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terça-feira, 21 de abril de 2009

Dimensão espiritual da vida

Foto: Lua D. Cezimbra, membro da RETRANS
Físico francês vence Prêmio Templeton por defender a importância da dimensão espiritual da vida
O físico e filósofo francês Bernard d'Espagnat venceu o Prêmio Templeton 2009, considerado o maior prêmio do mundo concedido a uma única pessoa, pelo seu trabalho ao afirmar a dimensão espiritual da vida.
A Fundação Templeton anunciou o prêmio de US$ 1,42 milhões na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Paris, no dia 16.
A reportagem é de Tom Heneghan, publicado pela agência Reuters, 16-03-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Os organizadores do prêmio disseram que trabalho de d'Espagnat, 87 anos, com física quântica revelou uma realidade além da ciência que a espiritualidade e a arte podem ajudar a compreender.
John Templeton Jr., presidente da Fundação criada por seu pai, falecido no ano passado, disse, durante a cerimônia, que d'Espagnat "explorou o ilimitado, as aberturas que as novas descobertas científicas oferecem de puro conhecimento e de questões que chegam ao verdadeiro coração da nossa existência e da nossa humanidade".
Entre os vencedores anteriores, estão o escritor russo Alexander Solzhenitsyn, o evangelista norte-americano Billy Graham e a irmã albanesa Madre Teresa.
D'Espagnat, um ex-físico sênior do laboratório de partículas físicas do Cern (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), em Genebra, e professor em universidades francesas e norte-americanas, afirma em seu livro que a física quântica moderna mostra que as realidades últimas não podem ser descritas.
A física clássica desenvolvida por Isaac Newton acredita que pode descrever o mundo por meio de leis da natureza que ela conhece ou irá descobrir. Mas a física quântica mostra que as minúsculas partículas contestam essa lógica e podem agir de formas indeterminadas.
D'Espagnat afirma isso com relação a uma realidade além do alcance da ciência empírica. As intuições humanas na arte, na música e na espiritualidade podem nos levar mais perto dessa realidade última, mas ela é tão misteriosa que não podemos concebê-la ou mesmo imaginá-la.
"O mistério não é algo negativo que deva ser eliminado", disse. "Pelo contrário, é um dos elementos constitutivos do ser".

Sobre física e filosofia

Em uma entrevista, d'Espagnat afirmou à Reuters que cresceu como católico, mas não praticou nenhuma religião e se considera um espiritualista.
Algumas descobertas desconcertantes da física quântica o levaram a acreditar que toda a criação tem uma totalidade e uma inter-relação que muitos cientistas deixam de lado ao tentar dividir os problemas em suas partes componentes em vez de entendê-los em contextos mais amplos.
Um deles é o entrelaçamento, a forma em que duas partículas subatômicas permanecem unidas mesmo que se afastem para muito longe uma da outra, de forma que os experimentos com uma irão automaticamente afetar a outra, sem qualquer comunicação aparente entre elas.
Essa visão colide com o ponto de vista materialista largamente difundido entre os cientistas.
"Os materialistas consideram que somos explicados inteiramente pela combinação de pequenas coisas pouco interessantes como os átomos e os quarks", disse d'Espagnat, cujo último livro em inglês – "On Physics and Philosophy" – foi publicado em 2006 [Em português, seu único livro publicado é "Olhares sobre a matéria" (Editora Instituto Piaget, 1994)].
"Eu acredito que nós, enfim, viemos de uma entidade superior à qual devemos reverência e respeito e à qual não deveríamos tentar nos aproximar tentando conceitualizá-la muito", disse. "É mais uma questão de sentimento".
Mesmo que não possam ser testadas, as intuições que as pessoas têm quando são movidas pela grande arte ou por crenças espirituais ajudam-nas a compreender um pouco mais das realidades últimas, disse d'Espagnat."
Quando ouvem uma boa música, as pessoas que gostam de música clássica têm a impressão de que chegam a alguma realidade dessa forma. Por que não?", questionou.
Arquivo original em:

sábado, 18 de abril de 2009

Simbolismo e Física Quântica


Neste ponto, o que pode parecer pura crendice, pode ser algo muito sério. Muito da tecnologia que temos, atualmente, poderia ser considerada como mágica a tempos atrás. Acender uma lâmpada, ter sua voz ampliada num microfone, ou simplesmente usar o controle remoto da tv, poderia ser algo extremamente místico aos olhos de um homem da era medieval. Em tribos primitivas, a inalação de ervas usadas em rituais têm seu poder de cura atribuído às feitiçarias dos pajés. Quero dizer com isto que aquilo que classificamos como mágica pode não passar do uso de técnicas desconhecidas ou não compreendidas por nós.
Há, mesmo, um certo consenso de que os Três Reis Magos citados no evangelho cristão fossem, na verdade, reis donos de grande conhecimento científico e que por isso eram considerados magos. Hoje sabemos, conforme papiros recém encontrados, que muitos dos milagres operados nos Templos da Grécia, de Roma e do Antigo Egito – tais como carruagens que voavam pelos templos sem nada que às sustentasse, deusas que jorravam leite por seus seios, deuses que falavam, que choravam sangue e até andavam – eram engenhosas máquinas desenvolvidas por gênios como Éron de Alexandria, mas para o povo eram milagres.
Mas o desconhecido que outrora foi classificado como “magia” não está apenas para as classes menos instruídas da população. Pesquisas no campo da Física Quântica têm demonstrado como podemos movimentar uma partícula apenas olhando para ela, como podemos esquentá-la ou resfriá-la, também, apenas com o olhar. E nisto não ocorre nenhuma mágica: são apenas fenômenos físicos para os quais não temos completo entendimento.Também já conhecemos as propriedades de alguns cristais e pedras preciosas na produção de lasers, e também na terapia de algumas doenças. A esmeralda ao ser trespassada por um tipo específico de feixe de luz, amplia a intensidade das propriedades da luz de tal forma que cogita-se a possibilidade de usá-la no tratamento de vários tipos de câncer.
Há também um efeito físico interessante que é conhecido como o Poder das Pontas: num condutor eletrizado, a carga de energia tende a se acumular nas regiões pontiagudas. Em virtude disso, o campo elétrico próximo às pontas do condutor é muito mais intenso que nas nas proximidades das regiões mais planas. É por isso que nos dias de tempestades intensas não é recomendável abrigar-se sob árvores ou em lugares mais altos, pois eles tendem a atrair maior quantidade de raios, devido a conservarem muito mais carga elétrica em suas regiões (que são extremidades) do que nos lugares mais planos.
A idéia geral que as pessoas possuem de um símbolo também tende a conceituá-los como meros instrumentos de comunicação ou expressão de pensamentos. Jung, fez um grande estudo neste campo e as constatações dele possuem o seu valor, merecendo uma breve nota. Jung afirma que toda imagem arquetípica não é um símbolo por si só. Ele reconhece que nos símbolos reúnem-se opostos numa síntese que vai além das capacidades de compreensão disponíveis e que, portanto, não pode ser objetivamente conceituada. Se é de uma parte acessível à razão, de outra parte lhe escapa para vir fazer vibrar cordas ocultas no inconsciente.
Nas palavras de Jung 'um símbolo não traz explicações; impulsiona para além de si mesmo na direção de um sentido ainda distante, inapreensível, obscuramente pressentido e que nenhuma palavra de língua falada poderia exprimir de maneira satisfatória.' A natureza dos símbolos, no decorrer das análises jungnianas, acaba sendo considerada como expressão do que ele chamou de “inconsciente coletivo”.
Entretanto, o símbolo, uma vez expresso, adquire formas materiais, e cada forma possui suas funções e propriedades. Um quadrado ou um triângulo podem não ser bons para fazerem algo girar sobre eles, mas um círculo ou uma roda fazem isso com facilidade. Imagine, agora, o símbolo metálico de um Estrela de cinco pontas, um pentagrama. Entre um círculo de metal e um pentagrama de metal, é evidente que a estrela poderá reter muito mais carga elétrica em suas pontas e, assim, atrair um maior número de raios que o círculo de metal. Portanto, é razoável deduzir que a adequada utilização de símbolos possa realmente produzir ou ajudar a alcançar certos resultados.
Postado por Augusto Branco às 16:08 no site:

sexta-feira, 6 de março de 2009

Física Quântica - I


Por Paulo Henrique Dionísio [1]
A Física Quântica desperta, em muitas pessoas, interesses variados. Nascida com o século XX, bastaram algumas décadas para que influenciasse, decisivamente, a vida de todos nós, pois deu sustentação teórica à estonteante revolução tecnológica, ocorrida, principalmente, a partir dos anos cinqüenta. Concomitantemente, exigiu dos físicos profundas alterações em sua maneira de descrever os fenômenos naturais, em sua forma de compreender e explicar a natureza. Na verdade, não houve consenso. Ficaram famosas as discussões entre Einstein e Niels Bohr, centradas, principalmente, na questão do caráter probabilístico da nova teoria em oposição ao determinismo da Física Clássica e na interpretação de alguns aspectos do formalismo matemático utilizado. E as discussões perduram, apesar da sofistica ção dos novos experimentos que o próprio desenvolvimento tecnológico viabiliza, realizados com o fim específico de tentar elucidar as questões pendentes. Dualidade onda-partícula, princípio da incerteza, o gato de Schrödinger, o colapso da função de onda, a ação da consciência do observador sobre o estado do sistema... Expressões como essas respingam no leigo em Física, que fica entre curioso e perplexo, às vezes, esperançoso, no mais das vezes, indiferente. Mas afinal, o que é mesmo a Física Quântica?
Em uma tentativa de interpretar os novos paradigmas nascidos com a Física Quântica, Niels Bohr formulou o seu "princípio da complementaridade", segundo o qual os sistemas quânticos podem se apresentar sob dois aspectos aparentemente incompatíveis e mutuamente exclusivos. Quando um dos aspectos é aparente, o outro fica oculto e vice-versa, como uma moeda que nos volta apenas uma face de cada vez. Em um (nada aconselhável, advirto!) exercício de generalização, há quem proponha pares de conceitos complementares (conceitos que não podem ser esclarecidos simultaneamente) ou de condições complementares (condições que não podem ser satisfeitas simultaneamente). Certa vez, em uma entrevista, alguém perguntou a Bohr [2]: "O que é complementar à verdade?" Ao que ele respondeu: "A clareza".
Este texto é uma tentativa de desmentir o princípio da complementaridade, ao menos no que diz respeito ao par verdade clareza. O autor pretende ser "verdadeiro" ao responder a questão o que é a Física Quântica, fazendo-o de maneira fidedigna, precisa e clara. Esforça-se, ao mesmo tempo, por ser acessível aos não-físicos e manter-se adequado ao ambiente acadêmico.
Para tanto, será necessário falarmos não apenas "sobre" a Física, mas também "de" Física. Trata-se, sem dúvida, de um propósito ambicioso. Seu eventual sucesso será creditado, principalmente à disposição e ao empenho de quem lê.

1 Professor na Unidade de Ciências Exatas e Tecnológicas da UNISINOS. Doutor em Física, pela UFRGS.
2 Conforme PIZA, A. F. R. de Toledo. Schrödinger, Emaranhado e Decoerência. In:HUSSEIN, Mahir; SALINAS Sílvio (org.). 100 anos de física quântica. São Paulo: Livraria da Física, 2001, p.14.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Física Quântica - II


