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domingo, 11 de abril de 2010

A família


Família:

Só pelo significado da palavra Família em inglês (eu não sabia e achei muito interessante), já valia o envio. Mas como ainda existe a possibilidade de haver um milagre (de quebra), aí vai.

O que significa a palavra 'Família'?

Você tem consciência que, se morrêssemos amanhã, a firma onde trabalhamos nos substituiria rapidamente?

Mas a família que deixamos para trás, sentirá a nossa falta para o resto das suas vidas.

Pensando nisto, já que perdemos mais tempo com o trabalho do que com a família, parece um investimento muito pouco sensato, não acha?

Afinal, qual a moral da história?

Você sabe o que significa a palavra Família em inglês?

'FAMILY' = (F)ATHER (A)ND (M)OTHER (I) (L)OVE ( Y)OU:

Pai e Mãe Eu Amo Vocês.
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Recebi por e-mail, tal qual, sem a citação da autoria

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Declaração de Ética Mundial - parte IV


III. Quatro preceitos inamovíveis
1. Compromisso com uma cultura da não-violência e do temor diante da vida
Inúmeras pessoas, em todas as regiões e religiões, esforçam-se por ter uma vida determinada não pelo egoísmo, mas pelo engajamento em favor dos semelhantes e do mundo que compartilham com eles.
Ainda assim, há no mundo de hoje muito ódio, inveja, ciúme e violência: não apenas entre as pessoas enquanto indivíduos, mas também entre grupos sociais e étnicos, entre classes e raças, nações e religiões. O uso de violência, a comercialização de drogas e o crime organizado, munidos muitas vezes dos mais avançados recursos técnicos, alcançaram dimensões globais. Em muitos lugares ainda se governa com um terror “vindo de cima”; ditadores violentam seus próprios povos, a violência institucional é bastante difundida. Mesmo em países onde existem leis de defesa das liberdades individuais, presos são torturados, pessoas são mutiladas, reféns, assassinados.
A. Das grandes tradições éticas e religiosas antigas, porém, acolhemos o preceito: Não matarás! Ou, formulado de maneira positiva: Sente temor diante da vida! Ora, recordemos uma vez mais as conseqüências desse antigo preceito: toda pessoa tem direito à vida, integridade física e livre desenvolvimento da personalidade, desde que não fira os direitos de outras pessoas. Pessoa alguma tem direito de torturar outra, seja física ou psiquicamente, nem de ferir, nem muito menos de matar a outrem. E nenhum povo, nenhum Estado, nenhuma raça ou religião têm o direito de discriminar uma minoria, de natureza ou credo diversos, nem proceder a qualquer “purificação”, exilá-la, nem muito menos aniquilá-la.
B. Onde houver seres humanos, por certo também haverá conflitos. Esses conflitos, no entanto, deveriam ser resolvidos sem qualquer violência, no âmbito de uma ordem legal. Isso vale tanto para o indivíduo, quanto para os Estados. Os detentores do poder político são especialmente chamados a se ater à ordem legal vigente, e a lutar por soluções tão pacíficas e não-violentas quanto possível.
Eles deveriam engajar-se em favor de uma ordem internacional pacífica, que, de sua parte, necessita de proteção e defesa contra agentes de violência. Munir-se de armas é um descaminho, desarmar-se, uma exigência premente. Que ninguém se engane: sem paz mundial, a humanidade não sobrevive!
C. Por isso, os jovens já deveriam aprender na família e na escola que a violência não pode ser instrumento para a confrontação com outras pessoas. Só assim se pode criar uma cultura da não-violência.
D. A pessoa humana é infinitamente preciosa e deve ser protegida incondicionalmente. Mas também a vida de animais e plantas que habitam conosco este planeta merece proteção, cuidado e conservação. A exploração desenfreada das reservas vitais da natureza, a destruição desrespeitosa da biosfera e a militarização do cosmos são um ultraje. Como seres humanos – e em vista das gerações futuras – somos todos especialmente responsáveis pelo planeta Terra e pelo Cosmos, pelo ar, pela água e pelo solo. Todos nós neste Cosmos estamos ligados uns aos outros e somos mutuamente dependentes. Cada um de nós depende do bem do todo. Por isso vale dizer: não se deve propagar a dominação do ser humano sobre a natureza e o Cosmos, mas sim cultivar a vida em comunidade com a natureza e o Cosmos.
E. Ser verdadeiramente humano, no espírito de nossas grandes tradições religiosas e éticas, significa ser cuidadoso e solícito, tanto na vida privada quanto na vida pública. Jamais devemos ser desrespeitosos ou brutais. Cada povo, cada raça, cada religião deve render tolerância, respeito e grande estima aos demais povos, raças e religiões. Minorias – sejam minorias raciais, étnicas ou religiosas – necessitam de nossa proteção e apoio.

