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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Neurociência



Neurociência cresce como ferramenta de marketing
Empresas analisam reações dos consumidores para acertar na propaganda
Um comercial passa na televisão e prende a atenção do telespectador. As cores agradam, os personagens parecem familiares e, ao final de 30 segundos, o produto ganha espaço na memória do consumidor. Mais do que um processo criativo, a propaganda hoje é um trabalho científico. Utilizando recursos da neurociência – estudo do sistema nervoso –, empresas conseguem analisar as reações causadas por suas ações de marketing e direcioná-las para tirar melhor proveito delas.
Segundo dados do instituto Ibope, mais de 50 empresas globais já utilizam a neurociência nas ações de marketing. O aumento do uso desta ferramenta no mundo foi superior a 100% nos últimos quatro anos. Segundo Pedro Waengertner, professor de comunicação interativa da ESPM, o chamado neuromarketing ainda é desconhecido para muitas empresas, mas deve se tornar uma ferramenta importante nos próximos anos. “As utilizações são ilimitadas”, diz ele.
A Millward Brown, especializada em pesquisas de propaganda, combina diversas ferramentas de neurociência em suas análises. Uma delas, que propõe ao consumidor perguntas aparentemente aleatórias, pretende identificar ideias ativadas por uma marca ou anúncio. Outra tecnologia, denominada Eye-Tracking, utiliza dispositivos para captar o movimento dos olhos da pessoa que assiste a uma propaganda e assim registrar quais elementos atraem ou não sua atenção. Um terceiro recurso tem o objetivo de fazer o diagnóstico emocional e cognitivo do consumidor por meio da análise das ondas cerebrais.
“Uma ferramenta não existe sem a outra”, afirma Mauro Fusco, diretor de desenvolvimento e inovação da Millward Brown. A combinação dos recursos permite saber quando a propaganda gera um estímulo e se este é positivo ou negativo, além de indicar se o consumidor entendeu ou não a mensagem proposta pela marca. No ano passado, a empresa testou mais de 130 comerciais, de acordo com Fusco.
Além de analisar a publicidade na televisão, é possível fazer uso da neurociência também no estudo de outras mídias, como anúncios impressos, e até para saber a reação das pessoas dentro do supermercado. “A tendência é que os testes sejam mais sutis para o consumidor”, diz o professor Pedro Waengertner. Para facilitar o desenvolvimento de testes, a Millward Brown utiliza um equipamento simplificado para medir as ondas cerebrais, que necessita de menos fios ligados à cabeça do consumidor no momento de recolhimento dos dados. Segundo Mauro Fusco, a facilidade de utilização do aparelho permite pesquisas mais abrangentes.
Neurociência dentro da empresa
O Grupo Triunfo, empresa de consultoria e treinamento de pessoas, encontrou na neurociência soluções para gerenciar equipes. Com dados do sistema nervoso, são identificados problemas como estresse e distúrbios do sono. Para melhorar o bem estar do funcionário, um equipamento pode auxiliar na regulação da respiração, por exemplo, indicando o tempo ideal para inspirar e expirar. “Ele condiciona a pessoa por meio de exercícios”, afirma Scher Soares, presidente da marca. “Tal qual numa academia você treina o músculo, com o Biofelling (nome da ferramenta da empresa), você treina o seu estado interno.”
Segundo Soares, a vantagem da utilização de métodos de neurociência é um resultado mais preciso das reações em comparação com a análise simplesmente verbal, tanto dentro da empresa quanto na publicidade. “Há um aumento da procura por essas ferramentas e as empresas estão preocupadas em serem efetivas em sua comunicação”, afirma.

Fonte: Último Segundo
Autor: Juliana Kirihata

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O fim do problema mente-cérebro?


Foi a partir da década de 90, considerada a década do cérebro, que essas questões ganharam impulso. As indagações e reflexões envolvendo o cérebro humano emergiram simultaneamente em várias disciplinas (Neurociência, Inteligência Artificial, Filosofia da Mente, Ciência Cognitiva) e recolocaram com força o problema mente-cérebro.
A psicologia do século XX passou então, a disputar espaço com esses outros movimentos científicos. Entre todas as disciplinas que buscavam solução para o milenar problema da causação mental, a neurociência tenha sido talvez a mais aclamada no meio científico. Através das técnicas de neuroimagem que nos permitiram observar a atividade do cérebro humano in vivo, ela nos apresentou uma outra base para questionar a mente humana. Mais do que dividir espaço, a neurociência se propôs a substituir a psicologia.
A neurociência nos diz que muita coisa que hoje nós tratamos como sendo da ordem da psicologia poderá acabar num futuro próximo. O neurocientista americano, Michael Gazzaniga, por exemplo, afirma que a psicologia acabou e que ela vai ser “comida” pelas neurociências. As teorias psicológicas inundadas de idéias e de conceitos psicológicos (tais como apego, ressentimento e inveja) desaparecerão e serão substituídas por teorias neurocientíficas à medida que formos encontrando as bases neurais para esses distúrbios.

