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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Onde colocar o sal


O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse. Qual é o gosto? - perguntou o Mestre. Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse: - Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou: - Qual é o gosto? - Bom! Disse o rapaz. - Você sente o gosto do sal? Perguntou o Mestre. - Não..... - disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse: - A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de ond e a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem, do que ao que você perdeu.
Em outras palavras: É deixar de Ser copo para tornar-se um Lago.
Somos o que fazemos, mas somos principalmente, o que fazemos para mudar o que somos....

(Desconheço a autoria)

sábado, 11 de abril de 2009

O discurso de Obama

Esse foi o discurso antológico de Barack Obama em Ohio, no dia 27 de outubro de 2008
Sim, o governo deve liderar o caminho da independência energética, mas cada um de nós deve fazer nossa parte para tornar as nossas casas e as nossas empresas mais eficientes. Sim, temos de dar mais chances de êxito aos jovens que caiam na vida do crime e desespero. Mas todos nós temos de fazer nossa parte como pais, para desligar a TV e ler para nossos filhos e sermos responsáveis pelo fornecimento de amor e da orientação que necessitam.
Sim, podemos discutir e debater as nossas posições apaixonadamente, mas neste momento de definição, todos nós devemos convocar a força e a graça para superar as nossas diferenças e unir esforços comuns – preto, branco, Latino, asiáticos, Nativo Americano; democrata e republicano, jovens e velhos, ricos e pobres, gays e heteros, deficientes ou não. Todos nós temos de nos juntar.
Ohio, nesta eleição não podemos permitir os mesmos jogos políticos e táticas que são utilizadas pra colocar um contra o outro e fazer nós termos medo um do outro. O desafio é demasiado elevado para nos dividir em classes e regiões e antecedentes; pelo que nós somos ou pelo que acreditamos. Porque, apesar do que os nossos adversários possam dizer, não há partes verdadeiras ou falsas neste país. Não há qualquer cidade ou região que seja mais pro-América do que em qualquer outro lugar – somos uma nação, todos nós orgulhosos, todos nós patriotas.
Existem aqueles patriotas que apoiaram a guerra no Iraque e patriotas que se opuseram à mesma; patriotas que acreditam em políticas democráticas e aqueles que acreditam em políticas republicanas. Os homens e mulheres que servem em nossos campos de batalha, alguns podem ser democratas, republicanos e Independentes, mas eles lutaram juntos e sangraram juntos, e alguns morreram juntos sob a mesma e orgulhosa bandeira. Eles não serviram a uma América vermelha ou América azul - eles serviram aos Estados Unidos da América.
Não vai ser fácil, Ohio. Nem vai ser rápido. Mas vocês e eu sabemos que é tempo para se unir e mudar este país. Alguns dos senhores podem ser cínicos e irritados com a política. Muitos de vocês podem estar desapontados e mesmo furiosos com seus líderes. Vocês têm todo o direito de estar. Mas, apesar de tudo isto, eu lhes peço o que foi pedido aos americanos em toda a nossa história. Peço a todos que acreditem – não apenas nas minhas habilidades de trazer mudanças, mas na sua habilidade. Eu sei que é possível uma mudança. Porque eu a tenho visto nos últimos 21 meses. Porque na campanha tenho tido o privilégio de testemunhar o melhor da América.
Eu a tenho visto nas filas de eleitores em torno das escolas e igrejas; nos jovens que lançam seu voto pela primeira vez, e os não tão jovens que se envolveram novamente após um longo tempo. Tenho visto nos trabalhadores que preferem a redução das suas horas a ver os seus amigos perderem o emprego; Vejo nos vizinhos que abrigam um estranho quando as inundações chegam; Nos soldados que se realistam após perderem um membro. Eu tenho visto no rosto dos homens e mulheres que eu tenho encontrado em inúmeros comícios e câmaras municipais em todo o país, homens e mulheres que falam de suas lutas mas também das suas esperanças e sonhos.
