, e, em certos casos, as massagens. Tais práticas e técnicas abrem o caminho para uma outra relação com a doença. Uma relação em que não nos apegamos a ela e nem a rejeitamos. Apenas permitimos a sua presença e ouvimos o que tem a dizer, já que pode nos ensinar a ter uma nova relação com tudo o que nos cerca e com a vida. (6)
Essa linha de pensamento faz parte do trabalho de re-significação. Refletir sobre os sentidos da linguagem, buscar a coerência entre estes e os conceitos, valores e comportamentos que representam um momento cultural, mas que atravessam também um processo de revisão, é buscar ser consciente na linguagem e no comportamento, e inteiro quanto à nossa manifestação na vida. A mudança de paradigmas que está acontecendo também na expressão linguística, continuará se fazendo ao longo do tempo, quer através de uma profunda transformação nas línguas existentes - acompanhada, é claro, do surgimento de novas palavras e expressões -, quer através da permanência de palavras com novos sentidos e novas cargas energéticas.
Acima de tudo é possível compreender que nem sempre conseguiremos explicar o que nos acontece. Há muitas coisas misteriosas na vida e o decifrar delas permanecerá além do nosso alcance a despeito de qualquer esforço de nossa parte. Entretanto, se formos humildes e confiantes, a nossa essência sempre nos mostrará o que é possível, e com referência ao que permanecer além disso, nos guiará e ajudará a acolher e reverenciar o desígnio divino.
Referências Bibliográficas
1 - REICH, W. - "A função do Orgasmo" - Editora Brasiliense, 11a edição, São Paulo, 1985.
2 - NAVARRO, F. - "Somatopsicodinâmica das Biopatias" - EditoraRelume Dumará, 1a edição, Rio de Janeiro, 1991.
3 - BOADELLA, D. - "Correntes da Vida - Uma introdução à Biossíntese"Summus Editorial, São Paulo, 1992.
4 - SONTAG, S. - "A Doença como Metáfora" - Edições Graal, Rio de Janeiro, 1984.
5 - LEVINE, S. - "Healing into Life and Death" - Doubleday, New York, 1987.
6 - KUBLER-ROSS, E. - "Friends of Shanti Nilaya" (magazine) - Londres, 1990.
Resumo do currículo dos autores:
Humbertho Oliveira - Médico, Psicoterapeuta Somático, Fundador e Coordenador do Grupo Quiron - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas, Psicoterapeuta da Associação de Apoio à Criança com Câncer.
Mauricio Tatar - Médico, com formação em Medicina Chinesa e Homeopatia, participação em cursos, palestras e grupos de estudo em Terapia Floral, Cromoterapia, Fitoterapia, Dietoterapia e Oligoelementos. Ministra cursos desde 1989 sobre estes temas.
Susana Hertelendy - Psicóloga formada pela Columbia University, New York, EUA em 1975; Revalidação pela UFRJ, Rio de Janeiro, 1980; Psicoterapeuta Somática; Guest Trainer internacional do grupo Transformational Energetics, New York, EUA; Fundadora e Membro do Quiron-Centro de Estudos e Práticas Transomáticas, RJ.
Vania Didier - Psicóloga, Psicoterapeuta Somática, Fundadora e Coordenadora do Grupo Quiron - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas.
Original em:
http://www.fw2.com.br/clientes/artesdecura/REVISTA/psico/doenca_como_caminho.htm