sábado, 3 de janeiro de 2009

O capital social


Desde que eu era criança em Bauru e até meus 45 anos de idade mais ou menos, todo Natal era especial. Meus avós, seu Duarte e Dona Dorafaziam questão de reunir a família durante as festas de final de ano. Era uma grande bagunça, entre vinte e trinta pessoas nos almoços e jantares festivos, com a leitoa e o creme do Vô, os bate-papos, a entrega dos presentes e do envelope com dinheiro para cada filho, neto e bisneto. Uma grande farra.
Eu ficava fascinado vendo aquele monte de tios e tias trabalhando para a festa. A Vó matando a galinha, a mãe fazendo a sobremesa, o tio mudando os móveis de lugar. E todo mundo espremido numa casa onde quase não cabia todo mundo. Ninguém reclamava, era uma grande festa que durava pelo menos dois dias: do jantar do dia 24 para o almoço do dia 25. E emendando com o dia 31, claro!
Mas um dia Vô Duarte morreu. E logo em seguida a Vó Dora se foi. Sem os dois para servir como nosso Norte, como os elementos de atração, como a autoridade que todos respeitávamos, cada um foi para seu canto e nunca mais a família se reuniu. Eventualmente nos encontramos numa ocasião especial, um casamento ou velório, mas é só. Nunca mais.
Essa deve ser a dinâmica natural das famílias, não é? Com a morte dos avós, a família desagrega e forma outros núcleos, onde novos avós vão se tornar o centro das reuniões e assim vai de geração em geração.
Mas será? Muitas pesquisas já demonstraram que estamos muito melhor que nossos pais e avós estavam quando tinham nossas idades. Se você compararum pobre de hoje com um rico da Idade Média verá que temos uma condição de vida infinitamente melhor em termos de conforto, expectativa devida, acesso à cultura e educação. É claro que falo de forma geral, sem aquela babaquice ideológica que diz que "nunca estivemos tão mal". Esse "estar melhor" quer dizer que deveríamos ter mais tempo e mais dinheiro para investir nos momentos de reunir a família e os amigos, não é? Mas aquelas festas generosas parece que não existem mais. Ninguém tem mais saco de enfrentar as horas e mais horas de cozinha, a toneladade louça, as roupas de cama e toalhas para lavar depois. E o dinheiro que custa uma reunião dessas? A tremenda quebra da rotina que aquelas reuniões significavam é hoje um tabu. Ninguém mais quer encarar incômodos. Estamos ocupados demais, cansados demais, apressados demais...Estamos perdendo aquilo que o cientista político e professor norte-americano Robert Putnan definiu como "capital social": nos últimos quarenta anos assistimos a redução do envolvimento cívico e político, dos laços sociais informais, da tolerância e da confiança. Passamos menos tempo comos amigos, frequentamos menos clubes, nos afastamos da política, dedicamos horas e horas à televisão (e agora internet) e recebemos pela mídia uma carga diária de catástrofes que nos transformam em indivíduos medrosos, descrentes e desconfiados.
Nesse ambiente perdemos a capacidade de interagir socialmente. "Interação social" passa a valer a pena só quando dá lucro.
E é então que o Vô Duarte e a Vó Dora fazem uma tremenda falta.
Pois quer saber? Tá na hora de eu assumir o lugar deles.
Luciano Pires
COMENTE ESTE TEXTO: http://www.lucianopires.com.br/idealbb/view.asp?topicID=9914

