sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Cherokee

Um pouco da história dos índios cherokee

As nações e grupos cherokee reconhecidos pelo governo dos EUA representam 250 mil pessoas com sede em Tahlequah, Oklahoma, são a Nação Cherokee (Cherokee Nation) e o Grupo Unido Keetoowah dos Índios Cherokee (United Keetoowah Band of Cherokee Indians) e, baseados na cidade de Cherokee, na Carolina do Norte, o Grupo Oriental dos Índios Cherokee (Eastern Band of Cherokee Indians). Também há tribos reconhecidas em nível estadual na Geórgia, no Missouri e no Alabama. Outros grupos relevantes e não-reconhecidos existem no Arkansas, no Missouri, no Tennessee e em outros estados dos EUA

A Nação Cherokee foi unificada a partir de uma sociedade interrelacionada de cidades-estado no início do século XVIII sob o "Imperador" Moytoy, com a ajuda não-oficial de um emissário inglês, Sir Alexander Cumming. Em 1730, o Chefe Moytoy de Tellico foi designado "Imperador" pelos caciques das maiores aldeias cherokees. Moytoy também concordou em reconhecer o rei da Inglaterra, Jorge II, como protector do povo cherokee. Uma década antes deste tratado, os cherokee tinham combatido o governo da colónia da Carolina do Sul durante vários anos. O título de Imperador Cherokee, entretanto, não implicava tanto poder sobre os cherokee, e o título acabou se perdendo da linhagem direta de Moytoy.
Fonte: Wikipédia

A batalha


Uma noite um velho índio Cherokee conversava com seu neto sobre a batalha que existe dentro das pessoas.
O velho disse:“Existem dois lobos dentro de nós.
Um é mau. É raiva, inveja, ciúme, tristeza, arrependimento, arrogância, culpa, ressentimento, mentiras e ego.
O outro é bom. É alegria, paz, amor, esperança, serenidade, humildade, generosidade, verdade, compaixão e fé.
”O neto pensou um pouco e perguntou:“Qual deles ganha?”
E o velho respondeu:“Aquele que eu alimento mais.”
(Autor desconhecido)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Iniciação

Iniciação, ou rito de passagem Cherokee
Para que o jovem indio cherokee seja considerado adulto tem um rito de passagem.
O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O filho senta-se sozinho no topo de um montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.
Ele não pode gritar por socorro para ninguém.Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os insetos e cobras podem vir pica-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede. O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.
Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
Finalmente...Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.
Nós também nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'. Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.
Moral da história: Apenas porque você não vê Deus, não significa que Ele nao esteja conosco. Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material. E devemos evitar tirar a sua venda antes do amanhecer...
(Desconheço o autor)

Não basta querer vencer

Ora, todos nós queremos vencer.
As vezes o conceito de vencer pode ser diferente, os objetivos diversos e as vontades se limitarem a várias intensidades, mas, o objetivo sempre será vencer.
Em algum momento da vida lutamos por um diploma, uma profissão, um lar, uma vida, um reconhecimento, por um sonho e mil objetos de desejo.
Os sábios sempre deram as fórmulas necessárias e eficazes para que qualquer pessoa, sem distinção de credo, raça, patrimônio ou idade, pudesse vencer. Umas mais simples, outras complexas e algumas realmente difíceis. Mas, as fórmulas existem, aos milhares.
Se bem olharmos, todas, sem exceção, implicam em induzir o discípulo a adquirir conhecimentos gerais e específicos; assimilar noções básicas de direitos, deveres e limites, além de gerar estímulos de conduta moral, disciplinar e de perseverança.
Esta é a base, não há dúvida.
Entretanto, embora sejam conhecidos e disponíveis os instrumentos, muitas pessoas ainda se perdem na hora de escolher um caminho; seja no âmbito da formação educacional, do direcionamento profissional, do convívio social ou mesmo da sua valoração pessoal.
É que o ato de decidir impõe responsabilidade, e esta, solenemente, se constitui na grande barreira inibidora do desenvolvimento humano. Entretanto, todos nós já temos os nossos sonhos e, se houver dúvida em qualquer encruzilhada, será correta a opção que guardar sintonia com o sonho. O resto não interessa, deve ser descartado.
A grande maioria, indecisa, se perde e estaciona à beira do gesto de responsabilidade; outros, mais afoitos, a esquecem, e tentam suprimir etapas para que o sucesso chegue mais rápido; e alguns, embora cônscios, quando se defrontam com as dificuldades, desanimam, e se sucumbem. Mas, uns poucos, atentos à compreensão das regras, avançam, e se tornam vencedores.
Para os vencidos o fracasso é obra do destino, para os vencedores o sucesso é resultado do trabalho e da dedicação.
Todavia, se analisarmos detidamente cada uma das situações, vamos concluir que um detalhe se aflora; é a construção do objetivo e manutenção deste foco em todas as decisões do cotidiano é que fazem a diferença.
Nenhum viajante chegará a lugar nenhum se não souber para onde pretende ir; porque não terá objetivo. Alguns viajantes poderão ficar pelo caminho se se encantarem pelas sombras das árvores, pelo frescor do riacho ou pela beleza das flores; porque perderam o foco do seu objetivo. Mas chegará lá, sem dúvida, o viajante que sabe para onde vai, não se deslumbra com a beleza adjacente e não busca atalho; porque tem seu foco voltado definitivamente para o objetivo.
Então, para alcançar o sucesso é importante definir o sonho; buscar os ensinamentos úteis para a jornada; quebrar a inércia começando imediatamente a caminhada e, a partir dali, manter o foco quando dorme, quando acorda, quando alimenta, quando se diverte, quando trabalha e enquanto vive.
Não adianta apenas querer, é preciso, antes de tudo, se despojar dos vícios periféricos e se concentrar, integralmente, no objetivo.
Os momentos próprios de descanso devem estar além do objetivo, depois dele, assim como uma recompensa pela dedicação ou um prêmio pelo sucesso, do contrário só restará absorver a poeira que os obstinados deixarem pelo caminho.
Assim, não é demais repetir: para alcançar o sucesso é importante definir o sonho; buscar os ensinamentos; quebrar a inércia e manter o foco, sempre. Não se pode esquecer; obstinadamente sempre. O resto, é só o resto.
Sucesso a todos
Paula e Fabricio Yabiku

