quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um novo tempo!

Mais um ano se passou e, neste exato momento em que chegamos no limiar de um novo ano, um novo ciclo, um novo tempo, estou deixando um presente aos leitores do blog Ética Global. São quinze micro fotos que nos dão uma visão diferenciada, como se fosse um novo mundo, um lugar diferente, mas que na verdade está bem aqui, presente em todos os nossos momentos.

Quem sabe possamos estar no caminho de um novo momento!

Quiçá estejamos no início de um mundo melhor!

Amanhã poderemos ter um alvorecer de uma nova jornada, onde todos poderão conquistar seu espaço, onde todos poderão receber dignidade, respeito, cidadania, através de uma verdadeira chuva pirotécnica de cuidados reais e verdadeiros, no campo da saúde pública e da educação com qualidade. Apenas dois itens, mas que poderão transformar definitivamente a vida neste planeta para algo verdadeiramente na direção da ética global.

E por que poderemos ter tudo isto? Porque depende apenas da boa vontade e da coragem das pessoas detém o poder! Coragem para enfrentar o poder econômico e, ao lado do povo, revolucionar este mundo!

Quem sabe, também, possamos encaminhar este mundo para um verdadeiro desenvolvimento social, o que significa especialmente que a humanidade substitua gradativamente a cultura do ter pela cultura do dar.

Parabéns por mais um ano que se encerra e um Feliz Ano Novo, com muita paz e amor no coração de todas as pessoas!

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Curta as micro fotos e sinta o poder revolucionador de um novo olhar. São fotos incríveis do interior do corpo humano, tiradas com um super microscopio. O tamanho dos detalhes varia de 1 a 5 nanômetros. O nanômetro é igual a um bilionésimo de milímetro:
 





Carlos Roberto Sabbi
Editor

Obs.: as fotos recebi por e-mail, e a autoria está atribuída à Wellcome Imagens

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Descontração

Caríssimos amigos!



Só para comunicá-los que nenhuma das correntes que me enviaram este ano, prometendo coisas e mais coisas deu resultado.


Nem mesmo as desgraças que ameaçaram cair na minha cabeça, caso não as repassase, aconteceram.


Assim, como pra vocês também não deve ter dado nada certo, faço votos que em 2010 recebamos nossa parte em dinheiro mesmo.


Que assim seja!


Amém!

O Reverso da Mídia

O Reverso da Mídia  (ou... A Era da Insensatez)

Troque de carro, troque de tv, troque de celular. Mude para a nossa operadora. Temos os melhores planos. Beba mais cerveja. Etc., etc., etc... (24 horas por dia, 7 dias por semana).
 
Não estranhe se amanhã, na abertura do Jornal Nacional, anunciarem o velório da coerência, pois vivemos na Era da Insensatez.

“Consumo, logo existo.” Na sociedade consumista, quem não consome não existe.
 
Wlliam Bonner equiparou o telespectador do Jornal Nacional a Homer Simpson, - um sujeito preguiçoso, burro, que adora ficar no sofá, assistindo tevê, comendo rosquinhas e bebendo cerveja, e que só dá mancadas na vida.

O mais preocupante, porém, não é o fato de termos como editor-chefe e apresentador do maior telejornal do país alguém que nivela milhões de telespectadores com “Homer Simpson”...

A pergunta que devemos nos fazer é: - E se William Bonner tiver razão?  Como foi que alcançamos tal condição, e a quem interessa que continuemos assim...?

A televisão amolece o corpo, a televisão amolece o espírito.

No Brasil, segundo o Ibope, as pessoas vêem, em média, cinco horas de tevê por dia.

O sonho dos atuais diretores televisivos é ter como audiência uma imensa massa acrítica, sem uma real capacidade de análise. Um público que não pensa que não questiona, que é facilmente manipulado,  que compra quando e o que lhe mandam comprar...

Propagandas, propagandas, propagandas, compre, beba, consuma, exista.
E chega mais um domingo, e o que já era ruim consegue a proeza de piorar ainda mais... O que dizer do Domingão do Faustão?

E o que dizer das vídeo-cassetadas do Faustão? Pancadas que ferem, tombos que machucam...

“O ser humano ainda não tinha aprendido a amar o próximo e já tinha inventado a televisão, que ensina a desprezar o distante.” (Millôr Fernandes)

Esta apresentação será interrompida por alguns minutos. Voltaremos logo após os “Reclames do Plim-Plim”...



“Uma série de estudos demonstra que, no Brasil, os jovens bebem cada vez mais e, ainda por cima, começam mais cedo. É simplesmente risível imaginar que eles teriam mais cautela apenas ouvindo aquela rápida frase de alerta depois do sensualíssimo anúncio com mulheres estupendas.”  (Gilberto Dimenstein)

E o que dizer de Pedro Bial, quando se dirige aos participantes do Big Brother chamando-os de “nossos heróis” e “nossos mártires”?  (Quão deturpados os conceitos de heroísmo e martírio transmitidos. A que ponto chegamos...)

Escola pública localizada no sertão pernambucano. Não há acabamento nas paredes. Há um ano sem merenda escolar. O banheiro está interditado.

Não seria mais sensato qualificar de heróis e mártires os nossos professores...?

Eles que, quase sem nenhum reconhecimento, e em condições tão adversas, tentam manter acesa a chama do saber e do conhecimento.

Heróis e heroínas são também os pequeninos alunos com seus chinelos gastos, muitas vezes obrigados a percorrer longas distâncias a pé para chegar à sala de aula...

Bial, junte a produção do BBB, e vão assistir ao documentário “Pro Dia Nascer Feliz”, do diretor João Jardim, que aborda a situação da educação no Brasil. (é o mínimo que formadores de opinião deveriam fazer...)

Quem sabe o próximo “reality show” possa mostrar a dura realidade de muitos professores e alunos da rede pública, seja no sertão nordestino, seja nas periferias de qualquer capital... Aí sim teríamos um show de realidade...

E o que dizer das festas promovidas pela produção do Big Brother? Que belo exemplo são para os nossos jovens: “Bebam para serem felizes, para promoverem farras sexuais”.  Obrigado, Rede Globo.

Enquanto professores e escolas se esforçam para formar cidadãos, a televisão fabrica consumidores.

Em outubro, mês das crianças, o valor gasto no Brasil em publicidade dirigida ao público infantil foi de aproximadamente R$ 210 milhões. Neste mesmo período, foram investidos no Programa Federal de Desenvolvimento da Educação Infantil (FNDE) cerca de R$ 28 milhões.

