sábado, 4 de dezembro de 2010

Por um fio

<br /><b>Crédito: </b> ARTE PEDRO LOBO
Crédito: arte Pedro Lobo

Tenho recebido recados de homens ameaçando me capar por causa de "História Regional da Infâmia, o Destino dos Negros Farrapos e outras Iniquidades Brasileiras, ou como se Produzem os Imaginários" (L&PM). Estou disposto a morrer pelo meu livro. Não tenho medo. Sou de Palomas. Mas, se escapar, quero preservar a integridade dos meus órgãos genitais. Ainda pretendo recorrer aos bons serviços deles por muitos anos. Muitos historiadores, como Moacyr Flores, Tau Golin e Mário Maestri, já examinaram vários dos temas abordados por mim. Tenho a convicção de dar alguns passos à frente. Ninguém até hoje abordou como eu a questão da venda de negros no Uruguai para o financiamento do nosso movimento revolucionário, hoje louvado por muitos como tendo sido abolicionista. 

Retomo algumas questões: Bento Gonçalves foi ladrão e contrabandista? Canabarro traiu em Porongos? Os negros farrapos foram entregues ao Império ao final do conflito ou libertados? Nosso hino é um plágio? Morreu muita gente nos dez anos de guerra? Ou morria mais gente de velhice e doença? Acrescento outras: Domingos José de Almeida foi um escravista convicto que vendeu negros para financiar parte do movimento e depois brigou para cobrar a conta? Neto foi acusado de desvio de dinheiro? A divisão entre os farrapos se deu por causa da corrupção que campeava solta? Alguns historiadores pulam partes que lhes parecem sem importância. Não examinam, por exemplo, a polêmica entre Alfredo Varela e Alfredo Ferreira Rodrigues sobre a questão de Porongos. Eu passo o pente-fino em tudo isso.

Precisamos vencer a etapa dos estudos de folcloristas e militares aposentados. A historiadora Daniela Vallandro de Carvalho está preparando na UFRJ tese sobre os negros na Revolução Farroupilha. É tempo de releitura. Varela foi dos primeiros a denunciar a traição em Porongos. Descobriu uma carta assinada por Caxias combinando com Canabarro o massacre dos negros. Rodrigues buscou "provas" para refutar a acusação. Encontrou um depoimento de um suposto testemunha meio século depois dos fatos. Caxias teria assinado a carta, depois dos acontecimentos, apenas para confirmar uma intriga já montada. É frágil, pífio, quase infantil. A assinatura é verdadeira. O conteúdo seria falso. Acontece que outros elementos confirmam a traição. Canabarro tirou a munição da infantaria (não dos lanceiros), que foi massacrada. Há quem prefira crer numa boa e simples coincidência. Uau!

Recebo insultos por e-mail e Twitter. Acompanho o silêncio da grande imprensa. A mídia brasileira vem abrindo espaço para livros de vulgarização histórica, como os de Laurentino Gomes, que tem a vantagem de ter sido editor da Veja. Gomes bebeu fartamente em livros de verdadeiros historiadores, como o professor da PUCRS Jurandir Malerba. Está na hora de se ver nos jornais o trabalho de quem faz pesquisa de arquivos. É conversa fiada essa história de que os pesquisadores escrevem mal. Há muita gente escrevendo bem. O Rio Grande do Sul é que regrediu. Que me capem se eu estiver errado. Podem vir!

