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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Valores

Em um mundo cada vez mais competitivo e inundado de informações, muitas pessoas se sentem perdidas e sem um senso de propósito. Isto ocorre, entre outros motivos, por falta de norte, de fundamentos. Qual o segredo para o norte? Três conceitos: visão, valores e missão. Neste artigo quero falar de valores. 

Valores correspondem à nossa essência. São aquelas coisas a que damos importância na vida, tais como família, crescimento, ética, respeito, integridade, honestidade, prudência, saúde, diversão e assim por diante. Para muitas pessoas, são idéias que estão no consciente. Para outras, não. Todavia, conscientemente ou inconscientemente, tudo o que fazemos ou deixamos de fazer está ligado aos nossos valores. 

Nossos valores funcionam como um software que nos atrai para a vida, nos motivam e governam nossas decisões. Pense nas áreas de sua vida, como carreira, família, saúde, qualidade de vida e outros. Depois, pense nas atividades que você realiza em cada uma destas áreas. Depois, pense nos ganhos de cada atividade, nos motivos que levam você a fazer o que você faz. Você estará no caminho de extrair e se tornar consciente dos seus valores. 

Muito bem, qual a importância de se ter consciência de seus próprios valores? Simples: felicidade, senso de propósito e satisfação. Quando conhecemos e vivemos pelos nossos valores, nos sentimos realizados, felizes, satisfeitos. Lembre-se das vezes em que você mais esteve alegre e entusiasmado na sua vida. Muito provavelmente você estava vivendo pelos seus valores. O contrário é verdadeiro, isto é, se você esteve desequilibrado na sua vida, possivelmente você estava vivendo fora de seus valores. 

Assim, faça este investimento em você, na sua qualidade de vida e no seu senso de propósito nesta vida. Tome consciência de seus valores, tenha-os presente, decida por eles e viva por eles. Você vai perceber a clara e radiante diferença. Você vai se sentir mais feliz. Além disso, nunca corrompa seus valores. Jamais permita-se viver em situações que vão contra seus valores. Sua vida e seu bem-estar agradecem. 


Frederico Graef – Coach e Palestrante 
Membro da Sociedade Brasileira de Coaching 
www.fredgraef.com.br – fred@fredgraef.com.br 


domingo, 13 de fevereiro de 2011

O valor das florestas

Parque Estadual do Cantão, Rio do Côco, Pium/Tocantins


Organizado por uma série de especialistas do setor florestal, o livro “O Valor da Floresta” debate o futuro das árvores no planeta e a importância que possuem no combate aos problemas ambientais do mundo

Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável - 01/07/2010

A floresta em pé tem muito mais valor do que derrubada: essa é a mensagem que os especialistas Marco Antonio Fujihara, Roberto Cavalcanti, Andre Guimarães e Rubens Garlipp querem passar aos leitores do livro “O Valor da Floresta”, publicado pela Editora Terra das Artes.

A obra defende a ideia de que as florestas são a solução para os principais desafios ambientais do planeta, como a conservação do solo e da biodiversidade, a manutenção e regularização de regimes hídricos, a melhoria na qualidade do ar e o combate às mudanças climáticas, já que o plantio e a regeneração das árvores podem ajudar na compensação das emissões de CO2. 

Para mostrar como as florestas podem ter valor econômico em pé, os organizadores ainda apresentam aos leitores uma série de produtos e serviços ambientais que trazem lucros, mas são baseados em procedimentos sustentáveis, beneficiando o meio ambiente e, também, a comunidade local. Segundo eles, o comércio internacional de produtos florestais movimenta cerca de US$ 330 bilhões todos os anos. 

A obra foi lançada em São Paulo, no dia 13 de julho do ano passado. Está disponível para compra nas principais livrarias do país. 

sábado, 28 de agosto de 2010

As pequenas coisas e os valores

Estamos esquecendo as pequenas coisas e os valores importantes
Escrito por Jorge Alberto Françóia
  
Ter, 05 de Maio de 2009 00:00
Muitas vezes começamos o nosso dia muito atarefados e deixamos de lado algumas palavras que são de vital importância no relacionamento humano como: bom dia, obrigado, como vai, como tem passado, o que tem feito de bom ou um simples oi.

Essas palavras têm que ser parte integrante de nosso vocabulário diário: elas nos aproximam das pessoas, fazem nos sentir melhor, nos ajudam a encontrar novas amizades e a reabastecer as velhas. Sorria e diga palavras gentis, cordiais e que inspiram o grande sentimento de amor que tem em seu coração. Agindo assim, mais pessoas irão querer estar ao seu lado.

