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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aprender a reclamar

"Curtir": aos poucos, redes sociais ajudam na resolução de problemas de consumo

SÃO PAULO – Quem nunca desabafou no Twitter que a operadora de celular tem um péssimo atendimento, que a empresa de internet não resolveu os problemas de conexão ou que um produto é ruim? Ou mesmo escreveu no Facebook ou Orkut que o voo estava atrasado, que recebeu a fatura errada e que o banco não para de mandar cartões de crédito sem qualquer permissão?

Os usuários de internet estão aprendendo aos poucos: reclamar sobre produtos e serviços nas redes sociais, de alguma forma, os ajuda a resolver seus problemas de consumo. “O crescimento das redes sociais é fato e o consumidor vem descobrindo que elas podem ser mais um caminho nesse sentido”, afirma a especialista em marketing digital e e-commerce e diretora de Marketing da Boa Vista Serviços – SCPC, Sandra Turchi.

E não foi só os consumidores que perceberam as possibilidades que têm quando soltam o verbo nas web. As empresas perceberam que além de uma ferramenta de marketing e promoção, as redes sociais também podem ser instrumentos efetivos de aproximação com os consumidores. Mais que isso, perceberam o risco que uma reclamação no Twitter, por exemplo, pode gerar para a imagem da marca.

RT @empresa

Para Sandra, a partir do momento que os consumidores passam a ver nas redes sociais mais uma opção de conseguir resolver pendências com as empresas, as instituições começaram a acordar a respeito da necessidade de implantar melhorias nos canais digitais de relacionamento com os consumidores.

Para eles, a reclamação pode resultar em um atendimento mais rápido que se a queixa fosse feita em algum canal tradicional. Contudo, nem todas as instituições têm condições de fazer isso. E o resultado, é uma imagem cada vez pior na rede. “A grande maioria das empresas não está preparada para esse tipo de atendimento, para os meios digitais”, constata Sandra.

“O ideal é que elas tenham a preocupação de entender esse novo modelo de relacionamento”, ressalta a especialista. Afinal, na internet não dá para prever as consequências de um “RT” ou um “curtir” em alguma reclamação de um consumidor. As perdas para as instituições no fim das contas podem ser grandes.

Aquelas instituições que já entenderam o peso das redes na sua imagem e mesmo no seu faturamento, agem de forma rápida. Não são raros casos de consumidores que fizeram queixas na web e foram contatados pela empresa por meio do mesmo canal para que o problema fosse resolvido. Essas estão na frente, na avaliação da especialista.

Conscientização (curtir)

Embora seja cada vez maior o número de consumidores que utilizam as redes para reclamar, essa ação ainda ocorre de maneira inconsciente. No fim, o que eles querem mesmo é desabafar. “É uma evolução”, diz Sandra. “O consumidor começa usando mais como uma forma de diversão, para relacionamentos. Mais tarde ele vai aprendendo a ver outras utilizações”, afirma.

Esse processo de educação já está em fase avançada e a tendência é que as redes sociais sirvam como mais um canal para os consumidores resolverem seus problemas, deixando os canais tradicionais, como call centers, para trás. “As redes sociais não vão substituir os canais de relacionamento tradicionais, mas o consumidor já está percebendo que é mais uma opção”.

Original no site http://goo.gl/Zzdmz

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O exemplo da torrada queimada


(Livre tradução de um texto em inglês, sem designação de autoria.)

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, lingüiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.

Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:

" Amor , eu adoro torrada queimada. "

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:

"Companheiro, sua mãe teve hoje, um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada. Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.

A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou um melhor empregado, ou cozinheiro!"

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, e com amigos.

Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio. As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as acolheu e valorizou.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A receita de Dona Cacilda


Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia, às 08 da manhã, ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide, por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa.
E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia, quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...Ou, posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; Isto é para quem tem autocontrole, e exigiu de mim um certo 'treino', pelos anos à fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Depois me pediu para anotar: COMO MANTER-SE JOVEM
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade,o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!
4. Aprecie mais as pequenas coisas.
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela!
6.. Quando as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refúgio.
8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la , procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
Texto recebido por e-mail apócrifo

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Declaração livre


Declaração Livre dos Direitos das Pessoas Desobrigadas da Felicidade Constante
por Agnes’ Natuterapias
(Autor Desconhecido)

I - Toda pessoa tem o direito de errar, mesmo que já tenham explicado a ela mil vezes o certo sem que ela tenha entendido, pois o tempo de compreender e aprender é de cada um.
II - Toda pessoa tem o direito de mudar de idéia, de se contradizer, de voltar atrás, de recomeçar, pois a melhor coisa da vida é mudar, principalmente nas coisas que a gente pensava serem imutáveis.
III -Toda pessoa tem o direito de chorar, de sentir dor, de soluçar e de ficar com ar melancólico, pois o riso, muitas vezes, é falso, enganador e insano.
IV -Toda pessoa tem o direito de fazer silêncio, de calar, de não responder, de ficar quieta e não sair tagarelando, pois no silêncio estão as melhores respostas.
V -Toda pessoa tem o direito de se cansar e de ficar doente, pois o corpo, muito mais sábio que a mente, não é de ferro e sabe sinalizar a hora de parar.
VI - Toda pessoa tem o direito de enraivecer, de xingar, de esmurrar as paredes, de jogar coisas no chão, de gritar. Pois, como disse aquele poeta, tem coisas que só o grito consegue dizer.
VII -Toda pessoa tem o direito de perder, pois só quem perde sabe o quão inesquecível e instrutiva pode ser uma derrota.
VIII -Toda pessoa tem o direito de se dar mal nos negócios, de não conseguir lidar com dinheiro, de não querer ser rico, pois quem tem muito normalmente esquece como é viver com pouco.
IX -Toda pessoa tem o direito de ter medo, pois o medo é um bom anjo da guarda.
X -Toda pessoa tem o direito de duvidar, de perder a fé e de achar que tudo vai dar errado, pois às vezes, tudo dá errado mesmo, e não é culpa de ninguém.
XI -Toda pessoa tem o direito de não saber, pois quem já sabe tudo perde o motivo de viver.
XII -Toda pessoa tem o direito de falar bobagem, pois nem sempre é legal ser inteligente.
XIII -Toda pessoa tem o direito de se esconder, pois todo refúgio é recuperador.
XIV -Toda pessoa tem o direito de se achar o camarada mais ferrado do mundo, pois o problema de cada um é o pior do mundo para cada um.
XV -Toda pessoa tem o direito de reclamar, pois externar o descontentamento ajuda a gente a pensar sobre ele.
XVI -Toda pessoa tem o direito de desperdiçar uma boa chance, pois mesmo as boas chances, muitas vezes, não chegam em boas horas.
XVII -Toda pessoa tem o direito de não ser feliz incondicionalmente o tempo todo, pois a infelicidade faz parte da vida. E é mais feliz quem sabe lidar com ela do que quem a ignora.
(Recebido por e-mail, tal qual. Se alguém puder colaborar por gentileza, avise-me pelo
crsabbi@gmail.com).

terça-feira, 14 de julho de 2009

O Adeus!


VIVENDO E NÃO APRENDENDO A SE DESPEDIR

O exercício do ofício de psicoterapeuta tem me mostrado que uma das maiores dificuldades do Ser Humano é dizer adeus. Na cultura ocidental o vínculo á altamente valorizado e não é por acaso que várias teorias psicológicas se preocuparam com essa questão. Em contra partida tenta-se esvaziar os sentimentos e sensações ligados à situações de despedidas e quebras de vínculos. Desde cedo ouve-se frases como: - Não chore... Vai passar... Bola pra frente... Tome outro... Levante a cabeça... etc o que ajuda a fazer um contato rápido e superficial com a dor de perder . No entanto, é impossível viver e não perder:
• Pessoas – por morte ou qualquer outro tipo de separação.
• Sonhos ou expectativa de futuro – por realização, adiamento ou desistência.
• Imagem ou função corporal – pelo envelhecimento ou doença.
• Casa ou referência geográfica - pelas mais variadas mudanças.
• Papéis ou ocupações profissionais - por aposentadoria, desemprego.
• A própria vida - pela morte.
Pela instabilidade ansiogênica criada por qualquer situação acima citada, o ser humano usa seus recursos defensivos para não vivê-las intensamente. O luto, enquanto experiência de transformação de vínculos, é pouco incentivado. A nossa cultura não ritualiza as despedidas e tenta reduzi-las a um único momento que pode ser esvaziado.Sendo Gestalt-terapeuta,trabalho esses eventos olhando-os como situações inacabadas; Yontef (1998.p.98) sugere definindo:”Gestalt incompleta é um assunto pendente que exige resolução. Normalmente, isso assume a forma de sentimentos não resolvidos expressos de maneira incompleta.” É dessa forma que eles se explicitam nas queixas dos clientes durante o processo psicoterápico.