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Impermanência e Consciência


Impermanência e Consciência "Morte na Primeira Pessoa"
"Sou aluna de enfermagem. Estou morrendo. Escrevo para vocês, que são ou serão enfermeiras, na esperança de que o ato de compartilhar meus sentimentos, faça com que algum dia sejam mais capazes de ajudar àqueles que partilham da minha experiência.
No momento, não estou internada. Estou fora talvez por um mês, por seis meses, talvez por um ano. Mas ninguém gosta de falar dessas coisas. Na verdade, ninguém gosta de falar muito sobre coisa alguma. A enfermagem deve estar evoluindo, mas eu gostaria que se apressasse. Ensinam-nos, atualmente, a não exagerar na alegria, a omitir a rotina do "está tudo bem", e temos cumprido bem a nossa tarefa. Mas acabamos ficando num vazio silencioso e solitário. Uma vez retirada a rotina do "está tudo bem", à equipe só resta a sua própria vulnerabilidade e seu próprio medo. O paciente que está morrendo ainda não é visto como pessoa e, assim sendo, não se pode comunicar com ele como tal. Ele é o símbolo do que cada ser humano teme e do que cada um de nós sabe, pelo menos academicamente, que terá que enfrentar algum dia. O que é que diziam na enfermagem psiquiátrica do confronto da patologia com a patologia em detrimento tanto do paciente como do enfermeiro? E também se falava muito sobre o fato de que antes de poder ajudar a alguém em relação a seus sentimentos, era necessário conhecer os próprios. Quão verdadeiro é esse ensinamento.
Mas, no meu caso, o medo é hoje e morrer é agora. Vocês entram e saem rapidinho do meu quarto, me dão os remédios e tiram a minha pressão. Será que é por eu mesma ser estudante de enfermagem, ou, simplesmente, porque sou um ser humano que percebo o seu temor? Mas seus medos aumentam o meu. Por que vocês estão com medo? Sou eu que estou morrendo!
Eu sei que vocês se sentem inseguros, não sabem o que dizer, não sabem o que fazer. Mas, por favor, creiam em mim, se têm afeto, não há erro possível. Apenas assumam o afeto. É isso que buscamos. Pode ser que perguntemos sobre os porquês e os quandos, mas na realidade não esperamos respostas. Não fujam - esperem - só quero saber se haverá alguém segurando a minha mão quando eu precisar. Tenho medo. Talvez a morte se transforme em rotina para vocês, mas ela é nova para mim. Talvez para vocês eu não seja especial, mas eu nunca morri antes. Para mim uma vez é muito especial!
Vocês sussurram sobre a minha juventude, mas quando alguém está morrendo será que ainda é tão jovem? Tenho muitas coisas sobre as quais gostaria de conversar. Mas isso não tomaria muito mais do seu tempo, porque,afinal, vocês já passam um tempão aqui dentro.
Se pelo menos pudéssemos ser francos, de ambos os lados assumir nossos medos, tocar-nos uns aos outros. Se realmente se preocupam, será que perderiam tanto do seu profissionalismo se chorassem comigo? Apenas de pessoa para pessoa? Se assim fosse, não seria tão difícil morrer - num hospital - tendo amigos do lado."
(carta anônima datada de fevereiro de 1970 no livro Death: The Final Stage of Growth de Elizabeth Kübler-Ross)
Na carta da jovem enfermeira, prestes a morrer, há um depoimento tocante de alguém que, ao defrontar-se com essa experiência crucial, levanta um questionamento tão importante quanto inquietante sobre como os profissionais que estão em contato direto com os processos do adoecimento e do morrer mostram-se despreparados para lidar com os sentimentos e emoções evocados, não só nos que estão vivendo essa experiência, como em si próprios.
Podemos nos indagar se a sujeição à rotina a que ela se refere, a infantilização do paciente, que o priva dos sinais e símbolos de sua condição autônoma de adulta, não se destinam à conveniência e conforto moral da equipe, mantendo-os numa preservada redoma onde o desespero, o pânico, a revolta e a dor são excluídas da percepção e conseqüentementei gnorados.
Ainda como herança da tradição cartesiana, temos um modelobio-médico que opera com a crença básica de que as pessoas doentes são como máquinas avariadas: em caso de mau funcionamento de suas partes constituintes, devem ser consertadas - por um mecânico, certamente! Naturalmente, espera-se da máquina que ela fique totalmente passiva, enquanto o mecânico faz o trabalho, e que não apresente reações indesejáveis. Obviamente estamos, talvez, incorrendo numa simplificação e, talvez mesmo, numa injustiça com relação aos treinamentos dos profissionais da área de saúde, mas é muito freqüente encontrarmos profissionais que parecem perfeitamente aptos a tratarem de doenças, mas não com doentes que são pessoas singulares, únicas e que podem ser reduzidas a categorias e quadros clínicos.
Diferentemente de nossos modelos de assistência terapêutica, temos informações de procedimentos de outras culturas em que xamãs, "healers", curandeiros, médicos levavam em consideração o meio ambiente social/espiritual do doente bem como suas necessidades emocionais, em que corpo e alma não estão dissociadas e que a forma de dar suporte, conforto e interferências que facilitem a cura não se resumem a intervenções cirúrgicas/químicas/fisiológicas.
Além dos pressupostos cartesianos que norteiam nossa percepção do ser humano, temos ainda, de quebra, uma orientação narcisista que determina que vivamos voltados para a criação de uma auto-imagem em que status econômico, perfil de uma personalidade bem sucedida socialmente, beleza e tentativa de prorrogar a juventude indefinidamente são imperativo a que dificilmente nos esquivamos... Envelhecer, morrer... ah!, pecado narcísico que derrota nossa onipotência e nossa tentativa de impor à natureza nossas aspirações de poder e imortalidade!
Mas as leis que regem nossa realidade física são inexoráveis. Todos os elementos que um dia se agregam para compor a forma um dia, nunca se sabe quando, se desagregam. É a entropia, a tendência universal para o rompimento da ordem coexistindo com a sintropia, a criação.
Nossa insegurança básica faz com que evitemos, neguemos a finitudede nossa existência física e, assim, nos furtemos a preparar-nos tanto emocionalmente quanto espiritualmente para a mais certa entre todas as incertezas que permeiam a nossa existência.
Na ilusão de um "eu" isolado nos envoltórios da experiência física, confinados nas dimensões do tempo e espaço, não nos damos conta de que nossa consciência não tem os mesmos limites. Deepak Chopra, falando da experiência de se perceber como um ser que se experimenta além das dimensões físicas, na não-física, dá-nos um depoimento que, talvez, nos auxilie a re-significar nossa percepção de nós mesmos. "Meu espírito experimenta o mundo material através das lentes da percepção, mas mesmo que nada consiga ver e ouvir, ainda assim sou eu, uma eterna presença de consciência. Em termos práticos, esta realização torna-se genuína quando nenhum evento externo pode abalar o sentido do self. Uma pessoa que se conhece como espírito nunca perde a visão de experimentador no meio da experiência. Sua verdade interior afirma 'carrego comigo a consciência da imortalidade em meio mortalidade".
Quando essa mudança de paradigma, essa re-significação do sentido de ser permear nossa visão científica/filosófica/social do indivíduo - mudança essa que já está seguramente em curso - certamente criaremos práticas mais compassivas, mais confortadoras para assistir, acompanhar, cuidar de todos nós que estivermos vivendo nossos ritos de passagem, nossos trânsitos no continuum vida/morte.
Não nos esqueçamos do que diz a jovem enfermeira: antes de poder ajudar alguém em relação aos seus sentimentos, é necessário conhecer os próprios..."
Referências Bibliográficas
1 - REICH, W. - "A função do Orgasmo" - Editora Brasiliense, 11a edição, São Paulo, 1985.
2 - NAVARRO, F. - "Somatopsicodinâmica das Biopatias" - EditoraRelume Dumará, 1a edição, Rio de Janeiro, 1991.
3 - BOADELLA, D. - "Correntes da Vida - Uma introdução à Biossíntese"Summus Editorial, São Paulo, 1992.
4 - SONTAG, S. - "A Doença como Metáfora" - Edições Graal, Rio de Janeiro, 1984.
5 - LEVINE, S. - "Healing into Life and Death" - Doubleday, New York, 1987.
6 - KUBLER-ROSS, E. - "Friends of Shanti Nilaya" (magazine) - Londres, 1990.
Resumo do currículo dos autores:
Humbertho Oliveira - Médico, Psicoterapeuta Somático, Fundador e Coordenador do Grupo Quiron - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas, Psicoterapeuta da Associação de Apoio à Criança com Câncer.
Mauricio Tatar - Médico, com formação em Medicina Chinesa e Homeopatia, participação em cursos, palestras e grupos de estudo em Terapia Floral, Cromoterapia, Fitoterapia, Dietoterapia e Oligoelementos. Ministra cursos desde 1989 sobre estes temas.
Susana Hertelendy - Psicóloga formada pela Columbia University, New York, EUA em 1975; Revalidação pela UFRJ, Rio de Janeiro, 1980; Psicoterapeuta Somática; Guest Trainer internacional do grupo Transformational Energetics, New York, EUA; Fundadora e Membro do Quiron-Centro de Estudos e Práticas Transomáticas, RJ.
Vania Didier - Psicóloga, Psicoterapeuta Somática, Fundadora e Coordenadora do Grupo Quiron - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas.
Original em:

segunda-feira, 30 de março de 2009

Consciências Multimodais


SOMOS CONSCIÊNCIAS MULTIMODAIS COEXISTINDO EM DIVERSAS REALIDADES:
Somos compostos por milhares de fragmentos de luz, que estão simultaneamente em diversas realidades habitando outros tempos e histórias.
Temos fragmentos de lembranças dessas outras dimensões onde estamos coexistindo, mas ainda não estamos desenvolvidos o suficiente em lucidez para acessar essas vidas - realidades com plenitude.
Somos parte de um montante holográfico. Nossa totalidade divide-se em algo como se fossem pontos de luz/consciência estando simultaneamente em todos os tempos.
Saber dessa condição nos faz concluir que podemos ter acesso constante aos outros tempos nossos de atuação e também nos habilita a ampliar as nossas capacidades totais, pois certamente poderemos a todo instante criar novas realidades.
Todas as vertentes de um projeto/vida estão extradimensionadas em realidades paralelas que chamamos de multimodais e algumas dessas possibilidades podem “colapsar” no plano terrestre a qualquer instante. As nossas crenças se traduzem nas nossas realidades e se você fizer um trabalho eficiente com o seu poder pessoal poderá concretizar muito mais do que jamais imaginou para si mesmo. Nossas crenças subliminares também possuem muita força para se materializar, são pára-realidades prontas, nas quais estamos coexistindo. Por isso a necessidade séria do autoconhecimento, para que jamais possamos criar algo baseado à baixa auto-estima, etc. Por conta disso, a importância de se reconhecer e de se transmutar um pensamento agregado a uma imagem obsessiva. Ex.: Uma constante visualização de um acidente de carro, já está acontecendo em outro nível de realidade... Daí para baixar para este plano, basta um descuido.
Existe uma forma de tratamento para acessar esses padrões de realidades multimodais e transmutá-los, é através de um processo chamada “imagética". Por intermédio de ampliação da consciência em lucidez fora do corpo, também se pode entrar em contato com as outras dimensões nas quais habitamos.
Existem inúmeras consciências que estão aqui no planeta num momento espiritual bastante diferente da consciência do buscador.
Isto mostra um abandono do si mesmo, uma lentidão em captar a realidade e reconhecer-se como individualidade. Mas mesmo para estas que momentaneamente se esquecem de si mesmas e da imensa capacidade criadora que possuem, uma chamado constante para que acordem estará ecoando, mesmo que distante em suas consciências. Este é o processo de individuação que todos nós encarnados passamos em nossa jornada terrena.
Em circunstâncias vizinhas, temos as diversas consciências encarnadas em moldes humanos atuando nas interligações de todas as suas partes, buscando nem que seja apenas por processos intuitivos ainda não conscientes saírem do véu de ilusão em que estão vivendo.
Podemos observar pela nossa própria experiência que a consciência pode se renovar a cada segundo.
O estar parado passa a significar deterioração, pois o tempo na Terra age como um fator ilusório, impulsionando-nos sempre a agir, dando-nos a impressão de que tudo terá um fim. Neste sentido somos acometidos pela oportunidade de usarmos todo esse aparato criativo a nosso favor, buscando nesse movimento, a ampliação da nossa consciência e como conseqüência podemos nos envolver num porquê existencial mais genuíno.
Estamos todos agindo simultaneamente, ora como participantes inseridos dentro de um suposto contexto, ora como observadores nesse imenso show.
Somos os atores de nós mesmos, por isso é que necessitamos saber com clareza e responsabilidade sobre o modo como estamos atuando em cada instante, podendo assim desenvolver as nossas habilidades e sermos os senhores criadores das nossas realidades com total consciência. Definitivamente deixando de ser seres autômatos.
Por isso é altamente relevante a importância da busca sincera e da participação lúcida onde quer que possamos estar. Sempre exigindo de nós mesmos a consciência da totalidade.
Estamos nos aprimorando em nossos caminhos quando em propósitos claros e bem definidos, presentes em nossos corpos físicos, respirando e trocando ar/consciência com todas as atmosferas... Estando em tudo e vivendo o prazer do saber estar. Isto é sagrado, é a mais pura religiosidade que você pode imaginar. É o “religare”.
Tirando proveito de todas as experiências, na consciência do aprender.
Gerando o automerecimento, a auto-estima, ampliando oportunidades criativas para todos.
Somos criadores, criaturas divinas em pleno movimento, sempre.
São as atividades múltiplas e variadas do buscador, que tem como princípio a expansão do eu, mesmo que este não o saiba ainda ao certo.
A consciência do si mesmo vai transformando os universos em que se transita em expirais de movimento para o interior de todo o ser.
É certo que novos caminhos vão se abrindo na medida em que se avança pela própria vontade de se ter consciência e lucidez.
Estes são processos que qualquer consciência encarnada ou não pode passar.
Somos grandes, temos a divindade em nós. É hora de acordar. Busque parcerias que estejam no mesmo propósito.
Beijo no coração, e Divino Despertar!!!

terça-feira, 10 de março de 2009

O que é a ciência



Paradoxo que demonstra a impossibilidade da onipotência: Se Deus é onipotente, pode criar uma pedra tão pesada que nem ele a possa levantar?
Se o fizer a sua onipotência é posta em causa pela impossibilidade de levantar a pedra, se não o fizer... impossível provar a sua existência e não existência.

Quatro forças de interação das partículas:
EM; Eletromagnética - força elétrica faz com que se repilam cargas iguais e se atraiam cargas opostas, prótons dos átomos repelem-se criando os limites da matéria.
G, Gravidade - fraca raio de ação infinito.
Força forte - nuclear forte 100 x mais forte que EM, mantém os núcleos de prótons unidos raio de ação menor que um núcleo atômico, a sua libertação dá-se por cisão ou fusão, o sol funde os núcleos, nós bombardeamos plutônio com nêutrons fissurando-os libertando a força forte dos átomos, energia atômica, a bomba de hidrogênio funde os núcleos dai ser energia nuclear
Força Fraca- faz parte das forças, mas foi descoberto ser uma faceta do EM, designando por eletro fraca.