A televisão transforma crianças da mais tenra idade em consumidores. Especialistas em comportamento infantil têm constatado mudanças significativas provocadas pela exposição massiva e precoce à publicidade.

Segundo constatado, dentre as primeiras palavras pronunciadas, as primeiras intenções de transmitir uma mensagem verbal, já aparece a palavra “compra”...

Diante da tevê, o telespectador está fisicamente inativo. Dos seus sentidos, trabalham somente a visão e a audição, mas de maneira extremamente parcial. Os olhos, por exemplo, praticamente não se mexem. Os pensamentos estão praticamente inativos: não há tempo para raciocínio consciente e para fazer associações mentais, já que a atividade cognitiva está muito lenta. Isso ficou evidenciado em pesquisas sobre os efeitos neurofisiológicos da tevê. O eletro encefalograma e a falta de movimento dos olhos de uma pessoa vendo televisão indicam um estado de desatenção, de sonolência, de semi-hipnose. O piscar da imagem, os estímulos visuais exagerados e contínuos, e a passividade física do telespectador, especialmente seu olhar fixo, fazem com que o cenário seja semelhante a uma sessão de hipnose.

Na leitura, é preciso produzir uma intensa atividade interior: num romance, imaginar o ambiente e os personagens; num texto filosófico ou científico, associar constantemente os conceitos descritos. A tevê, pelo contrário, não exige nenhuma atividade mental: - as imagens chegam prontas, não há nada para associar. Não há possibilidade de pensar sobre o que está sendo transmitido...,  ...porque as velocidades das mudanças de imagem, de som e de assunto impedem que o telespectador se concentre e acompanhe a transmissão conscientemente.

Infelizmente, a televisão vem ocupando um crescente papel na transmissão dos caminhos da infância.  As emissoras e os anunciantes assumiram tal incumbência pensando no seu próprio lucro imediato, e não nas crianças ou no futuro da nação.

Troque de carro, troque de celular, mude de operadora, temos os melhores planos, beba mais cerveja... Compre! Beba! E agora, os gols de Tuna Luso e Itumbiara pela “série C” do campeonato brasileiro.

E no horário nobre: Deborah Secco de calcinha e sutiã dá recorde de audiência à novela "Paraíso Tropical". (Fonte: Folha de SP)

E no nobre horário: Com a “Dança do Poste” de Flávia Alessandra, “Duas Caras” alcança 40 pontos no ibope pela primeira vez. “Zorra Total” O segundo programa mais assistido pelo público infantil...

Propagandas, propagandas, propagandas, compre, beba, consuma, possua.
E agora vamos dar aquela espiadinha. É dia de paredão: “Se vc quer eliminar fulaninho, ligue... Se vc quer eliminar fulaninha, ligue...”  (maldade tirar assim o dinheiro dos pobres e dos pouco instruídos...)

“Passarinho quer dançar, O rabicho balançar,Porque acaba de nascer Tchu tchu tchu...”

Quão vazia uma vida pode se tornar...

Que infância estamos construindo?

Que juventude estamos formando?

(Recebi tal qual por e-mail, sem a citação da autoria)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A Estrela Verde

Colaboração de Denise Sartori
Havia milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, verdes, douradas, vermelhas e azuis.

Um dia, elas procuraram Deus e lhe disseram:

- Senhor, gostaríamos de viver na Terra entre os homens.

- Assim será feito, respondeu o Senhor. Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas, e podem descer para a Terra.

Conta-se que naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes nos campos; outras se misturaram aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada.

Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.

- Por que voltaram? Perguntou Deus, à medida que elas chegavam ao céu.

- Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria e violência, muita maldade, muita injustiça – responderam as estrelas.

- Claro! O lugar de vocês é aqui no céu.

Depois que chegaram todas as estrelas, conferindo o seu número, Deus falou de novo:

- Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?

Um anjo que estava perto retrucou:

- Não, Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há limite, aonde as coisas não vão bem, onde há luta e dor.

- Mas que estrela é essa?

- É a Esperança, Senhor. A estrela verde. A única estrela dessa cor.

Quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. A Terra estava novamente iluminada porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa.

A Esperança é própria do ser humano, próprio daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que não sabe como será o futuro.

(Recebi por e-mail, tal qual, sem a citação do autor)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

formspring.me

Pergunte-me qualquer coisa (preferencialmente sobre ética) http://formspring.me/crsabbi

Thriller


O sujeito decidiu nadar e morreu afogado. No resort, bem no meio de uma grande convenção de vendas. Trabalho com eventos desde os anos setenta, na condição de organizador, patrocinador, palestrante ou simplesmente participante. Em mais de 30 anos, já vi estande derrubado pelo vento, bêbado fazendo escândalo, hotel com falta de luz, comida estragada, músico que não aparece, garçom mal educado, equipamento queimado no momento da palestra e o que mais você puder imaginar.

Mas a pior coisa que pode acontecer num evento é a morte de um convidado. Isso não tem conserto.

E naquele evento ao qual compareci como palestrante, o tal participante morreu afogado. A notícia caiu como uma bomba! O clima ficou péssimo, um silêncio pesado permaneceu no ar por horas, enquanto assistíamos aos procedimentos necessários para a retirada do cadáver.

Mais tarde, conversando com outros experientes organizadores de eventos, todos foram unânimes sobre a providência mais importante quando uma tragédia como essa acontece. Constatada a morte, livre-se do cadáver o mais rápido e discretamente possível.

Ninguém lida com a morte "naturalmente" embora ela seja - como o nascimento - a mais natural manifestação da vida. A presença do cadáver lembra a todos que a qualquer momento chega nossa hora, que somos quase nada.

Marketing nenhum é páreo para a morte.

Por isso o cadáver da convenção transforma-se num morto-vivo. E mata o evento.

Lembrei-me dessa história quando assisti aos vídeos do escândalo do mensalão de Brasília. Nenhuma novidade, não é? Mais uma vez bandido dedurando bandido, apenas para reforçar o que já sabemos: a lama invadiu todos os cômodos do condomínio Brasil. No circo onde mensaleiro dá lição de moral em mensaleiro, a função é para uma platéia de palhaços. Não existem anjos nessa história, só demônios. José Roberto Arruda era uma estrela do DEM, abatida no "timing" exat às vésperas da montagem da chapa oposicionista que concorrerá à presidência em 2010. Mesmo que prove inocência, Arruda está politicamente morto. É o cadáver na sala que, fosse o DEM profissional como os organizadores de eventos, teria sido retirado imediatamente do raio de visão das pessoas.