Nessa maneira de ver, o Ser humano é um colecionador de despedidas mal feitas, de olhares mal dados para as vivências de perdas. O que foi vivido, em muitas situações, só é realmente fechado ao retornar na vivência de uma situação presente que facilite o aparecimento do real acontecimento, com sua intensidade perceptível e assumida, o que na Gestalt terapia é chamado de awareness e segundo Yontef (l998.p.30) “uma forma de experiência que pode ser definida aproximadamente como estar em contato com a própria existência com aquilo que é.“
A vida, tal qual se vive, é uma tentativa de viver de uma maneira mais “normal” possível, desconsiderando a importância do vivido no seu aspecto existencial.


“Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás?
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você se reconhece?”
(A LISTA – Oswaldo Montenegro)

Autora:
Magda Campos Dudenhoeffer
Psicóloga – Gestalt-terapeuta
Rua Visconde de Caravelas,91 - BotafogoRio de Janeiro - RJ – CEP 22271-030

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Oficialmente Velho


Por Leonardo Boff
Neste mês de dezembro completei 70 anos. Pelas condições brasileiras, me torno oficialmente velho. Isso não significa que estou próximo da morte, porque esta pode ocorrer já no primeiro momento da vida. Mas é uma outra etapa da vida, a derradeira. Esta possui uma dimensão biológica, pois irrefreavelmente o capital vital se esgota, nos debilitamos, perdemos o vigor dos sentidos e nos despedimos lentamente de todas as coisas. De fato, ficamos mais esquecidos, quem sabe, impacientes e sensíveis a gestos de bondade que nos levam facilmente às lágrimas.
Mas há um outro lado, mais instigante. A velhice é a última etapa do crescimento humano. Nós nascemos inteiros. Mas nunca estamos prontos. Temos que completar nosso nascimento ao construir a existência, ao abrir caminhos, ao superar dificuldades e ao moldar o nosso destino. Estamos sempre em gênese. Começamos a nascer, vamos nascendo em prestações ao longo da vida até acabar de nascer. Então entramos no silêncio. E morremos.
A velhice é a última chance que a vida nos oferece para acabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer. Neste contexto, é iluminadora a palavra de São Paulo: ”na medida em que definha o homem exterior, nesta mesma medida rejuvenece o homem interior” (2Cor 4,16). A velhice é uma exigência do homem interior. Que é o homem interior? É o nosso eu profundo, o nosso modo singular de ser e de agir, a nossa marca registrada, a nossa identidade mais radical. Esta identidade devemos encará-la face a face.
Ela é pessoalíssima e se esconde atrás de muitas máscaras que a vida nos impõe. Pois a vida é um teatro no qual desempenhamos muitos papéis. Eu, por exemplo, fui franciscano, padre, agora leigo, teólogo, filósofo, professor, conferencista, escritor, editor, redator de algumas revistas, inquirido pelas autoridades doutrinais do Vaticano, submetido ao “silêncio obsequioso” e outros papéis mais. Mas há um momento em que tudo isso é relativizado e vira pura palha. Então deixamos o palco, tiramos as máscaras e nos perguntamos: Afinal, quem sou eu? Que sonhos me movem? Que anjos que habitam? Que demônios me atormentam? Qual é o meu lugar no desígnio do Mistério? Na medida em que tentamos, com temor e tremor, responder a estas indagações vem à lume o homem interior. A resposta nunca é conclusiva; perde-se para dentro do Inefável.
Este é o desafio para a etapa da velhice. Então nos damos conta de que precisaríamos muitos anos de velhice para encontrar a palavra essencial que nos defina. Surpresos, descobrimos que não vivemos porque simplesmente não morremos, mas vivemos para pensar, meditar, rasgar novos horizontes e criar sentidos de vida. Especialmente para tentar fazer uma síntese final, integrando as sombras, realimentando os sonhos que nos sustentaram por toda uma vida, reconciliando-nos com os fracassos e buscando sabedoria. É ilusão pensar que esta vem com a velhice. Ela vem do espírito com o qual vivenciamos a velhice como a etapa final do crescimento e de nosso verdadeiro Natal.
Por fim, importa preparar o grande Encontro. A vida não é estruturada para terminar na morte mas para se transfigurar através da morte. Morremos para viver mais e melhor, para mergulhar na eternidade e encontrar a Última Realidade, feita de amor e de misericórdia. Aí saberemos finalmente quem somos e qual é o nosso verdadeiro nome.
Nutro o mesmo sentimento que o sábio do Antigo Testamento: ”contemplo os dias passados e tenho os olhos voltados para a eternidade”.
Por fim, alimento dois sonhos, sonhos de um jovem ancião: o primeiro é escrever um livro só para Deus, se possível com o próprio sangue; e o segundo, impossível, mas bem expresso por Herzer, menina de rua e poetisa: “eu só queria nascer de novo, para me ensinar a viver”. Mas como isso é irrealizável, só me resta aprender na escola de Deus. Parafraseando Camões, completo: mais vivera se não fora, para tão longo ideal, tão curta a vida.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Decidi Triunfar