Ainda me lembro do email que uma mulher chamada Robyn me enviou depois de encontrá-la em Fort Lauderdale, Florida. Alguns dias depois do evento seu filho quase entrou na parada cardíaca, e foi diagnosticado com um problema de coração que só poderia ser tratado com um procedimento que custa dezenas de milhares de dólares. A companhia de seguros se recusou a pagar, e sua família simplesmente não têm esse tanto de dinheiro.
Em seu email, Robyn escreveu,"Só peço isto de você – nos dias em que se sinta tão cansado que não pode nem pensar em dizer uma palavra para o povo, pense em nós. Quando todos aqueles que se opõem a você o deixarem pra baixo, alcance seu mais profundo e volte com tudo".
Ohio, é isso que é Esperança – a coisa interior que insiste, apesar de todos os elementos que provem o contrário, que algo melhor está à espera na próxima curva; que insiste que existem dias melhores à frente. Se estivermos dispostos a trabalhar para isso. Se estivermos dispostos a deixar nossos receios e dúvidas. Se estivermos dispostos a chegar no mais profundo dentro de nós mesmos quando estivermos cansados e voltarmos lutando com tudo!
Esperança! Isso que manteve alguns de nossos pais e avós quando os tempos eram difíceis. O que os levou a dizer, "Talvez eu não possa ir ao colégio, mas se eu juntar um pouco a cada semana meu filho possa; talvez eu não consiga ter o meu próprio negócio, mas se eu trabalhar duro meu filho poderá abrir um só seu". Isso que levou os imigrantes de terras distantes a chegar a estas praias, e contra grandes adversidades esculpir uma nova vida para suas famílias na América; Foi o que levou aqueles que não puderam votar a marchar e organizar-se em defesa da liberdade; O que os levou a clamar "pode parecer escura esta noite, mas se eu mantiver a esperança, amanhã ela será mais clara."
Isso é o que é esta eleição. Essa é a escolha que enfrentamos neste momento. Não acredite nem por um segundo que a eleição está acabada. Não acredite nem por um minuto que os poderosos irão abrir mão do poder. Temos muito trabalho pela frente. Temos de trabalhar como se o nosso futuro dependesse disto nesta última semana, porque depende. Em uma semana, podemos escolher uma economia que premie trabalho e crie novos postos de trabalho e injete prosperidade de baixo para cima.
Em uma semana, poderemos escolher em investir em saúde para as nossas famílias, e em educação para as crianças, em fontes renováveis de energia para o nosso futuro. Em uma semana, podemos escolher esperança sobre o medo, a unidade sobre a divisão, a promessa de mudar o poder do status quo. Em uma semana, poderemos chegar juntos como uma nação, e um povo, e mais uma vez escolher a nossa melhor história. É isso que está em jogo. É isso pelo qual lutamos. E, se nesta última semana, você bater algumas portas por mim, fizer algumas ligações por mim e falar com os seus vizinhos, e convencer os seus amigos; se vocês se juntarem a mim, lutarem comigo, e me derem seu voto, então prometo isto – que não vamos apenas ganhar Ohio, que não vamos apenas ganhar esta eleição, mas juntos, vamos mudar este país e vamos mudar o mundo.
Muito obrigado, Deus vos abençoe, e que Deus abençoe a América. Vamos trabalhar!
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Muitos leitores do blog tem me cobrado artigos políticos. Esse foi o primeiro...
Mesmo que reconheça que muitos textos com cunho político levem à reflexão sobre a ÉTICA, ou mesmo da ÉTICA GLOBAL, não gosto muito desse campo.
Abri esse precedente, porque realmente me sensibilizou as palavras do hoje presidente dos EUA.
Quanto ao Brasil, apenas posso dizer que só me darei por satisfeito quando tivermos uma saúde pública 100% gratuita e de primeira qualidade; quando tivermos um sistema educacional livre, público e 100% gratuito até o nível universitario e; quando tivermos um sistema de eleições regionalizadas e patrocinada 100% pelo Estado.
Não sou mais um que critica o nível de impostos cobrados em nosso país; poderia até aumentar um pouco, mas deveríamos lutar contra a informalidade (que é um termo bonito para disfarçar o termo correto: ilegalidade).
Tudo isso não precisa ser um sonho, não senhor. Temos todas as condições para implementar tudo e imediatamente, salvo as condições éticas e de boa vontade do Executivo do Estado brasileiro!
Na verdade, via de regra, infelizmente tudo está abaixo do poder econômico.
Mudar isso? Como? Ou a população se mobiliza ou podemos ter a sorte de surgir um governante forte e corajoso, tipo ganharmos numa loteria o prêmio máximo....
Carlos Roberto