Aproveite a oportunidade e libere toda essa cordialidade que está dentro de seu peito e verá, sentirá e ouvirá que seu dia se transformará em um excelente, animado e grandioso momento de felicidade, além de lembrar seu coração o valor da amizade sincera.

A amizade sincera é fonte de amor. O amigo é aquele que ouve as nossas reclamações, chora por nós, nos defende em qualquer circunstância. Na dificuldade é quem nos ampara.

Cultive um amigo verdadeiro e seja um amigo verdadeiro. Muito cuidado com as suas amizades, veja e sinta qual delas é importante para você. Qual delas você têm certeza que lhe ajudará nos momentos de dificuldades.

Nos seus relacionamentos seja você mesmo. Sinta se as pessoas que estão junto de você não estão por algum interesse.

A amizade é muito importante em nossa vida. O amigo verdadeiro não concorda com tudo que fazemos. Critica de forma construtiva os nossos atos inconseqüentes. Presta atenção em nossos sentimentos. Enxuga uma lágrima e observa tudo que temos para falar.

Reflita sobre as suas amizades. Elas estão sendo boas para você? Você também está sendo um bom amigo(a)? É nas horas de desespero, de angústia que conhecemos as verdadeiras amizades.

Hoje, reparando nos jovens, todas as pessoas, para eles, são consideradas amigas. Encontrou alguém na balada, já se torna amiga. É assim que as amizades vão se formando, muitas sem solidez nenhuma, muitas por interesse e poucas por gostar muito do outro, por se compatibilizar com o outro.

Se fizermos uma análise real de nossas amizades veremos que sobram poucos amigos. Amigo, como diz a música, “é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração”. Preservar um amigo é como cuidar da saúde, dizia certa pessoa, “nunca damos conta do seu verdadeiro valor até perdermos”.

Aproveite todos os dias de sua vida para fazer uma nova amizade ou reconquistar uma que está perdida.

Jorge Alberto Françóia

Capturado no endereço:

sábado, 22 de agosto de 2009

Quem é o idiota?

A psicologia considera que um IDIOTA é aquele que possui idade mental equivalente a de uma criança de três anos.
Idiota é aquele que respeita o sinal vermelho mesmo que esteja com pressa e possa perder o horário programado.
É aquele que não trapaceia, nem mesmo que seu prejuízo seja relevante e que ninguém jamais fosse descobrir.
É aquele que se repreende e se contém nas palavras, muitas vezes ferindo-se internamente, para não magoar alguém que fez algo que julga errado. É quem doa roupas para ajudar os outros, ao invés de vendê-las no comércio de roupas usadas e ganhar um dinheirinho com isso.
É quem deixa de beber porque vai dirigir depois e ainda justifica dizendo que não seria seguro para si e para outrem.
É aquele que não trai um juramento, deixando de aproveitar as coisas boas da vida, novas experiências e novas aventuras.
É quem fica pensando, refletindo, filosofando, ao invés de agir com seus impulsos e deixar revelar suas nuances humanas e seus instintos primitivos.
É a pessoa que ajuda os demais a troco de nada, apenas por um obrigado que, algumas vezes, nem mesmo recebe.
É tudo isso e muito mais. É quem perde tempo estudando as origens da vida, a história da existência, a evolução do pensamento em vez de curtir o momento presente.
É quem pensa na morte e considera a vida efêmera, querendo evoluir e buscar a perfeição, tornando-se homem íntegro que suprime os vícios.
Enfim, idiota é quem crê na existência de um Ser Supremo e quem acha que tem deveres para com a Pátria, para consigo mesmo e para com a sociedade.
Autor: Widmark Calza
Email: solidariedade@superig.com.br

