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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Lobo perde o pelo, mas não o vício

Sei que nem todos entendem a postura deste blog, mas aqui o espaço é dedicado a todo e qualquer pensamento ou notícia interessante, não importando se eu concordo com isso ou não. O compromisso é com matérias interessantes ou até mesmo engraçadas, desde que, aí sim, tenham-me feito rir.

Assim, a reprodução dessa reportagem tem o objetivo de analisar uma prática manipulista, nefasta à liberdade, à democracia e ao bom senso de toda uma população. Não é nada contra a candatura dessa senhora, é a prática a ser debatida, até porque, creio, nunca chegou a imaginar-se que este mal iria, um dia, se impregar em nós.
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O DIA EM QUE O PT TRANSFORMOU NORMA BENGELL EM DILMA ROUSSEFF. OU: LOBO PERDE O PÊLO, MAS NÃO O VÍCIO
domingo, 25 de abril de 2010
16:33

A rede já desvendou a tramóia. Não se fala em outra coisa!

O lobo perde o pêlo (aqui, ainda com acento), diz o ditado popular, mas não perde o vício. E, como sua especialidade é fingir, apresenta-se, às vezes, como se fosse cordeiro. Os petistas retomam uma prática antiga da tirania stalinista para tentar bombar a biografia da “criatura eleitoral” de Lula. Vejam esta imagem publicada no blog oficial de Dilma Rousseff:

Ela ilustra uma biografia da pré-candidata cujo objetivo é demonstrar a sua participação em momentos importantes da história brasileira — e sempre ao lado da democracia, ora essa! Trata-se de uma montagem com supostas três imagens de Dilma: quando criança, numa passeata contra a ditadura e nos dias atuais. Tudo estaria certo não tivesse aquela imagem do meio sido retirada desta foto:

A personagem apresentada como Dilma Rousseff é, na verdade, a atriz Normal Bengel, participando da chamada Passeata dos Cem Mil, realizada no Rio, no dia 26 de junho de 1968. Da esquerda para a direita, aparecem na fila as atrizes Tonia Carrero, Eva Wilma, Odette Lara, Norma Bengel e Ruth Escobar.

Isto mesmo: o BLOG OFICIAL DE DILMA — não se trata de coisa da molecada da rede, não; isso foi criado por profissionais — fraudou a história para tentar emprestar alguma relevância à biografia da candidata.

A situação é tão vexaminosa, que a empresa contratada para fazer a campanha, a tal Pepper Interativa, divulgou uma nota. Vejam que primor:

O blog Dilmanaweb lamenta profundamente a interpretação equivocada da foto que traz a atriz Norma Bengell participando de uma passeata contra a ditadura.
Jamais houve a intenção de confundir a sua imagem com a de Dilma, o que seria estapafúrdio, ainda mais se tratando de uma figura pública. O que se busca, ali, é ressaltar um momento da vida do país do qual Dilma participou ativamente. Outras fotos do blog fazem referência a esse momento em que os brasileiros foram às ruas pedir o fim da ditadura.
Dilma participou de todas essas lutas. Elas fazem parte de sua vida e da vida de milhões de brasileiros. Lamentamos eventuais mal-entendidos que possam ter ocorrido e tomaremos providências para evitá-los.
Pepper Interativa

Atenção!
Entenderam? Roubam a imagem de Norma Bengell, apresentam-na como se fosse de Dilma, mas a responsabilidade, obviamente, é de quem entendeu “errado” a mensagem… A Pepper é a agência que emprega o tal Marcelo Branco, aquele cabeludo que está revolucionando a língua portuguesa em suas mensagens na Internet.

Dilma militou em três organizações terroristas stalinistas, isto é, inspiradas moral, intelectual e politicamente no tirano soviético Josef Stálin, um dos maiores carniceiros da história. A prática de fraudar fotos vem daquele tempo.

A exemplo dos petistas, Stálin também recontava a história segundo os seus interesses, apagando, literalmente, os seus inimigos e se atribuindo uma importância que não tivera. Vejam estas fotos e suas respectivas legendas. Volto em seguida.

Em 1920, Lênin discursa em frente ao teatro Bolshoi, em Moscou. Fala aos soldados que vão lutar contra a Polônia. Ao lado do balcão, à sua esquerda (à direita da foto), de quepe, está Trotsky. Agora vejam...

... o que aconteceu depois que Trotsky foi banido da União Soviética. Stálin mandou apagar a sua imagem. No arquivo oficial e nos livros escolares, essa passou a ser a foto "verdadeira". Vejam outro exemplo abaixo.