sábado, 8 de novembro de 2008

Carta do Chefe Seattle

Em 1854, o governo americano fez uma oferta para comprar as terras da Tribo Suquamish. O chefe Seattle então respondeu através da carta abaixo, uma das mais belas e comoventes declarações de amor à nossa Mãe Terra que já foram feitas. Leia e medite profundamente sobre cada palavra. Mostre para seus pais, irmãos, filhos, tios e amigos, espalhando mais e mais esta declaração de amor à Vida.
A Carta que se segue é uma tradução livre. Você pode verificar a íntegra da Carta que foi lida nas Nações Unidas, ou conferir, em inglês, o que se acredita que seja a versão oficial do que ele realmente disse.
Cada pedaço desta terra é sagrado para a minha gente. Cada broto cintilante do pinheiro, cada costa arenosa. Cada orvalho na madeira escura. Cada clareira e cada inseto cantarolante é sagrado na memória do meu povo.
A seiva que corre através das árvores, carrega a memória do meu povo. As flores perfumadas são nossas irmãs. Nós somos parte da terra, e a terra é parte de nós. O cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. Nós todos pertencemos a mesma família.
Se vendermos nossa terra, devem lembrar que ela é sagrada. A brilhante água que corre nos riachos e nos rios, não é apenas água, mas o sangue da nossa gente.
Se vendermos nossa terra, devem ensinar suas crianças a terem bondade com o rio como se tem com um irmão. O homem vermelho tem sempre recuado ao avanço do homem branco como a cerração que se vai, ante a luz da manhã.
O homem branco não entende os nossos métodos. Ele trata a sua mãe como algo a ser comprado e vendido. Ele devora a Terra e deixa para trás apenas um deserto.
Onde está o grilo? Foi-se! Onde está a águia? Foi-se! Adeus aos pôneis selvagens e a caçada. É o fim da vida, e o início da sobrevivência.
Por alguma razão especial Deus deu a vocês o domínio sobre esta Terra. O destino é um mistério para nós. A Terra é preciosa para Deus. Machucar a Terra é machucar o seu Criador.
Se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la sagrada. Um lugar em que sentimos o gosto do vento, que é adoçado pelas flores da pradaria.
Todas as coisas estão conectadas.
O que é a vida se o homem não pode mais ouvir o canto dos pássaros? O que seria a vida sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito.
Todas as coisas estão conectadas.
Se vendermos nossa terra, ensinem às crianças que a Terra é nossa Mãe. Isto nós sabemos! A Terra não pertence ao homem. O homem pertence a Terra.
Todas as coisas estão conectadas, como o sangue de uma família.
Nós não criamos a teia da vida, somos apenas um fio dela. O que fazemos a teia, fazemos a nós.
Todas as coisas estão conectadas.
Cada pedaço de terra é sagrado para a minha gente. O homem vermelho ama a terra como o recém-nascido ama o bater de coração de sua mãe.
Se vendermos nossa terra, amem-na como nós a amamos. Cuidem da terra como cuidamos. Mantenham em sua memória a visão da terra como vocês a tomaram. E, com toda a sua força, com toda a sua inteligência, e, com todo o seu coração, preservem-na para as suas crianças. E amem-na, como Deus nos ama.
Uma coisa sabemos: Nosso Deus é o mesmo Deus.
Podemos ser irmãos, apesar de tudo.
Veremos.

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