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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mude Sua Vida em 18 Dias

1. RIA MAIS
Uma boa risada descontrai os músculos, baixa a pressão e pode estimular a produção de hormônios que relaxam o corpo.

2. ESQUEÇA O PERFECCIONISMO
Não deixe que a sua ânsia perfeccionista - e o medo de fracassar - paralise-o. Estabeleça prioridades. Nem todas as tarefas exigem que você dê o melhor de si.

3. CONTROLE A SUA RAIVA
Pessoas que vivem com raiva têm mais chance de apresentar doenças do coração. 
Aquelas que não exteriorizam nada, estão em situação ainda pior. Portanto, nem oito, nem oitenta.

4. VÁ MAIS DEVAGAR 
A noção de que cada minuto é tempo perdido nos leva a agir cada vez mais rápido. 
O almoço, por exemplo, virou um lanche, às vezes comprado num drive-thru. 
A consciência de que o tempo está passando rápido e não o estamos aproveitando nos impede de viver e aproveitar cada momento.

5. NÃO PROCRASTINE 
Se há algo a ser feito, faça-o imediatamente. 
Você não vai conseguir uma boa performance se deixar tudo para a última hora, invadindo as madrugadas e fins-de-semana com trabalho atrasado.

6. PARE DE SE SENTIR CULPADO 
Aprenda a dizer não com mais freqüência e fique com a sua posição, sem arrependimento.

7. ESQUEÇA AS MÁS EXPERIÊNCIAS 
Quando algo de ruim acontece, como um acidente de carro ou uma briga no escritório, temos a tendência de repetir a cena dezenas de vezes em nossas cabeças. Revivemos, portanto, as sensações (e o estresse) do momento em que a situação realmente acontece. O melhor é tentar esquecer e partir para algo produtivo.

8. SIGA SEUS SONHOS 
Olhe para suas prioridades de vida e tenha a certeza de que o que você faz soma pontos para alcançar o que você quer ser. 
Não pegue um trabalho nem entre para uma entidade só porque os demais querem. 
Ponha energia naquilo que realmente lhe interessa.

9. FAÇA EXERCÍCIOS 
Estudos confirmam que exercícios moderados são um antídoto potente contra o estresse e as doenças.
Portanto, mexa-se.

10. FAÇA MENOS 
A cada dia tentamos encaixar mais atividades no nosso cronograma, que já é apertado. 
Eleja prioridades. 

11. DIVIDA TEMPO COM OS AMIGOS 
Muita gente diz que prefere ficar sozinho quando tem algum problema. Mas companhia sempre é bom. Nunca é tarde para encontrar aquele sentimento de intimidade, de ser querido, mesmo nos ambientes anti-sociais das cidades de hoje.
12. BUSQUE A NATUREZA 
Animais, plantas e estações do ano têm seu ritmo. Entrar em contato com a natureza nos faz diminuir o nosso próprio ritmo.

13. LIMPE A MESA 
Muita gente reclama que o trabalho é demais e o tempo, de menos. 
Pois um jeito de ganhar tempo é acabando com a procura de documentos entre as pilhas que vive sobre a mesa. 
São dez segundos aqui, dois minutos ali... No final, é muito. 
Livre-se dos papéis, nem que seja para colocá-los na mesa de mais alguém. Ou crie arquivos para guardá-los.

14. ORGANIZE A SUA AGENDA 
Outro jeito de ganhar tempo é fazem uma lista de projetos que devem ser feitos, sejam de curto ou longo prazos. 
Mantenha a lista ao alcance dos olhos.

15. RESPIRE 
Pequenas pausas durante o dia de trabalho ajudam a acalmar a tormenta. 
Feche os olhos por alguns minutos, dê uma volta pelo corredor, vá buscar um copo de água.

16. EVITE INTERRUPÇÕES 
Gente que entra a toda hora, o telefone que toca o dia inteiro...  Se você precisa concentrar-se, isso tudo pode ser frustrante. Marque uma reunião com um cliente importante. Feche a porta e não atenda ao telefone. Ou ainda, vá trabalhar na sala de reuniões, onde ninguém o encontrará. Se você tem de trabalhar em equipe e o entra-e-sai é inevitável, estabeleça horário para que isso aconteça. O mesmo pode ser feito com o retorno das ligações telefônicas.