Ato comemora o segundo ano do golpe bolchevique na Rússia, chamado de "revolução". Na foto da esquerda, sempre de quepe, Trotsky aparece ao lado de Lênin. Depois que Stálin "corrigiu" o passado, como fazem os petistas, seu inimigo desapareceu da história


Em 1920, Lênin discursa em frente ao teatro Bolshoi, em Moscou. Fala aos soldados que vão lutar contra a Polônia. Ao lado do balcão, à sua esquerda (à direita da foto), de quepe, está Trotsky. Agora vejam...

... o que aconteceu depois que Trotsky foi banido da União Soviética. Stálin mandou apagar a sua imagem. No arquivo oficial e nos livros escolares, essa passou a ser a foto "verdadeira". Vejam outro exemplo abaixo.

Ato comemora o segundo ano do golpe bolchevique na Rússia, chamado de "revolução". Na foto da esquerda, sempre de quepe, Trotsky aparece ao lado de Lênin. Depois que Stálin "corrigiu" o passado, como fazem os petistas, seu inimigo desapareceu da história

Encerro
Os tempos são outros, mas a alma tirana é a mesma. A mitologia esquerdopata só se sustenta porque não reconhece a superioridade moral da verdade. Não fosse assim, não seria o próprio Lula a assaltar o passado e a biografia de seus adversários. Transformar Norma Bengell em Dilma Rousseff faz parte do PAM — o Programa de Aceleração da Mistificação. Trata-se apenas de um emblema de uma prática metódica.

Stálin, o fraudador-símbolo da história, metido a estudar lingüística (!), teria dito certa feita: “Fizemos a revolução, mas preservamos a bela língua russa”. Em tempos de Lula, Dilma e Marcelo Branco, caso a revolução petista seja consumada, nem isso se poderá afirmar sobre a “inculta & bela”.

Do blog de Reinaldo Azevedo da revista Veja

http://ow.ly/1CUwb

quarta-feira, 25 de março de 2009

Umbrais


Umbrais existem, e nem são tão feios quanto dizem
Por Bene, na lista Voadores
A explicação para eles é bem lógica e até banal:
Após a morte física, as pessoas tendem a ir para outros planos, que irão variar de acordo com o próprio grau de sutilização, etcétera e tal.
Pessoas que levem vida mais desregrada (uso aqui este termo de forma propositalmente genérica, sem tentar definir o que seja "vida desregrada", visto que cada um terá diferentes definições para isto) tendem a ser mais dependentes e apegadas às coisas deste mundo e assim, após a morte física, acabam permanecendo em planos bem próximos a este, de onde inclusive terão maiores possibilidades para tentar satisfazer os vícios e necessidades que ainda conservam em si como reminiscências de seus tempos de encarnadas.
Aí acabarão por embarcar num nocivo círculo vicioso de roubo de energia vital de encarnados (vampirismo necessário para que possam permanecer nas redondezas deste nosso plano) e "usufruto" desta energia roubada, ou seja, satisfação ou pseudo-satisfação dos densos objetivos que as mantêm nestes planos.
"Umbral" quer dizer fronteira, divisa. E realmente, como foi explicado, estas colônias e regiões são fronteiriças ao nosso mundo físico.
Mas por que então seriam lugares tipicamente tristes e decrépitos, se todos que estão lá estão reunidos por compartilharem da mesma sintonia?
A explicação é que imensos aglomerados de entidades de baixa densidade, como o são estes bairros astrais, tenderão naturalmente a ser extremamente heterogêneo, em termos de população.
E assim, o vício de um daqueles infelizes poderá ser o tormento do outro, cujo comportamento, por sua vez, fará a desgraça daquele um, ou de um terceiro, numa roda viva a la Jean Paul Sartre, onde "o inferno são os outros".
Tal e qual numa prisão, onde você não pode escolher seus companheiros de cela.
Mas mesmo assim, uma questão muito mais de sintonia do que de culpa, castigo, punição, etc.
Tanto que projetores astrais em momentos de má sintonia podem mesmo acabar passeando por tais plagas, em suas projeções, quase sempre contra a vontade.
Umbral é isto. Apenas isto. Não entrarei aqui nos aspectos espiritualistas e filosóficos que nos ensinam as formas de escapar dele, ou de elevar a sintonia para criar afinidades com planos mais elevados, pois para isto temos brilhantes oradores e escritores, com suas centenas de páginas, parábolas e palestras.
E mesmo porque acredito que cada um por aqui saiba, pelo menos intuitivamente, o que deve e não deve fazer para permanecer longe dele.

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