Mostrando postagens com marcador excelência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador excelência. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

ISO sim, Excelência

Aproveitando a eleição do Excelentíssimo Deputado Federal Tiririca, reciclarei um artigo que publiquei em 2005 e que me rendeu previsíveis xingamentos por parte dos “ justiceiros sociais”: elitista, direitista, fascista e aquelas coisas que vocês já conhecem. Mas o artigo nunca esteve tão atualizado.
Se eu quiser exercer medicina, não posso. Preciso do diploma, obtido depois de pelo menos sete anos de estudo. Se eu quiser advogar, não posso. Preciso de diploma e exame da Ordem dos Advogados. Se eu quiser “engenheirar”, não posso. Preciso do diploma de engenheiro. Se eu quiser ser gari, não posso. Tenho que ter diplomas básicos e passar por um teste físico.Mas se eu quiser ser vereador, deputado, senador ou presidente da república, eu posso. Ninguém me pede credenciais. Diplomas. Nem mesmo testes físicos, apesar do poder dessas funções de impactar nossa vida.Daí o deprimente espetáculo protagonizado por atores que elegemos, vários deles falando um português sofrível, revelando ignorância generalizada e valores morais questionáveis. E transformando política em balcão de trocas.

Pois tive uma idéia que nem original deve ser: a ISO Política. A série ISO é uma família de padrões de gerenciamento da qualidade desenvolvida em 1987. Um escritório central em Genebra coordena o processo e publica os padrões que, quando seguidos, garantem que a empresa tem um sistema de gerenciamento de qualidade adequado. Para a certificação as empresas devem comprovar aos auditores da ISO que documentaram criteriosamente seus processos e seguem o sistema de forma consistente. E de tempos em tempos as empresas precisam se certificar novamente, comprovando que continuam mantendo os processos alinhados aos padrões. Muitos órgãos governamentais e empresas exigem conformidade com padrões ISO de seus fornecedores. Sem ISO, não tem negócio. A ISO é responsável por uma evolução sem precedentes do padrão de qualidade dos produtos e serviços brasileiros desde o início dos anos 90.

Pois bem, então que tal criar uma ISO Política? Uma instituição como a Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, desenvolveria os padrões para quem quer se dedicar a cargos públicos. Qualquer candidato a vereador, deputado, senador, etc. teria a oportunidade de obter a certificação. Mas para isso precisaria ter noções de política. Economia. Português. Administração. Ética. Atendimento a clientes. Leis. Política...
A ISO Política seria propagandeada maciçamente, até se transformar num selo de qualidade. E quem conseguisse a certificação ostentaria o selo com orgulho:
- Olha, eu tenho a ISO Política, viu? Quem banca o processo? Nós. Eu. Você. Com o maior gosto. O custo dele seria infinitamente menor que os prejuízos hoje causados pela ignorância e incompetência das excelências que elegemos.
Qualquer pessoa poderia se candidatar, mas eu só votaria em quem tem ISO, sacou?
É claro que o certificado não garante a boa intenção ou retidão moral do candidato, mas ao menos saberemos que ele passou por um vestibular que o obrigou a aprender o que faz um deputado. 
Ou no mínimo teríamos certeza que Vossa Excelência sabe ler e escrever.

Luciano Pires

terça-feira, 29 de junho de 2010

Esselentíssimo Juiz

Certa vez, ao transitar pelos corredores do fórum, fui chamado por um dos juízes ao seu gabinete.

- Olha só que erro ortográfico grosseiro temos nesta petição.

Estampado logo na primeira linha do petitório lia-se: 'Esselentíssimo Juiz'. Gargalhando, o magistrado lhe perguntou:

- Por acaso esse advogado foi seu aluno na Faculdade?

- Foi sim - reconheceu o mestre. Mas onde está o erro ortográfico a que o senhor se refere?

O juiz pareceu surpreso:

- Ora, meu caro, acaso você não sabe como se escreve a palavra Excelentíssimo?

Então explicou o catedrático:

- Acredito que a expressão pode significar duas coisas diferentes. Se o colega desejava se referir a excelência dos seus serviços, o erro ortográfico efetivamente é grosseiro. Entretanto, se fazia alusão à morosidade da prestação jurisdicional, o equívoco reside apenas na junção inapropriada de duas palavras.