Mas não. O defunto continua vivo.

Arruda e seus mensaleiros dançam diante de nós como num videoclipe famoso, arrastando para o túmulo as esperanças da oposição.

Amadores!

Luciano Pires
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domingo, 27 de dezembro de 2009

Encerrando um ciclo


Por Paulo Coelho

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho?

Terminou uma relação?

Deixou a casa dos pais?

Partiu para viver em outro país?

A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar.

Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Mulher madura


Por Vanessa Pena

Quando resolvi escrever sobre a MULHER MADURA pensei em mim e em todas as mulheres de trinta, quarenta, cinquenta...não importa a idade, claro, não desmerecendo as mais novas, até porque pretendo falar de toda vivacidade que elas possuem. A MULHER MADURA tem um jeito todo especial de ser. Não é ventania, ela é ar em movimento. Possui uma beleza peculiar que não se iguala a nenhuma outra. Pena daqueles que não sabem percebê-lo.

A MULHER MADURA não PEGA, TOCA.
não come, se ALIMENTA.
não provoca, já é PROVOCANTE.
não é inteligente, é SÁBIA.
não se insinua, mostra o CAMINHO sutilmente.
não se precipita, espera o MOMENTO CERTO.
não nada, NAVEGA.
não voa, FLUTUA.
não pensa em quantidade, prefere QUALIDADE.
não vê, OBSERVA.
não anda, CAMINHA.
não deita, ADORMECE.
não é pretensiosa, simplesmente se GOSTA.
não julga, ANALISA.
não compara, ASSIMILA.
não consola, ACALENTA.
não acorda, DESPERTA.
não coloca algemas, deixa LIVRE.
não enfeitiça, ENCANTA.
não é decidida, apenas sabe O QUE QUER.
não é exigente, é SELETIVA.
não se sente velha, considera-se EXPERIENTE.
não se lamenta, tenta fazer DIFERENTE.
não tem medo, tem RECEIOS.
não faz juras, deixa por conta do TEMPO.
não tira conclusões, faz SUPOSIÇÕES.
“não desce do salto”, tem “JOGO DE CINTURA”.
não brilha, é ILUMINADA.
não dá tchau, ACENA.
não gosta de ser vigiada, prefere ser ESCOLTADA.
não é moderna, é ELEGANTE.
não quer ser cobiçada, prefere ser DESEJADA.
não tem sombras, tem AURA.
não adivinha, tem PERCEPÇÃO.
não faz sexo, é mestre na ARTE DE AMAR.
não fica, se ENVOLVE.
não é fácil, é FLEXÍVEL.
não manda, ADMINISTRA.
não aflora, é um constante FLORESCER.

Enfim, a MULHER MADURA é um conjunto de todas as belezas possíveis. É MULHER sensível, mas ao mesmo tempo uma verdadeira guerreira, é forte, mas é feminina. Muitos não possuem sensibilidade para perceber tal beleza, mas aqueles que a descobrem...preferem morrer nos braços dessa tal mulher, que não é DOCE mas que, simplesmente, é puro MEL.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O que a vida nos ensina depois dos 40

É Natal, tempo de reflexões, de voltar-se para o Criador, de pensar nas coisas que realmente tem valor. Ganhei um texto algum tempo atrás de um irmão, realmente um cara muito legal. Achei-o tão maravilhoso que programei para publicá-lo aqui no blog, exatamente neste dia, tão especial, aliás, o mais especial do ano, concorrendo com o dia internacional da paz.
Deliciem-se amigos...

Amor não se implora, não se pede, não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúme é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados a terra por Deus
para mostrar ao homem o que c fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não
com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você,
vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Agua é um santo remédio. Deus inventou o choro
para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim. existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tomam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina, Deus é o maior
poeta de todos os Tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente...
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças
acerca de suas ações.
Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas,
chaves que abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras,
une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...
Autor desconhecido

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Origem do Natal



Universal, abrangente, calorosa ­ assim é a festa de Natal, que envolve a todos. Uma das mais coloridas celebrações da humanidade, é a maior festa da cristandade, da civilização surgida do cristianismo no Ocidente. Época em que toda a fantasia é permitida. Não há quem consiga ignorar a data por mais que conteste a importação norte-americana nos simbolismos: neve, Papai Noel vestido com roupa de lã e botas, castanhas, trenós, renas.

Até os antinatalinos acabam em concessões, um presentinho aqui, outro acolá. Uma estrelinha de belém na porta de casa, uma luzinha, um mimo para marcar a celebração da vida, que é o autêntico sentido da festa. Independente do consumismo, tão marcante, o Natal mantém símbolos sagrados do dom, do mistério e da gratuidade.

Na origem, as comemorações festivas do ciclo natalino vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte. A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.

A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio 1º para o nascimento de Jesus Cristo como uma forma de atrair o interesse da população. Pouco a pouco o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção. Conta a Bíblia que um anjo anunciou para Maria que ela daria a luz a Jesus, o filho de Deus. Na véspera do nascimento, o casal viajou de Nazaré para Belém, chegando na noite de Natal. Como não encontraram lugar para dormir, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura.

Pastores que estavam próximos com seus rebanhos foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso. No retorno, espalharam a notícia de que havia nascido o filho de Deus.
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O "Feliz Natal" no mundo

Brasil: Feliz Natal
Bélgica: Zalige Kertfeest
Bulgária: Tchestito Rojdestvo Hristovo, Tchestita Koleda
Portugal: Boas Festas
Dinamarca: Glaedelig Jul
EUA: Merry Christmas
Inglaterra: Happy Christmas
Finlândia: Hauskaa Joulua
França: Joyeux Noel
Alemanha: Fröhliche Weihnachten
Grécia: Eftihismena Christougenna
Irlanda: Nodlig mhaith chugnat
Romênia: Sarbatori vesele
México: Feliz Navidad
Holanda: Hartelijke Kerstroeten
Polônia: Boze Narodzenie

Origem no site:
http://www.arteducacao.pro.br/homenagem/Natal/natal.htm

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Simbologia e o Ciclo natalino


Desde a sua origem, o Natal é carregado de magia. Gritos, cantigas, forma rudimentar do culto, um rito de cunho teatral, o drama litúrgico ou religioso medieval ganha modificações no decorrer dos séculos. Dos templos, a teatralização ganha praças, largos, ruas e vielas, carros ambulantes, autos sacramentais e natalinos. Os dignatários da Igreja promoviam espetáculos. Na evolução da história está a compreensão de todos os símbolos de Natal.

