quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sábios Porcos-Espinhos...

Parábola do porco-espinho
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, juntavam-se em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor. E, por isso, tornavam a se afastar uns dos outros.
Voltaram a morrer congelados e precisavam fazer uma escolha: desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.
Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
Sobreviveram!
MORAL DA HISTÓRIA: O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue perdão pelos próprios defeitos.
Para os erros, o perdão! Para os fracassos, uma nova chance! Para os sonhos amorosos, a certeza do amor!
A lei da mente é implacável. O que você pensa, você cria; o que você sente, você atrai; o que você acredita, torna-se realidade.
Recebi tal qual por email

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nem tudo está perdido

Para ver que nem tudo está perdido....
Estou velho.
Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil. Estou velho.
Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros. Estou muito velho.
Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem 'levados'... Meu coração não tem mais força para sentir emoções. Me sinto mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir.
Eu não acredito em nada.
Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado por minha mulher e filhos. Nada mais me comove... Estou bem envelhecido.
E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu.
Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi:
'Dai pão a quem tem fome'.
Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.
Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.
'Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar: O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo...
Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante.
Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?
Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais.... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz? Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'
Mesmo que ela seja a ultima brasileira patriota, valeu a pena viver para ler o texto. Por isso estou enviando para vocês. Mas agora que me tornei um velho emocionado, vou romper com este hábito.
De alguém que ama muito o Brasil.
Recebi por e-mail sem maiores dados.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Abrindo e Fechando Portas

É preciso saber sempre quando se acaba uma etapa da vida. Se insistirmos em permanecer nela, depois do tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido do resto. Fechando os círculos, fechando portas ou fechando capítulos, como queira chamar, o importante é poder fechá-los, deixar ir momentos da vida que se vão enclausurando. Terminou o trabalho? Acabou a relação?
Deve viajar? A amizade acabou?
Você pode passar muito tempo do presente dando voltas ao passado, tentando modificá-lo.... O desgaste será infinito, porque na vida, você, seus amigos, seus filhos, irmãos, todos estamos destinados a fechar capítulos, virar a página, terminar etapas ou momentos da vida e seguir adiante.
Não podemos estar no presente sentindo falta do passado. O que aconteceu, aconteceu. Não podemos ser filhos eternamente, nem adolescentes eternos, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós.
Os acontecimentos e as pessoas passam por nossas vidas e temos de deixá-los ir ! Por isso, às vezes é tão importante esquecer de lembrar, trocar de casa, rasgar papéis, jogar fora presentes desbotados, dar ou vender livros.
Na vida ninguém joga com cartas marcadas, e a gente tem que aprender a perder e a ganhar.. O passado passou. Não espere que o devolvam. Também não espere reconhecimento ou que saibam quem você é.
A vida segue para frente, nunca pra trás. Se você anda pela vida deixando portas "abertas", nunca poderá desprender-se, sem viver o hoje com satisfação. Casamentos, namoros ou amizades que não se fecham, possibilidades de "regresso" (a quê?), necessidade de esclarecimentos, palavras que não foram ditas, silêncios...
Fazer a faxina emocional e arrumar espaço nas gavetas do futuro para o novo. Não por orgulho ou soberba, mas porque você já não se encaixa ali, naquele lugar, naquele coração, naquela casa, naquele escritório, naquele cargo.
Você não é o mesmo que foi há dois dias, há três meses, há um ano... portanto, nada tem que voltar. Feche a porta, vire a página, feche o círculo !! Você nunca será o mesmo e nem o mundo à sua volta, porque a vida não é estática.
Faz bem a saúde mental cultivar o amor por você mesmo, desprendendo-se do que já não está em sua vida. Lembre-se de que nada, nem ninguém é indispensável... É um trabalho pessoal aprender a viver com o que dói, deixar-se ir e aprender a desprender-se. E isso ajuda definitivamente a seguir para frente com tranquilidade. Essa é a vida que todos precisamos aprender a viver...
Não sei quem escreveu mas....é bem interessante!!!
Recebi por e-mail tal qual encontra-se o texto aqui....

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A dor é inevitável... o sofrimento é opcional


O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal elevasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não... - disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu...
Em outras palavras: É deixar de ser copo para tornar-se um Lago....
Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar...
Recebi por e-mail sem a citação da autoria

domingo, 26 de abril de 2009

A Maçonaria



O texto acima é o que está na contra-capa do livro ao lado Maçonaria de Wagner Veneziani Costa, Editora Madras, 2006.
Uma boa abordagem sobre um tema extremamente interessante de uma ordem que utilizando um nome moderno - Maçonaria -, na verdade é mais antiga que as próprias religiões.
Uma verdadeira escola iniciática que abriga muitos iluminados os quais ajudam a construir uma civilização mais evoluída nos verdadeiros valores da existência.
Outrora conhecida como "Os Essênios", dentre outros nomes que utilizou, a Maçonaria carrega seus segredos através do simbolismo.
Monica Buonfiglio escreve que: "os essênios eram humildes, viviam em aldeias, e todos compartilhavam igualmente as moradias. Não gostavam de violência e procuravam viver em paz com todos. Reprovavam a escravidão e a guerra, repudiando qualquer tipo de armas, como lanças, espadas, flechas e escudos usados naquela época.
É surpreendente que os essênios sejam tão pouco conhecidos, já que o maior homem da História, Jesus Cristo, era também um essênio. Jesus, em hebraico, significa médico ou auxílio de Deus.
Costumavam filosofar a respeito de todas as coisas, sempre usando símbolos. Acreditavam na imortalidade da alma, mas ao contrário dos fariseus não acreditavam na ressurreição do corpo. Faziam parte de uma sociedade eremítica, conhecedora das propriedades dos minerais e ervas, que usavam na cura das enfermidades. Por ser uma seita tão especial, levava-se três anos para conseguir nela ser admitido. Possuíam uma vida contemplativa e perfeita. Eram tratados como "irmãos".Uma ramificação dos essênios chamada-se de "nazarita". Alguns acreditam que "Jesus, o Nazareno", ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, não indicaria apenas que Ele tenha nascido na cidade de Nazaré. Seu significado real é "o filho de Deus que tinha o controle da respiração nasal". Até hoje podemos encontrar, em Israel, vestígios da cultura essênia. Para os estudiosos esotéricos, Jesus, um essênio, é a mais pura expressão do amor. O movimento no sentido horário responde como sim. O movimento no sentido anti-horário responde como não. A mensagem dos essênios resume-se a: "Amar ao próximo como a si mesmo, como uma virtude, que deve ser conseguida com todo nosso esforço".
Carlos Roberto Sabbi

sábado, 25 de abril de 2009

A Meditação do Riso


O riso tem o poder mágico de trazer à tona conteúdos da sua essência, da fonte interior. Um passaporte para subir num balão, em questão de segundos, uma energia nova começa a fluir, acompanhada pelo riso e leveza inerente a ele.
Você já observou que quando está rindo, de verdade, durante aqueles poucos instantes, acontece um profundo estado meditativo? O estar no corpo torna-se absolutamente óbvio. As pernas amolecem (não precisa chão), o pensa­mento pára.
É impossível rir e ter as pernas e joelhos travados. Você necessariamente flexiona, amolece todo o corpo.
É impossível rir sem ter a vontade de olhar para o alto. Sem lacrimejar, sem fechar e abrir os olhos. Um exercício natural para limpar a visão, a janela da alma.É impossível rir sem sentir vontade de colocar as mãos no plexo e coração. Aliás, os batimentos e oxigenação aumentam, o corpo fica mais quente.
E por último: é impossível rir e pensar ao mesmo tempo. São fenômenos diametralmente opostos: ou você ri ou você pensa. Se você ainda estiver pensando, significa que o riso é apenas superficial, defasado. Será um riso cortado, desconectado da fonte e da alegria. Significa que o risômetro NÃO está frouxo.
Quando você ri de verdade, realmente, do nada, ou de tudo, a mente DESLIGA. E nesse sentido o riso pode ser uma divertida forma de acessar um estado de não-pensamento. Naturalmente. Da mesma forma quando dançamos. Rir e dançar são formas naturais, facilmente disponíveis, gratuitas, de parar a mente. Se você dançar realmente, o pensamento pára.
Na leveza do riso e da dança podemos esquecer do corpo: onde ele começa, onde ele termina? Ou, podemos ficar tão no corpo, tão nas percepções, nas sensações, na meditação, que esquecemos de pensar, julgar, criticar, negar. Lá do fundo vem uma força propulsora que nos torna leves e gratos. Daí em diante torna-se mais fácil rir e dançar, celebrar e agradecer.
Você se funde com a existência e a existência se funde com você. E se você estiver realmente rindo - não conduzindo, mas permitindo que ele te possua - se você é possuído pelo prazer e leveza do riso, o pensamento pára.
E quando você voltar para a vida, voltar a pensar, é como quando recomeçamos um computador: está tudo pleno, fresh, consertado. Todos os programas abrem, tudo funciona: as idéias chegam!!!
Como praticar a meditação do riso diariamente?
Super fácil.
Sem custos, só acordar 10 minutos mais cedo... E ganhar horas durante o dia!
Todas as manhãs, no exato momento em que você acordar, antes de abrir os olhos, se espiche como um gato. Estique cada músculo do seu corpo. Depois de 3-4 minutos, com os olhos ainda fechados, comece a rir.
Por 5 minutos, apenas ria, No começo você estará provocando-o, mas logo o próprio som da sua tentativa causará o riso genuíno. Perca-se no riso. Pode levar alguns dias até que ele realmente aconteça, pois estamos desacostumados com o fenômeno do riso.
Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para o bem-estar e qualidade de vida.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Erros e desculpas



Desta vez, admita que você também errou!!!

