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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mente


"Os orgãos dos sentidos capturaram a mente.
Eles fazem com que a mente faça o que eles querem.
Mas é a mente que deve guiar o corpo e não o inverso.
Então verifique sua mente.
É a partir dela que sua atitude é criada.
Quando sua atitude mental muda, sua visão e a forma de ver os outros também muda.
Quando seu olhar muda, suas ações e relacionamentos se elevam.
Para que esse processo aconteça deve haver pureza interior. Se faltar pureza, faltará paz.
Primeiro a pureza, depois a paz , o amor e a felicidade.
Assim sua mente atrairá o poder de Deus e se tornará mestre dos sentidos."

Dadi Janki

(Recebi por e-mail, tal qual)

sábado, 19 de setembro de 2009

A mente apaga registros duplicados

Autor: Airton Luiz Mendonça (Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia... Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente..
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A. !!! Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é ??
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O fim do problema mente-cérebro?


Foi a partir da década de 90, considerada a década do cérebro, que essas questões ganharam impulso. As indagações e reflexões envolvendo o cérebro humano emergiram simultaneamente em várias disciplinas (Neurociência, Inteligência Artificial, Filosofia da Mente, Ciência Cognitiva) e recolocaram com força o problema mente-cérebro.
A psicologia do século XX passou então, a disputar espaço com esses outros movimentos científicos. Entre todas as disciplinas que buscavam solução para o milenar problema da causação mental, a neurociência tenha sido talvez a mais aclamada no meio científico. Através das técnicas de neuroimagem que nos permitiram observar a atividade do cérebro humano in vivo, ela nos apresentou uma outra base para questionar a mente humana. Mais do que dividir espaço, a neurociência se propôs a substituir a psicologia.
A neurociência nos diz que muita coisa que hoje nós tratamos como sendo da ordem da psicologia poderá acabar num futuro próximo. O neurocientista americano, Michael Gazzaniga, por exemplo, afirma que a psicologia acabou e que ela vai ser “comida” pelas neurociências. As teorias psicológicas inundadas de idéias e de conceitos psicológicos (tais como apego, ressentimento e inveja) desaparecerão e serão substituídas por teorias neurocientíficas à medida que formos encontrando as bases neurais para esses distúrbios.

Psicologia em crise?

Para João de Fernandes Teixeira, essa é uma questão não só polêmica, mas assustadora. Será então que toda a psicologia poderá um dia ser reduzida à neurociência? Poderá uma pílula exterminar qualquer patologia psicológica? Qual será o papel do psicólogo nas próximas décadas?
É preciso ter cautela, adverte Teixeira. A neurociência já deu grandes saltos, mas tropeçou em muitos obstáculos. A maior dificuldade é explicar eventos intencionais como crenças, desejos e emoções. E afirmar que tudo vai ser reduzido ao cerebral é uma grande aposta.
Quanto ao futuro da psicologia, o professor acredita que é apressado supor que a neurociência irá substituí-la. “A neurociência ainda esbarra na tarefa de identificar os correlatos neurais da experiência consciente, e na minha percepção não há essa incompatibilidade aparente entre psicologia e neurociência. Uma coisa não é incompatível com outra. Eu acredito é na interface entre as duas disciplinas.”
Apesar de grandes ataques que a psicologia tem sofrido nas ultimas décadas, Teixeira afirma que ela sobreviverá se estabelecer relações interdisciplinares. “A especificidade na psicologia estranhamente será ganha caso pertença há um contexto maior, quando nós tivermos um projeto científico maior onde o psicólogo conviva com o neurocientista. É através das interfaces com as outras disciplinas da mente que a psicologia vai tirar sua sobrevivência”, complementa Teixeira.
Texto de Rafaela Sandrini
Edição de Luiz Paulo Juttel

Original em:

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mente e cérebro - uma questão, a priori, filosófica