17. PERGUNTE 
Não há nada mais desagradável do que ter que fazer alguma coisa que não se sabe direito o que é. Pois muita gente tem medo de perguntar, temendo parecer tolo. Você precisa saber as regras. Ruim, mesmo, é não saber o que está fazendo.

18. ENVOLVA-SE MAIS 
Nem todos podem ser chefes, mas todos podem se envolver mais no trabalho. 
Envolva-se mais no projeto que está em curso na empresa. Prepare-se para as reuniões e dê sugestões ao invés de comparecer apenas com o seu bloquinho. 
Se um projeto não lhe estimula, apresente outro melhor. Quanto mais envolvido, maior será o controle sobre o seu próprio trabalho. Isso porque você terá uma dimensão melhor da importância de suas tarefas, terá maior auto-confiança e mais feedback sobre o seu desempenho.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mudando o mundo


Uma vez, logo no começo de minha vida profissional, levei um impresso para um cliente aprovar. Era um folheto que mostrava um loteamento numa cidade do litoral de São Paulo. No verso eu havia desenhado – na verdade feito um cartum - um mapa mostrando os caminhos para chegar até a tal cidade. Quando o cliente – um senhor de idade - viu o mapa, ficou fulo! Começou a gritar, dizendo que o mapa não tinha proporções, que uma estrada estava mais curta que a outra, que as cidades não estavam na localização correta, que aquilo estava tudo errado e tinha que ser feito de novo. O homem ficou uma fera e pela expressão do rosto do pessoal que trabalhava com ele, saquei que a coisa era séria. Já antevendo o prejuízo que eu tomaria se tivesse que fazer a arte e os fotolitos outra vez, arrisquei uma explicação ao indignado:
- Senhor fulano, este mapa é apenas ilustrativo. É só uma indicação artística para dar uma idéia de onde fica o loteamento.
O homem soltou um “ah, é artístico?”. E imediatamente parou de bufar, mudou a carranca para um quase sorriso e aprovou o folheto. E eu, que um segundo atrás estava tomando um esporro, não entendi nada...
Anos mais tarde é que fui compreender o que havia acontecido. Minha argumentação mudou a perspectiva do cliente, fazendo com que ele olhasse a situação sob outro ângulo.
Na teoria cognitiva, “perspectiva” é a escolha de uma referência a partir da qual procedemos à decodificação de uma experiência. Quer ver como é?
Uma vez ouvi uma história deliciosa sobre uma criança de oito anos que, durante um vôo comercial, corria pelo corredor, batia nas pessoas, fazia barulho, não parava quieta. É uma história que ilustra perfeitamente a questão da perspectiva. O sujeito que me contou, disse assim:

- “Os pais do moleque, moderninhos, deixavam o filho livre. O demônio quase derrubou meu laptop e uma xícara de café do sujeito que estava na poltrona ao lado. Até que um passageiro perdeu a calma e deu uma descompostura nos pais do garoto. Muito a contragosto os pais prenderam o moleque pelo cinto de segurança na poltrona e o obrigaram a ficar quieto. Então o diabinho começou a chorar, gritar e espernear. O escândalo era pior do que a bagunça pelos corredores, transformando o vôo num inferno. Aumentei o volume do fone de ouvido, mas não adiantou. De repente uma colega que estava sentada à minha frente chamou a aeromoça e lhe disse alguma coisa.
A aeromoça deu um sorriso e foi à cabine do piloto. Curioso, perguntei para a colega o que ela havia dito à comissária, e ela respondeu:
- Em vez de tentar resolver o nosso problema, deveríamos resolver o problema da criança.
Minutos depois o co-piloto apareceu no corredor e perguntou para o menino se ele gostaria de pilotar o avião. O diabinho olhou para o pai e para a mãe, sem acreditar no que ouvira. E pronto! Durante quase todo o resto do percurso o garoto ficou na cabine de comando, fingindo que pilotava o avião. E ninguém mais ouviu um pio do pentelhinho.“
Em vez de olhar o problema por nossa perspectiva, aquela moça olhou pela perspectiva do moleque...
Mudando a perspectiva, mudamos o mundo.
Luciano Pires

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Onde colocar o sal


O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse. Qual é o gosto? - perguntou o Mestre. Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse: - Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou: - Qual é o gosto? - Bom! Disse o rapaz. - Você sente o gosto do sal? Perguntou o Mestre. - Não..... - disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse: - A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de ond e a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem, do que ao que você perdeu.
Em outras palavras: É deixar de Ser copo para tornar-se um Lago.
Somos o que fazemos, mas somos principalmente, o que fazemos para mudar o que somos....