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Base ética científica


O interesse comum como principal base ética científica
O desenvolvimento econômico é, muitas vezes, baseado em inovação tecnocientífica. No entanto, esse desenvolvimento é geralmente realizado em detrimento do desenvolvimento social e da preservação do meio-ambiente. Australiano de nascimento, Hugh Lacey, filósofo da ciência da Universidade de São Paulo (USP) – convidado para uma mesa redonda na 61ª reunião Anual da SBPC – concedeu uma entrevista para a revista ComCiência e falou sobre a maneira como a ciência e a tecnologia são aplicadas no mercado e, sobretudo, no sistema capitalista. A entrevista é de Erica Guimarães e publicada pela revista eletrônica ComCiência, 17-07-2009.
Eis a entrevista:
Qual deveria ser a principal preocupação ética dos cientistas?
A ciência é o entendimento e conhecimento de fenômenos do mundo. Ela possibilita a descoberta de novos fenômenos, às vezes produzidas de forma prática e tecnológica, muitas vezes, sem nenhuma aplicação. Acho que todas as pesquisas, projetos de pesquisa devem começar com uma questão: como essa pesquisa pode ajudar na formação humana? Essa questão ética é a primeira questão. E então, depende da área.
Existe uma preocupação com as questões ecológicas e sociais?
Existe uma preocupação, mas não é suficientemente séria ainda. Os temas que envolvem sustentabilidade, inovação, crescimento econômico, desenvolvimento social, questões tecnocientíficas precisam ser discutidos com mais frequência. Quero como cientistas criar na balança entre inovação e bem estar social. A ciência está dominada pelos interesses econômicos, infelizmente.
Em sua opinião o direito de propriedade intelectual é ético?
Não. Para mim, ética tem a ver com bem estar. Um direito ético deve ser algo que contribui para nossa sociedade. Existe um discurso de que não basta ter produtividade acadêmica, tem que virar patente. Não se pode patentear o conhecimento, mas produtos e processos. É necessário avaliar se as inovações contribuem para o bem estar do cidadão. O problema é que o valor da ciência é sempre maior para o mercado. O conhecimento pertence ao patrimônio da humanidade.
Os problemas sociais são evidentes, sobretudo no Brasil. As iniciativas científicas negligenciam as áreas sociais e emergentes e focam mais em inovações tecnocientíficas?
Acho que temos um dilema. Nos países como Brasil, China e Índia há uma necessidade na área social por conta da pobreza. Hoje, desenvolvimento significa, no mundo inteiro, desenvolvimento econômico baseado em inovação tecnocientífica. E as inovações, podem, muitas vezes, aumentar as diferenças sociais e ter um impacto sobre os problemas ambientais e sociais. Em curto prazo a inovação é positiva, mas em longo prazo existe a possibilidade de destruição.
Como conciliar economia, preocupação ecológica e bem estar social?
Formamos, para isso, instituições como a SBPC. Pode haver uma mobilização de todos os setores ecológicos e sociais. Da economia, ecologia, e sociedade. Mas as universidades estão dependendo e precisando, cada vez mais, de dinheiro, mas acredito que é papel das universidades limitarem a economia sem deixar de lado o bem estar social. É preciso enfatizar a necessidade de outra abordagem.
Original no site:

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O sucesso profissional através da Educação


Por Alexandre Vieira*

Educação e profissionalismo
Como capacitar alunos a serem cidadãos formadores de opiniões?
Para iniciarmos este artigo, surge uma frase de Augusto Cury, em seu livro, “Pais Brilhantes e Professores Fascinantes”, na qual ele escreve: “Bons professores educam para a profissão, professores fascinantes educam para a vida”.
Sabemos que grande parcela do sucesso social e profissional de várias pessoas vem da sala de aula, diante desse sucesso, o professor.
Na área da educação, grande parte dos profissionais procura técnicas de estudos para capacitá-los a ser um excelente profissional, o que é muito certo e não há dúvidas de tal atitude.
Mas e a outra parte de professores? - ser professor ou um educador? A escolha pode ser feita por cada um de nós, porém quando há sucesso de um aluno nosso, uma vitória no trabalho ou um elogio merecedor, sem dúvida nos tornamos os melhores professores do planeta.
Diante de muitos problemas que o fator educacional nos exibe, dar aos nossos alunos o direito de uma boa educação, a estarem aptos a encarar um mundo de competitividade seja para o ingresso numa universidade ou mesmo no mercado de trabalho, e ao final do programa apreciar os frutos de um bom trabalho realizado, deve sem dúvida ao trabalho de um docente.
Na primeira frase deste: “Como capacitar alunos a serem cidadãos formadores de opiniões?”; a resposta é certa: Não deixar de acreditar nos sonhos de cada um, pois senão, onde estará o futuro?

*Especialista pela Escola Paulista de Medicina em Bases Fisiológicas e Metodológicas do Treinamento Desportivo. Professor da UNIBAN - Universidade Bandeirante de São Paulo nas disciplinas: Educação física e Esporte Adaptado (def. visual, auditiva, motora, física e mental), Atividade Física para a Saúde (diabetes, aids, Câncer, Gravidez, distúrbios Respiratórios, dist. Musculares) e filosofia, Sociologia e História da Educação e Ed. Física.

Original em:

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O porco e o cavalo

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário: - Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa. No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse : - Força amigo ! Levanta daí, senão você será sacrificado!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: - Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa!
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse: - Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse: - Cara, é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Você venceu, Campeão!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou: - Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa... 'Vamos matar o porco!'
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe, quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. Saber viver sem ser reconhecido é uma arte. Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.
Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso!