Árvore - Representa a vida renovada, o nascimento de Jesus. O pinheiro foi escolhido por suas folhas sempre verdes, cheias de vida. Essa tradição surgiu na Alemanha, no século 16. As famílias germânicas enfeitavam suas árvores com papel colorido, frutas e doces. Somente no século 19, com a vinda dos imigrantes à América, é que o costume espalhou-se pelo mundo.

Presentes - Simbolizam as ofertas dos três reis magos. Hábito anterior ao nascimento de Cristo. Os romanos celebrava a Saturnália em 17 de dezembro com troca de presentes. O Ano Novo romano tinha distribuição de mimos para crianças pobres.

Velas - Representam a boa vontade. No passado europeu, apareciam nas janelas, indicando que os moradores estavam receptivos.

Estrela - No topo do pinheiro, representa a esperança dos reis-magos em encontrar o filho de Deus. A estrela guia os orientou até o estábulo onde nasceu Jesus.

Cartões - Surgiram na Inglaterra em 1843, criados por John C. Horsley que o deu a Henry Cole, amigo que sugeriu fazer cartas rápidas para felicitar conjuntamente os familiares.

Comidas típicas - O simbolismo que o alimento tem na mesa vem das sociedades antigas que passavam fome e encontravam na carne, o mais importante prato, uma forma de reverenciar a Deus.

Presépio - Reproduz o nascimento de Jesus. O primeiro a armar um presépio foi São Francisco do Assis, em 1223. As ordens religiosas se incumbiram de divulgar o presépio, a aristocracia investiu em montagens grandiosas e o povo assumiu a tarefa de continuar com o ritual.

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O Ciclo Natalino
* Rúbia Lóssio

Meu São José dai-me licença
Para o Pastoril dançar,

Viemos para adorar
Jesus nasceu para nos salvar."

O ciclo natalino inicia-se na véspera do Natal, 24 de dezembro, e vai até o dia de Reis, 6 de janeiro. Para acompanhar esse período, é preciso manter a ingenuidade de uma criancinha, a esperança de um amanhecer ensolarado, a ternura de um botão de rosas e a leveza de uma linda borboleta no ar. A emoção do povo é revelada nos folguedos natalinos através de sua ação dramática. Temos vários folguedos natalinos, como o pastoril, o bumba-meu-boi, a cavalhada, a chegança, que fazem referências à Noite de Festas e ao grande dia em que Jesus nasceu. Desses folguedos, o mais tipicamente natalino é o pastoril religioso, que tem em sua essência a temática da visitação dos pastores ao estábulo de Belém onde Jesus nasceu.

Há registros sobre o pastoril desde da Idade Média. Em Portugal são conhecidas as peças de Juan de Encina e Gil Vicente, baseadas em temas populares anteriores, segundo o professor Roberto Benjamin. Como denominação popular do pastoril, temos a Lapinha, que desaparecera quase completamente, cedendo lugar aos pastoris. Câmara Cascudo descreve que a Lapinha "era representada na série dos pequeninos autos, diante do presépio, sem intercorrência de cenas alheias ao devocionário. Os presépios foram armados em Portugal desde 1391, quando as freiras do Salvador fizeram o primeiro." O presépio designa o estábulo ou o curral, lugar onde se recolhe o gado, e representa as cenas do nascimento de Jesus em Belém. Há também uma diferença terminológica decorrente de sua grandiosidade. Ou seja, se o era grande, rico e bonito, era chamado de Presépio; se era pobre, pequeno e despojado, era uma Lapinha.

Mas, o que ficou na tradição foi a queima da Lapinha, no dia 6 de janeiro, pois só por volta do século XVI, três centúrias após a criação da simbologia do presépio, teve início a dramatização da cena da Natividade, com contos populares, danças e produção literária anônimas, como registra Geninha da Rosa Borges. Pereira da Costa relata que "o pastoril era, a princípio, a representação do drama hierático, o nascimento de Jesus Cristo, o presépio dos bailados e cantos próprios. Conta a lenda que São Francisco de Assis, querendo comemorar de maneira condigna o nascimento de Jesus, no ano de 1223, entendeu de fazer uma representação do maior acontecimento da Cristandade. Obteve licença do Papa e fez transportar para uma gruta um boi, um jumento e uma manjedoura, colocando o menino Jesus sobre a palha, ladeado pelas imagens de Nossa senhora e São José.

Dentro dessa gruta, celebrou uma missa, assistida por um grande número de frades e camponesas das redondezas. Durante o sermão, pronunciou as palavras do Evangelho: "colocou-o num presépio, apareceu-lhe nos braços um menino todo iluminado", e a partir daí, a representação dos presépios tornou-se comum e espalhou-se por todo o mundo. O aparecimento do présepio em Pernambuco vem, talvez, do século VI, no Convento Franciscano em Olinda. Mário Souto Maior comenta que, "com o passar dos anos, o presépio, que era representação estática do nascimento de Jesus Cristo, até os fins do século VIII, começou a ter a sua forma animada pelas pastorinhas cantando loas, com a participação do velho, do pedegueba". Câmara Cascudo define o pastoril como "cantos, louvações, loas, entoadas diante do presépio na noite do Natal, aguardando-se a missa da meia-noite. Representavam a visita dos pastores ao estábulo de Belém, ofertas, louvores, pedidos de bênção. Os grupos que cantavam vestiam-se de pastores, e ocorria a presença de elementos para uma nota de comicidade, o velho, o vilão, o saloio, o soldado, o marujo, etc. Os pastoris foram evoluindo para os autos, pequeninas peças de sentido apologético, com enredo próprio divididos em episódios que tomavam a denominação quinhentista de "jornadas" e ainda a mantêm no nordeste do Brasil..." Nas jornadas, que eram um grande atrativo do pastoril, realçava-se o estilo dramático, fazendo com que os partidários atirassem flores, lenços de seda e até chapéus.

