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quarta-feira, 4 de março de 2009

Os buracos não deixam de existir...


Se pensarmos na vida como um longo caminho, podemos fazer analogias interessantes. A começar pelos tão comentados obstáculos que temos de aprender a ultrapassar ao longo dos anos...
Uns maiores, outros menores, cada qual traz consigo seu nível de dificuldade, suas consequentes dores e seus preciosos aprendizados. Mas hoje quero falar, sobretudo, dos buracos. Alguns rasos, outros nem tanto. E existem também aqueles que, de tão profundos, quando caímos neles costumamos usar a expressão "cheguei ao fundo do poço!".
É claro que ninguém gosta de cair em buracos. Por menores e mais rasos que sejam, no mínimo nos desestruturam e nos fazem perder o "rebolado". Mas o fato é que eles fazem parte de todos os caminhos, de todas as pessoas, sem exceção, embora sejam sempre únicos.
O problema é quando alguém busca conhecimento, estuda e se sente tão crescido que passa a acreditar que isso é o suficiente para eliminar os buracos de seu caminho, para fazer com que eles simplesmente não existam mais. Iludido e enganado por si mesmo, ao se deparar com um, vai ter de lidar ainda com a decepção, a frustração e a sensação de que toda busca não valeu de nada!
Não caia nesta armadilha! Saiba de antemão que os buracos vão existir pra sempre. A diferença entre quem está consciente de si e de seu caminho e quem não está, é que o primeiro vai saber evitar o tombo desviando a tempo do buraco ou, pelo menos, levantar, sair dele e seguir em frente mais rapidamente e, tomara, menos machucado.
E tem mais: podemos perceber, com a repetição de nossas quedas, que muitos dos buracos de nossos caminhos são incrivelmente parecidos, justamente porque a função deles é nos ensinar a mais difícil de todas as lições.
Portanto, se sua lição mais difícil é aprender a ser menos teimoso, ou menos ansioso, ou menos inseguro, ou menos desconfiado, note bem: toda vez que você se distrai ou acelera o passo mais do que deveria, cai num buraco em que parece já ter caído inúmeras vezes antes.
Não é o mesmo! É outro! É novo! Ele se repete à frente para que você acorde e, a cada queda, consiga levantar com mais habilidade, e seguir em frente não reclamando e se lamentando por ter caído mais uma vez; não se criticando e se culpando por ter sido estúpido novamente. Não! Não há nenhuma estupidez na repetição do aprendizado, mas sim vivência, privilégio e sabedoria!
Assim, se você está agora no chão, se acabou de cair num buraco do seu caminho, não se sinta uma vítima e sim um escolhido pelo Universo para se tornar mais forte e mais preparado. Erga-se, mesmo doendo. Saia do buraco, mesmo chorando. E dê um passo à frente, e depois outro e outro, com a certeza de que pode ir bem mais longe...
Outros buracos virão. Novas cicatrizes ficarão cravadas em sua alma. E tudo isso será a prova de que você não veio como espectador e nem como coadjuvante de sua história. Você veio como protagonista e vai chegar até o fim com a dignidade de quem não apenas cumpriu o seu destino, mas o esculpiu com coragem, fé e atitude!
Rosana Braga é Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante e Autora dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro" e "Amor - sem regras para viver", entre outros.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Não Existem Erros e Nem Problemas, Apenas Lições


Por Sandra Regina da Luz Inácio
O Crescimento Humano é um processo de experimentação, onde as falhas quanto o sucesso são parte do processo. Ambas importantíssimas, ambas extremamente necessárias.

Como iremos avaliar o que é doce, sem experimentarmos o amargo. O quanto gostamos ou odiamos um ou o outro.

Como mensurar o que é certo para nós sem experimentarmos ou vivermos ou sentirmos a experiência do outro a qual percebemos ser errada para nós.

Uma lição é repetida até que seja aprendida. Será apresentada a você em várias formas, até que você enfim entenda. Caso não aprenda facilmente, elas se tornarão mais difíceis. A dor

Se você não aprender as lições fáceis, elas se tornam difíceis. Para que você busque e se interiorize é necessário que existam problemas (ou aprendizado) externos. Quando você limpa obstruções no seu interior, seu mundo exterior muda.