Juremir Machado da Silva | juremir@correiodopovo.com.br

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Máximas maçônicas

01) Adora o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus.
02) Ama o teu próximo como a ti mesmo.
03) Não faças mal a ninguém, mas antes, faze o bem que puderes, pelo amor ao próprio bem, mesmo aos inimigos, se é que aspiras à perfeição; porque não só és responsável pelo mal que fizeres, mas também pelo bem que deixares de fazer.
04) Escuta sempre a voz da tua consciência: ela é um dos teus juizes.
05) Conhece-te a ti mesmo: corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões.
06) Nos teus atos mais secretos, sabe que há o olho onividente da providência: ele te vê. Supõe sempre que tens o mundo por testemunha.
07) Estima os bons, alenta os fracos, atende aos maus e não odeies a ninguém.
08) Não julgues superficialmente as ações de teus irmãos; louva pouco e censura muito menos ainda; lembra-te que, para julgar o homem, é necessário sondar-lhe a consciência e esquadrinhar-lhe as intenções. O julgamento pertence ao grande arquiteto do universo, porque só ele pode sondar o coração das criaturas.
09) Dize a verdade , pratica a justiça, procede com retidão.
10) Nunca bajules: é uma traição; se alguém te bajular, toma cuidado, para que não te corrompa.
11) Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilia-o sempre.
12) Deixa falar os homens: cada um só dá o que tem.
13) Suporta tudo com resignação e tem sempre confiança no futuro, pois se agires corretamente, nenhuma força te impedirá de chegares ao bom termo.
14) Respeita a mulher, não abuses jamais de sua debilidade, defende-a sempre, antes queira morrer do que desonrá-la.
15) Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado.
16) Fala moderadamente com os pequenos, prudentemente com os grandes, sinceramente com os teus iguais e os teus amigos, docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tua consciência e princípios de sã moral.
17) Lê e medita, observa e imita o que for bom, reflete e trabalha, ocupa-te do bem-estar dos teus irmãos e assim contribuirás para o bem coletivo.
18) Não te envergonhes do teu destino, pensa que este não te desonra nem te degrada; o modo como desempenhas a tua missão é que te enaltece ou amesquinha perante os homens.
19) Nunca prometas com a intenção de não cumprir. Ninguém é obrigado a prometer, mas, prometendo, é responsável.
20) A tolerância não vai a ponto de proteger atos imorais.
21) Sê o amparo dos aflitos. Tolera todas as crenças e todos os cultos, mas tens o dever de lutar contra a superstição e a ignorância.
22) Educa, ensina; esclarece, inspirado pela circunspeção e pela benevolência, aos outros com o teu conselho.
23) Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados.
24) Procede de tal maneira que a razão fique sempre a seu lado.
25) Ama a pátria e a liberdade; sê bons cidadão, bom esposo, bom pai, bom filho, bom irmão e bom amigo.
26) Com o faminto reparte o teu pão, aos pobres e forasteiros dá hospitalidade.
27) Cumpre o teu dever, aconteça o que acontecer.
28) Trabalha sobre o pedestal da justiça, da verdade, da honra e do progresso.
29) Tem por divisa: liberdade, igualdade e fraternidade.
30) Tem fé, esperança e caridade: fé – como quem vê o infinito; esperança – como quem olha para o céu e caridade como quem vê o céu e a terra.
31) Não sejas fácil em te encolerizares, a ira é sinal de fraqueza.
32) Faz do teu corpo um templo, do teu coração um altar, e do teu espírito um apóstolo do amor, da verdade e da justiça.
33) Sê justo, porque a equidade é o sustentáculo do gênero humano.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Origens iniciáticas - Maçonaria