Recebi pelo email sem a citação do autor.

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sábado, 3 de janeiro de 2009

O capital social


Desde que eu era criança em Bauru e até meus 45 anos de idade mais ou menos, todo Natal era especial. Meus avós, seu Duarte e Dona Dorafaziam questão de reunir a família durante as festas de final de ano. Era uma grande bagunça, entre vinte e trinta pessoas nos almoços e jantares festivos, com a leitoa e o creme do Vô, os bate-papos, a entrega dos presentes e do envelope com dinheiro para cada filho, neto e bisneto. Uma grande farra.
Eu ficava fascinado vendo aquele monte de tios e tias trabalhando para a festa. A Vó matando a galinha, a mãe fazendo a sobremesa, o tio mudando os móveis de lugar. E todo mundo espremido numa casa onde quase não cabia todo mundo. Ninguém reclamava, era uma grande festa que durava pelo menos dois dias: do jantar do dia 24 para o almoço do dia 25. E emendando com o dia 31, claro!
Mas um dia Vô Duarte morreu. E logo em seguida a Vó Dora se foi. Sem os dois para servir como nosso Norte, como os elementos de atração, como a autoridade que todos respeitávamos, cada um foi para seu canto e nunca mais a família se reuniu. Eventualmente nos encontramos numa ocasião especial, um casamento ou velório, mas é só. Nunca mais.
Essa deve ser a dinâmica natural das famílias, não é? Com a morte dos avós, a família desagrega e forma outros núcleos, onde novos avós vão se tornar o centro das reuniões e assim vai de geração em geração.
Mas será? Muitas pesquisas já demonstraram que estamos muito melhor que nossos pais e avós estavam quando tinham nossas idades. Se você compararum pobre de hoje com um rico da Idade Média verá que temos uma condição de vida infinitamente melhor em termos de conforto, expectativa devida, acesso à cultura e educação. É claro que falo de forma geral, sem aquela babaquice ideológica que diz que "nunca estivemos tão mal". Esse "estar melhor" quer dizer que deveríamos ter mais tempo e mais dinheiro para investir nos momentos de reunir a família e os amigos, não é? Mas aquelas festas generosas parece que não existem mais. Ninguém tem mais saco de enfrentar as horas e mais horas de cozinha, a toneladade louça, as roupas de cama e toalhas para lavar depois. E o dinheiro que custa uma reunião dessas? A tremenda quebra da rotina que aquelas reuniões significavam é hoje um tabu. Ninguém mais quer encarar incômodos. Estamos ocupados demais, cansados demais, apressados demais...Estamos perdendo aquilo que o cientista político e professor norte-americano Robert Putnan definiu como "capital social": nos últimos quarenta anos assistimos a redução do envolvimento cívico e político, dos laços sociais informais, da tolerância e da confiança. Passamos menos tempo comos amigos, frequentamos menos clubes, nos afastamos da política, dedicamos horas e horas à televisão (e agora internet) e recebemos pela mídia uma carga diária de catástrofes que nos transformam em indivíduos medrosos, descrentes e desconfiados.
Nesse ambiente perdemos a capacidade de interagir socialmente. "Interação social" passa a valer a pena só quando dá lucro.
E é então que o Vô Duarte e a Vó Dora fazem uma tremenda falta.
Pois quer saber? Tá na hora de eu assumir o lugar deles.
Luciano Pires
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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Ética


Prof. Henderson Carvalho Torres

Em um mundo altamente globalizado e competitivo, observamos que as mudanças são constantes e de forma acelerada onde o modelo atual de remuneração já se encontra obsoletos por terem sido criados para empresas que já se encontram em extinção.
Quando falamos em ética, o primeiro questionamento que surge é: mas afinal o que é ética? O que é um comportamento ético e um comportamento não ético? Quando podemos dizer que alguém apresentou, um comportamento profissional não ético? Para esclarecer, vamos consultar o Aurélio. Ética: “Estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal (...)”.
Então podemos dizer que ética profissional é a arte do viver bem, é o conjunto de regras, postulados que servem de orientação para uma conduta individual ou de um grupo.
Mas, mais do que isso, ética profissional, é o respeito aos valores morais intrínsecos num determinado grupo profissional, em que tais regras precisam ser apreciadas, respeitadas e aceitas por todos. Será que uma determinada atitude pode prejudicar uma outra pessoa? Todos precisam estar atentos a isso.
A lei do mais forte, assim como a lei de Gerson, já ficou para trás. No entanto, hoje estamos vivendo num momento tão acirrado pela concorrência – dentro e fora do ambiente profissional – que, vez por outra, ainda surgem ventos soprando nuvens carregadas de idéias e ações inoportunas. A nesses momentos que aparecem as questões éticas para as quais só contam os valores individuais, aqueles passados na infância, no ambiente familiar, na educação. Esses valores só vão fazer a diferença se estiverem enraizados, claros e presentes nos caminhos e metas das pessoas. É o único meio e certeza de fazer valer a ética.