Definição de vida biológica:
Conjunto de processos complexos baseados no átomo do carbono. Átomos são todos iguais, diferem na forma como se organizam. Justifica-se a diferença pelas leis da complexidade; todos os sistemas se organizam espontaneamente, de modo a criar estruturas sempre mais complexas. Foi demonstrado que as regras matemáticas que regem os processos das reações químicas inorgânicas são semelhantes às que regem o padrão de comportamentos simples de sistemas biológicos avançados.
Uma molécula pode resultar de 1 milhão de átomos ligados de uma forma muito específica e a sua atividade ser controlada por estruturas químicas tão complexas como os de uma cidade.
Consciência resulta da complexização da vida, sendo a questão chave a forma como se organiza, não a matéria.
Semântica, reducionismo - exemplo do livro as letras a perspectiva reducionista, o significado a semântica...
A vida apresenta-se como uma muito complexa estrutura de informação. Se o homem é natural tudo o que ele faz é natural? Inteligência capacidade de fazer raciocínios complexos. Cérebro sinapses e ligações, massa orgânica que funciona como um circuito elétrico.
Emoções - paradoxo auto-referencial da matemática, exemplo; eu só digo mentiras. Se assim for confirmado deixa de ser verdade, pois disse uma verdade, senão o for é porque também diz verdades...

Newtone Maxwell - física clássica
Teoria da incompletude de Kurt Goedel prova que não existe um procedimento que confirme a coerência da matemática, existem afirmações verdadeiras não demonstráveis no sistema. Diferença com os computadores é que podemos distinguir uma formula verdadeira não demonstrável dentro do sistema, mas fora...
Complexidade dos códigos de comunicação; exemplo a criptografia, codificação

Teoria do Tudo iniciou com a:
Teoria da relatividade restrita, em que o tempo muda porque há movimento no espaço. Única coisa não relativa, mas absoluta é a velocidade da luz, assim a velocidade próxima da luz o tempo abranda e as distâncias contraem-se, Com isto massa e energia são relativas na constante velocidade da luz assim E=MC2, isto diz que uma minúscula porção de massa contém uma quantidade enorme de energia, a dificuldade é transformar a matéria em energia, ou energia em matéria.no acelerador de partículas já se aceleraram elétrons de forma que aumentaram a sua massa em 40000 vezes.
Se um objeto atingisse a velocidade da luz a sua massa seria tão grande que era impossível movê-lo devido á energia necessária.
Os fótons são partículas sem massa, energia pura para eles o universo é intemporal.
Teoria da relatividade Geral, estabeleceu que o espaço é curvado e integrou a gravidade, quanto mais massa tem o objecto mais curvado é o espaço em torno dele,mais lento o tempo em volta dele, maior a força da gravidade. exemplo de um lençol com bolas.
Teoria Quantica: Max Planckt, sobre a luz emitida sobre corpos quentes, Niels bohr, modelo teórico dos átomos, comportamento das particulas instáveis, saltam. Matéria manifesta-se simultaneamente por particulas e ondas. Problema da mecânica, se percebemos a velocidade não conseguimos definir a posição, se definimos a posição não podemos definir a velocidade.
Principio da Incerteza de Heisenberg: estabelece isso, que é impossivel determinar com exactidão a posição e velocidade de um electrão, pelo que não se pode prever movimento passados presentes ou futuros. Papel do Observador impossibilita essa precisão, o cálculo virou probabilistico e foi refutado por einstein mas é o que acontece nas experiencias, o electrão está em todo o lado até alguém o observar...

Procura de uma fórmula que una EM, G.
Teoria dos campos unificadosde EInstein foi a tentativa de a formular processos de comunicação cifras, cifras de transposição, anagramas, Leis naturais do universo, são absolutas pois não dependem de nada, afectam os estados fisicos mas não são afectadas por nada, omnipresentes, pois estão em todo o universo, omniscientes poi exercem automaticamente a sua força.
Deus das lacunas... determinismo e livre vontade; determinismo começou com Leucipo, nada acontece por acaso tudo tem uma causa, Platão e aristóteles defenderam a livre vontade. Depois veio newton com a causa efeito, Laplace constatou que o universo obedece a leis fundamentais, se conhecermos essas leis e soubermos a posição, a velocidade e a direção de cada particula existente no unvierso poderemos conhecer todo o passado, presente e futuro, demonio de Laplace.
Einstein concordava com Laplace, a teoria Quantica põe em causa pois bate certo com a matemática e baseia-se no principio da incerteza de Heisenberg, em que o observador influencia o resultado da experiencia, sem o observador o comportamento é determinista mas indeterminável.
A indeterminabilidade não pertence só ao mundo quantico, descobriu o meteorologista Edward Lorenz, que se alterarmos uma milionésima dos dados, uma parte infinitésimal, alterava completamente a previsão.

Teoria do caos
Pequena alterações nos processos iniciais, provocam grandes alterações no resultado final. Efeito borboleta, de todas as criatura provoca a imprevisibilidade, causal mas casual.
Indeterminismo provocado pela observação do principio da incerteza e pelo principio do caos, impossivel assumir o fim da equação inicial o que a inviabiliza e qualquer pequena alteração muda todo o resultado.
Paradoxo de Zenão, existe tanto espaço em um metro como no universo inteiro, existe tanto tempo em um segundo com em toda a eternidade. Pelo fraccionamento continuo e infindável.
Alfa e o Ômega, o principio e o fim em astrofisica existe?
2a lei da termo dinâmica de Clausius em 1861, conceito de entropia acreditando ser uma constante a energia do universo só transformada, a energia era eterna e entropia eterna. Mediçoes demonstram o desperdicio de energia nos processos, pelo que a entropia está sempre a aumentar, o que provoca o envelhecimento das coisas, diz que 1º as coisas tem um ponto no tempo que vão morrer, quando a entropia atingir o estado máximo, no momento em que a temperatura se espalhar uniformemente pelo universo.
Paradoxo de Olbers, se o universo é eterno e infinito não pode haver escuridão por causa da luz das estrelas. Demonstra que a luz não é instantanea e houve um ponto inicial um alfa,Hubble provou que as galáxias estão em movimento e não ha um ponto de referência absoluto. e demonstra que a matéria se está a fastar e que já esteve junta. Big Bang.
Singularidade inicial retira a primeira causa ou efeito pois não havia espaço nem tempo que surgiram da expansão. fora a singularidade da expansão inicial da matéria é a melhor teoria, pois o ruido de fundo do universo mostra a luz inicial em forma de micro ondas.
Penrose e Hawking provaram que o Big Bang é inevitávl desde que a gravidade consiga ser nos instantes iniciais uma força de atracção nas condições em que se formou o universo. 98% da matéria formou-se no Big bang há cerca de 15 milhões de anos
A super força (singularidade) começou a separar-se, primeiras reacções nucleares, criaram hidrogenio e o helio vestigios de litio, ai começou a organizar-se em estruturas, com o tempo as tesmperaturas baixaram e a superforça desintegrou-se nas 4 forças, 1º a G, depois FF, depois EM e Ff, a gravidade organizou a matéra em grupos localizados, depois estrelas, depois planetas, depois sistemas.

