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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

4. Desafio diário

Na hora da raiva, das bravas, qual é o primeiro xingamento que lhe vem à cabeça? Em geral, nesses momentos o ser humano não é criativo e invoca diferenças de comportamento sexual, de origem familiar ou de grupo étnico. Pois o treinamento da aceitação das diferenças deve começar exatamente por aí. De todas as virtudes do campo da civilidade, a TOLERÂNCIA é a que mais exige autoaprendizagem. Quem acha que nunca, jamais conseguirá cumprimentar um torcedor do time adversário pode começar com coisas mais simples, como não ter espasmos visíveis diante do abuso do gerúndio ou prometer a si mesmo ao sair de casa que pelo menos naquele dia não vai comparar nenhuma mulher à fêmea de uma famosa ave natalina. "Tolerância tem a ver com comportamentos diferentes daqueles que valorizamos e pelos quais temos repugnância. Exercê-la é importante não só para a convivência social como para a sanidade mental", diz Bolívar Lamounier.

O fato
Fabio Motta/AE

Não é qualquer um que consegue fazer o país inteiro se solidarizar com um integrante do governo. Mas também não é qualquer um que usa o palavreado do governador de Mato Grosso do Sul, ANDRÉ PUCCINELLI, em relação ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc: "Ele é v... e fuma maconha. Se viesse aqui, eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública". Para piorar, veio depois o típico pedido falso de desculpas: "Se alguém se sentiu ofendido...". Desafio aos tolerantes urbanos: não achar que todo produtor rural é um brutamontes destruidor da natureza.

A análise

"O governador foi desmascarado em seus preconceitos mais bestiais. Em um momento em que se luta tanto contra discriminações, sejam elas de gênero, sejam sociais, o governador mostrou que não tem equilíbrio mental nem competência profissional para estar no cargo que ocupa", fulmina o cientista político Gaudêncio Torquato.

Original no site:
http://veja.abril.com.br/041109/pequeno-manual-civilidade-p-108.shtml

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O desafio dos bancários


Bancários lançam desafio a magistrados para discutir direitos trabalhistas

São Paulo - Depois de tomar conhecimento do "sacrifício" de juízes que passaram o feriado de 21 de abril em resort na Bahia, para discutir Direito do Trabalho com as despesas pagas pela federação dos bancos (Febraban), representantes do Sindicato, convidam o vice-presidente do TST e membro do Conselho Nacional de Justiça, João Oreste Dalazen, a participar de encontro para os mesmos direitos, desta vez com trabalhadores. Foi Dalazen quem relatou o "sacrifício" dos juízes para participar do 16º Ciclo de Estudos do Direito do Trabalho.
"Queremos discutir a mesma pauta só que mais positiva: o fim das terceirizações e demissões no sistema financeiro, um dos setores mais lucrativos do país. Queremos incluir no debate a farra dos bancos com o interdito proibitório, que pune e impede a organização dos trabalhadores que utilizam o direito de greve, assim como debater a necessidade de uma fiscalização mais efetiva para o cumprimento de jornada de seis horas nos bancos", desafia o presidente do Sindicato.
A idéia é realizar na sede da entidade de trabalhadores um seminário para discutir os direitos trabalhistas. Mas, se for mais viável, representantes do Sindicato se propõem a ir para Brasília para a realização de audiência ou seminário. O convite se estende a todos os participantes do encontro na Bahia.
O sacrifício - Nem a desculpa da crise econômica e tampouco do aumento da inadimplência, que "abalou" o lucro dos bancos, serviu para atrapalhar o feriadão de juízes em hotel de luxo na Bahia. Como faz há 16 anos, a Febraban bancou passagens aéreas, refeições e hospedagem dos magistrados com o pretexto de discutirem Direito do Trabalho.
Neste ano, a festa foi no feriado de 21 de abril, quando um grupo formado por 42 juízes, com direito a levar maridos e esposas, ficou hospedado em resort cinco estrelas na Praia do Forte. O pacote bancado pelo setor campeão de reclamações trabalhistas no Tribunal Superior do Trabalho (TST) serviu para discutir nada mais nada menos do que regulamentação de terceirização e demissões feitas durante os reflexos da crise econômica mundial.
Fonte: Elisangela Cordeiro - Seeb/SP

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