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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Líderes e regras

Tornando seus filhos líderes e quebrando as regras


Há alguns dias, estive no lançamento da mais nova obra de John Maxwell, chamado Livro de Ouro da Liderança, reunindo os princípios mais importantes destilados em cerca de 40 anos de estudos. Maxwell já vendeu mais de 13 milhões de livros, e escolheu o Brasil para lançamento de seu trabalho mais recente.

Durante o talk show organizado pela Thomas Nelson Brasil, na livraria Cultura, alguém perguntou como poderia ajudar seus filhos a liderarem suas vidas.

Maxwell pensou um pouco e disse: 'quando eu era menino, os garotos da vizinhança recebiam mesada para jogar o lixo da casa, cortar a grama ou arrumar a bagunça do quintal. Então, fui até meu pai e disse: 'o filho do vizinho recebe uma mesada para ajudar em casa. Eu acho que mereço também'. Ele me olhou nos olhos e respondeu: 'você faz parte da família, John, e o trabalho de casa todos nós fazemos e ninguém recebe por isso. Se você acha que tem que receber, antes vou descontar o seu custo, que inclui os nove meses que sua mãe o carregou na barriga. Você ainda vai ficar devendo'.

Nunca mais pedi mesada pelo trabalho em casa, continuou Maxwell. Mas meu pai pagava uma mesada. Só que era diferente. Ele pagava a mim e meus irmãos para nós lêssemos livros. Ele trazia um livro para cada um de nós. Então, todos os dias durante o jantar tínhamos que falar sobre as idéias do autor e qual nossa opinião sobre o capitulo que havíamos lido.

Assim, todos os dias líamos algumas páginas e falávamos sobre isso ao jantar. Quando terminávamos o livro, meu pai dava o preço de capa do livro para nós, em mesada. Assim, se um livro custava o equivalente a 30 reais, era o que ele nos pagava, depois de terminada a leitura. Isso nos ensinou a ler e entender os livros – coisa que muitos garotos americanos não conseguem fazer hoje – porque tínhamos que explicar o que estávamos lendo, para ele e minha mãe. Além disso, aprendemos a terminar os livros, o que hoje os especialistas chamam de acabativa, que é o que falta para muita gente. Até porque, para que pudéssemos receber a mesada, tínhamos que ler até a última página.

Em terceiro lugar, aprendi a não trocar dinheiro pelo tempo de trabalho, como faz a maior parte das pessoas, mas pela qualidade do meu trabalho. Trabalhamos muito tempo em muitas situações diferentes de graça, para outros, apenas para que pudéssemos aprender alguma coisa. Isso deixou meu irmão milionário. E eu e minha irmã também não podemos reclamar. Já vendi mais de 13 milhões de livros – e olha que faço isso no meu tempo livre. Até hoje somos voluntários em alguma atividade.

Por último, descobri que isso me tornou muito mais maduro, na escola e na vida. Eu não era, nem sou, mais inteligente que os outros, nem memorizava melhor as informações. Também não tirava notas mais altas que meus colegas.

Mas descobri que isso não é tão importante. Descobri que nossas escolhas é que são importantes. Quando olhava para as escolhas dos meus colegas, me perguntava como podiam fazer escolhas tão pobres. Quando os via trocando a chance de aprender mais, por alguma festa, um show, ou mais uma saída com os amigos, mais uma loucura qualquer, na universidade, comecei a ver que eu era diferente. Quando os via torrando seus últimos dólares em um carro, ou em alguma idéia mirabolante, achava incrível seus valores – ou a falta deles. Tinha me tornado diferente, porque passei anos lendo o que eles não leram, aprendendo o que eles não aprenderam e escolhendo ficar com pessoas que sabiam muito mais que eu, e não as mais populares.

Meu pai também aparecia na escola, no meio da aula, e me tirava da sala para assistir alguma palestra ou seminário de algum palestrante famoso que estava na cidade. Se era grátis, nós estávamos lá. Se dava para pagar, também. Os professores não entendiam porque ele nos ajudava a 'cabular' aulas, mas ele dizia: a aula você pega com um colega. Assistir esta palestra novamente, talvez demore anos'. Assim, eu aprendia o que ninguém aprendia, porque meus irmãos e eu éramos os únicos adolescentes nestas palestras.

Fiz isso com meus filhos que, hoje, fazem com meus netos. Eu os pagava para que pudessem ler e os levava para palestras, seminários e workshops nos quais nenhum pai pensaria em levar os filhos. Porque informações nossos filhos terão na escola, na internet ou em alguma enciclopédia. Mas as escolhas que eles farão depende daquilo que existe dentro deles. E isso é marcado pelas pessoas que os cercam, pelos livros que eles tiverem lido e pelo tempo de qualidade que viveram com pessoas dispostas a ajudá-los. Isso, nenhuma escola vai ensinar.

Todos os adolescentes que se tornam felizes, equilibrados e bem sucedidos, fazem escolhas poderosas – algumas vezes, muito difíceis e impopulares'.