Mas a entropia anuncia a morte de tudo ou:
Big Freeze - consequencia da 2ª lei da termodinamica em que com o aumento da entropia as luzes vão-se apagando, até haver uma temperatura uniforme em todo o universo, em 98 descobriu-se que a velocidade das galáxias está a aumentar teoria da força escura.
Big Crunch- A expansão abranda, devido a gravidade o universo irá iniciar depois o movimento de contracção, em que o espaço, o tempo e a matéria se irão esmagar num ponto infinitésimal. Muito acreditam que a matéria existente no universo não cria suficiente força gravitacional para provocar a contracção dai se ter criado a teoria da matéria negra.

Critica da razão pura Kant - 3 problemas fundamentais, da metafisica que a ciencia nunca poderá resolver: Deus, a liberdade, a imortalidade. Niilismo
Método cientifico - diálogo entre homem e a natureza, o homem faz perguntas á natureza e obtém as respostas. depende de como formula as perguntas.
Como abordar a singularidade do inicio do universo, da criação? Que tipo de inicio? Deus? Que Deus? quem pos a maquina em movimento ou o que?
Na lógica, Platão e Arsitóteles desenvolvido por S. Tomás de Aquino e afinado por Leibniz, o argumento causal, indo de causa em causa chega-se ao inicio do universo, o que fez o Big Bang?
Que intenção? Wiliam Palley, deu o exemplo do relógio se fosse encontrado presumir-se-ia que foi construido por um ser inteligente...
Reducionismo - semântica. será possível uma análise semântica do universo?
Recebi por emal sem a citação do autor.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Os buracos não deixam de existir...


Se pensarmos na vida como um longo caminho, podemos fazer analogias interessantes. A começar pelos tão comentados obstáculos que temos de aprender a ultrapassar ao longo dos anos...
Uns maiores, outros menores, cada qual traz consigo seu nível de dificuldade, suas consequentes dores e seus preciosos aprendizados. Mas hoje quero falar, sobretudo, dos buracos. Alguns rasos, outros nem tanto. E existem também aqueles que, de tão profundos, quando caímos neles costumamos usar a expressão "cheguei ao fundo do poço!".
É claro que ninguém gosta de cair em buracos. Por menores e mais rasos que sejam, no mínimo nos desestruturam e nos fazem perder o "rebolado". Mas o fato é que eles fazem parte de todos os caminhos, de todas as pessoas, sem exceção, embora sejam sempre únicos.
O problema é quando alguém busca conhecimento, estuda e se sente tão crescido que passa a acreditar que isso é o suficiente para eliminar os buracos de seu caminho, para fazer com que eles simplesmente não existam mais. Iludido e enganado por si mesmo, ao se deparar com um, vai ter de lidar ainda com a decepção, a frustração e a sensação de que toda busca não valeu de nada!
Não caia nesta armadilha! Saiba de antemão que os buracos vão existir pra sempre. A diferença entre quem está consciente de si e de seu caminho e quem não está, é que o primeiro vai saber evitar o tombo desviando a tempo do buraco ou, pelo menos, levantar, sair dele e seguir em frente mais rapidamente e, tomara, menos machucado.
E tem mais: podemos perceber, com a repetição de nossas quedas, que muitos dos buracos de nossos caminhos são incrivelmente parecidos, justamente porque a função deles é nos ensinar a mais difícil de todas as lições.
Portanto, se sua lição mais difícil é aprender a ser menos teimoso, ou menos ansioso, ou menos inseguro, ou menos desconfiado, note bem: toda vez que você se distrai ou acelera o passo mais do que deveria, cai num buraco em que parece já ter caído inúmeras vezes antes.
Não é o mesmo! É outro! É novo! Ele se repete à frente para que você acorde e, a cada queda, consiga levantar com mais habilidade, e seguir em frente não reclamando e se lamentando por ter caído mais uma vez; não se criticando e se culpando por ter sido estúpido novamente. Não! Não há nenhuma estupidez na repetição do aprendizado, mas sim vivência, privilégio e sabedoria!
Assim, se você está agora no chão, se acabou de cair num buraco do seu caminho, não se sinta uma vítima e sim um escolhido pelo Universo para se tornar mais forte e mais preparado. Erga-se, mesmo doendo. Saia do buraco, mesmo chorando. E dê um passo à frente, e depois outro e outro, com a certeza de que pode ir bem mais longe...
Outros buracos virão. Novas cicatrizes ficarão cravadas em sua alma. E tudo isso será a prova de que você não veio como espectador e nem como coadjuvante de sua história. Você veio como protagonista e vai chegar até o fim com a dignidade de quem não apenas cumpriu o seu destino, mas o esculpiu com coragem, fé e atitude!
Rosana Braga é Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante e Autora dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro" e "Amor - sem regras para viver", entre outros.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Caráter Ético do Agir Humano