MAÇONARIA
ORIGENS INICIÁTICAS
24
OS HERMETISTAS
OS FILÓSOFOS DESCONHECIDOS, OS MARTINISTAS E OS ALQUIMISTAS

Os Filósofos Desconhecidos (*) pertenceram a uma Ordem espiritualista que foi fundada em 1773. Longe de pensar como os Francos Maçons modernos, eram, sobretudo, místicos e, em certos casos, iluminados. Estes adeptos, dos quais, alguns eram recrutados nos altos graus da Maçonaria oficial, conheciam as forças das quais o homem pode tornar-se senhor, ao redor de si, aquelas que pode captar na Natureza superior e aquelas que pode desenvolver em si mesmo. Entregaram-se a todas as ciências chamadas ocultas; a magia era-lhes conhecidas e a maioria deixou-nos trabalhos especialmente no que concerne à alquimia.
Como em todas as iniciações sérias, os segredos não eram revelados senão a meio e à medida que se manifestavam disposição em tirar um partido útil e a penetrar os arcanos místicos que se compunham o seu ensinamento.
Entre os Filósofos Desconhecidos, a iniciação comportava doze graus, dos quais, os três primeiros tinham a mesma denominação que na Franco Maçonaria. Aprendiz, companheiro e Mestre. Vinham em seguida: 4º) Eleito; 5º) Mestre Escocês; 6º) Cavaleiro do Oriente; 7º) Cavaleiro Rosa Cruz; 8º) Cavaleiro do Templo; 9º) Filósofo Desconhecido; 10º) Filósofo Sublime; 11º) Iniciado; 12º) Filaleto ou Amigo da Verdade. 
Esta Organização dos Filósofos Desconhecidos entregava-se, sobretudo, à pesquisa das transmutações e considerava que o ser humano, em sua evolução iniciática, deve seguir etapas análogas às transformações que sofre a Pedra Filosofal, antes de recompensar os esforços daquele que a descobre. É neste espírito que ela dividiu os trabalhos da Pedra em doze estados que se aproximam de cada um dos doze graus que enumeramos.
O grau de Aprendiz corresponde à Calcificação da pedra que, como esta primeira iniciação, se prende à matéria bruta; o grau de companheiro corresponde à Dissolução Secreta; o de Mestre à Separação dos Elementos; o eleito, cuja iniciação corresponde ao que os antigos alquimistas chamam a Conjunção Matrimonial; o Mestre Escocês, à Putrefação; o Cavaleiro do Oriente, à Coagulação; o Cavaleiro Rosa Cruz, à Incineração; o cavaleiro do Templo, à Sublimação; o Filósofo Desconhecido, à Fermentação; O filósofo Sublime, à Exaltação; o Iniciado, à Multiplicação. Enfim, o Filaleto ou amigo da Verdade, à Projeção.
Sabe-se que a Pedra Filosofal, é o corpo hipotético que tem a propriedade de transmutar em ouro, todo o metal que fosse posto em contato com ela em certas ocasiões. É, pois, natural que o grau supremo, o de Filaleto, corresponda à Perfeição da pedra em estado de ser projetada sobre o metal inferior, para mudá-lo em ouro, pois, o iniciado tem por missão, de mudar o homem inferior que se colocou em condições convenientes, em Ouro Solar, fazê-lo elevar-se a uma vida nova, fazendo-o percorrer, mais ou menos rapidamente, os estágios que separam a Calcinação da Perfeição.

(*) Os Filósofos Desconhecidos, hoje estão incorporados na Tradicional Ordem Martinista.   

OS MARTINISTAS

Os Martinistas separaram-se da Maçonaria ao fim do século XVIII. Discípulos de Martinez de Pasqually e de Claude de Saint Martin, os Martinistas têm, sobretudo, visto na iniciação, a volta a uma iniciação espiritualista e esotérica. Claude de Saint Martin renunciou mesmo à teurgia, que se manifestou entre o seu antepassado e iniciador. Quis atingir toda iluminação e a graça de Deus, merecida para uma vida exemplar. Não nos estenderemos sobre esta Ordem que soube inspirar ao gênio de Balzac, os seus romances místicos, especialmente “Luis Lambert”, porque “Seráfita” tem mais iluminismo Swedenborgiano.
Qual é a base da Iniciação Martinista? O ritual desta Ordem nos diz nestes termos:
“Encerra a filosofia do Nosso Venerável Mestre, baseada essencialmente sobre teorias tiradas do Egito por Pitágoras e sua Escola. Contém, em seu simbolismo, a chave que abre o mundo dos espíritos, que não está fechado; segredo inefável, incomunicável, unicamente compreensível ao verdadeiro adepto”.
“Esta trabalho não profana a santidade do véu de Isis pelas imprudentes revelações. Porque só aquele que é digno e que é versado na história do hermetismo, de suas doutrinas, de seus ritos, de suas cerimônias e de seus hieróglifos, poderá penetrar a secreta, mas real significação do pequeno número de símbolos oferecidos à meditação do Homem do Desejo”. (Ritual e Ordem Martinista).
Os Martinistas deixam-se entrever, mas não se entregam aos simples curiosos.
Sua iniciação é graduada segundo as capacidades daquele que deve seguir todas as fases de seu ensinamento, antes de chegar aos graus supremos. É este sentimento que podemos extrair do discurso de recepção pronunciado por Stanislas de Guaita, em sua celebração do terceiro grau, discurso que encontramos no “Seuil Du Mistère”:
“Nós te iniciamos; o papel dos Iniciadores deve limitar-se aí. Se vem de ti mesmo à inteligência dos Arcanos, merecerás o título de Adepto; mas compreendas bem: Em vão os sábios mestres desejar-te-ão revelar as fórmulas supremas da ciência e do poder mágico; a Verdade Oculta não se transmite em um discurso: cada um deve evocá-la, criá-la e desenvolvê-la em si mesmo”.
“Tu és Iniciatus: aquele que outros puseram sobre a Senda: esforça-te para vires a ser Adeptus; aquele que conquistou a Ciência por si mesmo; é, em uma palavra, o filho de suas obras”.
A iniciação Martinista, assim compreendida, não pode avançar sem provas, e estas provas nada têm de comum com aquelas da Franco Maçonaria; levam sobre os poderes psíquicos do futuro adepto a sua capacidade em guardar um segredo e, sobretudo, ainda seu grau de evolução intelectual e anímica.
O Martinismo é uma escola de alto hermetismo e não se abre senão a muito poucas pessoas, preferindo a qualidade à quantidade, como toda associação que não deseja ter nenhuma ação política e que, se pensa em operar socialmente, prefere elevar a multidão para uma seleção do que fazer descer a elite para a multidão.
O discurso de Stanislas de Guaita, que nós podemos citar em seu todo, porém, que merece estudo e reflexão, desenvolve esta doutrina que a Iniciação é certamente o resultado de um ensinamento, tendo, todavia, em seu desenvolvimento uma parte imensa de formação pessoal.
Todo poder concedido pela Natureza ou pela Sociedade deve, para se tornar útil, ser desenvolvido e adaptado à sua formação para aquele que foi beneficiado.     