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Encontrei o seu cão

Hoje encontrei seu cão. Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já têm vários cães; aqueles que não têm nenhum não querem um cão. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez, ele estava bem longe da casa mais próxima e estava sozinho, com sede, magro e mancava por causa de um machucado na pata.
Eu queria tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele. Para ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Para ver o perdão em seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada sem fim à sua procura… Mas eu não era você. E, apesar das minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava.
Ele virou as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele só sabe que você não está lá, sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais importante do que comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas.
Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Eu nem sei seu nome. Fui para casa, enchi um balde d’ água e uma vasilha de comida e voltei para o lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de descanso. Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem custar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrá-lo.
Aguardei na esperança de que voltasse para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida que havia trazido fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa, cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que agora você não faria mais parte de sua vida. Ele não voltou aquela manhã e, quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas. Fiquei preocupada. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha, que lhe daria o destino do qual você achou que o estava salvando - depois de dias de sofrimento sem água ou comida.
Voltei ao local antes do anoitecer. Não o encontrei. Na manhã seguinte, voltei e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele. Comecei a ir na direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas.
Algumas horas mais tarde, a uma boa distância do local onde eu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o incomodava mais. Agora seu cão está livre de todo esse sofrimento. Seu cão morreu.
Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios. Rezei, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar que acho que você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá… E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria sua cauda, perdoando-o por tê-lo abandonado....
(Autor desconhecido)

A humanidade está louca?


Silvia Malamud, psicóloga, silvimak@gmail.com
Loucura é sofrer e concluir que viver desta maneira é normal. Loucura também é estar parado no tempo se repetindo indefinidamente nos mesmos padrões. Loucura é ficar no conhecido "piloto automático" tendo um tipo de reatividade para cada demanda que a vida nos incita e sequer se dar conta de que não há qualquer autonomia sobre si mesmo, portanto, sobre a própria existência.
Num processo gradativo, a nossa percepção pouco a pouco acabou sendo minada. Passamos a achar normal uma vida medíocre sem grandes entendimentos sobre nós mesmos. Pensamos ser normal correr atrás de uma ganância desenfreada alimentada por uma competição atroz.
Pouco a pouco, perdemos a referência de quem somos e o pior é que passamos a achar que a baixa qualidade de prazer que temos na vida é normal. Não nos apropriamos de nós mesmos e, como conseqüência, deixamos de existir como consciências quânticas que somos, passando a funcionar num limiar muitíssimo baixo.
Através de uma comprometida busca pelo encontro com o que nos é pessoal, os nossos processos de lucidez e de emancipação do eu autogerador de um si mesmo consciente e, portanto, criativo, têm portas abertas para se inaugurar. A preconização é de que estejamos lúcidos, atuantes, criativos e prazerosos em todos os nossos processos, que nada mais são do que as jornadas conscienciais do nosso dia-a-dia.
À medida que nos libertarmos de sistemas de crenças aprisionantes, bem como de tudo o que nos mantêm grudados numa tela de aparente movimento, estaremos exatamente no caminho da lucidez. Neste sentido, todo processo de crise existencial é bem-vindo como válvula propulsora de uma transformação pessoal.
Nesta etapa, pela experimentação consciente e totalmente vitalizados, estaremos na nota do prazer, em busca dos mais diversos tipos de conhecimento e em conseqüência, a cada nova descoberta teremos a oportunidade de nos renovarmos. Levamos um enorme tempo nos alimentando por critérios morais impostos e auto-impostos, por noções de certo e errado e por tudo o mais deste orbe que costuma nos compor. Ocorre que todos nós, ao menos uma vez na vida, num determinado instante somos acometidos por uma espécie de "ataque de lucidez" onde passamos a ser e a pensar por nós mesmos questionando toda essa "engenhoca" na qual nos transformamos.
Quase sempre no início da idade adulta, quando já estamos identificados com tudo o que diz respeito a este plano, é que podemos começar a ter vislumbres de percepção de existirmos em nós mesmos. A seguir, costuma acontecer uma sensação de "descolamento". É quando nos percebemos existindo independentes de qualquer sistema em que estejamos inseridos.
Depois desta percepção, que dependendo da pessoa poderá acontecer com maior ou menor intensidade, é bastante comum seguir os mais diversos rumos de acordo com a ampliação da consciência que este eu percebido promove em cada um de nós.Este momento também pode passar de modo obscuro para a grande maioria e para outros pode causar um enorme impacto na medida em que se tem um vislumbre da unidade que todos nós somos.
Mesmo que seja por apenas um instante, esta sensação/percepção do UM é extremamente delicada, posto que é neste ponto que a consciência, assolada pelo medo do desconhecido pode seguir o caminho que envolve uma possível paralisação existencial. Através de profundas experiências individuais ocorre a possibilidade de transcender os limites impostos pelas crenças assimiladas como únicas verdades. É neste momento que começamos a ter consciência do que significa a existência em si.
Para falarmos deste estado de consciência de si mesmo e da sanidade, precisaremos entrar em contato com algumas das vertentes que norteiam a psique humana e observar a sua singularidade. Portanto, aqui cabe um foco de alta definição se você estiver neste tipo de busca de encontro consigo mesmo.
Esta jornada pela sua lucidez na certa vai impulsioná-lo a buscar parceiros que possam compartilhar desses seus momentos de transformação e de resgate de si mesmo. A idéia é que de fato você busque parcerias adequadas e tome um cuidado especial para que não entre em algum outro tipo de sistema de crença camuflado que vende ilusões de idéias sensacionalistas sobre significados de como que se alcançar um suposto nirvana.
O nirvana está na capacidade da presença autoconsciente no agora. Isso mesmo, na lucidez que se tem a cada microssegundo de nossas vidas. No prazer que este status nos oferece e na mais absoluta certeza de que isso sim é que é estar plenamente sentindo-se vivo e, por conseqüência fora de qualquer espécie de insanidade.
Busque parcerias que possam estar na mesma senda que você, mas seja extremamente criterioso nessa busca.
Evite escorregar em padrões conhecidos. Fique atento porque este lugar aqui proposto requer um esforço inicial para que uma mudança efetiva se inaugure em você. Se acaso se perceber muito mental ou só emocional, saiba que está caminhando na direção oposta do que procura.
A parceria pode ser por meio de yoga, terapia, meditação ou por algum assunto que o envolva em criatividade e elaboração. Sempre elaboração sobre o vivenciado e esta pode vir em forma de insights e pensamentos, mas invariavelmente deverá acontecer, para que o agora esteja efetivamente presente e dinamizado em todos os seus momentos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Desculpas