Por Robson Stigar
No entender do pensador brasileiro (Catão) a sociedade contemporânea sofre de uma negação, e o contraponto bem como, a contestação assume tal magnitude que questionam os fundamentos da ética tradicional. Assim, "para que as pessoas e as comunidades humanas se autoposicionem livremente na vida é preciso tornar os educadores capazes de viver com plena consciência da relatividade de todas as normas e caminhos que lhe são propostos e viver em vista de um bem" (CATÃO, 1997: 111). Com isso, objetivo da ética é a realização das pessoas, na comunhão com o transcendente que dá sentido para a vida.
De acordo com Catão o desafio é responder a pergunta que surge na contemporaneidade, ou seja, como podemos construir essa ética?
A grande dificuldade do educador "é de situar numa perspectiva que lhe permite desenvolver um raciocínio propriamente ético bem fundamentado e por sua vez fundante de uma moral autenticamente humana, sem se impor à consciência, violar a liberdade nem frustrar as aspirações dos educandos" (CATÃO, 1997: 111).
Desse modo, a ética não pode ser regulada por uma lei restritiva e na informalidade. A aporia se coloca por causa da contradição entre educadores (transmissão de valores) e educandos (liberdade e direitos). Assim, existe um impasse porque o "educador toma consciência de que é responsável pela transmissão de valores ao mesmo tempo, pela educação da liberdade dos educandos, que questionam tais valores" (CATÃO, 1997: 112). Com isso a única maneira de pensar essa oposição entre objetividade e subjetividade é reconstruir o conceito de ética.
Para reconstruir a ética demandaríamos muito tempo ao caminho que teríamos de percorrer. Por isso, a maneira que encontra o autor é pensar a ética com fundamento em Tomas de Aquino. No entender de Catão "trata-se da maneira da maneira de entender a liberdade e a consciência e do lugar de destaque que se confere a convivência" (CATÃO, 1997: 112).
A preocupação do autor passa ser agora de três níveis, definir o que é liberdade, consciência e convivência. O autor inicia distinguindo três diferentes tipos de liberdade no âmbito da realidade.

1ºa liberdade.

Esta consiste precisamente na autodeterminação do sujeito em face do bem. Escolhas incluindo a possibilidade de escolher mal, também chamada de livre arbítrio. E por último a liberdade da escolha no âmbito físico ou histórico, chamada de liberdade de coação.
O autor distingue esses três tipos para garantir precisão na referencia a liberdade.
Assim, no âmbito jurídico a liberdade repousa sobre o cumprimento ou na transgressão da lei.
No âmbito da política "os liberais defendem a liberdade de escolha como liberdade primeira, ao passo que os socialistas os acusam de pregar uma liberdade abstrata, pois só é realmente livre, liberado, quem tem os meios de fazer o que quer, sem coação de espécie alguma, não só psicológica, mas real, efetiva, econômica" (CATÃO, 1997: 113). Configura-se assim, a opressão do pobre porque não pode fazer o que sonha, por isso sofre do desemprego, falta de moradia, comida e outras necessidades.
Portanto, a ética é "a qualidade do ato verdadeiramente humana, pois o agir só é humano e sujeito a um juízo de ordem ética quando brota do interior do sujeito e é por ele subjetivamente querido" (CATÃO, 1997: 113). Com efeito, liberdade é entendida como autodeterminação, ou seja, a possibilidade de escolha e a separação de condicionamentos.
2º A consciência

A consciência permite pensar a possibilidade de escolha livre e reta acerca do agir no âmbito prático.
Para Catão existe uma distinção entre o conceito expresso no catecismo, "a consciência é um julgamento da razão" (CATECISMO, nº 1778) e o conceito de consciência entendido na Ética que "na realidade não é um julgamento, mas um juízo da razão -jugament de la raison- como está no original francês, por intermédio do qual o ser humano percebe o que é justo e reto" (CATÃO, 1997: 113). Portanto, a consciência não julga, indica. A sua função não é condenar ou aprovar, mas mostrar o que é justo e reto para seguir o bem. Assim, é necessário que haja uma conformidade entre o agir e a indicação da consciência.
Isso significa que a qualidade Ética do ato humano, "longe de se medir diretamente por um preceito, divino, natural, legal ou humano depende da conformidade ou não com a consciência: o ato humano é bom ou mau na medida em que a autodecisão do sujeito se conforma ou não com o que a consciência diz ser justo e reto" (CATÃO, 1997: 114).
3º - A consciência

O autor está preocupado com a possibilidade do critério ético permanecer restrito a subjetividade, implicando na supressão da universalidade ética. Por isso, procura formas de pensar o critério ético de modo objetivo sem descartar a subjetividade.
1º a atenção recíproca: que implica em respeito, serviço e amor ao outro, do próximo, como na linguagem cristã;
2º uma razão antropológica: considerando que a pessoa nasce indeterminada e precisa construir seu percurso durante o decurso da vida.
Assim, a ética na visão cristã não pode estar atrelada a obrigações e sansões, mas fundada basicamente em dois princípios de ação: amara a Deus e ao próximo.
Segundo Catão, educar eticamente não é discutir somente a obrigatoriedade ou torcer o pepino enquanto é maleável, ou seja, podar e direcionar o individuo. No entender deste "educar eticamente é trabalhar para melhorar a qualidade do inter-relacionamento entre as pessoas, e contribuir para uma convivência entre os humanos caracterizada pela justiça e pela solidariedade, pela atenção, respeito e serviço uns aos outros e um dos outros" (CATÃO, 1997: 115). Com efeito, a pedagogia usada na ética procura conferir à ação humana uma base educativa, que garanta o exercício da liberdade na convivência, através do uso adequado da consciência.
Desta maneira, "a tarefa do educador ético é dupla: despertar e sustentar a autodeterminação dos educadores" (CATÃO, 1997: 115) buscando a ação ética em comunhão com os demais e sua realização.
Contudo, surge uma verdadeira contradição no exercício do juízo ético que é a oposição entre consciência e lei. Pois a consciência garante em última instÂncia a liberdade de ação, mas conferir pode supremo a ela seria, da parte do educador, esquecer da necessidade de formação sem perder de vista a razão e a lei (ethos e nomos)[1].
No entender do autor o problema central da formação da consciência é levar o educando ao que é realmente bom. Para tanto precisamos levar em consideração que o agir humano "é radicalmente fruto do espírito com que empreende agir e do sentido que tem tal ação no contexto do inter-relacionamento pessoal em que se vive" (CATÃO, 1997: 118). Isto é, no agir humano o espírito cumpre papel da atuação em busca do bem e do amor.
[1]Ethos e nomos.
Original em:

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Declaração de Ética Mundial - parte VIII