O Pastoril tem como corpo principal o grupo de pastoras, subdividido em dois cordões (azul e encarnado). A Mestra dirige o cordão encarnado, e a Contramestra, o cordão azul. Há também o Anjo, o Pastor, o Velho - personagem cômico, originário provavelmente do pastor -; a Diana, que é a intermediária entre os dois cordões; a Borboleta, personagem faceira; a Jardineira, que canta e dança uma jornada em solo, referente às atividades da jardinagem; a Libertina, que é, em algumas variantes, a pastora tentada pelo Demônio; o Demônio ou Diabo, que vem tentar as pastoras; a Cigana, que representa o povo cigano que vem dizer o destino, a sorte de Jesus e que "às vezes, lê a sorte das pastoras e das pessoas da platéia, lendo a mão na tradição da buena dicha para recolher o dinheiro.

Trajando saias curtas e rodadas, e corpetes ou blusas brancas, e usando um diadema enfeitado com fitas, as pastoras, com toda a graciosidade, trazem na mão pandeirinhos ou maracás, adornados da mesma forma. O Anjo apresenta-se como um anjo de procissão, com asas de papel; a Cigana veste saia comprida e usa brincos, lenços, colares de moedas douradas; a Borboleta usa asas transparentes e antenas de papel colorido; e o Pastor utiliza um cajado.

Assistir a uma encenação do pastoril, que seduz e encanta, revelando de maneira maravilhosa a estonteante beleza do Ciclo Natalino, traduzida nos rostos das pastoras, é deslumbrar-se com um espetáculo único do povo brasileiro.

* Rúbia Lóssio é vinculada ao Centro de Estudos Folclóricos Mário Souto Maior e mestre pelo Curso de Mestrado em Administração Rural e Comunicação Rural da UFRPE

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A grande festa


Em minha palestra "O Meu Everest" descrevo tudo que precisei fazer para realizar o sonho da minha vida: chegar o mais próximo possível da maior montanha do mundo.

Começo a palestra falando de minha infância em Bauru, em 1963, e dos sonhos de uma criança com seis anos de idade. Depois vou caminhando pelo tempo, contando da fascinação pelos aventureiros, do encontro com o Everest ao assistir um documentário e do processo de pesquisa, descobertas e preparação para a viagem da minha vida.

É uma história divertida e repleta de lições, que tem seu ponto culminante o momento em que - depois de nove dias de caminhada - chego aos 5.350 metros de altura do Campo Base do Everest. Uma vitória. Então apresento uma série de fotos do acampamento e brinco com a platéia:

- Ao ver essas fotos vocês provavelmente me farão uma pergunta: "É isso? O que é que tem lá?"
- Pedras.
- O que mais?
- Gelo!
- Dá pra ver o Everest?
- Não!
- Como assim? Você saiu da sua casa, foi pro fim do mundo, correu risco de vida, passou frio pra ver uma pedreira? Você é maluco?

As pessoas não entendem... O Campo Base do Everest tinha muito pouco a oferecer. Na verdade ele serviu mesmo foi para apontar a direção, para ajudar a calcular quanto tempo levaria a caminhada. Ele possibilitou que eu fizesse um plano. O Campo Base era a materialização de meu sonho. Mas as pessoas pensam que fui para lá por causa dele. Não fui.

Minha viagem começou em 1963 e só vai terminar quando eu morrer. Tudo que aconteceu antes, durante e depois é o que realmente importa. "O meu Everest" é um processo de transformação, que me fez uma pessoa diferente. O Campo Base era só um detalhe. Mas é só o que a maioria das pessoas consegue ver...

Bem, conquistamos o direito de organizar a Olimpíada de 2016 no Brasil. Pessoalmente acho que temos outras prioridades nas quais aplicar os milhões que o evento exigirá, mas o que está feito, está feito e fiquei feliz.

Agora é fazer direito.

Minha preocupação - à parte as questões da corrupção, incompetência, intenções eleitoreiras e conchavos - é que os responsáveis tratem a Olimpíada como as pessoas tratam a minha viagem: de olho apenas no objetivo tangível.

Organizar a Olimpíada exigirá um grau de profissionalismo como raramente demonstramos antes, mas daremos um jeito. O importante é que os jogos não podem ser vistos apenas como "os jogos". Tudo que acontecerá até, durante e depois deles é o que importa. Os jogos em si serão apenas um detalhe - se quisermos que a Olimpíada seja realmente um ponto de inflexão na curva de amadurecimento do Brasil.

Mas será que a turma do curto prazo tratará os jogos como um fim, não como um processo? Focará na construção de obras sem planejar sua sustentabilidade? Usará os atletas, descartando-os em seguida até a próxima Olimpíada?

Será que no dia seguinte o Brasil tirará a fantasia e voltará ao que era antes?

Se assim for, não teremos aprendido nada. Perderemos a oportunidade de usar a Olimpíada para transformar o Brasil. Como aconteceu no Pan do Rio, apenas mostraremos ao mundo que somos bons de festa.

Isso é muito pouco.

Luciano Pires
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

“O homem engana, a mulher trai”



Policial Rodoviário Federal, e estudioso de assuntos relacionados a sexualidade.

Contatos através do email: adalbertoava@bol.com.br

Por incrível que pareça, todos os conflitos, os ressentimentos, as intrigas, as separações e a violência têm como fato gerador a suspeita de infidelidade.


Por incrível que pareça, todos os conflitos, os ressentimentos, as intrigas, as separações e a violência têm como fato gerador a suspeita de infidelidade. Digo suspeita porque perante a lei dos homens, todos são inocentes até que se prove em contrário. Querer provar ou descobrir que está sendo enganada (a mulher) ou traído (o homem), é outra história. Como ninguém é igual a ninguém e todos têm sua maneira de ser, pensar e agir, cada caso é um caso e o desfecho nem sempre é previsível. Tudo isso porque a mulher ainda não aceita a realidade dos fatos. Na prática e por tradição, o homem engana e a mulher trai. Em outras palavras (simbolicamente, é claro) o homem comete um "crime culposo" e a mulher um "crime doloso".

Normalmente quando a mulher resolve manter uma relação extraconjugal, ela planeja de maneira fria e calculista cada etapa de sua decisão. Desde a escolha do parceiro - com quem irá dividir a mesma cama e momentos de intimidade - até as condições, hora e local. O importante é ser discreta e que tudo aconteça no mais absoluto sigilo. O fato de ser uma relação proibida mais a excita, mas procura de todas as maneiras evitar complicações futuras. Ou seja, a infidelidade da mulher assume as características de um crime premeditado, pois durante todo o processo há a fria intenção de trair. Essa atitude me faz lembrar uma canção na vóz de Wanessa Camargo, que diz: "Os homens não são os únicos com amores escondidos, é que as mulheres disfarçam bem melhor o proibido. Fui pior que você, pois eu souber esconder (...) "; e por aí vai.