Por Rosana Braga
Você só pede desculpas se o outro pedir primeiro? Só demonstra o que sente se a pessoa amada demonstrar primeiro? Só expressa seus sentimentos se tiver certeza de que o outro gosta de você?
Você não “deixa por menos” e responde com grosseria se a pessoa que você gosta assim lhe tratar? Jamais engole sapo e dá o troco quando acha que ela está te sacaneando? Você se sente satisfeito por ter a fama de ser orgulhoso?
Pois eu vou lhe dizer: só você está perdendo com isso! Além de todas as oportunidades de mostrar a sua grandeza, a sua capacidade de transformar as energias e reverter uma situação negativa para positiva, você também está correndo o sério risco de matar o seu amor!!!
A vaidade, os pedidos do ego para que fiquemos sempre “por cima”, para que nos vinguemos de todas as pessoas que nos ofendem e nos magoam de alguma forma, mesmo que esta pessoa seja a que mais acreditamos que amamos, não nos faz crescer, não nos faz, de forma alguma, felizes!
Precisamos compreender o verdadeiro significado do amor. Não quero defender a idéia de que devemos aceitar tudo, mas antes, que possamos ao menos identificar essa voz avassaladora do ego, que grita dentro da gente o tempo todo. Que aprendamos a perceber que os impulsos destrutivos só atrasam ainda mais o nosso sucesso e a nossa realização.
Portanto, quando nos sentirmos tomados pela mágoa ou até pela raiva diante de uma situação que nos fez sentir muito mal, diminuído, subjugado ou traído, que possamos nos voltar para dentro, para o coração... e entender que esse sentimento vai passar, que de alguma forma, certamente também contribuímos para que nem tudo desse certo.
Precisamos começar a admitir mais o quanto nos equivocamos, o quanto agimos de forma egoísta, pequena, vazia, especialmente quando “damos o troco na mesma moeda”. Todos nós achamos que temos razão, sempre. Aliás, todos nós temos mesmo nossas razões. Tanto você, quanto a pessoa com quem você está brigando... e o pior: esta é a pessoa com quem você mais gostaria de estar bem, de estar feliz, de estar satisfeito...
Por que tantos casamentos acabando? Tantos namoros cheios de brigas, desentendimentos e ofensas? Por que tantas relações frias, distantes, cheias de mágoas, ressentimentos e raiva? Simplesmente porque não conseguimos enxergar nossos próprios erros; porque não conseguimos perdoar os erros do outro, porque não aceitamos o fato de que todos nós erramos, mas alguém tem de perdoar primeiro, tem de admitir seus erros primeiro, tem de baixar a guarda e mostrar o quanto está se sentindo mal por tantas brigas... Enfim, plagiando o filme de Nancy Meyers, “alguém tem que ceder”!!! E que bom se puder ser você... porque isso é ser gente, é ser grande, é realmente “estar por cima”...
Eu sei, não é fácil, mas eu lhe garanto que a sensação de bem-estar que vai te invadir depois que você conseguir dar o primeiro passo, que você conseguir ceder em nome do amor que sente e da paz que tanto procura, será tão boa que terá valido o seu esforço.
Além do mais, pense um pouquinho: palavras como humanidade, honra, evolução, sensibilidade, afeto, doçura, querer-bem, entre tantas outras, nada mais podem significar do que isso – superar o ego e agir com o coração... Falar com brandura, propor uma conversa, chorar, demonstrar o que você está sentindo, tocar em assuntos tão delicados como confessar um erro seu, um sentimento pequeno que guiou suas atitudes, um arrependimento... Todos nós temos tanto a confessar para quem amamos... Experimente, ao menos desta vez, falar dos seus defeitos, dos seus erros, do quanto você deseja ser aceito como é, apesar de reconhecer que tem tanto a melhorar... falar de você ao invés de acusar, criticar, apontar os erros do outro, detalhar os defeitos da pessoa amada tin-tin por tin-tin, e ainda usar aquele tom trivial de “eu tenho razão”, “você é quem está errado!”, “é você quem precisa mudar”, etc...
Desta vez, fale de você, dos seus erros, do seu desejo de ser feliz, de recomeçar, de tentar de novo, mais um dia... e amanhã, quem sabe, errar um pouco menos... e amar um pouco mais...
Créditos:
Rosana Braga
Reconhecida como uma das maiores especialistas em relacionamentos interpessoais do país, pesquisadora da área há mais de 10 anos, Rosana Braga é conferencista, escritora, jornalista e consultora em relacionamentos. Autora de 5 livros e DVDs de Treinamento, tais como ‘O Poder da Gentileza’, ‘Faça o Amor Valer a Pena’, ‘Inteligência Afetiva – 2 volumes’, entre outros.
É permitida a reprodução deste artigo em blogs, jornais, revistas e sites, desde que citado o crédito acima na íntegra.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O drama católico


O Passado no Presente e o Presente no Passado: O Drama Católico
Apesar de possuir uma história tenebrosa e sangrenta, que sempre acompanhou as ações evangelizadoras da Igreja Católica, é difícil admitir que em pleno séc. XXI a Igreja insiste em lançar mão de práticas de controle e pressão social tão arcaico como a excomunhão.
No passado a Igreja era imponente. À sua ordem abriam-se os céus e o inferno."Anjos" e "demônios" viviam entre os humanos. Ou melhor, os demonizados viviam até que suas cabeças rolassem, ou enquanto não eram incendiados pelas fogueiras, ou por qualquer outra prática que visava fazer "justiça" e "limpeza" terrestre.
A política de evangelização da instituição religiosa "mudou" com o tempo. Com o limiar de um novo período onde a Igreja perdeu seu posto de oficialidade estatal, ela teve de mudar suas práticas mais perversas. Já não dava pra continuar com a prática de pôr fogo naqueles que não compartilhavam da mesma fé e opinião. A linguagem passa a ser outra: garantir seu status quo e manter e/ou atrair fiéis.
Distante do Centro de Roma, a Igreja Católica em todo o mundo vai se popularizando. Na América Latina, ela toma força junto às camadas populares. E aqui, em especial, ela cumpre um papel fundamental no combate contra a cultura coronelista e autoritária dos governos. Basta olharmos a história de nosso país: suas ações se fizeram presente na luta para consolidações das leis brasileiras (refiro-me as leis de garantias de direitos, como a C.F de 1988, ECA de 1990, etc.).
Devemos admitir que no Brasil a Igreja Católica ainda hoje mantém muito prestígio. Seu reconhecimento não se justifica somente pelo papel que desempenhou no passado. Sua força é legitimada pelo simbólico religioso, que no caso brasileiro, são estruturas alicerçadas na visão de mundo e expectativas de vida das camadas populares.
Usando de seu prestígio a Igreja institucionalizada interfere nos mais diversos segmentos da sociedade. Uma prova disso foi o fato de o arcebispo de Olinda e Pernambuco ter excomungado a equipe médica e a mãe da criança que fez aborto no dia 04 de março de 2009, depois de ser estuprada pelo padrasto. A interferência da Igreja repercutiu nacional e internacionalmente. Até o Presidente da República falou em público sobre o assunto. Dá pra imaginar um cenário tão polêmico e de grande repercussão se, por exemplo, a reprovação partisse de um setor religioso minoritário, como o pronunciamento de um líder da religião afro-brasileira, ou de um líder espírita desaprovando a atitude da mãe e as ações da equipe médica?
Qual a mãe que em sã consciência colocaria em risco a vida de sua filha, insistindo em uma gravidez que a levaria a morte. Qual médico que podendo salvar uma vida, não a salvaria por motivo de valores religiosos? Afinal vivemos em um Estado laico e o médico é um profissional que deve obedecer a normas de Estado, não às regras de Igreja A, B ou C. Mas contra os fatos é difícil argumentar: a Igreja exerce forte pressão social e anda descompassada no tempo, não tem conseguido acompanhar o ritmo do homem moderno. Atitude conservadora da excomunhão remete a tempos remotos, ao período Medievo.
No entanto a excomunhão da Igreja não representa mais tudo àquilo que representou no passado. Ao lançar mão de uma ferramenta tão inadequada para o momento, a Igreja pôde constatar que sua atitude recebeu ampla reprovação pela sociedade civil. Pois ao invés de apoiar a mãe e os profissionais da medicina, a igreja reprovou-os com pena da excomunhão, e como se não bastasse, ao se pronunciar sobre a ação criminosa do padrasto, a instituição tomou uma postura pacífica e quase que defensiva: afirmando que na escala de pecados, o pecado do aborto é mais perverso que o do estupro.
Os católicos são predominantes no Brasil, todavia o catolicismo vem perdendo terreno para outros credos religiosos. Um dos possíveis motivos da evasão da instituição seria o fato de a Igreja insistir em adotar valores tão fora do tempo em que vivemos. O comportamento dogmático e frio ao olhar as dores dos que sofrem, só confirma a distância temporal que a própria Igreja se colocou.
Destarte, espera-se que a Igreja encontre um caminho, uma máquina do tempo que realize a façanha de tirá-la do passado e remetê-la no mundo presente. Assim, enquanto esse "milagre" não acontece, tomemos um acento de telespectadores e assistamos ao drama da vida que a Igreja Católica cultivou para si.
Sociólogo Laércio Rodrigues
Original no site:

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ética com desconfiança?