IV. Mudança de consciência
Todas as experiências históricas demonstram: não se pode mudar nosso planeta sem que se chegue a mudanças de consciência no indivíduo e na opinião pública. Isso já se evidenciou em questões como guerra e paz, economia e ecologia, que passaram por mudanças fundamentais nas últimas décadas. Tais mudanças também devem ser alcançadas em vista da ética! Todo indivíduo possui não apenas uma dignidade intocável e direitos inalienáveis; ele tem também uma responsabilidade irrefutável pelo que faz ou deixa de fazer. Todas as nossas decisões e atos, assim como nossas conquistas e fracassos, têm conseqüências. Manter viva essa responsabilidade, aprofundá-la e transmiti-la para as gerações futuras – eis aí uma importante incumbência das religiões. Quanto a isso, mantemo-nos realistas no que diz respeito ao que já se alcançou nesse consenso, e instamos para que se observe o seguinte:
1. É difícil obter um consenso universal para muitas questões éticas específicas e polêmicas (desde a bioética e a ética sexual, a ética da ciência e dos meios de comunicação, até a ética econômica e do Estado). Contudo, no espírito dos princípios comuns aqui desenvolvidos, deveriam ser encontradas soluções objetivas também para muitas das questões que permanecem polêmicas até o momento.
2. Em muitos campos da vida já se despertou uma nova consciência para a responsabilidade ética. Consideramos louvável, portanto, que o maior número possível de classes profissionais, como os médicos, cientistas, comerciantes, jornalistas e políticos, elaborem códigos de ética capazes de oferecer diretrizes concretas para questões provocativas de seu respectivo meio profissional.
3.
Instamos sobretudo com as comunidades de fé em particular para que formulem sua ética específica: o que cada uma das tradições de fé tem a dizer sobre o sentido da vida e da morte, sobre suportar o sofrimento e perdoar a culpa, sobre a entrega abnegada e a necessidade de renúncia, sobre compaixão e alegria. Tudo isso contribuirá para aprofundar, especificar e concretizar a ética mundial que já se reconhece nesse momento.
Por fim, apelamos a todos os habitantes de nosso planeta: não se pode mudar nossa Terra para melhor sem que se mude a consciência do indivíduo.
Pronunciamo-nos em favor de uma mudança individual e coletiva da consciência, em favor de um despertar de nossas forças espirituais por meio da reflexão, meditação, oração e pensamento positivo, e em favor de uma conversão dos corações. Juntos podemos mover montanhas! Sem riscos e disposição ao sacrifício não haverá mudança de base em nossa situação! Por isso comprometemo-nos com uma ética mundial: com uma maior compreensão mútua, e com formas de vida compatíveis com as dinâmicas sociais, promotoras da paz e benéficas à natureza.
Convidamos todos os seres humanos, religiosos ou não, a fazer o mesmo!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A importância da morte


por Bruno Gimenes - sintonia@luzdaserra.com.br
Reservando apenas alguns minutos para observar as pessoas e a nós mesmos, conseguiremos identificar com facilidade, uma condição latente em todos nós; a dificuldade de mudar nossos pensamentos, nossas crenças e atitudes. Vamos vivendo as nossas vidas, caminhando em um piloto automático, que nos deixa alienados a nossas reais missões aqui na Terra. E todos sabemos, que viver assim é muito comum nos dias de hoje.
O tempo vai passando, a idade vai vindo, mesmo assim, com isso fica cada vez mais difícil esculpir a personalidade para níveis mais angelicais e equilibrados. Situações adversas acontecem para proporcionar reforma íntima, reflexão e conexão com Deus, as chamadas flechas dos anjos, que tem esse nome, justamente pelo fato de serem consideradas avisos divinos, já que têm a função de corrigir nossas rotas e ajustar nossa forma de viver, pensar e sentir.
As flechas dos anjos acontecem o tempo todo, em maior ou menor intensidade, mas estão presentes no dia a dia de todos nós, assim como o sol, a chuva e o vento. Claro que muitas pessoas entendem os avisos e se modificam intensamente para que suas jornadas sejam condizentes a vontade maior e, nesses casos, o bom uso e compreensão das flechas dos anjos passa a ser uma bênção na vida de qualquer um.
O fato mais alarmante é que as flechas dos anjos, na sua grande maioria, não são compreendidas e a pessoa segue errando em um mesmo padrão de pensamento inadequado, em uma vibração desajustada, produzida por emoções em desequilíbrios o que, nesse caso, leva-as a pensar que as flechas dos anjos são punições e não sinais do universo. Tudo vai acontecendo para poder mostrar para a pessoa que seu padrão está desorientado e, mesmo assim, ela, por sua condição de ignorante das leis divinas, prefere se vitimizar e mergulhar mais e mais nos problemas.
As doenças vêm, também os desgostos, as crises financeiras e os conflitos. As dúvidas e as dores da alma, e nada muda, nada. A pessoa não consegue pensar em outra coisa a não ser nas suas dores, doenças e conflitos. Com isso, o papel disciplinador das flechas não são cumpridos, não se fazem valer....
Então vem uma pergunta que não pode deixar de ser feita, como mudar isso tudo?
Morrendo!!! Sim, morrendo...
O que seria de nós sem a morte?
Sem a morte conseguiríamos a condição de mergulhar infinitamente nas sintonias inferiores, num fluxo descendente sem fim. Que destruição seria, que caos. Por isso, a importância da morte do corpo físico. Isso porque a alma imortal regressa ao plano astral superior, para receber orientação e treinamento necessário para interromper esse fluxo destrutivo. Para que toda alma tenha a oportunidade de ser orientada e amparada. Na verdade, precisamos de um puxão de orelhas e uma dose maciça de realidade e consciência, somente possível nas “mãos” do plano astral superior, no período entre vidas.
Após a morte, passamos, se necessário, por uma escola de estudo intensivo, que vai nos possibilitar regressar à matéria já com grandes melhoras em relação à conduta da última vida, sempre buscando uma evolução na condição emocional, mental e por conseqüência espiritual, de cada alma.
Observe as crianças da Nova Era. Estão muito rápidas em seus pensamentos, muito inteligentes, com capacidades inquestionáveis. Vamos olhar a história da humanidade e perceber que sempre foi assim. Embora todas as crianças precisem de educação, amor e limites, porque ainda não estão adaptadas ao mundo físico, ainda sim, geração após geração elas estão cada vez mais evoluídas, e por quê?
Simplesmente pelo fato de que esses seres jovens de hoje são almas que acabaram de passar pelo treinamento intensivo do período entre vidas, estão com mais experiências. Embora estejam nessa vida com um corpo físico ainda novo, suas almas já estão experientes e, por isso, carregam consigo as impressões das vivências passadas e de seus aprendizados, que agora se somam para formar a personalidade da alma imortal, cada vida mais madura.
O grande problema é que com o passar dos anos, aquela alma, que antes carregava de forma vibrante, a consciência dos ensinamentos do Astral, acaba se contaminando com as criações e atitudes mundanas e materialistas, quando sem perceber vai escurecendo sua alma com emoções negativas, projeções equivocadas e desejos primitivos. De novo, um distanciamento da fonte ocorre, os pensamentos cristalizam-se, as emoções não se purificam e as mudanças param de acontecer. Então vem ela, a Irmã morte, como diria São Francisco de Assis, tão importante quanto o nascer, ela vem, para nos lembrar que a evolução não pode parar. Não importa se a pessoa quer ou não se desenvolver, o movimento evolutivo do universo nunca será sanado. Ou seja, o mal uso do livre arbítrio de cada um, jamais fará com que o universo siga no seu fluxo evolutivo progressivo. Ninguém pode travar esse mecanismo, e a morte é a mensageira de Deus que confirma essa tese.
Agradeça à Morte, porque dela nascerá o caminho eterno do espírito imortal, que iludido com a matéria, desperta para a vida sem fim e para a condição de luz que é e sempre será, que a carne do plano físico e da vida material não pode ofuscar sua iluminescência.
Agradeça a Irmã Morte, pela vida que ela nos proporciona, pela capacidade de retificar e purificar nossas almas, alinhando-nos unicamente com nossos propósitos, que insistimos em nos distanciar, vida após vida.
Texto revisado por: Cris
Escritor autor de 3 livros, palestrante, mestre de Reiki, Karuna Reiki e Sechim(Cura Egípcia).
É graduado em Química industrial. É co-fundador do Portal Luz da Serra. www.luzdaserra.com.br Apresentador do Programa Sintonia de Luz, canal 14 da Net Caxias do Sul-RS. e-mail: sintonia@luzdaserra.com.br