Psicologia em crise?

Para João de Fernandes Teixeira, essa é uma questão não só polêmica, mas assustadora. Será então que toda a psicologia poderá um dia ser reduzida à neurociência? Poderá uma pílula exterminar qualquer patologia psicológica? Qual será o papel do psicólogo nas próximas décadas?
É preciso ter cautela, adverte Teixeira. A neurociência já deu grandes saltos, mas tropeçou em muitos obstáculos. A maior dificuldade é explicar eventos intencionais como crenças, desejos e emoções. E afirmar que tudo vai ser reduzido ao cerebral é uma grande aposta.
Quanto ao futuro da psicologia, o professor acredita que é apressado supor que a neurociência irá substituí-la. “A neurociência ainda esbarra na tarefa de identificar os correlatos neurais da experiência consciente, e na minha percepção não há essa incompatibilidade aparente entre psicologia e neurociência. Uma coisa não é incompatível com outra. Eu acredito é na interface entre as duas disciplinas.”
Apesar de grandes ataques que a psicologia tem sofrido nas ultimas décadas, Teixeira afirma que ela sobreviverá se estabelecer relações interdisciplinares. “A especificidade na psicologia estranhamente será ganha caso pertença há um contexto maior, quando nós tivermos um projeto científico maior onde o psicólogo conviva com o neurocientista. É através das interfaces com as outras disciplinas da mente que a psicologia vai tirar sua sobrevivência”, complementa Teixeira.
Texto de Rafaela Sandrini
Edição de Luiz Paulo Juttel

Original em:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Nós, seres "humáquinas"?



O desenvolvimento da IA e da criação de robôs que desempenham funções humanas, têm contribuído de forma expressiva para as discussões em torno da algoritimização do mental. A ética para robôs humanóides já faz parte da pauta de muitos debates na filosofia da mente e em demais âmbitos das ciências. Mas, talvez antes de termos amigos, colegas de trabalho andróides, tenhamos um espécie de máquinas meio humanas...humanos meio máquinas.
Os avanços das neurociências com a criação de mãos biônicas ligadas diretamente ao cérebro, tornam ainda mais plausível questões referentes a essa interação homem x máquina.
Como atenta a psicóloga Nina Taboada, não esta tão longe o implante de chips e a nanomachine* não apenas para compensar órgãos falhos, mas também para melhorar/aperfeiçoar habilidades humanas.
E um homem com um cérebro metade orgânico, metade máquina...teria os mesmos direitos no mercado de trabalho que alguém que não contasse com essa possibilidade? ...Como se dariam as relações sociais nessa nova sociedade híbrida? ...Eis a questão!!!
Original em:
http://filosofiadamenteecognicao.blogspot.com/2008/04/ns-seres-humquinas.html
*Um nanomachine, também chamado de um nanite, é um dispositivo mecânico ou electromecânico cujas dimensões são medidos em nanometers (milionésimas de um milímetro), ou unidades de 10 -9 metros.
Nanomachines são largamente em fase de investigação-e-desenvolvimento, mas alguns dispositivos primitivos foram testados. Um exemplo é um sensor tendo uma nanometers de alternar aproximadamente 1.5 toda, capaz de contagem de moléculas específicas numa amostra de química. As primeiras aplicações úteis de nanomachines provavelmente será na tecnologia médica, onde elas poderiam ser usadas para identificar agentes patogénicos e toxinas de amostras de fluido do organismo. Outro aplicativo potencial é a detecção de produtos químicos tóxicos e a medição da suas concentrações, no ambiente

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Pois há dez atrás citei num trabalho de conclusão de curso, em minha "obra-prima" que chegaria o dia em que implantaríamos chips nas moléculas humanas; seria o nascimento de um novo e revolucionário ser.
Agora já se fala nisso com a maior naturalidade.
Já estou acreditando que viverei para ver essa transformação/"evolução[?]").
Carlos
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