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Declaração de Ética Mundial - parte VIII



IV. Mudança de consciência
Todas as experiências históricas demonstram: não se pode mudar nosso planeta sem que se chegue a mudanças de consciência no indivíduo e na opinião pública. Isso já se evidenciou em questões como guerra e paz, economia e ecologia, que passaram por mudanças fundamentais nas últimas décadas. Tais mudanças também devem ser alcançadas em vista da ética! Todo indivíduo possui não apenas uma dignidade intocável e direitos inalienáveis; ele tem também uma responsabilidade irrefutável pelo que faz ou deixa de fazer. Todas as nossas decisões e atos, assim como nossas conquistas e fracassos, têm conseqüências. Manter viva essa responsabilidade, aprofundá-la e transmiti-la para as gerações futuras – eis aí uma importante incumbência das religiões. Quanto a isso, mantemo-nos realistas no que diz respeito ao que já se alcançou nesse consenso, e instamos para que se observe o seguinte:
1. É difícil obter um consenso universal para muitas questões éticas específicas e polêmicas (desde a bioética e a ética sexual, a ética da ciência e dos meios de comunicação, até a ética econômica e do Estado). Contudo, no espírito dos princípios comuns aqui desenvolvidos, deveriam ser encontradas soluções objetivas também para muitas das questões que permanecem polêmicas até o momento.
2. Em muitos campos da vida já se despertou uma nova consciência para a responsabilidade ética. Consideramos louvável, portanto, que o maior número possível de classes profissionais, como os médicos, cientistas, comerciantes, jornalistas e políticos, elaborem códigos de ética capazes de oferecer diretrizes concretas para questões provocativas de seu respectivo meio profissional.
3.
Instamos sobretudo com as comunidades de fé em particular para que formulem sua ética específica: o que cada uma das tradições de fé tem a dizer sobre o sentido da vida e da morte, sobre suportar o sofrimento e perdoar a culpa, sobre a entrega abnegada e a necessidade de renúncia, sobre compaixão e alegria. Tudo isso contribuirá para aprofundar, especificar e concretizar a ética mundial que já se reconhece nesse momento.
Por fim, apelamos a todos os habitantes de nosso planeta: não se pode mudar nossa Terra para melhor sem que se mude a consciência do indivíduo.
Pronunciamo-nos em favor de uma mudança individual e coletiva da consciência, em favor de um despertar de nossas forças espirituais por meio da reflexão, meditação, oração e pensamento positivo, e em favor de uma conversão dos corações. Juntos podemos mover montanhas! Sem riscos e disposição ao sacrifício não haverá mudança de base em nossa situação! Por isso comprometemo-nos com uma ética mundial: com uma maior compreensão mútua, e com formas de vida compatíveis com as dinâmicas sociais, promotoras da paz e benéficas à natureza.
Convidamos todos os seres humanos, religiosos ou não, a fazer o mesmo!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O que fica de você...



Paulo Roberto Gaefke
"Vai, pode ir, mas deixe saudades, não deixe uma má impressão. Por onde passar use o bom senso, fale baixo, evite palavrões, seja onde for, seja apenas você, o que já não é fácil, nesse mundo competitivo, onde saldos bancários representam mais que pessoas e pessoas representam o que não são.
Não se deixe levar pelo primeiro impulso, use sempre a gentileza com quem quer que seja, imagine sempre "e se fosse com você"? E se fosse com uma pessoa muito querida? Nossa atitude muda quando queremos bem a uma pessoa, e é essa atitude que devemos ter para com todos.
Parece que não muda nada, não é? Parece que as pessoas nem notam a sua gentileza, mas há no mundo um circuito de energias, uma lei natural que ninguém, nem anjo, nem santo, nem o mais poderosos dos mortais pode mudar, é a lei da reciprocidade: "atraímos o que emanamos", é ação e reação sem tirar e nem por.
Colhemos exatamente o que plantamos. Por isso não acredite em "injustiça eterna", nem na justiça humana que falhou, a justiça da vida não falha, passe o tempo que passar.
Então, use o dia de hoje para plantar sementes amorosas, melhore seu sorriso, pense menos nos problemas, acredite mais no seu potencial, busque soluções, e se ainda assim, a dor for muito forte, se a decepção chegar e se instalar, recomece do zero mais uma vez; o sol voltou a brilhar e quando a noite chegar, a lua, ainda que meio apagada, voltará a brilhar. Tudo isso por você, estrela divina da constelação de Deus."