A questão mente-cérebro se apresenta necessariamente como sendo filosófica, porque de modo geral problemas conceituais sempre permearam esse âmbito do saber.
A filosofia sempre buscou meios lingüísticos de adequar o interno humano com o mundo real de maneira verdadeira.
Toda a história da humanidade foi marcada por discursos que ora reforçavam um dualismo (estados físicos diferentes de estados mentais), ora um materialismo (estados mentais como variações de estados físicos).
Como salienta o professor e mestre em filosofia Rafael de Oliveira Vaz, “a mente é um problema filosófico porque a sede do pensamento seja cérebro, espírito ou propriedades supervenientes, é a pedra fundamental da visão de natureza humana e de suas conseqüentes propriedades, conceitos necessários para qualquer ontologia que inclua o homem (e suas peculiaridades) dentre os entes que dela façam parte.”
E o surgimento da Filosofia da Mente- aliada aos avanços da ciência e à sofisticação de argumentos filosóficos - trouxe mais subsídios e possibilitou o refinamento de argumentos e contestações referentes à questão que sempre instigou o homem: desvendar a caixa preta!
Postado por Rafaela Sandrini no original:

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

É possível algoritmizar o mental?


Para termos uma idéia do que seja um algoritmo de compressão basta que imaginemos uma situação na qual queiramos escanear uma figura para, em seguida, tentar salva-la num disquete de 1,44MB. Se a figura for muito grande, ela não caberá no disquete e, não poderemos transportá-la para outro computador. Contudo é possível lançar mão de um artifício: compactar a figura para poder transportá-la em disquete, para em seguida, descompactá-la no computador de destino. Para compactar a figura usa-se um algoritmo de compressão. Ele diminui a figura temporariamente, identificando padrões ou regularidades que podem ser comprimidos ou compactados*

Dito de outra maneira, os algoritmos são procedimentos mecânicos para a solução de um problema matemático, cujas regras levam a uma solução. Nas palavras do filósofo da Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi) Nivaldo Machado - que há algum tempo trabalha com a possibilidade de algoritmização do mental - um algoritmo é um processo formal composto de sucessivas etapas de prescrições que levam a determinado resultado sempre que ele for iniciado. Um algoritmo invariavelmente executa o que foi programado para executar. Isto, todavia, não impede que ele possa ser melhorado/adaptado com o passar do tempo.

Processos computacionais são facilmente algoritimizáveis. Mas seria possível também compactar padrões e regularidades no meu cérebro? Seria possível algoritmizar os eventos mentais, transformar meus processos cognitivos (desejos e crenças) em algoritmos?

Alguns críticos, como o filósofo Dreyfus da Universidade da Califórnia em Berkeley, alegam que a dificuldade está na criação de uma base de conhecimento suficientemente generalista, como a que possibilita os nossos processos cognitivos. O caso dos sistemas especialistas em diagnósticos médicos ilustra bem esse problema. Tais agentes inteligentes recebem a seguinte base: febre + dor de garganta = gripe. Eles então captam estímulos do ambiente (relato dos pacientes de febre e dor de garganta), consultam sua base de conhecimento e dão o diagnóstico de gripe.

Parece simples. O único problema é formular esta ampla base de conhecimento que consiste em descobrir e reunir todas as inúmeras informações que o sistema especialista necessita para dar um diagnóstico empiricamente adequado.

Essas questões motivam críticas e ressalvas ao desenvolvimento de uma máquina com a capacidade total de nossa mente. Para Machado, a possibilidade dessa algoritmização (branda) é clara. Obter os elementos para algoritmizá-la é que seria algo bem mais complicado.

* Este exemplo foi adaptado de Teixeira (2008)
Texto de Rafaela Sandrini
Original em:

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ciência da mente: paradigmas e mudanças