(Desconheço a autoria)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Declaração livre


Declaração Livre dos Direitos das Pessoas Desobrigadas da Felicidade Constante
por Agnes’ Natuterapias
(Autor Desconhecido)

I - Toda pessoa tem o direito de errar, mesmo que já tenham explicado a ela mil vezes o certo sem que ela tenha entendido, pois o tempo de compreender e aprender é de cada um.
II - Toda pessoa tem o direito de mudar de idéia, de se contradizer, de voltar atrás, de recomeçar, pois a melhor coisa da vida é mudar, principalmente nas coisas que a gente pensava serem imutáveis.
III -Toda pessoa tem o direito de chorar, de sentir dor, de soluçar e de ficar com ar melancólico, pois o riso, muitas vezes, é falso, enganador e insano.
IV -Toda pessoa tem o direito de fazer silêncio, de calar, de não responder, de ficar quieta e não sair tagarelando, pois no silêncio estão as melhores respostas.
V -Toda pessoa tem o direito de se cansar e de ficar doente, pois o corpo, muito mais sábio que a mente, não é de ferro e sabe sinalizar a hora de parar.
VI - Toda pessoa tem o direito de enraivecer, de xingar, de esmurrar as paredes, de jogar coisas no chão, de gritar. Pois, como disse aquele poeta, tem coisas que só o grito consegue dizer.
VII -Toda pessoa tem o direito de perder, pois só quem perde sabe o quão inesquecível e instrutiva pode ser uma derrota.
VIII -Toda pessoa tem o direito de se dar mal nos negócios, de não conseguir lidar com dinheiro, de não querer ser rico, pois quem tem muito normalmente esquece como é viver com pouco.
IX -Toda pessoa tem o direito de ter medo, pois o medo é um bom anjo da guarda.
X -Toda pessoa tem o direito de duvidar, de perder a fé e de achar que tudo vai dar errado, pois às vezes, tudo dá errado mesmo, e não é culpa de ninguém.
XI -Toda pessoa tem o direito de não saber, pois quem já sabe tudo perde o motivo de viver.
XII -Toda pessoa tem o direito de falar bobagem, pois nem sempre é legal ser inteligente.
XIII -Toda pessoa tem o direito de se esconder, pois todo refúgio é recuperador.
XIV -Toda pessoa tem o direito de se achar o camarada mais ferrado do mundo, pois o problema de cada um é o pior do mundo para cada um.
XV -Toda pessoa tem o direito de reclamar, pois externar o descontentamento ajuda a gente a pensar sobre ele.
XVI -Toda pessoa tem o direito de desperdiçar uma boa chance, pois mesmo as boas chances, muitas vezes, não chegam em boas horas.
XVII -Toda pessoa tem o direito de não ser feliz incondicionalmente o tempo todo, pois a infelicidade faz parte da vida. E é mais feliz quem sabe lidar com ela do que quem a ignora.
(Recebido por e-mail, tal qual. Se alguém puder colaborar por gentileza, avise-me pelo
crsabbi@gmail.com).

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A partir do próximo amanhecer