sábado, 29 de março de 2008

Para Deepak Chopra, sucesso depende de líderes com alma


"Quem almeja apenas dinheiro e poder fracassa no mais importante". Mais do que poder, inteligência e visão, o líder precisa ter alma para triunfar no mundo dos negócios do século XXI. Precisa incorporar no dia-a-dia com seus liderados fortes sentimentos de motivação e deixar de lado ações egocêntricas e de ambição pessoal que, cedo ou tarde, levam ao fracasso. Na opinião de Deepak Chopra, médico indiano radicado nos Estados Unidos e um dos mais requisitados gurus da atualidade - 27 livros publicados com mais de 10 milhões de cópias vendidas em todo o mundo -, é uma questão de evolução natural. "Antes, a lei era da sobrevivência dos mais fortes, agora será a dos mais sábios", disse ele ontem, em São Paulo, numa palestra que reuniu pouco menos de 4,5 mil pessoas presentes à ExpoManagement - 2002.

Convidado para falar sobre liderança, Chopra trouxe ao Brasil uma amostra de seu mais recente trabalho na área, "A Alma da Liderança", programa que consta da grade da renomada Kellogg School of Management (Estados Unidos) para o próximo ano. Embora a receita para a criação do líder perfeito ainda seja um mistério, Chopra busca decifrá-la combinando sabedoria espiritual com a dinâmica da psicologia moderna. Para ele, o líder é a alma e o coração do grupo, e é visto, aceito e reconhecido pelos membros como tal. "Ele ou ela é o catalisador das mudanças e transformações do grupo, capaz de enxergar diversas linhas de eventos futuros decorrentes de escolhas no presente", disse a uma platéia que revelava em seus rostos um misto de interesse e dúvida.

"Os líderes que entendam a hierarquia das necessidades e respostas terão sucesso", continuou Chopra. "Já aqueles que almejam apenas metas externas, tais como dinheiro, vitória e poder, irão fracassar naquilo que é mais importante: tornar plenas a vida de seus seguidores e a sua própria."

Castro, Hussein e Jesus Cristo

O médico indiano, autor do best seller "As Sete Leis Espirituais do Sucesso", reeditado por 17 vezes e por 63 semanas no topo dos mais vendidos nos Estados Unidos, busca seus (bons e maus) exemplos de liderança na história recente e ontem, durante a palestra, até citou um brasileiro, o prefeito de Curitiba, Jaime Lerner.

Para ele, os líderes Fidel Castro (Cuba), Muammar Khadafi (Líbia), Saddam Hussein (Iraque) e Slobodan Milosovic (ex-presidente da Iugoslávia) personificam a necessidade de sobrevivência e segurança. Como conseqüência de seus atos, disse, sobrevêm atos terroristas, regimes tirânicos, corrupção pública e o crime organizado.Já na lista daqueles que buscam a realização pessoal estão Bill Gates (Microsoft), Margareth Thatcher (ex-primeira ministra da Inglaterra) e magnatas na mídia, como Rupert Murdoch. Para o guru, o outro lado da moeda do sucessos de líderes com esse perfil são corporações supercomprometidas e desgaste pessoal.

Num grau mais elevado estão aqueles que tendem a valorizar a equipe, o trabalho em grupo, como Winston Churchill (ex-primeiro ministro inglês), Magic Johnson (ídolo do basquete norte-americano), Rudolf Giuliani (ex-prefeito de Nova York). O fracasso nesse caso pode vir, segundo Chopra, de aquisições inescrupulosas ou hostis de empresas e o uso da estratégia de dividir para conquistar. Ainda na lista de exemplos de Chopra, as armas nucleares, a guerra biológica, o colapso da internet e as guerras de informação são fracassos - ou respostas inadequadas - à mentes brilhantes como a de Albert Einstein, Thomas Edson e Walt Disney.

As boas intenções de Mahatma Gandhi, Dalai Lama e Martin Luther King, mal interpretadas por seus liderados, resultaram em extremos religiosos e idealistas.

Para Deepak Chopra, apenas Jesus Cristo e Buda escaparam. Pela transcedência.


(Original no site:

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