Com relação a infidelidade do homem as circunstâncias são outras e muitas são as razões que justificam o seu comportamento e a decisão de não ser fiel ou monogâmico. Aliás, a monogamia é rara entre os mamíferos e quase inédita entre primatas. Antes do colonialismo ocidental e do imperialismo social judaico-cristão, a vasta maioria das sociedades humanas era poligâmica. Quem estudou um pouco de história e de biologia, sabe bem disso. Portanto, a monogamia é uma criação cultural.

É instinto natural do macho querer mais de uma fêmea, e com o homem (só porque é racional) não é diferente. Eu costumo dizer que o adultério do homem é uma questão de testosterona - substância que atua na parte do cérebro que regula as emoções, o sexo e a agressividade -, que faz com que ele mais do que a mulher se torne um polígamo em potencial. Como os homens têm maiores quantidades de testosterona do que as mulheres, o seu ímpeto sexual também é maior. O impulso ou desejo de praticar a atividade sexual é tão forte que se torna quase impossível conter a própria natureza.

A doutora Helen Singer Kaplan, da Cornell Center de Nova York, com a autoridade de uma vida inteira dedicada à pesquisa da sexualidade humana, assegura: "Uma mulher pode ficar excitada e ter mais orgasmos que um homem, mas não é tão compelida sexualmente como ele. O ímpeto sexual masculino é muito mais difícil de reprimir. Não estou dizendo que não haja fatores culturais importantes na sexualidade, mas fatores biológicos não podem ser esquecidos".

Se o touro cobre mais de uma vaca, se o galo reina absoluto entre as galinhas, e o cachorro tem à sua disposição todas as cachorras da rua, por que o homem não pode ter mais de uma mulher? Seu comportamento sexual visto desse ângulo não é clandestino nem irresponsável.

Se até para a infidelidade masculina existe uma explicação científica provocada por fatores biológicos, é claro que os fatores culturais não podem ser desprezados. Por tradição, o homem é desde criança educado para ser forte, macho, conquistador, enquanto a mulher para ser meiga, feminina e reservada. O macho é treinado e orientado para ser caçador, correr atrás da presa e mostrar que é superior. A fêmea, como no mundo animal, cabe participar do processo de seleção na escolha do macho com o qual irá se acasalar, procriar e garantir a perpetuação da espécie.

Quando a mulher desconfia ou descobre que o parceiro está sendo infiel, reage como se o mesmo estivesse cometendo um "crime hediondo", algo imperdoável. O fato é que o homem, estimulado por determinadas circunstâncias não consegue reprimir seus instintos naturais. Isto é tão verdadeiro que, acompanhando a evolução da espécie, novos padrões de comportamento foram definidos exatamente para disciplinar, educar e controlar esse lado animal do homem e garantir a ordem social.

Há séculos o comportamento sexual masculino é endossado por fatores biológicos e culturais, e se ainda hoje a sociedade trata de forma diferente a mulher no aspecto dos papéis sexuais dentro do contexto social, é porque ela própria continua alimentando o sistema. É por essas e outras que eu digo que o homem engana e a mulher trai. Antes e acima de tudo a si mesma.

O homem tem a ciência, a cultura e a tradição a seu favor no que diz respeito a sua sexualidade, ao passo que a mulher, mesmo com a revolução sexual, não conseguiu se livrar das amarras dos modelos tradicionais e de forma inconsciente ou não, continua alienada e fiel aos padrões de conduta da sociedade patriarcal. Segundo algumas pesquisas a mulher não trai mais por falta de coragem. Se ela ainda tem medo de exercer sua sexualidade, de fato e de direito, ao ser infiel a mulher não trai apenas seu parceiro, trai princípios e valores que no íntimo ainda acredita.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Pantomima



Por Denis Lerrer Rosenfield

A pantomima parece não ter limites. A política exterior brasileira está enveredando, perigosamente, pelos caminhos bolivarianos, ditatoriais, que rompem com décadas de neutralidade e não-ingerência em assuntos de outros países. O caso de Honduras é particularmente aterrador, pois, em nome da democracia totalitária, estão assentando as bases de supressão da liberdade.

Façamos, primeiro, um breve retrospecto. Lula e Celso Amorim realizaram, nos últimos anos, périplos por países africanos que têm em comum o menosprezo pela democracia e pelas liberdades em geral. Trata-se de países ditatoriais que foram considerados pelo nosso governo dignos parceiros de reconhecimento internacional. O ex-terrorista e ditador líbio, Muamar Kadafi, chegou a ser considerado como um irmão. Irmão de quê? De empreitadas ditatoriais, de uma pessoa há décadas no poder e exercendo uma dominação inflexível sobre o seu próprio povo.

Seguindo a mesma linha, a diplomacia brasileira permaneceu silenciosa sobre o genocídio do Sudão, onde mais de 200 mil pessoas foram assassinadas, não contabilizando as pessoas esquartejadas, mutiladas e estupradas. Em nome de quê? Da não-ingerência nos assuntos de outros Estados. Qual foi, então, o recado? Assassinar seu próprio povo pode, em nome da soberania interna.

O caso do Irã do "presidente" Mahmoud Ahmadinejad foi - e continua - escandaloso. As eleições foram fraudadas, o povo iraniano foi às ruas, até alguns aiatolás já não suportam o despotismo em vigor no país, pessoas foram torturadas e assassinadas em prisões. E o governo brasileiro contentou-se em dizer que se tratava de um mero jogo de futebol, em que os perdedores tinham ficado insatisfeitos. Na ONU, Lula, agora, reiterou a mesma posição de menosprezo aos direitos humanos. Temos uma prova tangível da podridão dessa esquerda que traiu inclusive os ideais de Marx. Fechou questão com o islamismo totalitário. Como se não bastasse, um "presidente" que se caracteriza pelo antissemitismo militante, propugnando pela eliminação do Estado de Israel, é convidado a visitar o Brasil. Provavelmente, em nome de uma qualquer "solidariedade" internacional, a dos déspotas.