Desculpas não resolvem o problema!
Encontro freqüentemente problemas mal analisados nas empresas. Causas como verão muito ruim, calor, umidade, vandalismo, concorrência desleal, greves de órgãos públicos, falha humana e outras similares são apontadas como as "vilãs" geradoras do prejuízo.
Tudo errado! Nunca uma análise pode se contentar em identificar causas externas à empresa. Simplesmente porque o gestor não tem ação sobre causas externas. Ele precisa utilizar a técnica dos 5 porquês para chegar nos processos da empresa. Sobre eles o gestor tem mais controle e tem ação.
Apontar causas externas como fundamentais joga a empresa em uma zona inaceitável de conforto e autocomiseração. Qualquer um sabe dizer que "não cumprimos as metas de vendas porque o poder aquisitivo dos clientes baixou" ou que "estamos com dificuldades no caixa porque as ações despencaram" ou que "perdemos o cliente porque nosso concorrente agiu de forma desleal".
Se for para ouvir estas bobagens, recomendo aos presidentes que demitam os gestores e contratem semi-analfabetos, bem mais baratos. Estes darão a mesma explicação por um custo muito inferior. O que precisamos saber em uma análise bem feita é: quais processos da empresa estão funcionando mal ou são inexistentes e nos tornam vulneráveis às causa externas?
Exemplo real: em uma indústria, um grupo de gerentes identificou como causa principal da baixa rentabilidade o alto custo da fábrica. Quando perguntei por que o custo era alto, responderam-me que havia muitas máquinas obsoletas com alto custo de manutenção. Afirmaram que esta era a causa: parque industrial obsoleto. Afirmei para o grupo que eles estavam errados. Por quê? Se a causa é "parque industrial obsoleto", a ação é "atualizar o parque industrial". Não serve!
O que a empresa precisa saber é porque ela chegou nesta situação. Se descobrir, terá a garantia de atuar na causa de forma a nunca mais chegar neste buraco. Quando aprofundamos a análise, encontramos como causa raiz a baixa capacidade de planejamento da organização e a incapacidade de lidar com dinheiro e construir um bom fluxo de caixa.
Se estas causas não forem sanadas, um investidor pode pagar todas as dívidas atuais e atualizar o parque fabril, mas em breve a situação retornará a que já foi um dia, ou seja, dívidas e máquinas obsoletas. Se a falta de capacidade em planejar e em lidar com dinheiro não for resolvida, a empresa nunca andará para frente, mesmo que muito dinheiro seja injetado nas suas veias.
Temos uma tentação irresistível de sermos superficiais na análise de causas e, de preferência, empurrar a culpa para o mundo externo ou para as outras áreas. Uma empresa começa sua decadência quando análises são mal feitas.
Paulo Ricardo Mubarack

O mundo está envelhecendo

Vejam que artigo interessante, útil e extremamente educativo. É um belo exemplo de postura ética. Parabéns ao Dr. Emílio e ao Hospital Moinho de Vento.

O MUNDO ESTÁ ENVELHECENDO: o crescimento da população idosa é urna realidade em todo o mundo, mas principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil. Em 2025 o Brasil ocupará a 6ª colocação em número de idosos no mundo e será ultrapassado somente pela China, índia, Comunidade dos Estados Independentes (ex. União Soviética), Estados Unidos e Japão. Nesse ano, a população acima de 60 anos será superior a 30 milhões de habitantes. A expectativa de vida do ser humano cresce no Brasil e em quase todo o planeta.

Atualmente a grande preocupação da geriatria moderna não é só o prolongamento da vida, mas sim o prolongamento da vida saudável, que hoje no Brasil no chega a 60 anos, e para isso ainda não existe solução mágica. É importante que o leitor saiba que essa longevidade com qualidade de vida é determinada cerca de 25% pela herança genética e 75% do ambiente ou seja, do estilo de vida. Portanto, mesmo sabedores que essas mudanças de estilo de vida sejam difíceis fica o nosso desejo sincero para que o leitor e seus familiares adotem hábitos saudáveis de vida. Única maneira realmente de se conseguir um envelhecimento bem sucedido, com autonomia, independência, com boa saúde física e mental.

Lembre-se que curar é caro e doloroso e prevenir é mais barato e confortável. Alimentação balanceada dando preferência a alimentos originários de fontes vegetais, ingestão de 5 ou mais porções de frutas e vegetais por dia, consumo de pães, cereais, grãos, arroz, feijões, alimentos pobres em gordura, prática regular e orientada de exercícios, sem fumo e com consumo moderado de álcool são as diretrizes básicas para quem quer envelhecer com saúde.
Dr. Emílio Moriguchi – Médico Geriatra do Hospital Moinhos de Vento
www.moinhos.net

Entender de gente

PARA CONHECER E TRATAR COM PESSOAS, É PRECISO HABILIDADE, NÃO É PARA QUALQUER UM!

Texto - Max Gehringer

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.
Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim. Já o Raul, nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.
Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.
No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino'. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo. Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.
E quem era o chefe do Pena? O Raul.
E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição?
Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.
Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.
Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:... ele entendia de gente. Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.
E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: 'Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo'. Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas.
Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio. Essa era a principal competência dele.

"Há grandes homens que fazem com que todos se sintam pequenos.
Mas o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam GRANDES!"
"A experiência não é aquilo que acontece com você, mas o que você faz com aquilo que lhe acontece" (Aldous Huxley)