E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor E que talvez eu nunca tenha sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo que posso ter é ter o direito de chamar a alguém de "Amigo".
Descobri que o amor é mais que um simples estado e enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar...Agora simplesmente durmo para sonhar.
(Texto encontrado na Internet onde o autor seria Walt Disney)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Entrevista com a Dra. Maya Angelou



Marguerite Ann Johnson nasceu em St. Louis, Missouri, no dia 4 de abril de 1928.
Passou a infância na Califórnia, Arkansas, e St. Louis, e viveu com a avó paterna, Annie Henderson, na maior parte de sua infância.
Quando tinha 8 anos, foi estuprada pelo namorado da mãe em St. Louis; isto levou a anos de mudez para Maya que finalmente superou com a ajuda de uma vizinha atenciosa, e um grande amor pela literatura.
Aos 16, Maya se tornou a primeira motorista negra de ônibus em São Francisco; em anos posteriores, tornou-se a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood.
Nos anos 60s tornou-se amiga de Martin Luther King Jr. e Malcolm X; serviu no SCLC com Dr. King, e trabalhou durante anos para o movimento de direitos civis. Também nos anos 60, trabalhou e viajou pela África, como jornalista e professora, ajudando vários movimentos de independência africanos. Em 1970, publicou o primeiro livro, I Know Why the Caged Bird Sings, com grande sucesso, e foi nomeado para o Pulitzer Prize em poesia no ano seguinte.
Angelou teve uma carreira longa e distinta, é poeta, escritora, ativista de direitos civis, e historiadora, entre outras coisas. Também é atriz, dançarina, e cantora, atuou na peça de Jean Genet, "The Blacks", e o aclamado seriado, "Roots". Angelou provavelmente é conhecida melhor pelos trabalhos autobiográficos, que incluem I Know Why the Caged Bird Sings e All God's Children Need Travelling Shoes.
Em 1993, Angelou leu um de seus poemas chamado "On the Pulse of Morning", na posse de Bill Clinton como presidente; este foi um dos pontos altos de sua carreira, e novamente a trouxe para as vistas do público. Atualmente, é professora de história americana na Wake Forest University, Carolina do Norte, ainda fazendo suas excursões e dando palestras em vários lugares.
Em abril deste ano, Dra. Maya Angelou foi entrevistada por Oprah Winfrey na passagem de seu aniversário, mais de 70 anos. Oprah perguntou como ela sente diante da velhice que chega.
Resposta: 'animada!'.
Comentando as mudanças no corpo, disse que há muitas, a cada dia. Como os seios, que estão competindo um com o outro para ver qual chega primeiro à cintura. A platéia riu de chorar.
Uma das grandes vozes do nosso tempo, Maya Angelou é uma mulher simples, direta e cheia de sabedoria.
Alguns exemplos:
# Aprendi que aconteça o que acontecer, pode até parecer ruim hoje, mas a vida continua e amanhã melhora.
# Aprendi que dá para descobrir muita coisa a respeito de uma pessoa observando-se como ela lida com três coisas: dia de chuva, bagagem perdida e luzes de árvore de Natal emboladas.
# Aprendi que, independentemente da relação que você tenha com seus pais, vai ter saudade deles quando se forem.
# Aprendi que 'ganhar a vida' [making a living] não é o mesmo que 'ter uma vida' [making a life].
# Aprendi que a vida às vezes nos oferece uma segunda oportunidade.
# Aprendi que a gente não deve viver tentando agarrar tudo pela vida afora; tem que saber abrir mão de algumas coisas.
# Aprendi que quando decido alguma coisa com o coração, em geral vem a ser a decisão correta.
# Aprendi que mesmo quando tenho dores, não tenho que ser um fardo para os que me cercam.
# Aprendi que todo dia a gente deve estender a mão e tocar alguém. As pessoas adoram um abraço apertado, ou mesmo um simples tapinha nas costas.
# Aprendi que ainda tenho muito o que aprender.
# Aprendi que as pessoas esquecem o que você diz, esquecem o que você faz, mas não esquecem como você faz com que se sintam.
...