Diante desse quadro, que é um quadro de horror, a "nossa" diplomacia, ou melhor, a "deles", dos bolivarianos com afinidades totalitárias, patrocina e é conivente com a volta de Manuel Zelaya a Honduras. Só um tolo acreditaria nas palavras de "diplomatas" (sic!) segundo os quais o Brasil só soube do ingresso do ex-presidente bolivariano, de tendências golpistas "democráticas", quando já tinha ingressado naquele país. Ainda, conforme nosso "chefe" do Itamaraty, deu-lhe "boas-vindas", oferecendo-lhe a hospitalidade brasileira. Pelo menos Zelaya e sua mulher foram "honestos" ao agradecerem ao chanceler Amorim e ao presidente Lula o seu apoio.

Para acreditar na versão oficial é necessário acreditar em duendes. Os cidadãos brasileiros são tidos por crédulos, mal informados, ou melhor, tolos. Nada bate com nada nas versões oferecidas, salvo o seu objetivo de dar o máximo de sustentação ao projeto bolivariano do golpista fracassado Zelaya. O que é para eles insuportável é que ações inconstitucionais tenham sido abortadas pela Corte Suprema daquele país, pelo Legislativo e pelos militares. Querem encobrir tudo isso dizendo que se tratou de um "golpe militar", que a América Latina não pode mais suportar.

O que pode a América Latina suportar? Deve suportar a subversão da democracia por meios democráticos, com destaque para eleições e assembleias constituintes. Deve suportar a eliminação da divisão de Poderes, com "líderes máximos" solapando progressivamente todas as instituições representativas. Deve suportar a eliminação da liberdade de imprensa, num cenário liberticida que relembra a vereda totalitária de uma esquerda que nem mais sabe o significado de valores universais. As palavras começam a perder seu sentido, ganhando um novo, que guarda uma remota ligação com seu significado originário.

A diplomacia brasileira fala que concedeu refúgio a Zelaya. Como assim? Ele estava sendo perseguido dentro de seu próprio país? Precisa de asilo? Ora, trata-se de uma pessoa que foi obrigada a deixar o poder por conspirar contra a Constituição. Por isso foi conduzido para fora de seu próprio país, sem que tivesse sofrido dano físico nem tenha estado sua vida em perigo. O que a diplomacia brasileira fez foi patrocinar sua volta a Honduras, em aliança com Hugo Chávez, que reconheceu ter organizado toda a operação. O Brasil atrelou-se à Venezuela. A diplomacia brasileira está ingerindo nos assuntos internos de outro país, numa escancarada violação da Constituição brasileira, das Cartas da OEA e da ONU.

Numa completa tergiversação, o chanceler Amorim pede que o governo de Honduras não pratique nenhuma violência contra o bolivariano Zelaya. Ora, é a diplomacia brasileira que está suscitando violência e tumulto naquele país. Os mortos já se contam. Os bolivarianos estão entrincheirados na embaixada, a partir da qual fazem manifestações públicas e organizam os seus partidários para levar a cabo o seu projeto de subversão da democracia. Como são politicamente corretos, dizem estar defendendo a democracia.

Na subversão do sentido das palavras, clamam que não reconhecerão as eleições em curso. Como assim? Porque elas estavam previstas na Constituição, antes mesmo da deposição de Zelaya? Não faz o menor sentido! As eleições seguem um cronograma constitucional, num regime de plenas liberdades, em particular de imprensa e partidária. É precisamente isso que se torna insuportável para esses socialistas autoritários.

Os países que parecem encantados com os cantos bolivarianos, como os EUA e os países europeus, estão cortando as fontes de financiamento desse pequeno país resistente. Enquanto isso, Lula negocia com Obama o fim do embargo comercial a Cuba. Deve estar fazendo isso em nome da democracia!

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.
E-mail: denisrosenfield@ terra.com. br

sábado, 19 de dezembro de 2009

Sobre unhas


Desde que nasci tenho o hábito de roer unhas. Não sei exatamente quando isso começou, mas a vida toda foi aquela coisa incômoda: nos momentos de tensão levar uma das mãos à boca e roer. Que coisa desagradável... Fico incomodado quando vejo outras pessoas fazendo o mesmo. Passa uma sensação de insegurança. Sem contar os perigos nestes tempos de gripes A, B, C e Z...

O hábito de roer as unhas chama-se onicofagia crônica e muita gente tem o problema. Os Freudianos dizem que tem a ver com a tal "fixação oral", mas tive medo de me aprofundar no assunto.

Durante anos minha mãe tentou resolver o problema usando as técnicas da sabedoria popular: passando pimenta ou algum produto de gosto amargo em minhas unhas. Colocando um band-aid. E dando uns tapas cada vez que eu levava as mãos à boca. Mas nada funcionou. Naquela época não havia a cultura dos antidepressivos e as terapias de hoje.

Conforme cresci, vi que o hábito permanecia. Pensei em substituí-lo por outro hábito, fumar, por exemplo. Mas jamais entendi a lógica de engolir fumaça. Depois imaginei que se tentasse coibir o roer das unhas era capaz de desenvolver algum tique nervoso muito pior. E fui levando.

A coisa pegou mesmo quando me transferi para São Paulo, capital, aos 19 anos. Meu grupo de amigos adorava tocar em festas e eu entrei no esquema com meu violão sofrível. O som era uma porcaria, pois eu não tinha unhas. Era abafado. E dolorido. Só podia usar cordas de nylon.

Depois me tornei executivo de multinacional, sempre escondendo as mãos. Não fica bem um executivo que precisa demonstrar segurança, viver com o dedo na boca, não é? Mas a coisa era mais forte que eu. Vergonha, vergonha, vergonha....

Pois bem. No início de 2009, aos 52 anos de idade aconteceu uma coisa deliciosa. Decidi experimentar algo que sempre me atraiu: tocar viola caipira. A viola caipira, ou viola de arame, tem o formato de um violão, mas é mais "feminina" e produz um som incomparável. É praticamente impossível tocar viola caipira sem unhas, pois são dez cordas de aço. E doídas! Mesmo assim, fui em frente. Comprei uma linda viola e me
matriculei numa escola. Na primeira aula foi aquele melê: o professor arrasando e eu ali com aqueles dedões sem unha. Broxante mesmo.

Violas caipiras têm alguma coisa mágica, não sei se é a cinturinha fina, a sonoridade, a musicalidade ou o jeito de tocar, mas elas têm alguma coisa que "pega" a gente. É diferente do violão, não sei explicar... Tocar moda de viola dá um prazer que nunca tive com o violão ou a guitarra.