domingo, 26 de outubro de 2008

Física Quântica

Sem a mecânica quântica não conheceríamos muitas coisas, muitos objetos. Por exemplo, o aparelho de CD, o controle remoto de nossas TVs, os aparelhos de ressonância magnética em hospitais ou até mesmo o micro-computador. Todos os dispositivos eletrônicos usados nos equipamentos da chamada high-tech só puderam ser projetados porque conhecemos a mecânica quântica. Outro dado interessante é o de que 30% do PIB americano é representado por estas tecnologias.
A física quântica tem grande relevância em nosso cotidiano. Um primeiro conceito chave dentro da física clássica, a física de Isaac Newton, é o conceito de partícula. A partícula seria um ponto, ou um corpo extremamente pequeno, um pontinho de massa no espaço. Num segundo momento, vale ressaltar o conceito de onda. A onda é aquele elemento do fenômeno ondulatório que vemos quando jogamos uma pedrinha na piscina. Essas são ondas materiais, ou seja, ondas que precisam de meios materiais para se propagar. As ondas pertinentes ao estudo de física quântica são ondas imateriais, ou seja, que não precisam de um meio material para propagarem-se no espaço. Um exemplo dessas ondas são os raios ultravioletas ou raios UV do nosso sol.
Até o século XIX, as ondas eram estudadas pela física eletromagnética de Maxwell, e as partículas pela física de Newton. Porém algo de extraordinário foi descoberto segundo o experimento da fenda dupla. Esse experimento, apesar de complexo, pode ser entendido quando se usa uma linguagem simples. Pois bem, Vamos imaginar dois anteparos. Atrás destes uma parede. Entre os anteparos há duas fendas, dois espaços vazios. Vamos supor agora que usaremos aquelas máquinas que lançam bolas de tênis automaticamente, para treino dos tenistas. Só que ao invés de bolas de tênis, vamos imaginar bolas de gude (que representam os elétrons). Então, lançando as bolinhas, vamos supor que:
1 - Um conjunto delas vai ser lançado, e elas baterão, ou irão se colidir com os anteparos, pois está indo em várias direções.
2 - Outro grupo delas vai ser lançado, e irão passar pela fenda, pelo buraco, atingindo finalmente a parede logo atrás.
Essas suposições são óbvias. Continuando. Só que vocês podem se perguntar, mas o que há de tão especial nisso? Há algo especial nos resultados obtidos com os elétrons, e eu explico por quê. O que se observou foi que ao invés dos elétrons se comportarem como previsto (como eu exemplifiquei acima), eles se comportaram de maneira estranha. Como assim?
Vamos supor uma bolinha de gude única sendo lançada (um elétron). O que se verifica com isso? Verifica-se que a bolinha lançada tem duas opções, ou passa pelo buraco A, ou passa pelo buraco B, entre as fendas. Só que, o fenômeno ocorre de tal maneira que uma única bolinha "se interfere", ou seja, escolhe ambas as possibilidades. Isso é impossível sob o caráter material da bolinha. Ou seja, observa-se um padrão de interferência de onda, comprovando-se a natureza tanto corpuscular quanto ondulatória do elétron. Que isso quer dizer? Quer dizer que um elétron é onda e partícula ao mesmo tempo. Esse é o princípio que ficou conhecido como dualidade onda-partícula.
Outro fato intrigante ocorre quando tentamos determinar por que fenda a partícula passou. Para resolver esta questão podemos proceder fechando uma das fendas para ter certeza que ela passou pela outra fenda. Outra surpresa: a figura de interferência é destruída dando lugar a apenas uma concentração bem localizada de partículas, a daquelas que passaram pela fenda aberta! Portanto, ao montarmos um experimento que evidencia o caráter corpuscular da matéria, destruímos completamente o seu caráter ondulatório, ou seja, o oposto ao caso com as duas fendas abertas. Este é o princípio da complementaridade.
Em suma, a física quântica estuda o mundo subatômico. Esse mundo muitas vezes reage de forma diferente ao que o mundo macroscópico costuma reagir. Há ainda diversos outros experimentos e teorias como o princípio da incerteza de Heisenberg, o teórico "gato de Schrödinger", o conceito da constante de Planck, até chegarmos aos tempos atuais, com as teorias de Stephen Hawking, com buracos negros, viagens no tempo e expansão galática.
De fato, a física quântica evoluiu muito e nos mostra uma nova visão sobre o mundo, o universo, sobre nós mesmos. Ela nos faz questionar as verdades impostas, nos faz refletir se realmente nossa certeza é inabalável. Mesmo para os que não gostam de física, a revolução quântica representa um avanço significativo na ciência.
O doutor Amit Goswami, físico indiano, P.h.D. em física nuclear, traz novas teorias que vem abalando sua reputação acadêmica. Talvez esse tenha sido o ponto mais extremo já alcançado por estudos sobre o assunto. Goswami escreveu livros como "A Física da Alma" e "O Universo Autoconsciente" em que expõe teorias e raciocínios lógicos, provando, através da física quântica teórica, a imortalidade da alma, a reencarnação e as experiências de quase morte, expandindo de tal maneira o horizonte científico que esses livros tem lhe custado seu mérito, sua reputação. Afinal, ele quebra o pensamento vigente da ciência, desconsiderando o pensamento materialista de até então. E vai mais longe, quebra a divisão ciência/religião, propondo uma nova visão em que uma se liga à outra.
Aqui encontramos um elo do assunto com o tema do blog Ética Global!
O texto original foi obtido em
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/910507 e aparece como autor Almir Caldeira (no início do artigo) e ao final Enrico Vizzini. Tomei a liberdade de resumi-lo (parcialmente) simplificando-o.
Carlos

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Atitude é tudo!


Esta é a mais linda estória sobre a importância da ATITUDE. Não é nova, mas na sua emoção e razão há provas de que a ATITUDE muda não somente nossa vida, mas o próprio mundo. Leiam ou releiam e deixem a emoção tomar conta da sua razão!


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Luis é o tipo de cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer. Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:
“Ah.. Se melhorar, estraga”.

Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato. Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luis estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação. Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:
“Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo”. “Como faz isso?”
Ele me respondeu:
“A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo”:
“Luis, você tem duas escolhas hoje: Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho ficar de bom humor”.

“Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo.”
“Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida”.

Certo, mas não é fácil - argumentei.
É fácil sim, disse-me Luis.
“A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha. Você escolhe como reagir às situações”.
“Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua a escolha de como viver sua vida.“
Eu pensei sobre o que o Luis disse e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha. Anos mais tarde, soube que Luis um dia cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta pela manhã. Foi rendido por assaltantes. Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo. Encontrei Luis mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, respondeu:
“Se melhorar, estraga”.
Contou-me o que havia acontecido perguntando:
“Quer ver minhas cicatrizes”?

Recusei ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.

"A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu. Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: Poderia viver ou morrer”.
“Escolhi viver”!

Você não estava com medo? Perguntei.
“Os para-médicos foram ótimos”. “ Eles me diziam que tudo ia dar certo e que ia ficar bom”. Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado”. Em seus lábios eu lia: “Esse aí já era”. Decidi então que tinha que fazer algo. "
O que fez? Perguntei.
"Bem. Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: "sim". Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei: “Sou alérgico a balas!”
Entre risadas lhes disse: “Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não como um morto”.

Luis sobreviveu graças à persistência dos médicos... mas sua atitude é que os fez agir dessa maneira. E com isso, aprendi que todos os dias, não importa como eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente. Afinal de contas, “ATITUDE É TUDO”.
(Desconheço a autoria, infelizmente.)


terça-feira, 21 de outubro de 2008

O psiquiatra, o psicólogo, o terapeuta e você

O psiquiatra é um médico que, após ter concluído sua formação médica, opta por estudar os transtornos mentais e por isso pode receitar medicamentos.
O psicólogo está voltadopara trabalhar os aspectos emocionais.

O terapeuta é um psicólogo com formação fundamentada na análise do comportamento.