Para desenvolver nosso trabalho com ética, é preciso respeitar as pessoas, tratá-las com dignidade, reconhecendo seus direitos como cidadãos, suas diferenças e valores individuais e culturais. Para que essa ação seja plena, é preciso superar as barreiras da ignorância e hipocrisia, nos comunicando com sinceridade, ouvindo a cada um independente de nível ou posição hierárquica que ocupam. É uma forma de reconhecer que a excelência na qualidade começa com as pessoas, com aquilo que, essencialmente, são. Eis o sentido da ética.
Assim, também quando promovemos o crescimento pessoal e profissional e construímos suportadas pela compreensão e integridade, estamos sendo éticos. Da mesma forma, quando cumprimos nossas promessas em todas as nossas negociações, admitimos nossos erros, encorajamos os trabalhos em equipe, valorizamos os indivíduos, mostramos responsabilidade e respeito com a comunidade onde vivemos e trabalhamos, estamos sendo éticos.

Quando nos preocupamos em passar para nossos filhos valores morais condizentes com cada realidade sócio-econômica, eles saberão discernir entre o certo e o errado, de modo que poderão propagar o valor desse conhecimento por toda sua vida profissional e pessoal, separando sempre o joio do trigo. Com isto, claro, eles irão identificar melhor as ações corretas e não corretas, sabendo comportam-se com assertividade. Enfim, irão comprometer-se com esses princípios, que seria seu guia em suas decisões e comportamentos. E isso é ser ético.

O que é ser um Profissional Ético?

Ser ético nada mais é do que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. “É ser altruísta, é ser tranqüilo com a consciência pessoal”, afirma o executivo e professor da USP Robert Henry Srour, que acaba de lançar o livro Ética Empresarial, pela Editora Campus. Ser ético é, também agir de acordo com os valores morais. Essas regras morais são resultados da própria cultura de uma comunidade. Elas variam de acordo com o tempo e a sua localização no mapa. A regra ética é uma questão de atitude, de escolha. Já a regra jurídica não prescinde da de convicção intima – as leis têm de ser cumpridas independentemente da vontade das pessoas. Em alguns casos, o entanto, as questões éticas esbarram em princípios jurídicos. “Nessa situação, as pessoas devem recorres às leis que regem a convivência em sociedade antes de tomar a decisão”, afirma Maria Cecília Arruda, professora de ética da Fundação Getulio Vargas.

Alem de ser individual, qualquer decisão ética tem por trás de um conjunto de valores fundamentais. Muitas dessas virtudes nasceram no mundo antigo e continuam válidas até hoje. Eis algumas das principais:

1. Ser honesto em qualquer situação. “A honestidade é a primeira virtude da vida nos negócios”, afirma Robert Solomon, professor da Universidade do Texas, autor do livro A melhor maneira de Fazer Negócios, da Negocio Editora. Afinal, a credibilidade é resultado de uma relação franca.
2. Ter coragem para assumir decisões. Mesmo que seja preciso ir contra a opinião da maioria.
3. Ser tolerante e flexível. Muitas idéias aparentemente absurdas podem ser a solução para um problema. Mas para descobrir isso, é preciso ouvir as pessoas ou avaliar a situação sem julgá-las antes.
4. Ser íntegro. Significa agir de acordo com os seus princípios, mesmo nos momentos mais críticos.
5. Ser humilde. Só assim agente consegue ouvir o que os outros têm a dizer e reconhecer que o sucesso individual é resultado do trabalho de equipe.

O INFERNO DE CADA UM

Não podemos ser inocentes e pensar que empresas são apenas entidades jurídicas. Empresas são formadas por pessoas e só existem por causa delas. Por trás de qualquer decisão, de qualquer erro ou imprudência estão seres de carne e osso. E são eles que vão viver as glorias ou fracassos da organização. Por isso, quando falamos de empresa ética, estamos falando de pessoas éticas. Uma política interna mal definida por um funcionário de qualquer nível pode atingir em cheio dois dos maiores patrimônios de uma empresa: a marca e a imagem.

terça-feira, 24 de junho de 2008

O Paradoxo do Nosso Tempo

George Carlin

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucrosacentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

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