sábado, 18 de outubro de 2008

Física quântica aplicada à era da consciência




SOMOS CONSCIÊNCIAS MULTIMODAIS COEXISTINDO EM DIVERSAS REALIDADES:

Somos compostos por milhares de fragmentos de luz, que estão simultaneamente em diversas realidades habitando outros tempos e histórias.
Temos fragmentos de lembranças dessas outras dimensões onde estamos coexistindo, mas ainda não estamos desenvolvidos o suficiente em lucidez para acessar essas vidas - realidades com plenitude.
Somos parte de um montante holográfico. Nossa totalidade divide-se em algo como se fossem pontos de luz/consciência estando simultaneamente em todos os tempos.
Saber dessa condição nos faz concluir que podemos ter acesso constante aos outros tempos nossos de atuação e também nos habilita a ampliar as nossas capacidades totais, pois certamente poderemos a todo instante criar novas realidades.
Todas as vertentes de um projeto/vida estão extradimensionadas em realidades paralelas que chamamos de multimodais e algumas dessas possibilidades podem “colapsar” no plano terrestre a qualquer instante. As nossas crenças se traduzem nas nossas realidades e se você fizer um trabalho eficiente com o seu poder pessoal poderá concretizar muito mais do que jamais imaginou para si mesmo. Nossas crenças subliminares também possuem muita força para se materializar, são pára-realidades prontas, nas quais estamos coexistindo. Por isso a necessidade séria do autoconhecimento, para que jamais possamos criar algo baseado à baixa auto-estima, etc. Por conta disso, a importância de se reconhecer e de se transmutar um pensamento agregado a uma imagem obsessiva. Ex.: Uma constante visualização de um acidente de carro, já está acontecendo em outro nível de realidade... Daí para baixar para este plano, basta um descuido.
Existe uma forma de tratamento para acessar esses padrões de realidades multimodais e transmutá-los, é através de um processo chamada “imagética". Por intermédio de ampliação da consciência em lucidez fora do corpo, também se pode entrar em contato com as outras dimensões nas quais habitamos.
Existem inúmeras consciências que estão aqui no planeta num momento espiritual bastante diferente da consciência do buscador.
Isto mostra um abandono do si mesmo, uma lentidão em captar a realidade e reconhecer-se como individualidade. Mas mesmo para estas que momentaneamente se esquecem de si mesmas e da imensa capacidade criadora que possuem, uma chamado constante para que acordem estará ecoando, mesmo que distante em suas consciências. Este é o processo de individuação que todos nós encarnados passamos em nossa jornada terrena.
Em circunstâncias vizinhas, temos as diversas consciências encarnadas em moldes humanos atuando nas interligações de todas as suas partes, buscando nem que seja apenas por processos intuitivos ainda não conscientes saírem do véu de ilusão em que estão vivendo.
Podemos observar pela nossa própria experiência que a consciência pode se renovar a cada segundo.
O estar parado passa a significar deterioração, pois o tempo na Terra age como um fator ilusório, impulsionando-nos sempre a agir, dando-nos a impressão de que tudo terá um fim. Neste sentido somos acometidos pela oportunidade de usarmos todo esse aparato criativo a nosso favor, buscando nesse movimento, a ampliação da nossa consciência e como conseqüência podemos nos envolver num porquê existencial mais genuíno.
Estamos todos agindo simultaneamente, ora como participantes inseridos dentro de um suposto contexto, ora como observadores nesse imenso show.
Somos os atores de nós mesmos, por isso é que necessitamos saber com clareza e responsabilidade sobre o modo como estamos atuando em cada instante, podendo assim desenvolver as nossas habilidades e sermos os senhores criadores das nossas realidades com total consciência. Definitivamente deixando de ser seres autômatos.