Você é a combinação dos três.
Como a mente e seus diagnósticos são difíceis de lidar, na maioria das vezes, os psiquiatras receitam remédios a seus pacientes, porque esses remédios psíquicos são para casos individuais; o que serve para um paciente não se adapta ao outro, mesmo possuindo os mesmo sintomas. O psiquiatra até pouco tempo era totalmente materialista. A psicanálise foi desenvolvida por Sigmund Freud: um tratamento à base de medicamentos (drogas).
Com a evolução os psiquiatras resolveram se aprimorar também na área da psicologia.
Em termos genéricos, um psicólogo possui uma combinação única de métodos científicos em conjunto com competência e experiência de trabalho com pessoas que apresentam problemas na vida real. Os psicólogos estudam a ciência do comportamento humano e aplicam esse conhecimento no seu contexto profissional. Os contextos de trabalho dos psicólogos são bastante diversificados. Os psicólogos também avançaram em seus métodos ficando cada vez mais espiritualistas e tratando seus clientes com medicina alternativa, incluindo a meditação e os relaxamentos da mente e do corpo.
O terapeuta possibilita ao seu cliente, de maneira didática, a discriminação dos seus comportamentos, de distúrbios que lhe causam sofrimento e lhe trazem prejuízo à saúde. Com base na teoria da aprendizagem desenvolve formas mais adaptáveis e positivas. A Terapia Comportamental faz uso de algumas técnicas, mas antes e acima de tudo, faz uma análise funcional junto com o cliente, ou seja, como, quando e onde tais comportamentos ocorrem e que função têm esses comportamentos. O terapeuta tem competência para atuar como clínico, tratando transtornos de ansiedade, pânicos, fobias, transtornos do afeto, depressão e transtornos de personalidade.
Por usar das mudanças interiores dos pacientes, o terapeuta tende a ficar mais perto do cliente e com isso cria um ambiente mais íntimo e amigável entre os dois. O terapeuta ocupacional trabalha com a pessoa em atividade. O uso da atividade terapêutica e do estabelecimento da intervenção focalizando como está a vida desse paciente é o que irá diferenciar a profissão de todas as outras práticas. A intervenção do profissional se diferenciará de acordo com o modelo teórico assumido. Esse modelo irá se imprimir tanto no planejamento e execução do seu plano terapêutico como na sua visão do ser e sua saúde, assim como seu bem estar em todos os níveis da vida. Hoje os terapeutas são bem mais espiritualizados, mais místicos e com isso tratam seus clientes com medicina alternativa dando ênfase ao trabalho com regressão que vem dando ótimos resultados.
Você usa a psicanálise, a psicologia e a terapia para eliminar os problemas que a vida coloca em seu caminho. Mas o ideal mesmo é procurar um profissional que o ajude na retomada da fé, da auto-estima, do amor próprio e, naturalmente, pelo próximo. Mas cabe a você decidir quem deve procurar. Em momentos difíceis faz-se necessária uma ajuda e, nesse caso, entram as religiões, os métodos alternativos e os espíritas que contribuem em muito para a sua cura interior, despertando a caridade nos corações que proporciona verdadeiros milagres.
Porém, não é demais lembrar que você tem todo tipo de cura dentro de você e o que procura de verdade é apenas um condutor que trará de volta seu equilíbrio e, naturalmente, a fé e a certeza de que você possui a magia de transformar sua vida para melhor.

BNN
por Bernardino Nilton Nascimento

O pote rachado


Defeito ou qualidade?


Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade.
Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.
Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:
- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê?, perguntou o homem. - De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:
- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado do caminho??? Notou ainda que a cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava??? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.
(Autor desconhecido)

A importância da morte


por Bruno Gimenes - sintonia@luzdaserra.com.br
Reservando apenas alguns minutos para observar as pessoas e a nós mesmos, conseguiremos identificar com facilidade, uma condição latente em todos nós; a dificuldade de mudar nossos pensamentos, nossas crenças e atitudes. Vamos vivendo as nossas vidas, caminhando em um piloto automático, que nos deixa alienados a nossas reais missões aqui na Terra. E todos sabemos, que viver assim é muito comum nos dias de hoje.
O tempo vai passando, a idade vai vindo, mesmo assim, com isso fica cada vez mais difícil esculpir a personalidade para níveis mais angelicais e equilibrados. Situações adversas acontecem para proporcionar reforma íntima, reflexão e conexão com Deus, as chamadas flechas dos anjos, que tem esse nome, justamente pelo fato de serem consideradas avisos divinos, já que têm a função de corrigir nossas rotas e ajustar nossa forma de viver, pensar e sentir.
As flechas dos anjos acontecem o tempo todo, em maior ou menor intensidade, mas estão presentes no dia a dia de todos nós, assim como o sol, a chuva e o vento. Claro que muitas pessoas entendem os avisos e se modificam intensamente para que suas jornadas sejam condizentes a vontade maior e, nesses casos, o bom uso e compreensão das flechas dos anjos passa a ser uma bênção na vida de qualquer um.
O fato mais alarmante é que as flechas dos anjos, na sua grande maioria, não são compreendidas e a pessoa segue errando em um mesmo padrão de pensamento inadequado, em uma vibração desajustada, produzida por emoções em desequilíbrios o que, nesse caso, leva-as a pensar que as flechas dos anjos são punições e não sinais do universo. Tudo vai acontecendo para poder mostrar para a pessoa que seu padrão está desorientado e, mesmo assim, ela, por sua condição de ignorante das leis divinas, prefere se vitimizar e mergulhar mais e mais nos problemas.
As doenças vêm, também os desgostos, as crises financeiras e os conflitos. As dúvidas e as dores da alma, e nada muda, nada. A pessoa não consegue pensar em outra coisa a não ser nas suas dores, doenças e conflitos. Com isso, o papel disciplinador das flechas não são cumpridos, não se fazem valer....
Então vem uma pergunta que não pode deixar de ser feita, como mudar isso tudo?
Morrendo!!! Sim, morrendo...
O que seria de nós sem a morte?
Sem a morte conseguiríamos a condição de mergulhar infinitamente nas sintonias inferiores, num fluxo descendente sem fim. Que destruição seria, que caos. Por isso, a importância da morte do corpo físico. Isso porque a alma imortal regressa ao plano astral superior, para receber orientação e treinamento necessário para interromper esse fluxo destrutivo. Para que toda alma tenha a oportunidade de ser orientada e amparada. Na verdade, precisamos de um puxão de orelhas e uma dose maciça de realidade e consciência, somente possível nas “mãos” do plano astral superior, no período entre vidas.
Após a morte, passamos, se necessário, por uma escola de estudo intensivo, que vai nos possibilitar regressar à matéria já com grandes melhoras em relação à conduta da última vida, sempre buscando uma evolução na condição emocional, mental e por conseqüência espiritual, de cada alma.
Observe as crianças da Nova Era. Estão muito rápidas em seus pensamentos, muito inteligentes, com capacidades inquestionáveis. Vamos olhar a história da humanidade e perceber que sempre foi assim. Embora todas as crianças precisem de educação, amor e limites, porque ainda não estão adaptadas ao mundo físico, ainda sim, geração após geração elas estão cada vez mais evoluídas, e por quê?
Simplesmente pelo fato de que esses seres jovens de hoje são almas que acabaram de passar pelo treinamento intensivo do período entre vidas, estão com mais experiências. Embora estejam nessa vida com um corpo físico ainda novo, suas almas já estão experientes e, por isso, carregam consigo as impressões das vivências passadas e de seus aprendizados, que agora se somam para formar a personalidade da alma imortal, cada vida mais madura.
O grande problema é que com o passar dos anos, aquela alma, que antes carregava de forma vibrante, a consciência dos ensinamentos do Astral, acaba se contaminando com as criações e atitudes mundanas e materialistas, quando sem perceber vai escurecendo sua alma com emoções negativas, projeções equivocadas e desejos primitivos. De novo, um distanciamento da fonte ocorre, os pensamentos cristalizam-se, as emoções não se purificam e as mudanças param de acontecer. Então vem ela, a Irmã morte, como diria São Francisco de Assis, tão importante quanto o nascer, ela vem, para nos lembrar que a evolução não pode parar. Não importa se a pessoa quer ou não se desenvolver, o movimento evolutivo do universo nunca será sanado. Ou seja, o mal uso do livre arbítrio de cada um, jamais fará com que o universo siga no seu fluxo evolutivo progressivo. Ninguém pode travar esse mecanismo, e a morte é a mensageira de Deus que confirma essa tese.
Agradeça à Morte, porque dela nascerá o caminho eterno do espírito imortal, que iludido com a matéria, desperta para a vida sem fim e para a condição de luz que é e sempre será, que a carne do plano físico e da vida material não pode ofuscar sua iluminescência.
Agradeça a Irmã Morte, pela vida que ela nos proporciona, pela capacidade de retificar e purificar nossas almas, alinhando-nos unicamente com nossos propósitos, que insistimos em nos distanciar, vida após vida.
Texto revisado por: Cris
Escritor autor de 3 livros, palestrante, mestre de Reiki, Karuna Reiki e Sechim(Cura Egípcia).
É graduado em Química industrial. É co-fundador do Portal Luz da Serra. www.luzdaserra.com.br Apresentador do Programa Sintonia de Luz, canal 14 da Net Caxias do Sul-RS. e-mail: sintonia@luzdaserra.com.br