Colaboração de Denise Tellier Sartori
Hoje parei um pouco, alguns minutos do meu corrido dia, para pensar na vida. Decidi que a partir do próximo amanhecer mudarei alguns detalhes para ser, a cada novo dia, um pouquinho mais feliz.
Para começar, não olharei para trás. O que passou, passou; se errei, paciência. Foi o melhor que pude fazer à época. Remoer o passado não vale a pena. Melhor seguir em frente. Nem todas as pessoas que amo retribuem meu amor como eu gostaria. E daí? A partir do próximo amanhecer continuarei a amá-las, mas não tentarei mudá-las. Pode ser até que ficassem como eu gostaria que fossem e deixassem de ser as pessoas que amo. Isso eu não quero. Mudo eu!
Mudo meu modo de vê-las. Respeito o modo de ser delas. Mas não desistirei dos meus sonhos! Imagine! A partir do próximo amanhecer lutarei com mais garra para que eles aconteçam. Mas será diferente. Não mais responsabilizarei a mais ninguém por minha felicidade. Não mais pararei a minha vida porque o que desejo não acontece, porque uma mensagem não chega, porque não ouço o que gostaria de ouvir. Farei o meu momento. Serei feliz agora. Terei outros dias pela frente. Nunca mais darei tanta importância aos problemas que não tenho conseguido resolver.
A partir do próximo amanhecer, vou agradecer a Deus todos os dias por me dar forças para viver, apesar dos meus problemas. Chega de sofrer pelo que não consigo ter, pelo que não ouço, pelo que não recebo, pelo tempo que não tenho e até de sofrer por antecipação pensando apenas no pior. Chega!
A partir do próximo amanhecer só pensarei no que tenho de bom. Meus amigos não mais precisarão me dar o ombro para chorar. Aproveitarei a presença deles para sorrir, cantar dividir minha felicidade e alegria.
A partir do próximo amanhecer serei eu mesmo. Não mais tentarei ser um modelo de perfeição. Não mais sorrirei sem vontade, nem falarei palavras amorosas porque acho que sei o que os outros querem ouvir.
A partir do próximo amanhecer viverei minha vida, sem medo de ser feliz. Não, não esquecerei ninguém. Mas, a partir do próximo amanhecer, quando nos encontrarmos, certamente te darei aquele abraço bem apertado e com toda a sinceridade direi amo você. E tenho muito amor para te dar.
Antonio César Gargoni
Economista e Administrador Público
Publicado no Jornal O Sul em março de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

A crise!


"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribue à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”
Esse texto recebi por e-mail atribuindo a sua autoria a Einstein, em 1929.

domingo, 9 de novembro de 2008

Atritos

Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos. Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida. A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte...Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos. Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado? Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago. É lá que está o verdadeiro valor... Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar... Mas temos que aprender como. Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins. Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor. Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmentenão ocorrem se não houver envolvimento... E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE! Não existe outra forma de descobrir o amor. E sem ele a vida não tem significado.

sábado, 28 de junho de 2008

Nas mãos


Paulo Roberto Gaefke

A felicidade está sempre ao alcance das nossas mãos, mas nem sempre enxergamos as POSSIBILIDADES, e não vemos, ou não queremos ver, o que deixamos escapar, com nosso mau-humor, nossa contrariedade, nossa "infantilidade", esse jeito mimado de acreditar que tudo tem que ser do jeito que planejamos, todos devem agir como sonhamos...

Sofremos por isso. Por querer acreditar que somos infalíveis, que somos os mais amados, os mais queridos,que somos imprescindíveis para o trabalho, para a vida dessa ou daquela pessoa. E quando a vida nos mostra a realidade, quando percebemos que tudo pode caminhar sem nós, melhor ou pior em alguns casos, sentimos uma ferida se abrir no peito, e muitos acabam em depressão profunda.
A felicidade está ao alcance das nossas mãos, quando entendemos que o mais importante é o nosso contentamento, a nossa paz.
Só podemos mudar uma única pessoa: nós mesmos, os outros podemos apenas aconselhar, mas devemos deixar partir, e viver cada um a sua própria experiência, "não nos cabe o direito de viver a vida de ninguém, mas cabe-nos a obrigação de viver bem a nossa própria vida."
A felicidade é um instante mágico,onde percebemos que podemos rir de nós mesmos, nos contentarmos com muito pouco, ter menor quantidade, com mais qualidade, ter menos e ser muito mais.
A felicidade está ao alcance das nossas mãos, quando vivemos a nossa vida, e nos abrimos para amparar o próximo.
Preocupe-se mais com essa pessoa tão carente que habita em você. Assim, enchendo-se de amor, poderá espalhar boas sementes pelo caminho, caminho da eternidade, rua da felicidade.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Mude!

Edson Marques

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros, viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... tome banho em novos horários.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver: A salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale à pena!

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