Por isso é altamente relevante a importância da busca sincera e da participação lúcida onde quer que possamos estar. Sempre exigindo de nós mesmos a consciência da totalidade.
Estamos nos aprimorando em nossos caminhos quando em propósitos claros e bem definidos, presentes em nossos corpos físicos, respirando e trocando ar/consciência com todas as atmosferas... Estando em tudo e vivendo o prazer do saber estar. Isto é sagrado, é a mais pura religiosidade que você pode imaginar. É o “religare”.
Tirando proveito de todas as experiências, na consciência do aprender.
Gerando o automerecimento, a auto-estima, ampliando oportunidades criativas para todos.
Somos criadores, criaturas divinas em pleno movimento, sempre.
São as atividades múltiplas e variadas do buscador, que tem como princípio a expansão do eu, mesmo que este não o saiba ainda ao certo.
A consciência do si mesmo vai transformando os universos em que se transita em expirais de movimento para o interior de todo o ser.
É certo que novos caminhos vão se abrindo na medida em que se avança pela própria vontade de se ter consciência e lucidez.
Estes são processos que qualquer consciência encarnada ou não pode passar.
Somos grandes, temos a divindade em nós. É hora de acordar. Busque parcerias que estejam no mesmo propósito.

Curso de ampliação da consciência e experiências fora do corpo com Silvia Malamud. Contatar Fátima no viavydia. Tel;50932446 ou 88320091 ou ainda falar diretamente com Silvia pelo tel 99383142

Silvia Malamud é colaboradora do Site Somos Todos Um desde 2000. Psicóloga e atua em seu consultório em São Paulo. Atendimentos em EMDR, Psicoterapia breve, Quântica e máquina SCIO - a máquina da saúde.
Tel. (11) 9938.3142 - deixar recado.
Autora do Livro: Projeto Secreto Universos

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Você aprende


Depois de algum tempo você aprende a diferença. A sutil diferença em dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante.

E não importa o quanto você se importa, algumas pessoas simplesmente não se importam.

Aprende que quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se conseguir confiança e apenas segundos para destruí-la.

E que você pode fazer coisa num instante que você se arrependerá pelo resta da vida.

O que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam.

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa ou nada e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas que mais se importa na vida são tiradas de você muito depressa por isso devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com as outras, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito para se tornar a pessoa que quer ser e o tempo é curto.

Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo, mas se não sabe aonde está indo qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla os seus atos ou eles lhe controlarão e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil for uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que quando está com raiva você tem o direito de estar com raiva, mas isso não dá a você o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não ama do jeito que você quer que ame não significa que este alguém não ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam e simplesmente não sabem como demonstrar ou viver insto.

Aprende que nem sempre se é perdoado por alguém. Algumas vezes você tem que perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julgas você será em alguns momentos condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido. O mundo não para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que se pode voltar para trás, portanto plante seus jardins e decore a sua alma em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende realmente que pode suportar que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.

Nossas dádivas são farturas e que nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
(Desconheço a autoria)

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