Por Paulo Henrique Dionísio

Os posicionamentos filosóficos diante do formalismo da Física Quântica não se limitam à controvérsia entre o pragmatismo da Escola de Copenhague e o realismo de Einstein. Há lugar para todas as tendências, do solipsismo ao positivismo, passando por uma esdrúxula sugestão sobre a possibilidade de o universo subdividir-se continuamente em universos paralelos, idênticos em tudo, exceto por alguma característica particular (por exemplo, o gato de Schrödinger estar vivo em um deles e morto no outro...). Não obstante, a Física Quântica é um sucesso como teoria científica, na medida em que descreve adequadamente o mundo microscópico e nossas relações com ele, a ponto de permitir ao homem um domínio fantástico sobre os fenômenos físicos nessa escala diminuta. O imenso impacto tecnológico, sofrido pela civilização nas últimas décadas, é conseqüência direta desse domínio.
Ressaltemos, à guisa de conclusão, alguns aspectos:
1. As teorias da Física só atingem a maturidade, quando expressas em linguagem matemática. Conforme expusemos na seção 14 e nota de rodapé número 8, a fase madura da Física Quântica iniciou quando Schrödinger e Heisenberg desenvolveram suas teorias formais. Mas a Matemática é, para a Física, muito mais do que mera linguagem: é mediante o uso de procedimentos da álgebra e do cálculo avançado que se vão relacionando os conceitos, princípios e leis, de modo a extrair conclusões. Ao desenvolver uma teoria, o físico não argumenta, calcula!
2. A Física Quântica é a teoria que descreve os processos físicos no mundo microscópico (e submicroscópico). A constante de Planck h está presente em todas as equações da Física Quântica, sem exceção; o seu valor extremamente pequeno estabelece que os efeitos quânticos somente são significativos naquele mundo de escala também extremamente pequena (ver seção 7). Se usarmos a Física Quântica na descrição de um fenômeno em escala macroscópica, os aspectos quânticos serão ofuscados pela magnitude dos aspectos não-quânticos, e a descrição obtida será idêntica à dada pela Física Clássica (princípio da correspondência).
3. A busca de efeitos genuinamente quânticos em escala macroscópica constitui-se em tema de pesquisa atual. Como tema de pesquisa, é válido. Nenhum resultado positivo, no entanto, foi até hoje relatado.
4. Vemos, com freqüência, conceitos, princípios e procedimentos da Física Quântica aplicados a processos não-físicos (economia, direito, psicologia, relações interpessoais, saúde...), a sistemas macroscópicos (de escala incompatível com o valor da constante de Planck), sem a precisão de linguagem e sem o rigorismo lógico-formal da Matemática. Podemos admitir que pessoas façam uma extensão livre da Física Quântica, assim como alguém faz uma releitura livre de um texto ou uma interpreta ção livre de uma obra de arte. Mas o que elas estão fazendo já não é mais Física Quântica. Algumas, no entanto, com ou sem formação em Física, insistem, mesmo quando advertidas, em qualificar sua ação como tal. Seria ótimo se tais pessoas estudassem mais Física Quântica, ou revisassem o seu enfoque, ou, até mesmo, reavaliassem suas intenções.