A SOCIEDADE DESCONFIADA
Logo após a reeleição de Lula, seu marqueteiro João Santana foi perguntado sobre a deseducação do eleitor quando a campanha do PT afirmouque a privatização é algo ruim. Santana respondeu assim: "Não quero questionar como foram feitas as privatizações no governo FHC, mas o fato é que ficou, na cabeça das pessoas, como se algo obscuro tivesse ocorrido. Foi erro de comunicação do governo FHC, que poderia ter vendido o benefício das privatizações de maneira mais clara. (...) Eu trabalho com o imaginário da população. Em uma campanha, nós trabalhamos com produções simbólicas."
O resultado dessas "produções simbólicas" foi este: durante a campanha de Lula para a reeleição a propaganda do PT falava dos benefícios da privatização da telefonia enquanto o candidato Lula ameaçava:
- Cuidado! Se o Alckmin ganhar ele vai privatizar mais empresas!
Curioso... O resultado da privatização é bom, mas privatizar é ruim, sacou?
Durante dez anos as "produções simbólicas" petistas venderam a idéia de que a privatização da telefonia foi um negócio escuso. Portanto todas as privatizações - as tais "privatarias"- teriam sido negociatas.
Pois bem. No dia 4 de Março de 2009, dez anos depois da privatização da telefonia no Brasil, o juiz Moacir Ferreira Ramos, da 17ª Vara Federal de Brasília, absolveu os integrantes do primeiro escalão do governo FHC da acusação de terem beneficiado empresas privadas no processo de privatização. O juiz entendeu que as autoridades atuaram para valorizar o bem público. E na sentença ainda deu uma dura nos petistas - liderados por Mercadante e Berzoini - que entraram com a ação contra os responsáveis pelo processo de privatização: "Ora, se havia a preocupação com a apuração destes fatos, por que esses nobres políticos não interferiram junto ao governo atual, ao qual têm dado suporte, para que fosse feita a investigação dessas denúncias que apontaram na representação?"
Agora fala a verdade você acredita na sentença desse Juiz? Comentei o assunto com vários conhecidos e todos fizeram cara de paisagem. Umdeles deu uma gargalhada. Disse que só tucanos ou ignorantes pra acreditar nessa história. Afirmou que não se pode confiar na Justiça brasileira, que ela inocentou Collor, Quércia e tantos mais. Que o Dantas saiu da cadeia. Que é só uma questão de preço.
Para meu amigo, não tem discussão: no Brasil a Justiça só funciona quando condena.
A conclusão é triste: ninguém acredita mais em coisa alguma. E essa situação é culpa de quem? Você tem dúvidas? É claro que é das instituições: Executivo, Legislativo e Judiciário - que têm se esmerado em sujar suas reputações com atitudes e decisões cada dia mais escandalosas.
Nossos três poderes estão criando uma sociedade desconfiada. E sabe onde pega? Numa sociedade baseada na desconfiança, todo mundo é culpado.
Inclusive você.
Luciano Pires
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http://www.lucianopires.com.br/idealb/view.asp?topicID=10678

terça-feira, 21 de abril de 2009

Dimensão espiritual da vida

Foto: Lua D. Cezimbra, membro da RETRANS
Físico francês vence Prêmio Templeton por defender a importância da dimensão espiritual da vida
O físico e filósofo francês Bernard d'Espagnat venceu o Prêmio Templeton 2009, considerado o maior prêmio do mundo concedido a uma única pessoa, pelo seu trabalho ao afirmar a dimensão espiritual da vida.
A Fundação Templeton anunciou o prêmio de US$ 1,42 milhões na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Paris, no dia 16.
A reportagem é de Tom Heneghan, publicado pela agência Reuters, 16-03-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Os organizadores do prêmio disseram que trabalho de d'Espagnat, 87 anos, com física quântica revelou uma realidade além da ciência que a espiritualidade e a arte podem ajudar a compreender.
John Templeton Jr., presidente da Fundação criada por seu pai, falecido no ano passado, disse, durante a cerimônia, que d'Espagnat "explorou o ilimitado, as aberturas que as novas descobertas científicas oferecem de puro conhecimento e de questões que chegam ao verdadeiro coração da nossa existência e da nossa humanidade".
Entre os vencedores anteriores, estão o escritor russo Alexander Solzhenitsyn, o evangelista norte-americano Billy Graham e a irmã albanesa Madre Teresa.
D'Espagnat, um ex-físico sênior do laboratório de partículas físicas do Cern (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), em Genebra, e professor em universidades francesas e norte-americanas, afirma em seu livro que a física quântica moderna mostra que as realidades últimas não podem ser descritas.
A física clássica desenvolvida por Isaac Newton acredita que pode descrever o mundo por meio de leis da natureza que ela conhece ou irá descobrir. Mas a física quântica mostra que as minúsculas partículas contestam essa lógica e podem agir de formas indeterminadas.
D'Espagnat afirma isso com relação a uma realidade além do alcance da ciência empírica. As intuições humanas na arte, na música e na espiritualidade podem nos levar mais perto dessa realidade última, mas ela é tão misteriosa que não podemos concebê-la ou mesmo imaginá-la.
"O mistério não é algo negativo que deva ser eliminado", disse. "Pelo contrário, é um dos elementos constitutivos do ser".

Sobre física e filosofia

Em uma entrevista, d'Espagnat afirmou à Reuters que cresceu como católico, mas não praticou nenhuma religião e se considera um espiritualista.
Algumas descobertas desconcertantes da física quântica o levaram a acreditar que toda a criação tem uma totalidade e uma inter-relação que muitos cientistas deixam de lado ao tentar dividir os problemas em suas partes componentes em vez de entendê-los em contextos mais amplos.
Um deles é o entrelaçamento, a forma em que duas partículas subatômicas permanecem unidas mesmo que se afastem para muito longe uma da outra, de forma que os experimentos com uma irão automaticamente afetar a outra, sem qualquer comunicação aparente entre elas.
Essa visão colide com o ponto de vista materialista largamente difundido entre os cientistas.
"Os materialistas consideram que somos explicados inteiramente pela combinação de pequenas coisas pouco interessantes como os átomos e os quarks", disse d'Espagnat, cujo último livro em inglês – "On Physics and Philosophy" – foi publicado em 2006 [Em português, seu único livro publicado é "Olhares sobre a matéria" (Editora Instituto Piaget, 1994)].
"Eu acredito que nós, enfim, viemos de uma entidade superior à qual devemos reverência e respeito e à qual não deveríamos tentar nos aproximar tentando conceitualizá-la muito", disse. "É mais uma questão de sentimento".
Mesmo que não possam ser testadas, as intuições que as pessoas têm quando são movidas pela grande arte ou por crenças espirituais ajudam-nas a compreender um pouco mais das realidades últimas, disse d'Espagnat."
Quando ouvem uma boa música, as pessoas que gostam de música clássica têm a impressão de que chegam a alguma realidade dessa forma. Por que não?", questionou.
Arquivo original em:

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O Graal


Ao aprofundar minhas leituras do Evangelho, percebi que havia uma série de lacunas na narrativa e que olhos atentos veriam muito mais sobre Jesus do que a Igreja costumava ensinar. Ficava explícito que Jesus possuía irmãos, que tudo o que era relativo a sua infância era muito raso, que havia uma proximidade evidente entre ele e Maria Madalena e, principalmente, que talvez ele não tivesse morrido na cruz. Jesus dizia ser o Caminho, a Verdade e a Vida. Se eu quisesse conhecer a Suprema Verdade que aquele senhor misterioso mencionara, parecia coerente que eu pesquisasse sobre Jesus.
Mas foi uma obra de ficção que forneceu-me algumas pistas preciosas em busca da Verdade. A série cinematográfica Indiana Jones, de George Lucas e Steven Spielberg, levaram minhas indagações em direção à Arca da Aliança e do Santo Graal. No terceiro filme da série, eu tomava conhecimento de que o Santo Graal teria guardado o sangue de Jesus, e que ele era protegido pelos Cavaleiros Templários.Aquela era uma época sem internet. Eu morava em Lábrea, uma remota cidade do interior do Amazonas que sequer possuía livrarias ou Biblioteca, e as condições financeiras de minha família não permitiam luxos como importar livros de outra cidade do país. Restava-me perguntar a quem quer que pudesse saber alguma coisa. Achei que os Irmãos Maristas poderiam ser perfeitamente consultados, e foi o Irmão Ênio que deu-me a informação mais significante neste ponto. Segundo ele, os Templários eram os Cavaleiros do Templo do Rei Salomão, mas eles já não existiam e teriam dado origem a outra ordem conhecida como Maçonaria.
Bem, lá estava eu às voltas com a Maçonaria novamente. Agora eu estava determinado a pesquisar a Ordem mais a fundo e, entre mitos acerca de um segredo guardado sobre ameaças de morte e rumores de que seus membros tinham pacto com o demônio, por ocasião de precisar extrair um dente, entrei na casa de um dentista que era Maçom. O consultório ficava dentro da casa dele, e era preciso passar pela sala para chegar até lá. Sua residência era repleta de símbolos maçônicos e, na parede, destacava-se o quadro A Última Ceia, de Leonardo da Vinci.
Fiquei intrigado, pois tinha ouvido dizer que um Maçom não podia ser cristão. Mais tarde descobri que um cristão é que não podia ser Maçom, mas um Maçom poderia seguir a religião que quisesse. Acabei não resistindo em perguntar ao dentista se ele era cristão, ao que ele respondeu-me que não, e notando que eu perguntava por conta do quadro, ele disse que aquele quadro estava ali por que ele o achava bonito. Interessado no Santo Graal e ciente de lendas que diziam que ele teria sido um cálice que esteve com Jesus na última ceia, coloquei-me a procurar o Graal no quadro de Da Vinci, mas não o encontrava. Onde está o Santo Graal, eu perguntei. Nisto, o dentista deteve-se um pouco e veio questionar-me sobre o que eu sabia sobre o Santo Graal. Eu falei para ele o pouco que eu sabia e, por fim, ele disse algo que a princípio me pareceu uma brincadeira. O Graal está no quadro, basta você procurar. Não era possível! Eu colocava-me a olhar o quadro inteiro e, definitivamente, não conseguia encontrar o Graal ali. Acabei precisando ir para a cadeira do dentista, pois o consultório já estava pronto.
Saí daquele lugar com uma idéia fixa. Fatos contundentes se revelavam para mim: se os Templários que protegiam o Graal deram origem a Maçonaria; se o dentista era Maçom e dizia que o Graal estava no quadro de Da Vinci, apesar de eu não encontrá-lo, as coisas pareciam começar a se encaixar, e eu precisa de uma cópia do quadro da Última Ceia.
Eu acabaria conseguindo analisar uma cópia do quadro A Última Ceia na casa da avó de um colega de escola meses mais tarde, mas meus esforços investigativos revelaram-se ineficientes.As implicações a respeito do Graal foram amplamente discutidas por vários estudiosos, e deram origem a diversas teorias sobre a possibilidade de Jesus não ter morrido na cruz, de ter casado-se com Maria Madalena e, sobretudo, de ter deixado descendentes.
Mas minhas preocupações a respeito do Graal eram bem outras, entretanto. Não passava-me pela mente a idéia de que o Graal pudesse significar a descendência de Jesus, tal como muitos teorizam. Em minha busca descompromissada e solitária, eu tentava entender como a Maçonaria, dita satanista pela população, poderia ter relação com cavaleiros que eram guardiões do Santo Graal, que deveria ser objeto de adoração Cristã.
Postado por Augusto Branco às 16:17 no site:

domingo, 19 de abril de 2009

Esvaziando os Armários

Por Corrado Spallanzani
Todos os anos há um momento em que olhamos nossos armários com um olhar crítico. Olhamos aquelas roupas que não usamos há tanto tempo. Olhamos aquelas roupas que não usamos há tanto tempo. Às vezes tiramos alguma coisa e damos para alguém, mas a maior parte fica lá, guardada sabe-se lá por quê. Um dia alguém me disse: “tudo o que não lhe serve mais e você mantém guardado, não lhe traz coisas positivas. Livre-se de tudo o que não usa e verá como lhe fará bem.”
Acontece que nosso armário não é o único lugar da vida onde guardamos coisas que não nos servem mais. Você tem um armário desses no interior da mente. Dê uma olhada séria no que anda guardando lá. Experimente esvaziar e fazer uma limpeza naquilo que não lhe serve mais.
Jogue fora idéias, crenças, maneiras de viver ou experiências que não lhe acrescentam nada e lhe roubam energia.
Faça uma limpeza nas amizades, aqueles amigos cujos interesses não têm mais nada a ver com os seus.
Aproveite e tire de seu "armário" aquelas pessoas negativas, tóxicas, sem entusiasmo, que tentam lhe arrastar para o fundo dos seus próprios poços de tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento. A insegurança dessas pessoas faz com que busquem outras para lhes fazer companhia, e lá vai você junto com elas.
Junte-se a pessoas entusiasmadas que o apóiem e apóiem seus sonhos e projetos pessoais e profissionais.
Não espere um momento certo, ou mesmo o final do ano, para fazer essa "faxina interior". Comece agora e experimente aquele sentimento gostoso de liberdade. Liberdade de não ter de guardar o que não lhe serve. Liberdade de experimentar o desapego. Liberdade de saber que mudou, mudou para melhor, e que só usa as coisas que verdadeiramente lhe servem e fazem bem.

sábado, 18 de abril de 2009

Simbolismo e Física Quântica


Neste ponto, o que pode parecer pura crendice, pode ser algo muito sério. Muito da tecnologia que temos, atualmente, poderia ser considerada como mágica a tempos atrás. Acender uma lâmpada, ter sua voz ampliada num microfone, ou simplesmente usar o controle remoto da tv, poderia ser algo extremamente místico aos olhos de um homem da era medieval. Em tribos primitivas, a inalação de ervas usadas em rituais têm seu poder de cura atribuído às feitiçarias dos pajés. Quero dizer com isto que aquilo que classificamos como mágica pode não passar do uso de técnicas desconhecidas ou não compreendidas por nós.
Há, mesmo, um certo consenso de que os Três Reis Magos citados no evangelho cristão fossem, na verdade, reis donos de grande conhecimento científico e que por isso eram considerados magos. Hoje sabemos, conforme papiros recém encontrados, que muitos dos milagres operados nos Templos da Grécia, de Roma e do Antigo Egito – tais como carruagens que voavam pelos templos sem nada que às sustentasse, deusas que jorravam leite por seus seios, deuses que falavam, que choravam sangue e até andavam – eram engenhosas máquinas desenvolvidas por gênios como Éron de Alexandria, mas para o povo eram milagres.
Mas o desconhecido que outrora foi classificado como “magia” não está apenas para as classes menos instruídas da população. Pesquisas no campo da Física Quântica têm demonstrado como podemos movimentar uma partícula apenas olhando para ela, como podemos esquentá-la ou resfriá-la, também, apenas com o olhar. E nisto não ocorre nenhuma mágica: são apenas fenômenos físicos para os quais não temos completo entendimento.Também já conhecemos as propriedades de alguns cristais e pedras preciosas na produção de lasers, e também na terapia de algumas doenças. A esmeralda ao ser trespassada por um tipo específico de feixe de luz, amplia a intensidade das propriedades da luz de tal forma que cogita-se a possibilidade de usá-la no tratamento de vários tipos de câncer.
Há também um efeito físico interessante que é conhecido como o Poder das Pontas: num condutor eletrizado, a carga de energia tende a se acumular nas regiões pontiagudas. Em virtude disso, o campo elétrico próximo às pontas do condutor é muito mais intenso que nas nas proximidades das regiões mais planas. É por isso que nos dias de tempestades intensas não é recomendável abrigar-se sob árvores ou em lugares mais altos, pois eles tendem a atrair maior quantidade de raios, devido a conservarem muito mais carga elétrica em suas regiões (que são extremidades) do que nos lugares mais planos.
A idéia geral que as pessoas possuem de um símbolo também tende a conceituá-los como meros instrumentos de comunicação ou expressão de pensamentos. Jung, fez um grande estudo neste campo e as constatações dele possuem o seu valor, merecendo uma breve nota. Jung afirma que toda imagem arquetípica não é um símbolo por si só. Ele reconhece que nos símbolos reúnem-se opostos numa síntese que vai além das capacidades de compreensão disponíveis e que, portanto, não pode ser objetivamente conceituada. Se é de uma parte acessível à razão, de outra parte lhe escapa para vir fazer vibrar cordas ocultas no inconsciente.
Nas palavras de Jung 'um símbolo não traz explicações; impulsiona para além de si mesmo na direção de um sentido ainda distante, inapreensível, obscuramente pressentido e que nenhuma palavra de língua falada poderia exprimir de maneira satisfatória.' A natureza dos símbolos, no decorrer das análises jungnianas, acaba sendo considerada como expressão do que ele chamou de “inconsciente coletivo”.
Entretanto, o símbolo, uma vez expresso, adquire formas materiais, e cada forma possui suas funções e propriedades. Um quadrado ou um triângulo podem não ser bons para fazerem algo girar sobre eles, mas um círculo ou uma roda fazem isso com facilidade. Imagine, agora, o símbolo metálico de um Estrela de cinco pontas, um pentagrama. Entre um círculo de metal e um pentagrama de metal, é evidente que a estrela poderá reter muito mais carga elétrica em suas pontas e, assim, atrair um maior número de raios que o círculo de metal. Portanto, é razoável deduzir que a adequada utilização de símbolos possa realmente produzir ou ajudar a alcançar certos resultados.
Postado por Augusto Branco às 16:08 no site:

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Planejamento estratégico



Adequando os conceitos de Planejamento Estratégico às estórias bíblicas, percebemos que YHVH* muitas vezes orienta os líderes do povo escolhido quanto ao que fazer. Abraão é orientado a sair de Ur, na Babilônia, e seguir pelo deserto rumo às Terras de Canaã, terra escolhida para a formação do povo de Israel. Moisés é orientado a guiar o povo hebreu na fuga do Egito, quando se dá a famosa travessia do Mar Vermelho. Imagino que, se o futuro já estivesse definido, YHVH não precisaria fazer tais orientações ao seu povo, pois estaria claro que tais coisas aconteceriam irremediavelmente, sem haver necessidade da orientação divina.
Muitas vezes YHVH diz a seu povo coisas como “segue por tal caminho, lá encontrarão tal coisa, e façam aquilo outro”. É assim quando orienta os hebreus a combaterem determinado povo num dia em que Ele faria o sol apagar-se, ou seja, quando aconteceria um Eclipse. YHVH, portanto, conhece as variáveis do Universo e orientava seu povo como quem movimentava peças num tabuleiro de xadrez, possuindo grande certeza de que conseguiria o resultado esperado.
Em Apocalipse de João, livro que originou estes raciocínios acerca do futuro, pode-se observar que: primeiramente, aquilo que está descrito no Livro das Revelações, o Apocalipse, assemelha-se bastante de um Planejamento Estratégico. Considerando que o opositor de YHVH seja Lúcifer e conhecendo razoavelmente o modo de agir de seu concorrente, YHVH mostrava a João quais acontecimentos sucederiam nesta batalha entre Ele e Lúcifer. Tal demonstração serviria, ao mesmo tempo, para assegurar à humanidade que se mantivessem fortes, pois YHVH garante que seu sistema será restabelecido na Terra, e também serviria para alertar aos homens sobre o modo de agir de Satanás, a fim de que a humanidade não debandasse para o lado dele inocentemente, além de consistir em um instrumento de pressão sobre a “concorrência”, desmotivando-os, fazendo-os acreditar em uma derrota certa, quando na verdade o que YHVH tem é apenas um bom plano ou bons trunfos na manga.
Assim, justifica-se que Lúcifer continue agindo em nosso mundo, por que o futuro não está definido e ele crê que pode ganhar esta batalha. Apesar de YHVH garantir que sairá vitorioso, Ele não revela em detalhes como fará para vencer. Quando passou tais informações a João, parece ter pretendido apenas revelar como age o inimigo, ou seja, revelar o Planejamento Estratégico de Lúcifer para os efeitos já citados, mas não diz como Ele suplantará tal adversário.
Considerando que as interpretações acerca do livro do Apocalipse em comparação com as atividades de sociedades secretas de vertente satanistas estejam corretas, Lúcifer parece confiante em sua estratégia e não tem mudado muito o ritmo da batalha, a qual segundo previsões de diversas civilizações antigas parece estar encaminhando-se para o fim. As sociedades secretas, em geral, conservam rituais místicos dos quais não escapam aqueles destinados a fazer previsões sobre o futuro. Em conversas com meu amigo Raimundo Gomes Braga, familiar de um grande Mestre da União do Vegetal, uma seita estruturada em sólidos valores humanitários e espirituais, mais conhecida por seus rituais envolvendo o consumo do chá da Hoasca, tomei conhecimento da hipótese de que o consumo do chá foi passado aos índios latino-americanos pelo Rei Salomão, que teria mantido minas de exploração mineral na América Latina na Antiguidade. Raimundo seguia dizendo que o chá possibilitava que as pessoas pudessem receber mensagens orientando a forma como deveriam estabelecer sua conduta moral e espiritual, e até fazer revelações sobre o futuro. Salomão teria aprendido a fazer uso do chá para tomar conhecimento dos acontecimentos vindouros, provavelmente, em sociedades secretas cujos nomes perderam-se na estória.
A idéia de que sociedades secretas da Antiguidade eram dadas a previsões sobre o futuro é reafirmada na Grécia, onde os Oráculos guardavam suas técnicas com severo segredo, e mesmo o culto bárbaro e luxurioso das bacantes, em Roma, intentava obter visões futuras, também. Ciente de que as sociedades secretas dizem-se portadoras de conhecimentos anteriores a 6 mil anos, por que não considerar que preservariam em seu seio algumas técnicas para previsão do futuro, como era habitual entre os povos antigos? O caminho que eu percorreria até confirmar este pensamento seria bastante inusitado, porém.
Postado por Augusto Branco às 13:44 no site:

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*Tetragrama YHVH (יהוה), refere-se ao nome do Deus de Israel em forma escrita já transliterada e, pois, latinizada, como de uso corrente na maioria das culturas atuais.
Originariamente, em
aramaico e hebraico, era escrito e lido horizontalmente, da direita para esquerda יהוה; ou seja, HVHY. Formado por quatro consoantes hebraicas — Yud י Hêi ה Vav ו Hêi ה ou יהוה, o Tetragrama YHVH tem sido latinizado para JHVH já por muitos séculos.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Hermes Trimegistos


A resposta mais tangível para a real função da humanidade é encontrada quando seguirmos as pistas de Hermes Trimegistos.
Com o advento do cd, muitos trabalhos musicais foram relançados, e eu tive a oportunidade de comprar um coletânea de Jorge Ben Jor. Entre tantas canções adoráveis daquele artista, como “Chove Chuva”, “Mas que nada” e “Taj Mahal”, chamava-me a atenção a balanceada, risível e enigmática canção “Os Alquimistas Estão Chegando”. Como de costume, verifiquei os créditos da canção que faziam referência ao álbum Jorge Ben e a Tábua de Esmeraldas. Aquilo me deixou intrigado. Um título como este não poderia ser apenas criatividade ou delírio artístico. A música falava sobre alquimistas, então pensei que a tal Tábua de Esmeraldas pudesse ter algo a ver com alquimia. Na canção, Jorge Ben Jor descreve como os alquimistas se comportam. (...) Afinal, o que o mestre do swing sabia sobre alquimia? Eu não podia falar pessoalmente com Jorge Ben Jor, mas eu podia comprar seu cd, e foi o que eu quis fazer, mas não encontrei nenhum exemplar na loja. Este era o ano de 1999. Já havia internet, mas não havia o hábito das pessoas em procurar alguma coisa na rede. Assim, fui recorrer a alguém mais sábio: Henry Ford, o vendedor da loja de cds. Ele disse que não tinha aquele cd em Porto Velho, mas ele tinha um vinil daquele álbum em casa. Se eu quisesse, ele poderia gravar uma fita k-7 pra mim. Quem não souber o que é fita k-7 pode procurar na internet, agora: certamente que irá encontrar. Henry Ford, me falava que era um disco de canções muito malucas, que a capa do vinil tinha uma ilustração cheia de deuses, fazendo menção a um tal Hermes Trimegistos e com os dizeres “É verdade. Sem mentira. Certo. Muito Verdadeiro.”
Eu sabia que Hermes era um Deus Greco-Romano, atribuído ao comércio em alguns desenhos animados. Puxando assunto com minha irmã, que fazia o curso de Contabilidade, ela mostrava-me que Hermes era o patrono do curso dela, e mostrou-me o que ela chamava de Elmo de Hermes.Analisando o Elmo de Hermes, eu logo percebei as duas serpentes, símbolo da sabedoria. O caduceu podia ser entendido como expressão de poder. Assim, já conseguia ler “O poder do conhecimento” ou “O conhecimento tem poder”, já que as serpentes estavam enroladas no bastão, e não o contrário. Crica, minha irmã, disse-me que o elmo era um capacete, simplesmente. Capacetes protegem cabeças. Segundo a Crica, um professor disse a ela que o elmo do Contador era para proteger contra pensamentos baixos ou antiéticos, por isso as asas. Eu podia compreender o significado do elmo como me foi dito, mas não justificado pelas asas. As asas poderiam significar pensamentos elevados, superiores, conhecimentos superiores, sim, mas nas ilustrações dos desenhos animados, Hermes usava sapatos com asas para viajar e levar mensagens dos deuses. As asas poderiam significar o objetivo de comunicação do conhecimento. Então, eu poderia ler o elmo do curso de Contabilidade como “Comunicação/Transmissão/Ensino de Conhecimentos Protegidos, Superiores e Poderosos.” Imagine o que acontece quando substituímos a palavra “Protegido” por “Escondido”, ou “Oculto”...
Temos, por fim, “Ensino de Conhecimentos Ocultos, Superiores e Poderosos”
Consultando as páginas de revistas de horóscopos eu tomei conhecimento de que Hermes foi sincretizado em Roma com Mercúrio, regente do signo de Gêmeos. Não era simplesmente o deus do comércio ou das matemáticas (razão pela qual seu elmo era usado no curso de Contabilidade). Hermes é o deus do Conhecimento, seu símbolo maior é a Serpente, a qual é usada nos símbolos de diversas profissões, inclusive a Medicina.
Por fim, o disco de Jorge Ben Jor chegava às minhas mãos. As gravuras da capa eram tais como me foram descritas. Agora eu tinha certeza que a referência era mesmo ao Hermes da mitologia greco-romana, e há uma canção de Jorge Ben Jor que diz em seus versos que Hermes Trimegistos escreveu usando diamante em uma lâmina de esmeralda que... o que está embaixo é como está no alto, que todas as coisas provém do um (por adaptação), e... o que ele (Hermes) disse da obra solar está completo. A música deveria ser um resumo, provavelmente, mas aquele conceito de que tudo provinha do um e que o que está em cima é como o que está abaixo eram observações por demais avançadas para terem sido entregues antes mesmo de toda a filosofia grega...
Somando isto aos meus conhecimentos de simbologia e metafísica grega, que tive oportunidade de ler na biblioteca do Colégio Herbert Alencar quando eu fazia a sexta série, tudo se encaixava como uma luva. Mais uma vez, ficava claro que as sociedades secretas às quais muitos alquimistas integravam, possuíam conhecimentos elevados dentro de seu seio, e desde a Antiguidade, eram estes conhecimentos que deviam ser repassados lá dentro. Nem preciso dizer que fiquei louco pra conhecer algo mais acerca da tal Tábua de Esmeralda. Com suas canções balanceadas, Jorge Ben Jor irradiava luzes de conhecimento...
Nos livros, pude perceber que tudo que era considerado Hermético estava relacionado à sabedoria e às metodologias científicas. Hermes parecia ser amplamente reconhecido por seus préstimos à Humanidade, e eu começava a especular se haveria alguma ligação entre Hermes e Lúcifer.
Eu viria a ter contato com os ensinamentos de Hermes Trimegistos anos mais tarde, mas naquela época o que eu podia fazer era apenas analisá-lo de modo a encontrar pistas sobre quem ele teria sido, e isto fazia com que eu buscasse parâmetros dele em outras Mitologias. A semelhança de certas mitologias, numa época de sociedades isoladas geograficamente e sem meios eficientes de comunicação, faz pensar que algo de muito verdadeiro há por trás de todas essas alegorias. Agora, eu queria aprofundar meus conhecimentos sobre as origens de Hermes procurando possíveis sincretismos dele nas mitologias de outras civilizações. E encontrei.
No Egito, Toth é o deus da Sabedoria. Em um livro de História, vi em uma tirinha de curiosidades, que Toth era chamado de Hermes Trimegisto, na Grécia, e que a ele era atribuído um conjunto de 42 livros, chamado de Corpus Hermeticum, nos quais foram transmitida toda a sabedoria do mundo! Isso faz parecer que a sabedoria do mundo é muito pequena, mas os escritos de Hermes são tão avançados, que somente nos dias atuais a Nanotecnologia, a Física Quântica e o avanço dos Conhecimentos Cosmológicos começam a alcançar seu lastro.
Na mitologia grega, lemos que Hermes é o mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses. Ainda bebê, roubou parte do rebanho de seu irmão Apolo, o qual acabou oferecendo seu gado em troca da lira que Hermes inventara, e depois também ofereceu a Hermes o dom da adivinhação em troca da Flauta de Pã que Hermes também inventou. Hermes é considerado protetor de praticamente tudo na humanidade, dos viajantes aos ladrões. Por seu famoso feito de descer à morada de Hades para tentar resgatar sua amada Perséfone, ficou conhecido também como o deus que liga o reino dos vivos com o reino dos mortos, tal como Toth, na mitologia Egípcia. É considerado deus da eloqüência e patrono dos esportistas, é representado como um jovem de belo rosto, vestido com túnica curta. Na cabeça tem um capacete com asas, calça sandálias aladas e traz na mão seu principal símbolo, o caduceu.
Podemos ver que o Conhecimento de Hermes é um conhecimento Criativo. Ele inventa coisas. Também é habilidoso em suas relações inter-divinas, qualificação essencial para um bom diplomata; É um deus dado às paixões, mas é curioso notar que a este que é atribuído tantos dons de Conhecimento, esteja também a marca do furto ou do proibido.
O Caibalion é o livro fundamental do Conhecimento Hermético, que na verdade é o conhecimento transmitido por Toth ao povo egípcio, também relacionado com Imohtep, um homem que dominava diversas ciências naquela civilização. O Caibalion é um livro que traz tamanho conhecimento que é mesmo uma barbaridade resumi-lo, coisa que só me atrevo a fazer por necessidade de manter a dinâmica do raciocínio.
Postado por Augusto Branco às 09:06 no site:

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O que é a Maçonaria?

A origem da Maçonaria se perde através das infinitas muralhas do tempo. Remonta ao berço da sociedade humana. Volve ao tempo dos primeiros ciclos da civilização.
Orientada para a utilidade sensorial e as conveniências morais do gênero humano, desde eras imemoriais, pois veio existindo a Sublime Instituição Maçônica. Nunca foi e nem será de nenhum país: não é francesa, nem escocesa, nem americana ou inglesa, tampouco hebraica ou egípcia. Por isso, não pode também ser sueca em Estocolmo, prussiana em Berlim, turca em Constantinopla, lusa em Lisboa ou brasileira em Brasília. É uma Instituição Una, Universal. Tem muitos centros de ação, mas um só de unidade, resultante da sua unidade doutrinária, imutável no perpassar dos séculos. Se ela tivesse perdido esse caráter de unidade e universalidade, já haveria deixado de existir.
Isso não impede, todavia, que ela se revista de certos aspectos peculiares em cada país, derivantes dos fatores históricos, sociais e econômicos do ambiente em que atue.
Reunindo a totalidade dos seus filiados num perfeito e disciplinado corpo de aparelhamento social, a Maçonaria logrou se manter em atividade profícua pelas civilizações em fora, mostrando-se sempre no seu caráter de organização indefectível e fazendo com que o seu benéfico raio de ação abrangesse todas as conquistas da espécie humana.
Nos dias do pretérito, por exemplo, na época dos magos egípcios, já a Maçonaria estava implantada na superfície da Terra. Gozava do elevado conceito de uma Academia de Evolução gradativa, atuante nos diversos setores de sua atividade. O alcance dessa mira de aperfeiçoamento para a harmonia do conjunto, ela o desenvolvia mediante as sugestões decorrentes das suas ensinanças do momento.
Na sua trajetória gloriosa, tomou as denominações de "ORDEM DOS GUARDAS DA LEI DAS DOZE TÁBUAS", "ORDEM DOS ESSÊNIOS", "ORDEM DOS TEMPLÁRIOS", "ORDEM DO CARDO", "ASSOCIAÇÃO DOS PEDREIROS-LIVRES", e outras mais.
O reflexo da atual Maçonaria deve ter feito sentir-se nos tempos de Moisés, na Palestina dos Romanos e no Continente do Velho Mundo.
O vocábulo - Maçonaria - derivou do termo françês - maçon - que traduzido para o português, quer dizer - "pedreiro". Eis como se justifica o motivo dos maçons serem conhecidos como "pedreiros-livres".
Os antigos pedreiros de profissão da Europa exerciam seus misteres isoladamente. Com o perpassar dos tempos, dado o personalismo envolvente de suas atividades profissionais, reconheceram as irrefutáveis vantagens de se associarem para melhor proveito na defesa de seus direitos. Resolveram, então, formarem-se em Sociedade, à qual emprestaram o nome simbólico de Maçonaria.
Essa Maçonaria da qual foram os mesmos pioneiros teve a princípio um caráter apenas operativo. Uma vez agrupados e constituídos em sociedade, começaram logo a ser procurados por outros de funções diferentes, tais como arquitetos, carpinteiros, pintores etc. Então, estes propuseram-lhes uma união na qual se estruturaria o fortalecimento da Associação.
Mas, para que a Sociedade recém-criada pudesse perdurar e progredir, impondo-se como força viva no seio de todas as esferas de relações, tornou-se necessário que lhe emprestassem um cunho místico, dirigido para todas as posteridades.
Não foi difícil a resolução adequada para tem problema: à lembrança dos seus adeptos acudiu a existência da "Ordem dos Templários", cujo prestígio era insofismável. Na adaptação ao método da dita "Ordem" entrou o regime dos símbolos, ligando-se, assim, à tradição dos Templos. Desse modo, surgiu a Maçonaria moderna sem se divorciar de nenhuma formalidade das praticadas nos Templos dos mistérios egípcios, essênios e templários. Escavar e origem dos citados mistérios é cousa muito trabalhosa. Orientando-se, entretanto, pelas lendas mais em voga, as raízes de tais mistérios foram reveladas no campo da Maçonaria e tradicionadas na construção do famoso TEMPLO DE SALOMÃO. Estendendo-se mais um pouco a investigação, descobrir-se-á que elas foram identificadas em leves traços indiciários também nos antigos ritos dos povos orientais.
Colocadas à margem, essas lendas, para se aprofundar nos registros da história, serão, outrossim, encontradas nas práticas das classes sacerdotais dos antigos persas, assírios e gregos-latinos, estudantes dedicados da filosofia de vida, das mutações da natureza e das influências dos astros. Fácil será descobrir, ao mesmo tempo, que os mencionados sacerdotes houveram por bem convencionar vários símbolos e sinais que ficaram eternizados nas esculturas de seus Templos, hoje oferecidos à apreciação dos adeptos da Maçonaria.
Dócil aos intuitos de progresso, as fileiras das primitivas associações dos pedreiros-livres foram-se avolumando; ante a evidência de tal fato, em outras nações foram sendo fundadas associações congêneres, funcionando sob os auspícios do Grande Arquiteto dos Mundos. Templos foram erigidos em muitas localidades, aos quais deram denominações de Lojas.
Os mestres construtores e dirigentes de tais associações passaram a aceitar, como membros honorários delas, patrões e pessoas de reconhecida cultura intelectual ou de posses financeiras abonadas.
Muito embora se tratasse de estranhos às profissões dos fundadores, eram adotados e recebidos com bons augúrios, desde que se confessassem atraídos pela beleza dos programas operativos e doutrinários por eles abraçados.
Em conseqüência, naqueles Templos ombreavam-se criaturas de todas as raças e crenças, como que ancoradas num mesmo porto de segurança e em busca da pérola mística da fraternidade.
Dentro de suas paredes, reuniam-se, galhardamente, hindus, com sua incredulidade neste mundo e sua crença inquebrantável na vida futura; budistas, com sua percepção de vida eterna, sua compaixão sem limites de sua mansidão irremovível; maometanos, com sua sobriedade patriarcal, seus dogmas e preceitos do AL-CORAN; judeus, com sua fidelidade férrea do Deus Único, tanto nos bons como nos maus dias; cristãos, com sua temeridade ao Altíssimo, transubstanciados no Amor Crístico, e espiritualista, com seu interesse peculiar pelos mortos e os vivos etc.
Desse modo, para o seio dos "maçons antigos" marcharam os "maçons aceitos". Dentre estes, obteve destaque especial um grande Marechal-General escocês, chamado Roberto Moray, que conseguiu, pela sua influência pessoal, conquistar a cooperação de um outro escocês, de renome, Elias Ashmole, arqueólogo de notável saber. Esses dois vultos, decorrido algum tempo, imprimiram grandes reformas nos estatutos da associação e estabeleceram-lhes um novo método de funcionamento, criando a liturgia ritualista.
Dessa forma, a Sociedade mudou sua designação anterior: passou a ser conhecida por Maçonaria Escocesa Antiga e Aceita.
Maçonaria, por ter sido começada por pedreiros.
Escocesa, porque seus primeiros orientadores intelectuais foram dessa nacionalidade.
Antiga, porque nela continuaram os antigos fundadores.
Aceita, visto serem nela admitidos elementos estranhos às profissões dos primitivos associados.
Em virtude do seu novo método de orientação, permanecem estacionários os ideais da Maçonaria Alta, por algum tempo. Com a evolução dos conhecimentos de grande maioria dos associados, um outro programa se impôs: passou ela a tratar do estudo das ciências, das artes, da moral e do progresso da humanidade. Então, foram organizados corpos de doutrina, e suas atenções depositadas nos intuitos de preparação dos seus filiados no apostolado do Bem, das Virtudes, da Luz e da Verdade, advindos dos elevados tirocínios das antigas iniciações. Aí, começou então o declínio da sua feição inicial, para ser constituída a Grande Sociedade, que hoje é bastante conhecida.
Tornou-se, verazmente, numa verdadeira academia de sentido moral, a expandir a mais pura de todas as filosofias. Passou a ser um pequeno mundo ideológico implantado no grande mundo geológico: a Instituição Orgânica da moralidade.
Fiel às suas finalidades, veio construindo seus Templos, até os dias vertentes, sem nenhuma tropelia, imbuída dos mais elevados princípios e tendo por roteiro várias doutrinas transfundidas num único ideal. Nesses Templos, são esquecidas as preocupações mundanas, os receios atribuladores; perdoam-se os agravos, avivam-se as esperanças e suavizam-se as asperezas da vida. São Templos Augustos do Amor divinizado e da fina educação cívica, verdadeiros retiros silenciosos dos homens de boa vontade.
A sua universalidade, o seu cosmopolitismo, a sua moral sã e seus princípios salutares, tão belos como a criação, são apresentados em suas Lojas, para o bem de todas as almas humanas.
A Maçonaria proclama, desde a sua origem, a existência de um Princípio Criador, ao qual, em respeito a todas as religiões, denomina Grande Arquiteto do Universo;
A Maçonaria não impõe limites à investigação da verdade e, para garantir essa liberdade, exige de todos a maior tolerância;
A Maçonaria é acessível aos homens de todas as raças, classes e crenças, quer religiosas quer políticas, excetuando as que privam o homem da liberdade de consciência, da manifestação do pensamento, restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa humana e exijam submissão incondicional;
A Maçonaria além de combater a ignorância em todas as suas modalidades, constitui-se numa escola, impondo-se o seguinte programa:
a) obedecer às leis democráticas do Pais;
b) viver segundo os ditames da honra;
c) praticar a justiça;
d) amar o próximo;
e) trabalhar pelo progresso do homem.