OS ALQUIMISTAS

A alquimia é a ciência das transmutações.
Pernety definiu-a assim: É a arte de trabalhar com a natureza sobre os corpos, para se aperfeiçoar.
Em todos os tempos, os pesquisadores levavam os estudos sobre dois pontos principais: A transmutação dos metais e a fabricação de um elixir de longa vida, que seria uma fonte de juventude e, ao mesmo tempo, uma medicina universal.
Em seu estudo sobre a Grande Obra, Grillot de Givry expõe assim este ensino: “é uma alquimia transcendental, é a alquimia de si mesmo”.
Efetivamente, a personalidade do homem é infinitamente perfectível e sua evolução não tem outro fim, senão o de processar a aproximação da Divindade. É necessário, pois, àquele que quer fazer obra transcendente, tornar-se outro homem, estudar em si mesmo, as suas possibilidades, os defeitos de sua harmonia, para destruí-los e aproximá-los da harmonia soberana à qual se adapta. 
É quando este acordo se realiza de um modo absoluto, que o homem terá acabado a sua evolução.
Para purificar o vil metal é preciso acender o atanor dos alquimistas, submeter a matéria ao Fogo do Espírito, de tal maneira que ela se encontre purificada pela lenta combustão de suas impurezas e de suas escórias.
A obra alquímica é sempre lenta, seja operada no laboratório ou na nossa personalidade.
“Tu possuis – diz Grillot de Givry, dirigindo-se ao discípulo – tu possuis um tesouro imenso de forças ocultas que ignoras, forças consideráveis e invencíveis, depositadas em ti e que ultrapassam todas as forças corporais; aprende a servir-te, a fazê-las obedecer a tua vontade, a tornar-te absolutamente senhor”.
O ser purificado de todo pensamento mau deve procurar, pois, as forças vivas.
Pode-se auxiliar, certamente, mas esta transmissão de poderes faz-se por uma palavra, por um talismã, por uma varinha? Não, diz o adepto, e continua esta instrução que pode servir de modelo para a alquimia interior.
“Aprende, ao contrário, que tal poder não te será conferido senão por uma laboriosa e lenta cultura das forças psíquicas, subsistindo em ti em estado latente”.
“É preciso abstrair-te em uma vida superior, exaltando poderosamente a tua vontade. Eleva em torno de ti mesmo, como uma muralha que retém e emana de ti para as coisas sensíveis, encerra-te na cidadela hermética, de onde sairás, um dia, invulnerável”. 
Tal é o verdadeiro ensinamento iniciático que se oculta nos velhos receituários alquímicos. É preciso primeiramente desenvolver em si, todas as energias superiores que substituirão os maus instintos, destruídos não sem combate.
Em seguida, tendo aspirado conscientemente as forças superiores, depois de as ter assimiladas, o adepto poderá irradiá-las para aqueles que pedem o seu auxílio, seja para a cura do corpo, seja para o socorro da alma, que tem seus males, suas dores, suas quedas e que nós temos o dever de auxiliar à própria evolução, se quisermos ser dignos do bem superior que nos foi concedido.

PEDRO NEVES .’. MI .’. 33 .’. MRA 
Sites maçônicos: 
www.pedroneves.recantodasletras.com.br

www.trabalhosmaconicos.blogspot.com

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Os sete passos para o controle do ego


Aqui estão sete sugestões para ajudá-lo a transcender os conceitos enraizados do orgulho. Foi escrito com o intuito de preveni-lo contra a falsa identificação com o ego orgulhoso. 