domingo, 26 de outubro de 2008

Física Quântica

Sem a mecânica quântica não conheceríamos muitas coisas, muitos objetos. Por exemplo, o aparelho de CD, o controle remoto de nossas TVs, os aparelhos de ressonância magnética em hospitais ou até mesmo o micro-computador. Todos os dispositivos eletrônicos usados nos equipamentos da chamada high-tech só puderam ser projetados porque conhecemos a mecânica quântica. Outro dado interessante é o de que 30% do PIB americano é representado por estas tecnologias.
A física quântica tem grande relevância em nosso cotidiano. Um primeiro conceito chave dentro da física clássica, a física de Isaac Newton, é o conceito de partícula. A partícula seria um ponto, ou um corpo extremamente pequeno, um pontinho de massa no espaço. Num segundo momento, vale ressaltar o conceito de onda. A onda é aquele elemento do fenômeno ondulatório que vemos quando jogamos uma pedrinha na piscina. Essas são ondas materiais, ou seja, ondas que precisam de meios materiais para se propagar. As ondas pertinentes ao estudo de física quântica são ondas imateriais, ou seja, que não precisam de um meio material para propagarem-se no espaço. Um exemplo dessas ondas são os raios ultravioletas ou raios UV do nosso sol.
Até o século XIX, as ondas eram estudadas pela física eletromagnética de Maxwell, e as partículas pela física de Newton. Porém algo de extraordinário foi descoberto segundo o experimento da fenda dupla. Esse experimento, apesar de complexo, pode ser entendido quando se usa uma linguagem simples. Pois bem, Vamos imaginar dois anteparos. Atrás destes uma parede. Entre os anteparos há duas fendas, dois espaços vazios. Vamos supor agora que usaremos aquelas máquinas que lançam bolas de tênis automaticamente, para treino dos tenistas. Só que ao invés de bolas de tênis, vamos imaginar bolas de gude (que representam os elétrons). Então, lançando as bolinhas, vamos supor que:
1 - Um conjunto delas vai ser lançado, e elas baterão, ou irão se colidir com os anteparos, pois está indo em várias direções.
2 - Outro grupo delas vai ser lançado, e irão passar pela fenda, pelo buraco, atingindo finalmente a parede logo atrás.
Essas suposições são óbvias. Continuando. Só que vocês podem se perguntar, mas o que há de tão especial nisso? Há algo especial nos resultados obtidos com os elétrons, e eu explico por quê. O que se observou foi que ao invés dos elétrons se comportarem como previsto (como eu exemplifiquei acima), eles se comportaram de maneira estranha. Como assim?
Vamos supor uma bolinha de gude única sendo lançada (um elétron). O que se verifica com isso? Verifica-se que a bolinha lançada tem duas opções, ou passa pelo buraco A, ou passa pelo buraco B, entre as fendas. Só que, o fenômeno ocorre de tal maneira que uma única bolinha "se interfere", ou seja, escolhe ambas as possibilidades. Isso é impossível sob o caráter material da bolinha. Ou seja, observa-se um padrão de interferência de onda, comprovando-se a natureza tanto corpuscular quanto ondulatória do elétron. Que isso quer dizer? Quer dizer que um elétron é onda e partícula ao mesmo tempo. Esse é o princípio que ficou conhecido como dualidade onda-partícula.
Outro fato intrigante ocorre quando tentamos determinar por que fenda a partícula passou. Para resolver esta questão podemos proceder fechando uma das fendas para ter certeza que ela passou pela outra fenda. Outra surpresa: a figura de interferência é destruída dando lugar a apenas uma concentração bem localizada de partículas, a daquelas que passaram pela fenda aberta! Portanto, ao montarmos um experimento que evidencia o caráter corpuscular da matéria, destruímos completamente o seu caráter ondulatório, ou seja, o oposto ao caso com as duas fendas abertas. Este é o princípio da complementaridade.
Em suma, a física quântica estuda o mundo subatômico. Esse mundo muitas vezes reage de forma diferente ao que o mundo macroscópico costuma reagir. Há ainda diversos outros experimentos e teorias como o princípio da incerteza de Heisenberg, o teórico "gato de Schrödinger", o conceito da constante de Planck, até chegarmos aos tempos atuais, com as teorias de Stephen Hawking, com buracos negros, viagens no tempo e expansão galática.
De fato, a física quântica evoluiu muito e nos mostra uma nova visão sobre o mundo, o universo, sobre nós mesmos. Ela nos faz questionar as verdades impostas, nos faz refletir se realmente nossa certeza é inabalável. Mesmo para os que não gostam de física, a revolução quântica representa um avanço significativo na ciência.
O doutor Amit Goswami, físico indiano, P.h.D. em física nuclear, traz novas teorias que vem abalando sua reputação acadêmica. Talvez esse tenha sido o ponto mais extremo já alcançado por estudos sobre o assunto. Goswami escreveu livros como "A Física da Alma" e "O Universo Autoconsciente" em que expõe teorias e raciocínios lógicos, provando, através da física quântica teórica, a imortalidade da alma, a reencarnação e as experiências de quase morte, expandindo de tal maneira o horizonte científico que esses livros tem lhe custado seu mérito, sua reputação. Afinal, ele quebra o pensamento vigente da ciência, desconsiderando o pensamento materialista de até então. E vai mais longe, quebra a divisão ciência/religião, propondo uma nova visão em que uma se liga à outra.
Aqui encontramos um elo do assunto com o tema do blog Ética Global!
O texto original foi obtido em
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/910507 e aparece como autor Almir Caldeira (no início do artigo) e ao final Enrico Vizzini. Tomei a liberdade de resumi-lo (parcialmente) simplificando-o.
Carlos

sábado, 18 de outubro de 2008

Física quântica aplicada à era da consciência




SOMOS CONSCIÊNCIAS MULTIMODAIS COEXISTINDO EM DIVERSAS REALIDADES:

Somos compostos por milhares de fragmentos de luz, que estão simultaneamente em diversas realidades habitando outros tempos e histórias.
Temos fragmentos de lembranças dessas outras dimensões onde estamos coexistindo, mas ainda não estamos desenvolvidos o suficiente em lucidez para acessar essas vidas - realidades com plenitude.
Somos parte de um montante holográfico. Nossa totalidade divide-se em algo como se fossem pontos de luz/consciência estando simultaneamente em todos os tempos.
Saber dessa condição nos faz concluir que podemos ter acesso constante aos outros tempos nossos de atuação e também nos habilita a ampliar as nossas capacidades totais, pois certamente poderemos a todo instante criar novas realidades.
Todas as vertentes de um projeto/vida estão extradimensionadas em realidades paralelas que chamamos de multimodais e algumas dessas possibilidades podem “colapsar” no plano terrestre a qualquer instante. As nossas crenças se traduzem nas nossas realidades e se você fizer um trabalho eficiente com o seu poder pessoal poderá concretizar muito mais do que jamais imaginou para si mesmo. Nossas crenças subliminares também possuem muita força para se materializar, são pára-realidades prontas, nas quais estamos coexistindo. Por isso a necessidade séria do autoconhecimento, para que jamais possamos criar algo baseado à baixa auto-estima, etc. Por conta disso, a importância de se reconhecer e de se transmutar um pensamento agregado a uma imagem obsessiva. Ex.: Uma constante visualização de um acidente de carro, já está acontecendo em outro nível de realidade... Daí para baixar para este plano, basta um descuido.
Existe uma forma de tratamento para acessar esses padrões de realidades multimodais e transmutá-los, é através de um processo chamada “imagética". Por intermédio de ampliação da consciência em lucidez fora do corpo, também se pode entrar em contato com as outras dimensões nas quais habitamos.
Existem inúmeras consciências que estão aqui no planeta num momento espiritual bastante diferente da consciência do buscador.
Isto mostra um abandono do si mesmo, uma lentidão em captar a realidade e reconhecer-se como individualidade. Mas mesmo para estas que momentaneamente se esquecem de si mesmas e da imensa capacidade criadora que possuem, uma chamado constante para que acordem estará ecoando, mesmo que distante em suas consciências. Este é o processo de individuação que todos nós encarnados passamos em nossa jornada terrena.
Em circunstâncias vizinhas, temos as diversas consciências encarnadas em moldes humanos atuando nas interligações de todas as suas partes, buscando nem que seja apenas por processos intuitivos ainda não conscientes saírem do véu de ilusão em que estão vivendo.
Podemos observar pela nossa própria experiência que a consciência pode se renovar a cada segundo.
O estar parado passa a significar deterioração, pois o tempo na Terra age como um fator ilusório, impulsionando-nos sempre a agir, dando-nos a impressão de que tudo terá um fim. Neste sentido somos acometidos pela oportunidade de usarmos todo esse aparato criativo a nosso favor, buscando nesse movimento, a ampliação da nossa consciência e como conseqüência podemos nos envolver num porquê existencial mais genuíno.
Estamos todos agindo simultaneamente, ora como participantes inseridos dentro de um suposto contexto, ora como observadores nesse imenso show.
Somos os atores de nós mesmos, por isso é que necessitamos saber com clareza e responsabilidade sobre o modo como estamos atuando em cada instante, podendo assim desenvolver as nossas habilidades e sermos os senhores criadores das nossas realidades com total consciência. Definitivamente deixando de ser seres autômatos.
Por isso é altamente relevante a importância da busca sincera e da participação lúcida onde quer que possamos estar. Sempre exigindo de nós mesmos a consciência da totalidade.
Estamos nos aprimorando em nossos caminhos quando em propósitos claros e bem definidos, presentes em nossos corpos físicos, respirando e trocando ar/consciência com todas as atmosferas... Estando em tudo e vivendo o prazer do saber estar. Isto é sagrado, é a mais pura religiosidade que você pode imaginar. É o “religare”.
Tirando proveito de todas as experiências, na consciência do aprender.
Gerando o automerecimento, a auto-estima, ampliando oportunidades criativas para todos.
Somos criadores, criaturas divinas em pleno movimento, sempre.
São as atividades múltiplas e variadas do buscador, que tem como princípio a expansão do eu, mesmo que este não o saiba ainda ao certo.
A consciência do si mesmo vai transformando os universos em que se transita em expirais de movimento para o interior de todo o ser.
É certo que novos caminhos vão se abrindo na medida em que se avança pela própria vontade de se ter consciência e lucidez.
Estes são processos que qualquer consciência encarnada ou não pode passar.
Somos grandes, temos a divindade em nós. É hora de acordar. Busque parcerias que estejam no mesmo propósito.

Curso de ampliação da consciência e experiências fora do corpo com Silvia Malamud. Contatar Fátima no viavydia. Tel;50932446 ou 88320091 ou ainda falar diretamente com Silvia pelo tel 99383142

Silvia Malamud é colaboradora do Site Somos Todos Um desde 2000. Psicóloga e atua em seu consultório em São Paulo. Atendimentos em EMDR, Psicoterapia breve, Quântica e máquina SCIO - a máquina da saúde.
Tel. (11) 9938.3142 - deixar recado.
Autora do Livro: Projeto Secreto Universos

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