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terça-feira, 28 de abril de 2009

Abrindo e Fechando Portas

É preciso saber sempre quando se acaba uma etapa da vida. Se insistirmos em permanecer nela, depois do tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido do resto. Fechando os círculos, fechando portas ou fechando capítulos, como queira chamar, o importante é poder fechá-los, deixar ir momentos da vida que se vão enclausurando. Terminou o trabalho? Acabou a relação?
Deve viajar? A amizade acabou?
Você pode passar muito tempo do presente dando voltas ao passado, tentando modificá-lo.... O desgaste será infinito, porque na vida, você, seus amigos, seus filhos, irmãos, todos estamos destinados a fechar capítulos, virar a página, terminar etapas ou momentos da vida e seguir adiante.
Não podemos estar no presente sentindo falta do passado. O que aconteceu, aconteceu. Não podemos ser filhos eternamente, nem adolescentes eternos, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós.
Os acontecimentos e as pessoas passam por nossas vidas e temos de deixá-los ir ! Por isso, às vezes é tão importante esquecer de lembrar, trocar de casa, rasgar papéis, jogar fora presentes desbotados, dar ou vender livros.
Na vida ninguém joga com cartas marcadas, e a gente tem que aprender a perder e a ganhar.. O passado passou. Não espere que o devolvam. Também não espere reconhecimento ou que saibam quem você é.
A vida segue para frente, nunca pra trás. Se você anda pela vida deixando portas "abertas", nunca poderá desprender-se, sem viver o hoje com satisfação. Casamentos, namoros ou amizades que não se fecham, possibilidades de "regresso" (a quê?), necessidade de esclarecimentos, palavras que não foram ditas, silêncios...
Fazer a faxina emocional e arrumar espaço nas gavetas do futuro para o novo. Não por orgulho ou soberba, mas porque você já não se encaixa ali, naquele lugar, naquele coração, naquela casa, naquele escritório, naquele cargo.
Você não é o mesmo que foi há dois dias, há três meses, há um ano... portanto, nada tem que voltar. Feche a porta, vire a página, feche o círculo !! Você nunca será o mesmo e nem o mundo à sua volta, porque a vida não é estática.
Faz bem a saúde mental cultivar o amor por você mesmo, desprendendo-se do que já não está em sua vida. Lembre-se de que nada, nem ninguém é indispensável... É um trabalho pessoal aprender a viver com o que dói, deixar-se ir e aprender a desprender-se. E isso ajuda definitivamente a seguir para frente com tranquilidade. Essa é a vida que todos precisamos aprender a viver...
Não sei quem escreveu mas....é bem interessante!!!
Recebi por e-mail tal qual encontra-se o texto aqui....

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O tempo

:: Rodolfo Fonseca ::
A noção de tempo mais comum para humanidade é a linear: onde a sucessão de eventos vêm do futuro, passando pelo presente e se transformando-se em passado num fluxo sucessivo e inabalável.
Existem pessoas que acreditam poder captar o tempo de outra forma, sob um outro ponto de vista. Essa compreensão seria mais abrangente e iria além da noção de linearidade, ou seja, vislumbrar o futuro, sabendo de antemão o que acontecerá. Essas pessoas sempre estiveram presentes na história da humanidade: Videntes, para-normais, místicos ou bruxos...
No futuro estão os eventos que ainda não aconteceram para nós. Por conta disso, não podemos saber deles até o momento em que efetivamente ocorrem. Mas alguns acreditam que todos possuímos a capacidade de vislumbrá-lo, usando um sentido pouco explorado chamado Intuição.
Particularmente vejo o futuro baseado na lei Causa e efeito. O futuro pode ser previsto quando tratamos de nossa vida, ou o que fazemos por ela. Pequenas atitudes que são tomadas em momentos de descontração traçam nosso futuro sem que nós percebamos. Porém existe também o aprendizado que para mim é muito mais espontâneo. Baseado em uma necessidade de aprendizado, são traçados acontecimentos que nos põem em situações totalmente inesperadas, propositalmente para nos fazer entender algo que havíamos ignorado, mas que fazia parte de nosso caminho, ou seja, se de alguma forma consigamos antecipa-lo, imediatamente será criada outra situação e o futuro será refeito.
Para crer nessa hipótese, é preciso ter fé em algo maior, que cuida de cada um de nós para que tenhamos aprendido nossa lição antes de abandonar o corpo físico.
Concluo afirmando que o tempo, de uma forma geral, não existe. E sim várias lições de vida que devem ser vistas, ouvidas, sentidas e por fim – Aprendidas.
Rodolfo Fonseca é co-fundador do Site Somos Todos UM
Visite seu Site
Email: rodolfo@somostodosum.com.br
Original em:

domingo, 21 de setembro de 2008

O Samurai


A quem pertence um presente?

Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama.
Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: "Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?"
"Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?" - perguntou o Samurai. "A quem tentou entregá-lo" - respondeu um dos discípulos. "O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos" - disse o mestre. "Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir..."
(Autor desconhecido)
Original em:

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