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Inocente ou culpado?


Ele se livrou da armação
Conta uma lenda, que na Idade Média, um religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade, o autor do crime era uma pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento se procurou um bode expiatório, para acobertar o verdadeiro assassino.
O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: a forca. Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história.
O juiz, que também estava combinado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que provasse sua inocência. Disse o juiz:
- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor: vou escrever em um papel a palavra INOCENTE e em outro a palavra CULPADO. Você pegará um dos papéis e aquele que você escolher será o seu veredicto.
Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis com a palavra CULPADO, fazendo assim, com que não houvesse alternativa para o homem. O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem, pressentindo a armação, fingiu se concentrar por alguns segundos a fim de fazer a escolha certa, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou-o na boca e engoliu. Os presentes reagiram surpresos e indignados com tal atitude. E o homem, mais uma vez demonstrando confiança, disse:
- Agora basta olhar o papel que se encontra sobre a mesa e saberemos que engoli aquele em que estava escrito o contrário.


(Autor desconhecido)

sábado, 18 de outubro de 2008

Física quântica aplicada à era da consciência




SOMOS CONSCIÊNCIAS MULTIMODAIS COEXISTINDO EM DIVERSAS REALIDADES:

Somos compostos por milhares de fragmentos de luz, que estão simultaneamente em diversas realidades habitando outros tempos e histórias.
Temos fragmentos de lembranças dessas outras dimensões onde estamos coexistindo, mas ainda não estamos desenvolvidos o suficiente em lucidez para acessar essas vidas - realidades com plenitude.
Somos parte de um montante holográfico. Nossa totalidade divide-se em algo como se fossem pontos de luz/consciência estando simultaneamente em todos os tempos.
Saber dessa condição nos faz concluir que podemos ter acesso constante aos outros tempos nossos de atuação e também nos habilita a ampliar as nossas capacidades totais, pois certamente poderemos a todo instante criar novas realidades.
Todas as vertentes de um projeto/vida estão extradimensionadas em realidades paralelas que chamamos de multimodais e algumas dessas possibilidades podem “colapsar” no plano terrestre a qualquer instante. As nossas crenças se traduzem nas nossas realidades e se você fizer um trabalho eficiente com o seu poder pessoal poderá concretizar muito mais do que jamais imaginou para si mesmo. Nossas crenças subliminares também possuem muita força para se materializar, são pára-realidades prontas, nas quais estamos coexistindo. Por isso a necessidade séria do autoconhecimento, para que jamais possamos criar algo baseado à baixa auto-estima, etc. Por conta disso, a importância de se reconhecer e de se transmutar um pensamento agregado a uma imagem obsessiva. Ex.: Uma constante visualização de um acidente de carro, já está acontecendo em outro nível de realidade... Daí para baixar para este plano, basta um descuido.
Existe uma forma de tratamento para acessar esses padrões de realidades multimodais e transmutá-los, é através de um processo chamada “imagética". Por intermédio de ampliação da consciência em lucidez fora do corpo, também se pode entrar em contato com as outras dimensões nas quais habitamos.
Existem inúmeras consciências que estão aqui no planeta num momento espiritual bastante diferente da consciência do buscador.
Isto mostra um abandono do si mesmo, uma lentidão em captar a realidade e reconhecer-se como individualidade. Mas mesmo para estas que momentaneamente se esquecem de si mesmas e da imensa capacidade criadora que possuem, uma chamado constante para que acordem estará ecoando, mesmo que distante em suas consciências. Este é o processo de individuação que todos nós encarnados passamos em nossa jornada terrena.
Em circunstâncias vizinhas, temos as diversas consciências encarnadas em moldes humanos atuando nas interligações de todas as suas partes, buscando nem que seja apenas por processos intuitivos ainda não conscientes saírem do véu de ilusão em que estão vivendo.
Podemos observar pela nossa própria experiência que a consciência pode se renovar a cada segundo.
O estar parado passa a significar deterioração, pois o tempo na Terra age como um fator ilusório, impulsionando-nos sempre a agir, dando-nos a impressão de que tudo terá um fim. Neste sentido somos acometidos pela oportunidade de usarmos todo esse aparato criativo a nosso favor, buscando nesse movimento, a ampliação da nossa consciência e como conseqüência podemos nos envolver num porquê existencial mais genuíno.
Estamos todos agindo simultaneamente, ora como participantes inseridos dentro de um suposto contexto, ora como observadores nesse imenso show.
Somos os atores de nós mesmos, por isso é que necessitamos saber com clareza e responsabilidade sobre o modo como estamos atuando em cada instante, podendo assim desenvolver as nossas habilidades e sermos os senhores criadores das nossas realidades com total consciência. Definitivamente deixando de ser seres autômatos.
Por isso é altamente relevante a importância da busca sincera e da participação lúcida onde quer que possamos estar. Sempre exigindo de nós mesmos a consciência da totalidade.
Estamos nos aprimorando em nossos caminhos quando em propósitos claros e bem definidos, presentes em nossos corpos físicos, respirando e trocando ar/consciência com todas as atmosferas... Estando em tudo e vivendo o prazer do saber estar. Isto é sagrado, é a mais pura religiosidade que você pode imaginar. É o “religare”.
Tirando proveito de todas as experiências, na consciência do aprender.
Gerando o automerecimento, a auto-estima, ampliando oportunidades criativas para todos.
Somos criadores, criaturas divinas em pleno movimento, sempre.
São as atividades múltiplas e variadas do buscador, que tem como princípio a expansão do eu, mesmo que este não o saiba ainda ao certo.
A consciência do si mesmo vai transformando os universos em que se transita em expirais de movimento para o interior de todo o ser.
É certo que novos caminhos vão se abrindo na medida em que se avança pela própria vontade de se ter consciência e lucidez.
Estes são processos que qualquer consciência encarnada ou não pode passar.
Somos grandes, temos a divindade em nós. É hora de acordar. Busque parcerias que estejam no mesmo propósito.