Você só saberá quando aprendeu uma lição, quando suas ações mudarem e você se sentir bem com elas.

Os outros devem ser um espelho para você. Você não pode amar ou odiar alguma coisa no outro a menos que reflita algo que você ama ou odeia em você mesmo.

Sua vida, só você pode escolher. A vida é feita de escolhas, reflita sobre todos os pontos de vista antes de fazer estas escolhas. As vezes você as leva para o resto da vida.

Você sempre consegue o que quer. Seu subconsciente determina quais experiências e pessoas você atrai. Assim, o único jeito correto de saber o que você quer é ver o que você tem. Não existem vítimas, apenas aprendizes.

Não existe certo ou errado, mas existem conseqüências. Passar a mão na cabeça não ajuda. Julgar também não. Apenas faça o melhor que puder e souber fazer.

Todas as respostas estão dentro de você. Tudo que você precisa é olhar, prestar atenção, e confiar.

Admire, não inveje. A admiração nos faz crescer e também sermos admirados.

Sempre transforme seus movimentos em oportunidades.

Jamais se esqueça que HOJE é o melhor dia de sua vida. O ontem você não pode mudar, o amanhã ainda não existe. Então, hoje é o melhor dia da sua vida com certeza, porque é a única coisa que realmente você tem.

Não existem perdas e sim a transformação de todas as coisas existentes, incluindo a sua vida, seus valores, desejos e amores.

Original em:

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Desculpas

Desculpas não resolvem o problema!
Encontro freqüentemente problemas mal analisados nas empresas. Causas como verão muito ruim, calor, umidade, vandalismo, concorrência desleal, greves de órgãos públicos, falha humana e outras similares são apontadas como as "vilãs" geradoras do prejuízo.
Tudo errado! Nunca uma análise pode se contentar em identificar causas externas à empresa. Simplesmente porque o gestor não tem ação sobre causas externas. Ele precisa utilizar a técnica dos 5 porquês para chegar nos processos da empresa. Sobre eles o gestor tem mais controle e tem ação.
Apontar causas externas como fundamentais joga a empresa em uma zona inaceitável de conforto e autocomiseração. Qualquer um sabe dizer que "não cumprimos as metas de vendas porque o poder aquisitivo dos clientes baixou" ou que "estamos com dificuldades no caixa porque as ações despencaram" ou que "perdemos o cliente porque nosso concorrente agiu de forma desleal".
Se for para ouvir estas bobagens, recomendo aos presidentes que demitam os gestores e contratem semi-analfabetos, bem mais baratos. Estes darão a mesma explicação por um custo muito inferior. O que precisamos saber em uma análise bem feita é: quais processos da empresa estão funcionando mal ou são inexistentes e nos tornam vulneráveis às causa externas?
Exemplo real: em uma indústria, um grupo de gerentes identificou como causa principal da baixa rentabilidade o alto custo da fábrica. Quando perguntei por que o custo era alto, responderam-me que havia muitas máquinas obsoletas com alto custo de manutenção. Afirmaram que esta era a causa: parque industrial obsoleto. Afirmei para o grupo que eles estavam errados. Por quê? Se a causa é "parque industrial obsoleto", a ação é "atualizar o parque industrial". Não serve!
O que a empresa precisa saber é porque ela chegou nesta situação. Se descobrir, terá a garantia de atuar na causa de forma a nunca mais chegar neste buraco. Quando aprofundamos a análise, encontramos como causa raiz a baixa capacidade de planejamento da organização e a incapacidade de lidar com dinheiro e construir um bom fluxo de caixa.
Se estas causas não forem sanadas, um investidor pode pagar todas as dívidas atuais e atualizar o parque fabril, mas em breve a situação retornará a que já foi um dia, ou seja, dívidas e máquinas obsoletas. Se a falta de capacidade em planejar e em lidar com dinheiro não for resolvida, a empresa nunca andará para frente, mesmo que muito dinheiro seja injetado nas suas veias.
Temos uma tentação irresistível de sermos superficiais na análise de causas e, de preferência, empurrar a culpa para o mundo externo ou para as outras áreas. Uma empresa começa sua decadência quando análises são mal feitas.
Paulo Ricardo Mubarack

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