O certo então seria dizer: “Esse lentíssimo juiz”.

Depois disso, aquele magistrado nunca mais aceitou o tratamento de 'Excelentíssimo Juiz', sem antes perguntar:

- Devo receber a expressão como extremo de excelência ou como superlativo de lento?

(Recebi por e-mail, sem a autoria)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Sobre a excelência e como conquistá-la


Artigo de Nora Bar
"A qualidade das pessoas é que determina o que se produz. De modo que se pode ter máquinas maravilhosas, mas se não houver gente extraordinária, não se poderá produzir ciência extraordinária"
Nora Bär (ciencia@lanacion.com.ar) é editora de Ciência e Saúde do jornal argentino "La Nacion", onde publicou este artigo:
En los siglos XVI y XVII, Galileo fue astrónomo, filósofo, matemático y físico. En esas épocas, una sola persona -- claro que no cualquiera: ¡Galileo, nada menos! -- podía abarcar el conjunto de los conocimientos de su tiempo.
En el mundo globalizado de hoy, la ciencia dejó de ser una empresa individual para convertirse en un aparato gigantesco cuyos engranajes exceden lo puramente académico y cuyos hallazgos impulsan no sólo el avance del conocimiento, sino también la competitividad de los países.
A los científicos actuales ya no les basta, como se cuenta que hizo Galileo, con asomarse a la Torre de Pisa, lanzar dos piedras y observar cómo caen. Para alimentar la moderna maquinaria de experimentación, capaz de bucear en el submundo de la materia y de desmontar las piezas de la vida, se necesitan equipos monumentales y cuantiosas inversiones que no suelen estar al alcance de los países en desarrollo.
¿Entonces qué chance les queda a los jóvenes David frente a los superpoderosos Goliat que dominan el escenario científico global?
En el discurso de apertura de la última reunión de la Asociación Americana para el Avance de la Ciencia, su ex presidente, David Baltimore, formuló algunas ideas que vale la pena tener en cuenta.
Baltimore ganó el Premio Nobel de Fisiología o Medicina en 1975 (junto con Renato Dulbecco y Howard Temin) por el descubrimiento de la enzima que en los virus oncogénicos "traduce" el ARN en ADN. Pero además de ser un científico brillante, fue un administrador exitoso que presidió la Universidad Rockefeller y el Instituto Tecnológico de California, y asesoró a los gobiernos de la India y Ruanda en temas científicos.
Contrariamente a lo que podría suponerse, para él la fuerza de un país en materia científica no depende tanto de los equipos e instalaciones como de la calidad de los investigadores. Entre otras cosas, aconseja mantener un alto nivel de excelencia en la selección de recursos humanos, impulsar el desarrollo de instituciones pequeñas, no separar la enseñanza de la investigación y preservar la libertad académica de los científicos. Por otra parte, insiste en que -aun para los países en desarrollo- la ciencia básica (que no tiene un fin definido) es insoslayable.
"Incluso si uno tiene la intención de que sus graduados trabajen en las cosas más prácticas, el entrenamiento que reciben en la ciencia básica es el mejor que se les puede ofrecer", afirma durante una entrevista publicada por SciDev.net.
"Desarrollar ciencia de primer nivel es difícil -- dice Baltimore --. Sólo se llega a la excelencia después de un proceso largo y trabajoso. Si uno [se limita a comprar] una máquina, produce ciencia estándar. En investigación, son las personas las que hacen la diferencia, haciendo cosas nuevas y formulando nuevas preguntas. La calidad de la gente es la que determina lo que se produce. De modo que uno puede tener máquinas maravillosas, pero a menos que tenga gente extraordinaria, no podrá producir ciencia extraordinaria."
En un mundo dominado por el dinero, es reconfortante pensar que Baltimore puede tener razón...
(La Nacion, Buenos Aires, 30/4)
Fonte:

Seguidores

Visualizações nos últimos 30 dias

Visitas (clicks) desde o início do blog (31/3/2007) e; usuários Online:

Visitas (diárias) por locais do planeta, desde 13/5/2007:

Estatísticas