Curso de ampliação da consciência e experiências fora do corpo com Silvia Malamud. Contatar Fátima no viavydia. Tel;50932446 ou 88320091 ou ainda falar diretamente com Silvia pelo tel 99383142

Silvia Malamud é colaboradora do Site Somos Todos Um desde 2000. Psicóloga e atua em seu consultório em São Paulo. Atendimentos em EMDR, Psicoterapia breve, Quântica e máquina SCIO - a máquina da saúde.
Tel. (11) 9938.3142 - deixar recado.
Autora do Livro: Projeto Secreto Universos

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Você aprende


Depois de algum tempo você aprende a diferença. A sutil diferença em dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante.

E não importa o quanto você se importa, algumas pessoas simplesmente não se importam.

Aprende que quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se conseguir confiança e apenas segundos para destruí-la.

E que você pode fazer coisa num instante que você se arrependerá pelo resta da vida.

O que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam.

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa ou nada e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas que mais se importa na vida são tiradas de você muito depressa por isso devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com as outras, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito para se tornar a pessoa que quer ser e o tempo é curto.

Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo, mas se não sabe aonde está indo qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla os seus atos ou eles lhe controlarão e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil for uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que quando está com raiva você tem o direito de estar com raiva, mas isso não dá a você o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não ama do jeito que você quer que ame não significa que este alguém não ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam e simplesmente não sabem como demonstrar ou viver insto.

Aprende que nem sempre se é perdoado por alguém. Algumas vezes você tem que perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julgas você será em alguns momentos condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido. O mundo não para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que se pode voltar para trás, portanto plante seus jardins e decore a sua alma em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende realmente que pode suportar que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.

Nossas dádivas são farturas e que nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
(Desconheço a autoria)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Quem seria a escolhida?

Pequeno conto chinês
Conta-se que por volta do ano 250 A.C, na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador mas, de acordo com a lei, deveria se casar. Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça; eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, inicialmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos, etc...
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à mãe que, independentemente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz। A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
(Autor desconhecido)

domingo, 12 de outubro de 2008

Paz

O logotipo da Campanha para o desarmamento nuclear tornou-se um símbolo da paz internacionalmente reconhecido.
Paz é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações ou agitação. Derivada do latim Pax = Absentia Belli, pode referir-se à ausência de violência ou guerra. Neste sentido, a paz entre nações, e dentro delas, é o objectivo assumido de muitas organizações, designadamente a ONU.
No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira, desconfiança e de um modo geral todos os sentimentos negativos. Assim, ela é desejada por cada pessoa para si próprio e, eventualmente, para os outros, ao ponto de se ter tornado uma frequente saudação (que a paz esteja contigo) e um objetivo de vida. A paz é mundialmente representada pelo pombo e pela bandeira branca.
Tipos de paz
Paz Eterna - conceito elaborado pelo filósofo Immanuel Kant, inspirado nos ideais da Revolução Francesa. Designa um estado de paz mundial, obtido através de uma "república" única, capaz de representar as aspirações naturalmente pacíficas de todos os povos e indivíduos. Como o próprio filósofo esclarece, o termo é derivado de uma piada, onde a inscrição "Paz Eterna" é usada como legenda na ilustração de um túmulo.
Paz pela Lei - lema da Organização do Tratado do Atlântico Norte, baseia-se na idéia de Kant e sugere que a paz deva ser obtida através de legislação em assuntos internacionais, capaz de regulamentar as relações diplomáticas, os conflitos de interesse, etc.
Paz pela força
- obtida quando um indivíduo, instituição ou Estado é fortalecido de tal forma, que toda tentativa de subversão do status quo é desestimulada. Em inglês original, peace through strength.
Paz do terror - ocorre quando nações são capazes de causar destruição total umas às outras através de artefatos bélicos absurdamente poderosos (bombas atômicas, por exemplo). A posse sobre tais arsenais naturalmente desestimula as agressões mútuas. Conceito sugerido pelo estudioso Raymond Aron em seu livro "Peace and War Among Nations".
Paz social - é a aplicação sociológica do conceito primário de paz, podendo ser entendida como a convivência harmoniosa com as diferenças em uma comunidade.
Paz na Bíblia - É a paz a qual não está relacionado ao cessar a guerra,mas, sim em uma reconciliação do homem com Deus. Esta paz está disponível à todas as pessoa em Cristo Jesus.
O Prêmio Nobel da Paz é atribuído anualmente a pessoas que se evidenciaram pelo seu contributo para o fim de períodos prolongados de violência, conflito ou opressão através do seu empenho e liderança moral. No entanto, algumas controversas atribuições deste prémio contemplaram antigos guerrilheiros e supostos terroristas que se acredita terem ajudado ao fim de situações similares fazendo concessões excepcionais no sentido da pacificação.
Eis alguns laureados com o Prêmio Nobel da Paz cuja atribuição ainda hoje suscita alguma controvérsia:
Rev. Martin Luther King, Jr. (laureado em 1964);
Henry Kissinger (laureado em 1973);
Madre Teresa de Calcutá(laureada em 1979);
Nelson Mandela e o antigo Presidente Frederik Willem de Klerk (laureados em conjunto em 1993);
Yasser Arafat (laureado em 1994);
David Trimble (laureado em 1998).
Pierre Weil chegou a ser indicado em 2003. Foi o ser humano mais obstinado, criativo e sábio que conheci em toda minha vida, em torno do tema PAZ.
Agora ele descança na PAZ do Divino, certamente, enquanto suas idéias, seus pensamentos continuarão a alimentar essa busca!
Visite seu site, ainda on line: www.pierreweil.pro.br/
Carlos
Mais informações na Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_Weil

Pierre - você ficará para sempre!