domingo, 12 de outubro de 2008

Morre Pierre Weil

Morre Pierre Weil, defensor e propagador da paz
: 11/10/2008 16:31 Atualização: 11/10/2008 16:34
O Brasil e o mundo perderam um grande defensor da paz. O educador Pierre Weil morreu em casa, no Lago Sul, na noite desta sexta-feira (10/10) de parada respiratória.
Weil era diabético e tinha problemas pulmonares e de visão. Aos 84 anos Weil ganhou o respeito mundial com sua luta pela paz. Conhecido educador e psicólogo, nasceu na França em 1924, mas escolheu o Brasil como casa em 1948.
"Morreu uma pessoa que estava à frente do seu tempo, uma pessoa que ensinou o ser humano a ver a luz dentro de si. Um arauto da paz". lamentou Regina Fittipaldi, pró-reitora do meio ambiente da Universidade Holística Internacional (Unipaz).
Indicado para o Prêmio Nobel da Paz, em 2003, Weil foi reitor da Unipaz desde 1987. Universidade por ele criada a pedido do ex-governador do DF, José Aparecido de Oliveira, com o objetivo de difundir a cultura da paz.
O corpo do estudioso será velado até domingo na Unipaz, no Parkway, na Área Especial Granja do Ipê. Na segunda-feira o corpo será cremado e as cinzas jogadas no Brasil e na França, terra natal do educador.
Além do Distrito Federal, a universidade tem câmpus na Bahia, no Ceará, no Paraná, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina e do Rio Grande Sul. E em outros países: França, Argentina, Israel, Bélgica e Inglaterra.
Original em:

domingo, 14 de setembro de 2008

Efêmero

Por: Letícia Thompson


Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.
Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos.
Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso “porque não estamos acostumados com isso” e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.
Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos?
Isso faria uma grande diferença!
E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?!
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.
Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.
Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos.
Olhe para frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.
Pense!... Se você está lendo esta mensagem é porque ainda tem tempo!!! Não o perca mais!...
Que Deus te abençoe!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

AMAR É...

"Amar é uma das mais belas e grandiosas características da criatura inteligente. Pois somente quem compreende o valor de uma vida, a importância de um gesto, a simples linguagem da beleza e da harmonia, o envolvimento de um carinho, a sensação de um olhar, a necessidade dos outros, a falta de um apoio, o valor de uma amizade, o aperto ao contemplar a dor e o sofrimento, o papel silencioso da natureza ou quem, às custas do seu sacrifício, se entregar aos demais para que superem seu momento, poderá dizer que realmente amou.

Somente é possível amar com inteligência. Porque é através do amor que interpretamos os segredos contidos na imensidão do Universo e conseguimos transformá-los num SIMPLES suspiro de vida. Quem diz que ama no arrebatamento de um ato emocional, estará na verdade exteriorizando a necessidade de uma compensação por carência. O amor não pode nem deve se manifestar impulsivamente; ao contrário, o amor tem de ser consciente e pleno, total e íntegro, pois abrange a capacidade de entrega, sacrifício e renúncia. Somente quem pensa coerentemente, ama com pureza e plenitude. Quem ama com sabedoria é quem poderá transcender qualquer sacrifício.

Amar não será nunca indiferença nem conivência, o tão comumente "respeito" que vocês utilizam para evitar serem cobrados de uma atitude. É correto que não pode haver cobrança mútua numa relação, mesmo de amizade, mas isso não implica em que amar signifique tolerar ou permitir desmandos, ou utilizar-se desta "liberdade" para agir sem culpa, permitindo evadir-se de algumas responsabilidades. O respeito é , no amor, a liberdade de aprender conjuntamente, a lealdade, o carinho, a oportunidade de ser um e o prazer de ser feliz.

Para amar é necessário compreender o porquê de ser, de pensar, de sentir, e de precisar dos outros. Quem tiver a consciência de existir terá a alegria de ser o amor. O simples ato de ser consciente será a manifestação do mais puro e total amor encarnado, uma condição pura de oferta à procura de satisfazer qualquer necessidade. Sem uma mente clara, equilibrada e desimpedida para ver, sentir e compreender a extensão de um ato, dificilmente poderá chegar a amar conscientemente. Quem conhece a vida plenamente, conhece e vive o amor. Ser a vida e ser amor e amado..."

Depoimento atribuído a Oxalc (seria um extraterrestre de uma Lua de Júpiter)

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