A Maçonaria proíbe discussão político-partidária e religioso-sectária em seus Templos.
A par dessa definição a Maçonaria, também, proclama os seguintes princípios:
  • Amar a Deus, a Pátria, a Família e a Humanidade;
  • Defender os direitos e as garantias individuais;
  • Praticar a beneficência, de modo discreto, sem humilhar;
  • Considerar o trabalho lícito e dígno como dever do homem;
  • Exigir de seus membros boa reputação moral, cívica, social e familiar, pugnando pelo aperfeiçoamento dos costumes;
  • Exigir tolerância para com toda forma de manifestação de consciência, de religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam os de conquistar a verdade, a moral, a paz e o bem social;
  • Lutar pelo princípio da eqüidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obra e méritos;
  • Combater e fanatismo, as paixões, o obscurantismo e os vícios.
Os ensinamentos maçônicos orientam seus membros a se dedicar à felicidade de seus semelhantes, não só porque a razão e a moral lhes impõem tal obrigação, mas também porque esse sentimento de solidariedade os faz irmãos.

FONTES: Livro "AO PÉ DAS COLUNAS' de Luiz Prado
Editora "A Trolha"
Capturado no site:

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ordem Rosa-Cruz e Maçonaria


Para promover a considerada “evolução 'inevitável', os líderes ocultistas na Europa e na América do Norte no fim do século XVIII começaram a executar um plano concebido na última década do século XVI pela rainha Elizabeth I e por Sir Francis Bacon, de estabelecer uma Nova Atlântida no Sétimo Continente da América do Norte.
Sir Francis Bacon e a rainha Elizabeth I figuram nos quadros da Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz – AMORC, e têm seus nomes relacionados com a criação da Maçonaria.A Ordem Rosa Cruz afirma ter suas origens nas antigas Escolas de Mistérios do Egito, a cerca de 4.000 anos, e é provável que eles possuam muitos dos conhecimentos repassados na Antiguidade sobre diversas ciências antes classificadas como ocultas, mas que o passar do tempo vem classificando como “modernas”.
Entretanto, o cômpito do calendário Rosacruz inicia-se em 1.353 a.C e a forma como a Rosa Cruz é instituída hoje seria resultado de algumas transformações, influenciadas inclusive pelo Cristianismo.
Diz-se que importantes membros da Rosa Cruz tiveram contato com os Essênios, que formavam uma das principais escolas secretas da Palestina do primeiro século e, na perspectiva da AMORC, Jesus teria sido membro deste grupo, que se concentrava ao redor do Monte Carmelo.
Os membros da escola essênia vestiam-se de branco e seguiam uma dieta vegetariana, como a ordem monástica cristã dos Carmelitas, conhecidos também como Monges Brancos. Estes monges afirmam abertamente que Jesus era essênio e foi criado no Monte Carmelo, ainda que as escrituras essênias sejam excluídas da Bíblia promulgada geralmente pela Igreja. Os essênios eram também conhecidos como nazarenos, sendo que Nazaré era um de seus redutos, e é importante notar que o termo “nazareno” era anterior ao nome do lugar.
Nazareno, em hebraico, significa sentinela, aquele que vigia ou, ainda, aquele que protege. A vigilância da conduta ética, religiosa e social era um dos preceitos mais fortes dos essênios ou “nazarenos”, também tidos como guardiães ou protetores de um importante conhecimento. Isto poderia justificar o por que de Jesus ter sido chamado, também, de Nazareno, apesar de os evangelhos dizerem que ele nasceu em Belém. Apenas para citar, quando perguntado sobre quando seria o tempo em que ele haveria de retornar, Jesus disse a seus discípulos: vigiai... que “eu virei como um ladrão”, ou seja, sem aviso, e deste modo era importante que as pessoas vigiassem sua conduta tal como faziam os nazarenos ou essênios.
Devido ao suposto contato com os Essênios e, conseqüentemente, com o Cristianismo, a Ordem Rosa Cruz assumiu características cristãs.
Mais tarde, por conta da Inquisição, duas importantes sociedades foram perseguidas pela Igreja Católica, acusadas de heresia – a ordem dos Cátaros e dos Templários. Ambas as sociedades afirmavam que Jesus teria deixado descendentes e até que não teria morrido na Cruz, mas curiosamente praticavam uma espécie de Cristianismo que, de forma alguma, agradava à Igreja.
Tanto os Cátaros quanto os Templários têm em torno de si lendas acerca de tesouros incalculáveis, valiosos demais para serem dignos de um homem. Especula-se que o tesouro dos Cátaros fosse algo mais espiritual ou de natureza documental, algum tipo de prova que justificasse seu tipo de fé. Já os Templários realmente eram os homens mais ricos do mundo, possuindo um enorme poder que era cobiçado pela Igreja. Membros destas sociedades teriam espalhado-se pelo mundo, fugindo da Inquisição, e encontraram acolhida especial na Escócia, país do Reino Unido, onde o Catolicismo não tinha influência. Ali, puderam aliar-se a pessoas influentes na Coroa, a membros da Ordem Rosa Cruz, e de uma certa sociedade secreta com passado relacionado a Construção do Templo do Rei Salomão, denominada Desenho Mágico ou Desenho Invisível, o que seria decisivo para a reestruturação de suas escolas em uma nova ordem que viria a ser conhecida como Maçonaria.
No livro A Iluminação Rosa Cruz, afirma-se que um dos maiores rosa-cruzes na Inglaterra foi John Dee (1527-1628), assessor e astrólogo da Rainha Elizabeth I. No entanto, o rosa-cruz mais importante de todos os tempos foi Sir Francis Bacon, que serviu no reinado de Elizabeth I no cargo equivalente a Ministro das Relações Exteriores e que também serviu ao rei Jaime I como Procurador Geral. Os maçons dão a Sir Francis Bacon o crédito de ser a fonte principal da Maçonaria, criando-a a partir da Sociedade Rosa-Cruz.
As motivações de Sir Francis Bacon para recriar as doutrinas rosa-cruzes em Maçonaria dariam-se ao fato de que a Sociedade Rosa-Cruz, na época, era claramente 'cristã' e não conseguiria unir com sucesso todas as religiões do mundo conforme seus objetivos secretos. Portanto, ele criou a Maçonaria, mais secularizada, aproveitando muita coisa da doutrina pagã da Sociedade Rosa-Cruz. Hoje, a Maçonaria está unindo o mundo, somente porque é neutra o suficiente para ser adaptada a todas as religiões existentes, de modo a trazer para seu seio membros influentes das mais diversas nacionalidades e crenças.