Fundador da Universidade Internacional da Paz (Unipaz), o psicólogo e educador francês Pierre Weil, de 84 anos, morreu na noite da última sexta-feira em Brasília. Weil era diabético e tinha problemas pulmonares e de visão. O corpo está sendo velado por parentes e amigos na própria universidade, localizada em uma chácara em Brasília.
Doutor pela Universidade de Paris, o psicólogo pregava a descoberta da paz interior do ser humano, em suas relações sociais e com o meio ambiente, por meio da educação. Chegou ao Brasil há 60 anos. De 1958 a 1969, foi professor de Psicologia Social, Industrial e Transpessoal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Publicou 40 livros sobre a cultura da paz, psicologia e holística. Um dos mais conhecidos é A Arte de Viver em Paz. Em 2002, recebeu o Prêmio da Unesco de Educação e Paz. O órgão das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura reconheceu que a metodologia adotada por Weil é eficaz.
Em 1987, fundou a Universidade Internacional da Paz (Fundação Cidade da Paz), a pedido do então governador do Distrito Federal, José Aparecido de Oliveira. O objetivo da instituição é disseminar a não-violência e conscientizar o homem a conduzir suas ações com tolerância e fraternidade.
Além do Distrito Federal, a universidade tem campi na Bahia, no Ceará, no Paraná, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina e no Rio Grande Sul. E em outros países: França, Argentina, Israel, Bélgica e Inglaterra.
Weil buscava despertar a solidariedade e fraternidade nas pessoas. “A gente só vê o mundo com essas bolsas de valores explodindo como se a força onipresente, onipotente fosse o dinheiro., quando sabemos que não é. O professor Pierre sabia da dimensão humana, da beleza humana, dessa força que todo ser humano guarda em si. Ele foi um arauto dessa leitura de um ser humano belo, fraterno, solidário e ético.” Ele trabalhava a abertura do ser humano em relação a ele próprio e pregava o desapego das coisas.
Além de suas obras, ainda está no ar seu site:
Seu brilhantismo, sua sabedoria, sua paixão pela paz e seu infinito amor ficarão conosco para sempre!

Suplicamos: faça-se a Luz!


O mundo está de luto. A humanidade clama pela luz! Pierre Weil nos deixou nesta última sexta-feira, dia 10/10/2008.
Assim, sem mais nem menos, recebi essa notícia terrível. Como não sentir-se órfão, abandonado, profundamente entristecido e na escuridão?
Afinal de contas Pierre era a verdadeira Luz, transmitindo, refletindo e iluminando todos os mortais, com toda a sua infinita sabedoria, com seu imenso amor... Bem, se lembrarmos todos seus ensinamentos poderemos caminhar novamente para a Luz!
Ilusão? Separatividade? Desapego? A Grande Experiência? Sim, o Mestre Pierre me ensinou sobre tudo isso e muito mais, muito mais mesmo. Além disso foi o meu maior inspirador para caminhar na direção do caminho que ele percorreu: o da Luz.
É claro que jamais conseguirei chegar aos pés desse Grande Mestre, muito pelo contrário.
Pierre, que bom que você existiu e transformou para melhor, milhões de pessoas. O mundo te guardará com o maior carinho e gratidão!
Foi-se uma parcela incomensurável de puro Amor e Sabedoria! Certamente teremos mais uma estrela no céu, uma das mais brilhantes e lindas.
Obrigado, obrigado, obrigado do fundo meu coração Pierre. Você mudou a minha vida e a de muitos outros mais. Mudou para uma nova direção: a da Luz!
Em um ponto futuro, nos reencontraremos e celebraremos a vida e a eternidade!
Um beijo imenso na tua alma!
Carlos

Morre Pierre Weil

Morre Pierre Weil, defensor e propagador da paz
: 11/10/2008 16:31 Atualização: 11/10/2008 16:34
O Brasil e o mundo perderam um grande defensor da paz. O educador Pierre Weil morreu em casa, no Lago Sul, na noite desta sexta-feira (10/10) de parada respiratória.
Weil era diabético e tinha problemas pulmonares e de visão. Aos 84 anos Weil ganhou o respeito mundial com sua luta pela paz. Conhecido educador e psicólogo, nasceu na França em 1924, mas escolheu o Brasil como casa em 1948.
"Morreu uma pessoa que estava à frente do seu tempo, uma pessoa que ensinou o ser humano a ver a luz dentro de si. Um arauto da paz". lamentou Regina Fittipaldi, pró-reitora do meio ambiente da Universidade Holística Internacional (Unipaz).
Indicado para o Prêmio Nobel da Paz, em 2003, Weil foi reitor da Unipaz desde 1987. Universidade por ele criada a pedido do ex-governador do DF, José Aparecido de Oliveira, com o objetivo de difundir a cultura da paz.
O corpo do estudioso será velado até domingo na Unipaz, no Parkway, na Área Especial Granja do Ipê. Na segunda-feira o corpo será cremado e as cinzas jogadas no Brasil e na França, terra natal do educador.
Além do Distrito Federal, a universidade tem câmpus na Bahia, no Ceará, no Paraná, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina e do Rio Grande Sul. E em outros países: França, Argentina, Israel, Bélgica e Inglaterra.
Original em:

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sawabona Shikoba

:: Por Flávio Gikovate ::
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante.
Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal. A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM". Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é "ENTÃO EU EXISTO PRA VOCÊ".

Flávio Gikovate é médico psicoterapeuta, pioneiro da terapia sexual no Brasil. Conheça o Instituto de Psicoterapia de São Paulo. Confira o programa "No Divã do Gikovate" que vai ao ar todos os domingos das 21h às 22h na Rádio CBN (Brasil), respondendo questões formuladas pelo telefone e por e-mail gikovate@cbn.com.br Email: instituto@flaviogikovate.com.br
Texto original em:

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