Escolhas. Maxwell destaca a importância das escolhas para a sua vida e a de seus filhos. Ajude os adolescentes a fazerem suas próprias escolhas, e eles saberão como fazer o resto. Em seus casamentos, em seus empreendimentos e em sua vida interior.
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Recebido por e-mail, tal qual

domingo, 26 de outubro de 2008

Física Quântica

Sem a mecânica quântica não conheceríamos muitas coisas, muitos objetos. Por exemplo, o aparelho de CD, o controle remoto de nossas TVs, os aparelhos de ressonância magnética em hospitais ou até mesmo o micro-computador. Todos os dispositivos eletrônicos usados nos equipamentos da chamada high-tech só puderam ser projetados porque conhecemos a mecânica quântica. Outro dado interessante é o de que 30% do PIB americano é representado por estas tecnologias.
A física quântica tem grande relevância em nosso cotidiano. Um primeiro conceito chave dentro da física clássica, a física de Isaac Newton, é o conceito de partícula. A partícula seria um ponto, ou um corpo extremamente pequeno, um pontinho de massa no espaço. Num segundo momento, vale ressaltar o conceito de onda. A onda é aquele elemento do fenômeno ondulatório que vemos quando jogamos uma pedrinha na piscina. Essas são ondas materiais, ou seja, ondas que precisam de meios materiais para se propagar. As ondas pertinentes ao estudo de física quântica são ondas imateriais, ou seja, que não precisam de um meio material para propagarem-se no espaço. Um exemplo dessas ondas são os raios ultravioletas ou raios UV do nosso sol.
Até o século XIX, as ondas eram estudadas pela física eletromagnética de Maxwell, e as partículas pela física de Newton. Porém algo de extraordinário foi descoberto segundo o experimento da fenda dupla. Esse experimento, apesar de complexo, pode ser entendido quando se usa uma linguagem simples. Pois bem, Vamos imaginar dois anteparos. Atrás destes uma parede. Entre os anteparos há duas fendas, dois espaços vazios. Vamos supor agora que usaremos aquelas máquinas que lançam bolas de tênis automaticamente, para treino dos tenistas. Só que ao invés de bolas de tênis, vamos imaginar bolas de gude (que representam os elétrons). Então, lançando as bolinhas, vamos supor que:
1 - Um conjunto delas vai ser lançado, e elas baterão, ou irão se colidir com os anteparos, pois está indo em várias direções.
2 - Outro grupo delas vai ser lançado, e irão passar pela fenda, pelo buraco, atingindo finalmente a parede logo atrás.
Essas suposições são óbvias. Continuando. Só que vocês podem se perguntar, mas o que há de tão especial nisso? Há algo especial nos resultados obtidos com os elétrons, e eu explico por quê. O que se observou foi que ao invés dos elétrons se comportarem como previsto (como eu exemplifiquei acima), eles se comportaram de maneira estranha. Como assim?
Vamos supor uma bolinha de gude única sendo lançada (um elétron). O que se verifica com isso? Verifica-se que a bolinha lançada tem duas opções, ou passa pelo buraco A, ou passa pelo buraco B, entre as fendas. Só que, o fenômeno ocorre de tal maneira que uma única bolinha "se interfere", ou seja, escolhe ambas as possibilidades. Isso é impossível sob o caráter material da bolinha. Ou seja, observa-se um padrão de interferência de onda, comprovando-se a natureza tanto corpuscular quanto ondulatória do elétron. Que isso quer dizer? Quer dizer que um elétron é onda e partícula ao mesmo tempo. Esse é o princípio que ficou conhecido como dualidade onda-partícula.
Outro fato intrigante ocorre quando tentamos determinar por que fenda a partícula passou. Para resolver esta questão podemos proceder fechando uma das fendas para ter certeza que ela passou pela outra fenda. Outra surpresa: a figura de interferência é destruída dando lugar a apenas uma concentração bem localizada de partículas, a daquelas que passaram pela fenda aberta! Portanto, ao montarmos um experimento que evidencia o caráter corpuscular da matéria, destruímos completamente o seu caráter ondulatório, ou seja, o oposto ao caso com as duas fendas abertas. Este é o princípio da complementaridade.
Em suma, a física quântica estuda o mundo subatômico. Esse mundo muitas vezes reage de forma diferente ao que o mundo macroscópico costuma reagir. Há ainda diversos outros experimentos e teorias como o princípio da incerteza de Heisenberg, o teórico "gato de Schrödinger", o conceito da constante de Planck, até chegarmos aos tempos atuais, com as teorias de Stephen Hawking, com buracos negros, viagens no tempo e expansão galática.
De fato, a física quântica evoluiu muito e nos mostra uma nova visão sobre o mundo, o universo, sobre nós mesmos. Ela nos faz questionar as verdades impostas, nos faz refletir se realmente nossa certeza é inabalável. Mesmo para os que não gostam de física, a revolução quântica representa um avanço significativo na ciência.
O doutor Amit Goswami, físico indiano, P.h.D. em física nuclear, traz novas teorias que vem abalando sua reputação acadêmica. Talvez esse tenha sido o ponto mais extremo já alcançado por estudos sobre o assunto. Goswami escreveu livros como "A Física da Alma" e "O Universo Autoconsciente" em que expõe teorias e raciocínios lógicos, provando, através da física quântica teórica, a imortalidade da alma, a reencarnação e as experiências de quase morte, expandindo de tal maneira o horizonte científico que esses livros tem lhe custado seu mérito, sua reputação. Afinal, ele quebra o pensamento vigente da ciência, desconsiderando o pensamento materialista de até então. E vai mais longe, quebra a divisão ciência/religião, propondo uma nova visão em que uma se liga à outra.
Aqui encontramos um elo do assunto com o tema do blog Ética Global!
O texto original foi obtido em
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/910507 e aparece como autor Almir Caldeira (no início do artigo) e ao final Enrico Vizzini. Tomei a liberdade de resumi-lo (parcialmente) simplificando-o.
Carlos

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