Os campos que buscam compreender nossa mente e comportamento, se vêem imersos num empreendimento científico arrojado e possuem particularidades em relação a outros âmbitos da ciência. A mente humana, tão variável e maleável, complica imensamente a busca de princípios gerais da natureza humana.
O filósofo Thomas Kuhn argumentou que as teorias científicas modernas não são mais verdadeiras do que as teorias que elas desbancam, apenas diferentes. As teorias sobre a natureza humana, nunca morrem. É comum que velhas idéias sejam simplesmente recicladas ou reformuladas. A metafísica*, por exemplo, é um paradigma que ainda persiste e causa mal-estar paara a filosofia moderna.
Como explica o filósofo da Universidade Federal de São Carlos João de Fernandes Teixeira, é ingenuidade positivista achar que a metafísica pode ser sepultada. “Fernando Pessoa disse que a metafísica é produto do mal-estar. Creio que a metafísica é algo pior: ela nos causa mal-estar. E que não é possível, para nós, livrarmos definitivamente desse mal-estar. De tempos em tempos ele reaparece” complementa o filósofo.
Embates Científicos
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Mas as revoluções científicas e os embates entre paradigmas são importantes para a ciências da mente. De acordo com o jornalista americano John Horgan, a belicosidade da ciência da mente a distingue de outros campos. Os estudiosos com freqüência se mostram mais empolgados não quando anunciam seus paradigmas favoritos, mas quando acabam com o paradigma alheio.
“Quando se trata de teorias sobre a natureza humana, os padrões das provas devem ser inversos aos que se aceitam nos tribunais. As teorias devem ser consideradas culpadas – ou seja, incorretas ou dúbias – até que sua correção seja estabelecida além de uma dúvida razoável”, complementa Horgan. A ânsia por verdades absolutas na ciência pode ter conseqüências perigosas. Um pouco de ceticismo e cautela quanto aos produtos da ciência é fundamental.
O filósofo Karl Popper tomou essa atitude e usou o critério da falseabilidade para demarcar a ciência. Nunca podemos provar que nossas teorias são verdadeiras, argumentou Popper. Só podemos refutar teorias, provar que são falsas. Portanto, todo conhecimento é experimental, provisório.
Sobre essa questão, Horgan afirma que ceticismo de menos nos deixa à mercê de charlatões vendedores de panacéias científicas. Ceticismo demais pode levar a um pós-modernismo radical que nega a possibilidade de chegar não só ao conhecimento completo de nós mesmos mas também a qualquer conhecimento. Mas a dose certa de ceticismo combinada a dose certa de otimismo, pode nos proteger da avidez por respostas enquanto nos mantém receptivos o bastante para reconhecer a verdade se e quando ela chegar.
Texto de Rafaela Sandrini
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*A Metafísica é uma das principais obras de Aristóteles e o primeiro grande trabalho sobre a própria metafísica. O objeto de investigação da Metafísica não é qualquer ser, mas do ser enquanto ser. Examina o que pode ser afirmado sobre qualquer coisa que existe por causa de sua existência e não por causa de alguma qualidade especial que se tenha. Também aborda os diferentes tipos de causas, forma e matéria, a existência dos objetos matemáticos e Deus.
O título Metafísica resultou da ordenação dos livros após aos da Física, de acordo com a disposição dada por
Andrônico de Rodes, no primeiro século a.C. O tratado é composto de 14 livros.
Na metafísica,
Aristóteles definiu as quatro causas, explicada aqui em termos gerais:
Causa formal - É a forma ou essência das coisas.
Causa material - É a matéria de que é feita uma coisa.
Causa eficiente - É a origem das coisas.
Causa final - É a razão de algo existir.

FONTE: WIKIPÉDIA

sábado, 31 de maio de 2008

A mente

O que você grava na mente subconsciente, está programado para se tornar realidade física. O pensamento dá a ordem e o subconsciente cumpre. Por isso, você é o resultado dos seus pensamentos. Seu pensamento é sua verdadeira oração. Todo pensamento que o subconsciente aceita como verdadeiro, ele move céus e terra para realizá-lo.
Você mesmo já teve sonhos, em outros tempos, que lhe pareciam inatingíveis, mas hoje eles são realidade na sua vida. Para realizar um sonho você deve criar forte convicção e não apenas alguma esperança.
Se você tem convicção, sua idéia surgirá, a cada instante, eletro magnetizada e essa força emocional sensibilizará o subconsciente, fazendo-o agir na concretização desse desejo.
O sucesso chega para aqueles que têm certeza do sucesso e, conseqüentemente, caminham na direção dele. Nunca diga que algo é impossível. Todo desejo reforçado pela fé torna-se realidade física.

Thalita Shanti

sábado, 19 de abril de 2008

Praticando o Poder do Agora


"A chave do segredo está em acabar com a ilusão do tempo. O tempo e a mente são inseparáveis. Tire o tempo da mente e ele pára, a menos que você escolha utilizá-lo.
Estar identificado com a mente é estar preso ao tempo. É a compulsão para vivermos quase exclusivamente através da memória ou da antecipação. Isso cria uma preocupação infinita com o passado e o futuro, e uma relutância em respeitar o momento presente e permitir que ele aconteça. Temos essa compulsão porque o passado nos dá uma identidade e o futuro contém uma promessa de salvação e de realização. Ambos são ilusões".


Autor: Eckhart Tolle - "Praticando o Poder do Agora"


Colaboração: Thalita Shanti

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