1. Pare de se sentir ofendido.

O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizado. Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece. Se procurar por situações que o aborreça, as encontrará em cada esquina. É o ego no controle convencendo você que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se com o Espírito da Criação universal. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego, e esteja em paz. A paz está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. O Ser está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu, e leva a agressão, ao contra-ataque e a guerra. 

2. Abandone o querer vencer. 

O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores. A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque basicamente é impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas.
Você não se resume as suas conquistas e vitórias. Uma coisa é gostar de competir e se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa ser assim em seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma fonte de energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras. Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho. Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder. Esse é o medo do ego. Se seu corpo não está respondendo de forma vencedora, não importa, significa que você não está se identificando unicamente com seu ego. Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção. De forma inusitada, as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejá-las.

3. Abandone o querer estar certo.

O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil, houve uma desconexão com o poder da intenção. O Espírito de Criação é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego; “Não sou seu escravo. Quero me tornar generoso. Quero rejeitar a necessidade de ter razão”. Dê a oportunidade de se sentir bem dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-a por lhe direcionar ao caminho da verdade”.
Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a conexão com o poder da intenção. Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego a necessidade de estarem certas. Preste atenção à vontade controlada pelo ego. Quando estiver no meio de uma discussão, pergunte a si mesmo; “Quero estar certo ou ser feliz?” Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente, a conexão com a intenção se fortalecerá. Esses momentos expandem novas conexões com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você para uma vida criativa ao qual foi predestinado a viver. 

4. Abandone o querer ser superior.

A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor ao que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Todos nós emanamos da mesma força de vida criadora. Todos temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance. Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros. É um velho ditado e, todavia, verdadeiro: "Somos todos iguais aos olhos de Deus". Abandone a necessidade de sentir-se superior, perceba a expansão de Deus em cada um. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. Ao projetar sentimentos de superioridade retorna a você sentimentos de ressentimentos e até hostilidade. Esses sentimentos são veículos que os levam para longe da intenção. Alguns cursos abordam essa necessidade de se sentir especial e superior. A distinção sempre leva a comparações. Baseia-se na falta vista no outro, e se mantém pela procura e ostentação das falhas percebidas.

5. Deixe de querer ter mais. 

O mantra do ego é “mais”. Ele nunca está satisfeito. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente. Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha. Ao cessar essa necessidade por "mais", as coisas que mais deseja começam a chegar até você. Sem o apego da posse, fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz.
A Fonte universal é feliz nela mesma, expande-se e cria vida nova constantemente. Nunca obstrui suas criações por razões egoístas. Cria e deixa ir. Ao cessar a necessidade do ego de ter mais, você se unifica com a Fonte. Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: “É dando que se recebe”. Ao permitir que a abundância lhe banhe, você se alinha com a Fonte e deixa essa energia fluir. 

6. Abandone a idéia de você baseado em seus feitos.

É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Deus compõe todas as músicas. Deus constrói todos os prédios. Deus é a fonte de todas as realizações. Posso ouvir os egos protestando em alto e bom som. Mas, vá se afinizando com essa idéia. Tudo emana da Fonte! Você e a Fonte são um só! Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um observador. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas. Todo crédito pertence ao poder da intenção, o qual lhe fez existir e do qual você é uma parte materializada. Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais conectado estará com as sete faces da intenção, mais livre será para realizar e muito aparecerá em seu caminho. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão à Fonte.

7. Deixe sua reputação de lado. 

Sua reputação não está localizada em você. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controle algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens. Conectar-se com a intenção significa ouvir o coração e direcionar sua vida baseado no que a voz interior lhe diz. Esse é o seu propósito aqui. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está desconectado com a intenção e está sendo guiando pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. É uma ilusão que se levanta entre você e o poder da intenção. Não há nada a fazer, a não ser que você se desconecte da fonte de poder convencido de que seu propósito é provar o quão poderoso e superior é, desperdiçando sua energia na tentativa de obter uma reputação maior entre outros egos. Faça o que fizer, guie-se sempre pela voz interior conectada e seja grato à Fonte. Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter. Deixe os outros discutirem sobre a sua reputação, isso não interessa. Ou como o título de um livro diz: O que você pensa não me diz respeito!
--------------------------------------------© 2008 Direitos Autorais Dr. Wayne W. Dyer

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