Original no site:

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Os novos excomungados


por Milton R. Medran Moreira*

Você tem ideia do que significava para alguém, no Estado teocrático, ser excomungado? Atente para a etimologia da palavra: excomunhão significa literalmente ser retirado da comunhão com os outros. Pois era isso mesmo. O cristão excomungado perdia inteiramente o direito de conviver com quem quer que seja: com a sua família, com os seus amigos, com a Igreja e, pelo poder que todos reconheciam na autoridade religiosa, com o próprio Deus.
Não podia haver maior desgraça. Aliás, aí está outra palavrinha que talvez nos ajude a imaginar a tragédia imposta a um excomungado: desgraça, literalmente, é a ausência da graça. O sujeito excomungado perdia a graça, que era da alçada divina. E, ora, se Deus o havia desgraçado, afastando-o de Sua presença, quem ousaria lhe oferecer qualquer forma de convivência?
Nesse tempo, a fonte do Direito era basicamente uma só: ele provinha, dizia-se, diretamente de Deus. Seus intérpretes eram as autoridades religiosas, que, afinal, ungidas de Deus, detinham, só elas, a administração da verdade, que era sagrada, eterna e imutável. Por isso, também, o maior de todos os delitos era a descrença. Ausência de fé, especialmente quando expressa concretamente pela palavra ou a ação em desacordo com a verdade revelada por Deus – fonte absoluta do Direito –, se constituía na ignomínia suprema, na mais vil desobediência. Passível, pois, da excomunhão.
Depois, bem, depois o homem foi iluminado pela concepção do Direito Natural, resgatada do antigo pensamento grego. Um de seus mais ilustres formuladores, um holandês chamado Hugo Grócio (1583-1645), ousou afirmar o Direito como algo inerente ao homem e não, necessariamente, provindo daquele Deus pessoal que regulava a vida do indivíduo e da sociedade. Para escândalo de muitos, chegou a declarar que o Direito Natural existiria mesmo que Deus não existisse ou que, existindo, não se envolvesse com as questões humanas. O Direito, a partir dali, começava a se emancipar da religião. O que não significava, necessariamente, emancipar-se de Deus. Pelo menos para aqueles capazes de percebê-lo na harmonia da natureza e na consciência do justo que repousa no íntimo do coração humano.
Começava ali a mais fantástica aventura humana, com a qual, aliás, a religião nunca iria se conciliar. Quando, nos dias de hoje, um purpurado da Igreja declara excomungados médicos e pais de uma criança de nove anos de idade, por submeterem-na a um aborto, única forma reconhecida pela lei e a medicina de preservar sua vida e sua dignidade, ele e a instituição que representa dão clara demonstração dessa radical inconformidade. E dão, com isso, testemunho do também radical divórcio entre a religião e o ser humano. O Direito do qual se dizem representantes deixa de ser o Direito dos homens e da natureza que os envolve. Mas também não é o daquele Deus que o ser humano foi capaz de descobrir nas leis naturais – e, logo, divinas – e na intimidade de sua própria consciência.
Razão e sentimentos, conjugados, geraram o novo homem. Este só tem uma certeza: a de que a verdade absoluta lhe é inacessível. E sempre que, em nome da verdade, lhe ameacem ou soneguem a liberdade e a dignidade conquistadas, reage com o que lhe restou de verdadeiramente sagrado nessa fantástica aventura: a sua condição humana.
Ela, a condição humana, percebe-se hoje, é a justa medida do Direito. Em seu nome, o ser humano já pode, sem qualquer temor às suas terríveis sanções, exorcizar os antigos detentores da verdade, isolando-os em suas catedrais, para que ali, e somente ali, cultuem suas verdades eternas e imutáveis. É assim que, pouco a pouco, eles se tornam estranhos à comunhão humana. Literalmente, excomungados. Por opção própria.

*Procurador de Justiça aposentado e jornalista: medran@via-rs.net
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( Artigo publicado no jornal Zero Hora (Porto Alegre), edição de 10/03/2009 )

domingo, 12 de abril de 2009

A Páscoa de Todos


Por Jayme Copstein
09/04/09
Extraído do Site:
www.jaymecopstein.com.br


Hoje (esse texto foi escrito na quinta-feira, dia 9/4/2009) é o início das comemorações da Páscoa, e há quem pense que há uma Páscoa judaica e uma Páscoa cristã. Equívoco. Trata-se da mesma festa e mostra o estreito vínculo entre as duas religiões, na verdade uma só religião, com pequenas diferenças litúrgicas, com uma única mensagem de amor e de confiança em Deus, e separadas apenas por um tempo de verbo. Os judeus dizem - o Messias virá. Os cristãos - o Messias já veio.
O nome Páscoa vem de Pessah, em hebraico. Significa passagem. Para os judeus recorda a libertação de seus ancestrais da escravidão no Egito, por Moisés, no 13º século antes de Cristo. É a festa mais antiga e o mais importante acontecimento da história judaica, porque foi o prelúdio da revelação no Monte Sinai. Desde este distante século 13 antes de Cristo, há 3.308 anos, os judeus e celebram a Páscoa da mesma maneira. Na primeira lua cheia que se sucede ao dia 14 de Nissan, iniciam os festejos com uma ceia, chamada seder, cujo cardápio consiste de erva amargas, matzá, o pão ázimo (pão sem fermento) - e um cordeiro assado. A cerimônia começa com o homem mais velho da família abençoando a data com um gole de vinho, que todos os presentes também tomarão, junto com uma partícula de matzá, polvilhada com um pouco de sal.
Uma das partes mais bonitas desta ceia é quando se pergunta às crianças - por que esta noite é diferente de todas outras noites? Por que nas outras noites podemos comer pão comum ou matzá e nesta só podemos comer o matzá? A resposta é uma lição da história: por que lembramos os sofrimentos do passado, o amor de Deus que nos resgatou e nos deu por recompensa a liberdade de viver e a alegria da nossa fé em seu nome. Este, em resumo, o simbolismo da Páscoa festejada pelos judeus.
Os cristãos comemoram, junto com a Páscoa, a Ressurreição de Jesus. Ainda que no passado todos os ramos do cristianismo as religiões dessem mais ênfase à crucificação de Jesus, episódio historicamente pouco esclarecido, sem o dogma da Ressurreição, o cristianismo não existiria. Jesus teria sido apenas mais um judeu morto pelos romanos e o cristianismo mais uma seita entre as tantas que proliferaram naquela época.
Como os eventos principais da vida de Jesus ocorreram na Páscoa – a Santa Ceia é um seder – ela é, também, é a data mais importante do Cristianismo, culminando sua comemoração com a Ressurreição. No início, a Páscoa era uma só porque judeus e judeus-cristãos, após a crucificação de Jesus, continuaram sendo apenas judeus. Os desentendimentos começaram no ano 70 da nossa era, quando fiéis aos ensinamentos de não opor resistência à violência, os judeus-cristãos estiveram ausentes na resistência judaica contra os romanos na Fortaleza de Massada.
O rompimento definitivo aconteceu no ano 132, última revolta judaica contra o domínio romano, desencadeada pela ordem do imperador Adriano, para que se construísse um templo a Júpiter no local onde estivera o templo de Jerusalém. Nesta ocasião, desejando reforçar os laços nacionais, o rabino Akiba proclamou o chefe da revolta, Simão Bar-Kokheba, o Messias anunciado pelos profetas. Os judeus-cristãos, na crença de que o Messias tinha vindo com Jesus, não podiam aceitar e se separaram definitivamente.

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