Comprei livros sobre violas e violeiros e mergulhei em minhas raízes caipiras. Tocar viola é mudar o jeito de viver. Cada vez mais fascinado comecei a passar longos períodos com ela, sem tocar uma música em particular, apenas ponteando. É mágico. Na viola caipira basta tocar nas cordas, que sai música. Uma paixão.

E aos poucos aconteceu: a viola me motivou a parar de roer unhas. Pela primeira vez na vida tenho unhas!!! E o som da viola está ficando cada dia mais irresistível.

Que coisa, não? Um instrumento musical teve a força de mudar um hábito de meio século.

Meu prozac é uma viola caipira.

Luciano Pires
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O significado das doenças



Segundo a psicóloga Americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós.

Afirma ela, que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.

Todas as doenças têm origem num estado de não-perdão, diz a psicóloga Americana Louise L. Hay.

Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar.

Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais.

Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.

A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Reflita, vale a pena tentar evitá-las:
DOENÇAS/CAUSAS:
AMIDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões..
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de auto-valorização.
DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente. Pessoas que procuram se apoiar nos outros.
ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro(a).
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança.. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima.. Falta de amor. Amargura..
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas.. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo.. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Curioso não?
Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos. .. Principalmente daqueles, que escondemos de nós mesmos. Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma'.

Remédios indicados: Auto-estima, Perdão, Amor.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A água

A ÁGUA! EM ALGUNS LUGARES ELA JÁ NÃO EXISTE MAIS.
Realidade!!!

Delhi - India. Todos querem apenas um pouco de água...


Dois sudaneses bebem água do pântanos com tubos plásticos, especialmente concebidos para este fim, com filtro para filtrar as larvas flutuantes responsáveis pela enfermidade da lombriga de Guiné. O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta enfermidade debilitante.


Os glaciais que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade do seu volume no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esquí do glacial de Pitztal, na Austria, cobrem o glacial
com uma manta especial para proteger a neve e retardar seu derretimento durante os meses de verão....


As águas do delta do rio Niger são usadas para defecar, tomar banho, pescar e despejar o lixo.


Água suja em torneiras residenciais, devido ao avanço indiscriminado do desenvolvimento.


Aldeões na ilha de Coronilla, Kenya, cavam poços profundos em busca do precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra.


Aquele que foi o quarto maior lago do mundo, agora é um cemitério poeirento de embarcações que nunca mais zarparão...

VALORIZE A ÁGUA! EM ALGUNS LUGARES ELA JÁ NÃO EXISTE MAIS...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Fazer Alguém Feliz

Colaboração de Denise Sartori

Todos nós sabemos como é difícil superar as fases mais difíceis pelas quais passamos.
Essa narrativa pode nos ajudar a repensar esses momentos...

Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital. Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o liquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo.

Eles conversavam muito.

Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias.

E toda tarde quando o homem da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela.

O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro.

Ele dizia que da janela dava para ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos.

Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris.

Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade.

Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca.

Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua e embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo.

Dias e semanas passaram-se assim.

Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens, mas achou deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono à noite.

Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora. Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu à enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável o deixou sozinho no quarto.

Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo.

Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu faze-lo deparou-se com um muro todo branco.

Ele então perguntou a enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhes coisas tão belas, todos os dias se pela janela só se dava para ver um muro branco?

A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse.

Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegra-lo um pouco mais com suas histórias.


Moral da história:

Há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro de felicidade.

Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar.

Faça alguém feliz!!

Autor desconhecido

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A cultura da banalidade


"A afilhada de Rita Cadillac, Cléo Cadillac, será capa da revista Sexy Especial de maio de 2009." Esse era o título de uma das dezenas de mensagens de assessorias de imprensa que recebo diariamente. E chega cada coisa... Existe uma indústria focada no desenvolvimento de conteúdo banal para a imprensa. São fofocas sobre celebridades, tipo: "Fulano de tal faz compras em Punta Del Leste". "Cicrana leva a filha para tomar sorvete". "Beltrano troca beijos com desconhecida"... E assim vai. São dezenas de releases diários que - acreditem - são aproveitados por jornais, revistas e blogs dedicados à cultura do banal.

Pois comecei a colecionar esses releases. E fico imaginando um profissional de jornalismo pesquisando e redigindo essas coisas. Será que ele sente que seu trabalho é uma banalidade? Mas se tem gente que compra, o jornalista está apenas cumprindo sua missão, um trabalho honesto como outro qualquer. E dá-lhe banalidade...

O ensaio fotográfico com a Cléo Cadillac foi realizado em uma loja de carros antigos, tendo como destaque um cadillac modelo 74. Foi o primeiro ensaio nu da dançarina, que colocou silicone, fez lipoaspiração e - atenção - aumentou o bumbum, que passou de 102 para expressivos 122 centímetros! Cléo quer ser a celebridade com o maior bumbum do Brasil. Muito bem. Não sei o que vocês acham, mas pra mim não existe bumbum com 122 centímetros. Com essa metragem é bunda mesmo. Ou lordo, como diz meu pai lá em Bauru. A moça apresenta-se como afilhada da ex-chacrete e atriz pornô Rita Cadillac. Afilhado não é parente, portanto não existe nenhum ascendente genético que explique a abundância. Pouco tempo atrás estourou na mídia a Mulher Melancia, uma dançarina de funk que também tem uma senhora bunda. A Melancia acabou na capa da Playboy, um sucesso estrondoso. Agora vem a Cléo Cadillac. É curiosa essa fixação que nós, brasileiros, temos pela bunda. Mas já escrevi a respeito, quem se lembra?

Não sei não... É implicância minha ou o nivelamento por baixo do repertório cultural dos brasileiros, tem relação com isso? Musiquinhas sem vergonha, pagodeiros de acrílico, sertanejo corno, livrinhos de auto-ajuda, baixarias na televisão... Uma corrente de estudiosos garante que a indústria não induziu o consumo da banalidade, mas nasceu da necessidade, do clamor popular. O povo gosta de baixaria, dá audiência para a baixaria, pede baixaria. Desde que comecei meu combate pela despocotização do Brasil afirmo que o povo, tendo opção, não quer consumir a baixaria. Mas estou começando a mudar de opinião. O povo não é tão ingênuo assim, gosta mesmo é de sacanagem...

Pois quer saber? Acho até que isso é lógico. Se essas porcarias não desenvolvem o cérebro devem estar desenvolvendo as bundas.

Luciano Pires
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